História Hogwarts Lendo Harry Potter - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Hermione Granger, Ronald Weasley
Tags Albus Potter, Harry Potter, Hermione Granger, Hinny, Romione, Ronald Weasley, Rose Weasley, Scorbus, Scorpius Malfoy
Visualizações 388
Palavras 3.274
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá leitores me desculpem pela demora, eu iria sim postar o capítulo no outro dia só que inesperadamente fiquei sem internet, agora sem mais delongas boa leitura e me desculpem mais uma vez

Capítulo 2 - Osso, Carne e Sangue


Harry Potter entrava pelo o buraco do retrato junto de seus inseparáveis amigos Hermione Granger e Ronald Weasley, se acomodaram perto do sofá da lareira e falavam aos cuxixos sobre a reunião da AD, organização que Harry, Hermione e Rony ( ideia de  Hermione é claro ) recentemente criaram para aprender Defesa Contra as Artes das Trevas por que a professora Dolores Umbrige que eles intitularam de Vaca Rosa não estava ensinando de forma correta. O ministro achava que Dumbledore estava querendo criar um exército da própria escola para poder tomar o seu cargo de ministro, e ainda tinha, o que parte do mundo bruxo acreditava ser mentira, a volta de Lord Voldemort no final do Torneio Tribruxo e que o próprio Lord causou a morte de Cedrico Diggory.

–Fala mais baixo Ronald alguém pode ouvir!- Disse Hermione observando para ver se não tinha ninguém olhando.
Mal a morena acabou de falar e Minerva McGonagall entrou pelo buraco do retrato.

–Alunos me acompanhem!- Disse ela com o seu tom de voz firme.

Todos os alunos a acompanharam para fora, vários se perguntavam o que estava acontecendo. Entraram pelas portas do salão e Harry percebeu que não só toda a escola e professores estavam ali mais também todos os membros da Ordem da Fênix,  um grupo que Dumbledore criara para combater Voldemort na primeira guerra e que voltara a se reunir depois do retorno do Lord das Trevas, o ministro Cornélio Fudge, toda a família Weasley e para a surpresa de Harry, Sirius Black seu padrinho em sua forma animaga.

–Que está acontecendo?- Perguntou Rony. Nem Harry e nem Hermione souberam responder sua pergunta estavam tão confusos quanto o amigo.

–Boa Noite caros alunos, lhes reuni aqui hoje a noite porque a professora Dolores Umbrige recebeu em sua sala quatro livros com uma carta falando que deveríamos reunir toda a escola para lermos todos juntos, os livros acredito eu vieram do futuro e  se chamam Harry Potter e contam tudo o que precisamos saber sobre o retorno de Lord Voldemort.

O efeito foi imediato, logo todo o salão olhou para Harry que abaixou a cabeça desacreditado. O ministro coxixava com Percy e Dolores sobre algo. Era possível ouvir alguns alunos falarem "Impossível".

–Francamente!Não acredito que vou perder meu precioso tempo lendo sobre a vidinha do Potter- Falou Draco Malfoy da mesa da Sonserina.

–Acho que devemos começar então!- Disse Dumbledore com um pequeno sorriso em seu rosto calmo. O diretor acabou de falar e uma luz azul claríssima apareceu no meio do salão e dela surgiram três adolescentes. Uma garota de cabelos ruivos e cheios, dois meninos, um loiro de cabelos  quase brancos se visto de longe de olhos cinza e um moreno de cabelos rebeldes com olhos de um profundo verde esmeralda.

–Tem certeza que paramos na época certa? Porque se não estamos todos lasca...- O menino de cabelos loiros parou de falar ao perceber que todos os observavam curiosos.

–Gostariam de se apresentar por favor- Falou o Dumbledore com um olhar curioso- Se puderem é claro- acrescentou o diretor.

–Olá professor Dumbledore, me chamo Rose Jean Weasley e esse é Scorpius Hyperion Malfoy-Disse apontando para o loiro. Draco Malfoy lançara um olhar zangado ao menino e exclamou:

–O que um Malfoy faz com uma Weasley?!

Rose optou por apenas ignorá-lo e continuou com as apresentações.

–Esse aqui é Albus Severus Potter- Disse ela indicando o moreno de cabelos pretos bagunçados . Harry se engasgou com a própria saliva.

–O quê?!

E assim como Malfoy foi ignorado por Rose.

–Presumo que foram os três a mandarem os livros e a carta- Falou  o diretor.

–Sim professor!- Disse Scorpius animadamente.

–Vamos começar a leitura então! Quem gostaria de ler para nós?- Perguntou Dumbledore animadamente. Os três se sentaram a mesa da Grifinória para a surpresa de todos porque não era todo dia que um Malfoy se sentava a mesa da Grifinória, Draco lançou um olhar de nojo ao menino que provavelmente era seu filho.

–Eu leio professor!- Hermione levantou sua mão imediatamente.

–Quem mais iria querer ler...-Começou Jorge.

– Se não nossa querida Hermione- Terminou Fred.

A garoto corou e foi até a mesa dos professores e pegou o livro.

–O título do livro é Harry Potter e o Cálice de Fogo- Começou ela- O primeiro capítulo se chama Osso, Carne e Sangue.

–Ah antes de começarmos a leitura gostaria de deixar avisado que iram vir mais pessoas do futuro para acompanhar a leitura- Disse Scorpius.

