História History - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Coréia Do Sul, Drama, Jeon Jungkook, Jikook, Jung Hoseok, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Kim Taehyung, Kpop, Lemon, Min Yoongi, Namjin, Taegi, Vhope, Vkook, Vmin
Exibições 49
Palavras 1.992
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi oi oi!
Como vão vocês meus amores?
Espero que gostem do capítulo <3 (tá meio bleh, mas)

Capítulo 3 - Chapter 02


Fanfic / Fanfiction History - Capítulo 3 - Chapter 02

✖ Yoongi's POV ✖

Naquele dia quando deitei minha cabeça no travesseiro, o Sol estava nascendo, fazendo com que seus raios iluminassem as bordas da janela. Eunwoo assim que chegou em casa apenas tomou banho e logo adormeceu. Em contra partida, eu não havia conseguido, o que me deixou bastante estressado. Minha mente não parava de trabalhar por nem um segundo. Tanta coisa havia acontecido num só dia, isso me levava a pensar se tudo tivesse ocorrido como o planejado.

Provavelmente, eu e a Eunwoo estaríamos num voo para Taiwan, para nossa lua de mel. Seu pai estaria na MayBe Ent. junto a seu irmão, tomando doses de uísque enquanto falavam das trainees. Aquilo me dava nojo só em pensar. O casamento, óbvio, teria acabado bem. Teríamos dado umas risadas com os discursos e quem sabe até chorado um pouco.

Mas não. Eu estava ali, encarando a flor de laranjeira que o Jimin havia me dado. Falando nele, talvez eu nem tivesse o conhecido e ganhado aquela bonita flor.

Lentamente meus olhos começaram a pesar e nem percebi que comecei a dormir. O sono que tive, foi o mais estranho.

Estava lá eu, andando sozinho no meio de uma rua que não dava para lugar algum e a única coisa que sabia é que eu me encontrava completamente perdido. A estrada era suja e havia alguns buracos no asfalto. Pela primeira vez na minha vida, eu queria acordar depressa. Isso ali não iria acabar bem, de fato. Comecei a andar, correndo os olhos pelo lugar estranho. Ao olhar para cima, vi meu reflexo de ponta cabeça, como se acima de mim tivesse água. Comecei a andar em círculos olhando para cima, agindo como um idiota. Até mesmo em sonhos eu tinha essa capacidade. E para ficar mais esquisito ainda, um assobio completamente macabro começou a soar, deixando-me louco. O que me intrigava era que o assobio não vinha de longe, parecia que alguém fazia aquilo diretamente nos meus ouvidos; tampei-os, sentindo meu peito pesar, querendo gritar, mas nada saía. Aos poucos fui me agachando até ficar em posição fetal. Quanto mais eu forçava minhas mãos em meus ouvidos, mais o som parecia aumentar. Aquilo era praticamente uma espécie de tortura que parecia durar por poucos minutos, mas quando acordei de vez, assustado e suando frio, o relógio marcava duas da tarde.

Eunwoo não estava mais dormindo, aparentemente estava no banheiro, escovando os dentes. Eu podia ouvir o som da sua escovação de tão tranquilo que o ambiente estava. Pulei da cama, logo com meu celular em mãos, checando o feedback. Por sorte não havia ligações ou mensagens da empresa. Apenas umas notificações com vários emojis e pontos de exclamação, declarando que um dos grupos da MayBe Ent. havia ganhado mais um prêmio de melhor música de comeback ‘Dangerous’ escrita e produzida por Min Yoongi.

Ao menos uma notícia boa.

Ainda meio sonolento, fui até o banheiro e vi Eunwoo pronta para sair. Ela enxaguou a boca e me abraçou do meu jeito favorito: uma mão em meu pescoço e a outra acariciando minhas costas. Seu cheiro de lavanda me fez desejar voltar a dormir abraçado com ela pelo resto do dia. Quando nos separamos, Eunwoo sorriu e eu só pensei o quanto quebrada ela estava por dentro, mas mesmo assim conseguia mostrar seu melhor sorriso.

– Você ficou se mexendo sem parar enquanto dormia, até bateu seu pé em minha coxa. O que foi?

Por mais que tenha sido só um sonho, de alguma forma ela ficaria preocupada se eu contasse. E tudo que eu menos queria era deixá-la com a cabeça mais pesada ainda.

– Nah, não foi nada. E desculpe.

Eunwoo preferiu não argumentar e apenas assentiu.

– Ainda bem que você acordou logo. Agora eu vou ao hospital. Chanwoo está esperando por mim, e disse que appa está bem.

– Não quer que eu vá com você? E se for muito incômodo, ao menos te levar até lá.

Eunwoo balançou a cabeça em negação.

– O Jimin vai me levar.

Fiquei aliviado ao ouvir a notícia. Sem muita pressa, ela colocou apenas um gloss incolor e seguimos em direção à cozinha. Eunwoo pegou apenas um suco na geladeira para degustar.

– Você vai tomar só isso? Woo, tu precisas comer.

– Não to com muita fome – respondeu logo.

A campainha soou e eu fui ver quem era. Para minha supresa, Jimin estava lá segurando algumas sacolas. Assim que abri as portas, nos cumprimentamos e ele sorria de orelha a orelha.

– Bom dia!

Eu respondi o mesmo e Eunwoo acenou para ele enquanto tomava seu suco. Hesitante, Jimin pediu licença e foi logo em direção à mesa onde costumamos fazer nossas refeições. Logo tirou o conteúdo que estava dentro da sacola, revelando a comida.

– Imaginei que estivessem com fome – Jimin organizava bem direitinho os alimentos. – Am... optei por coisas saudáveis e apetitosas, mas... – em outra sacola menor, ele tirou um pedaço de torta de limão e a entregou para Eunwoo. – Soube que este é seu doce favorito.

Eu e minha esposa estávamos sem reação pela supresa do Jimin. Não sabíamos como agradecê-lo. Ele estava ali sorridente, parado ao lado da mesa. Eunwoo e eu nos entreolhamos, sem saber como lidar com aquela situação repentina. Vendo nosso desespero estampado em nossas faces, Jimin ia quebrar o silêncio, mas Eunwoo o interrompeu.

– Meu Deus. Aquilo ali é tapioca?

Ela voou à mesa como um animal selvagem. Jimin ficou tão surpreendido que se afastou um pouco para trás. A verdade é que a Eunwoo...

– Eu amo tapioca – disse ela, de boca cheia. – Como adivinhou?

Jimin deu de ombros.

– Não sei. Apenas me baseei no que seria bom para um café da manhã/almoço então...

Ela tem uma verdadeira paixão por comida brasileira desde que acompanha as turnês mundiais dos grupos da empresa. A sua alegria quando soube que vai viajar para o Brasil na turnê do BEO2 é a mesma de quando ela vê que bonecos colecionáveis estão em promoção. Vocês deveriam ver ela e o Jin correndo em direção à loja para comprar os bonecos. Eu e Namjoon ficávamos apenas no lado de fora do local, evitando constrangimentos.

Jimin olhou para mim com um sorriso satisfeito no rosto. A verdade é que eu mal tinha me ligado, mas também estava sorrindo. Naquele momento, eu senti que deveria degustar do conteúdo na mesa. Seria bastante decepcionante para o Jimin. Aproveitando que meu estômago pedia por comida, sentei-me à mesa, e meus olhos fincaram na carne próxima ao suco de laranja. Não hesitei, peguei os jeotgarak¹ descartáveis que vieram junto com aquele bando de comida e fui com minhas mãos ao meu destino. Eu tinha um modo muito eficiente de comer. Peguei primeiro uma folha de alface, coloquei um pedaço de carne e outro de arroz, enrolei tudo e enfiei na boca. E dessa maneira, terminei de comer o necessário para mim.

Eunwoo me deu um beijo rápido em meus cabelos castanho e bagunçado, provavelmente cheirando ao incenso que vagava pela casa. Jimin apenas me deu um tchauzinho e assim que fechou a porta, eu me senti livre para voltar a dormir. Estava com uma semana livre para fazer o que bem quisesse: de dormir o dia inteiro até procriar. Porém, aquele dia, meus planos mudaram por completo quando Hoseok me ligou, avisando que estaria em minha casa em dez minutos. 


— Eu até pensei em te ligar mais cedo — Hobi falou enquanto comia melancia, escorado no balcão da cozinha. — Apostei que estavas dormindo então...

— E você tava certo — falei. — Eu não consegui pregar os olhos lá no hospital. Pior que isso só o tédio.

Hobi entortou a boca.

— A gente ficou preocupado contigo, nem conseguimos nos falar depois daquilo. Foi tudo tão... de repente, sabe?

Concordei com a cabeça.

— Nossa sorte foi o Park Jimin — Hoseok encontrava-se confuso. — O novo empregado dos Hyuns. Ele que ficou comigo e a Eunwoo lá no hospital e ainda trouxe essa comida pra gente.

Peguei um biscoito que Jimin havia comprado para degustar. Os olhos de Hobi pareciam já cair, a mesma expressão que fiz quando vi o garoto de cabelo laranja em minha casa.

— Hyung é sério? — perguntou Hoseok e eu assenti. — Oh, isso é ótimo, preciso perguntar a ele onde que comprou essa melancia deliciosa!

Eu ri pelo nariz com a mentalidade de Jung Hoseok. Algo que me deixava fascinado, era a sua capacidade de sempre me fazer ficar bem. Incrível como ele conseguia tudo isso com seu sorriso cativante e adocicado. O melhor disso tudo é saber que o Hoseok é um dos poucos amigos com quem posso contar sempre. Faça chuva ou faça Sol, ele estará ao meu lado, fazendo babaquices e dizendo coisas que preciso ouvir. E ali era um dos momentos que eu precisava dele, e nem precisei ligar pedindo para que me ajudasse. Ao me ver cabisbaixo e brincando com os dedos, Hoseok me puxou pelo braço, carregando-me até meu quarto e me jogou na cama.

— Vamos lá, hyung, você precisa se divertir. — Hobi abriu as cortinas das janelas enormes que iam do teto até a parede, deixando a luz natural entrar e a vista para os prédios que se encaixavam como quebra-cabeça formando Seul. — Eu acho que vamos suar muito aqui — ele tirou a camisa, arremessando-a longe. Eu, sinceramente, não entendia o que estava acontecendo ali. Os planos de Hobi estão sempre mantidos num cofre sem chave. — Concorde comigo, tudo com um toque natural é mais gostoso.

Mexeu e remexeu nas prateleiras de DVDs até encontrar um colorido com as letras "JUST DANCE" destacadas. Eu queria que não fosse verdade, nas infelizmente os raios coloridos da TV entraram em contato com os meus olhos, fazendo-me implorar pelo perdão.

— Bora lá, Yoongi! Que tal começarmos com o clássico?

Fechei meus olhos e abracei meu travesseiro, mas Hoseok me puxou e me arrastou para ficar em frente à TV.

Juro que tentei ao máximo ficar ali parado, apenas vendo meu resultado inferior ao do meu melhor amigo. Mas a verdade é que é sempre me deixo levar. Nossas diversões acabam sendo a melhor coisa do meu dia. Primeiro começamos com os clássicos, claro. Depois, meio cansados, fomos até o freezer ao lado da TV e pegamos algumas bebidas. Nossa intenção nunca é ficar bêbado, mas a gente também nunca fica sóbrio. Quando éramos mais jovens, nos divertíamos daquele jeito quase todos os dias. Os melhores tempos. Como eu daria tudo para ter meus vinte anos de volta. Infelizmente, querer não é poder e a cada gole daquelas bebidas, eu sentia minha garganta pegar fogo.
Meus pensamentos se misturaram com o álcool. A adrenalina percorria minha veia como raios gama sendo lançados na morte de uma estrela.

O sentimento de loucura que não era novo em minha vida azeda, era uma forma que meu corpo encontrava de liberar toda a fúria e desejos mais secretos. Como se meu subconsciente agora tomou o lugar da minha lucidez e eu me sentia capaz de coisas que eu nem sabia que um dia viria a cobiçar. Aquele meu estado me fez sentir que eu vivia um sonho, onde tudo pode acontecer. Mudar da água para o vinho. Eu não sabia se iria acordar, sentia-me incapaz de sair daquele mundo sem nexo. Dancei com o Sol, como se fosse uma flor abrindo ao receber a luz. Desejei estar entrelaçado com a lua como se fosse nuvens carregadas de água. Não sabia quantas letras de canções já perdi enquanto refletia sobre a vida enquanto bêbado. As melhores ideias surgem nos momentos que menos imaginamos. Eu não tinha noção de quanto tempo passo enxergando com os olhos vendados, mas quando meus olhos me levam para o mundo real eu sempre acabo com a vontade de querer arrancá-los. O que vivenciei novamente foi um tipo de sonho que eu podia controlar junto com o relógio.

Da minha pele escorria o suor amargo e internamente era restaurado em mim, o doce azedo que me formava, recriando outro ciclo vicioso.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! E meu jeito de escrever é estranho mesmo.

OBS.: jeotgarak¹ - os pauzinhos de comer.


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