Algumas pessoas fizeram careta ao nome do capítulo. Harry apenas arregalou os olhos, já sabia exatamente o que iria acontecer neste capítulo. Hermione que havia percebido apertou sua mão em sinal de conforto e ele sorriu agradecido e então ela começou a ler:

Harry sentiu seus pés baterem no chão; a perna machucada cedeu e ele caiu para a frente; por fim, sua mão soltou a Taça Tribruxo.

–Então este capítulo vai falar o que aconteceu no final da última tarefa do Torneio Tribruxo?- Hermione parou de ler para perguntar.

–Correto Srt.Granger- Confirmou Rose

Então a garota voltou a ler achando um pouco estranho ela saber seu sobrenome.

Ele ergueu a cabeça.

- Onde estamos? – perguntou.

Cedrico sacudiu a cabeça. Levantou-se, ajudou Harry a ficar de pé e os dois olharam a toda volta.

Estavam inteiramente fora dos terrenos de Hogwarts; era óbvio que tinham viajado quilômetros – talvez centenas de quilômetros – porque até as montanhas que rodeavam o castelo haviam desaparecido. Em lugar de Hogwarts, os garotos se viam parados em um cemitério escuro e cheio de mato. Para além de um grande teixo à direita podiam ver os contornos escuros de uma igrejinha.

Um morro se esguia à esquerda. Muito mal, Harry conseguia discernir a silhueta escura de uma bela casa antiga na encosta do morro.

Cedrico olhou para a Taça Tribruxo e depois para Harry.

- Alguém lhe disse que a Taça era uma Chave de Portal? – perguntou.

- Não. – Harry examinou o cemitério. Estava profundamente silencioso e meio fantasmagórico. – Será que isto faz parte da tarefa?

- Não sei – respondeu Cedrico. Sua voz revelava um certo nervosismo. – Varinhas em punho, não acha melhor?

- É – disse Harry, satisfeito de que Cedrico tivesse sugerido isso por ele.

Os dois puxaram as varinhas. Harry não parava de olhar para todo lado.

 

- VIGILÂNCIA CONSTANTE! – gritou Olho-Tonto Moddy assustando a todos ali presente.

- Meu Deus  Olho – Tonto, não precisa nos assustar desse jeito – reclamou Molly.

Tinha, mais uma vez, a estranha sensação de que estavam sendo observados.

- Vem alguém aí – disse de repente.

–Quem será?- Perguntou Simas Finigan que até então ainda não estava entendendo nada e ainda não estava acreditando em Harry. Ninguém exceto Harry e soube responder a pergunta.

Apertando os olhos para enxergar na escuridão, eles divisaram um vulto que se aproximava, andando entre os túmulos sempre em sua direção. Harry não conseguia distinguir um rosto; mas pelo jeito que o vulto caminha e matinha os braços, dava para ver que estava carregando alguma coisa. Fosse quem fosse, era baixo e usava um capuz que lhe cobria a cabeça e sombreava o rosto. E... vários passos depois, a distância entre eles sempre mais curta – Harry viu que a coisa nos braços do vulto parecia um bebê... ou seria meramente um fardo de vestes?

 Alguma coisa de errado não está certo aí!- Falou Jorge
 
Harry baixou ligeiramente a varinha e olhou para Cedrico ao seu lado. O rapaz lhe respondeu com um olhar intrigado. Os dois tornaram a se virar para observar o vulto que se aproximava.

Ele parou ao lado de uma lápide alta, a uns dois metros. Por um segundo, Harry, Cedrico e o vulto baixo apenas se entreolharam.

Então, inesperadamente, a cicatriz de Harry explodiu de dor.

O efeito foi imediato, logo o salão se encheu de perguntas sobre o porquê de Harry ter sentido dor na cicatriz.

–Acredito que se acompanharmos a leitura saberemos o motivo!- Falou Albus para a surpresa de todos, muitos estavam achando que o garoto era mudo, as falas cessaram no mesmo momento.

Foi uma agonia tão extrema como jamais sentira na vida; ao levar a mão ao rosto, a varinha lhe escapou dos dedos; seus joelhos cederam; ele caiu ao chão e não viu mais nada, sua cabeça pareceu prestes a rachar.

De muito longe, acima de sua cabeça, ele ouviu uma voz fria e aguda dizer: “ Mate o outro.’’

Um zunido, e uma segunda voz que arranhou o ar da noite:

Avada Kedavra!
 
Um relâmpago verde perpassou as pálpebras de Harry e ele ouviu alguma coisa pesada cair no chão ao seu lado; a dor de sua cicatriz atingiu tal intensidade que ele teve ânsias de vomitar, em seguida diminuiu; aterrorizado com o que iria ver, ele abriu os olhos ardidos.

Cedrico estava estatelado no chão ao seu lado, os braços e pernas abertos. Morto.

O silencio tomou conta de todo Salão. Todos fizeram, alunos e professores, uns momentos de silêncio em memória do colega e aqui e ali podia-se ouvir choros baixinhos das garotas, e de repente Cho Chang levantou-se de seu lugar e saiu em disparada pelas portas do Salão, os seus colegas sabiam que ela nunca superara a morte do namorado, Cedrico morreu tão jovem tinha uma vida inteira pela frente.

Por um segundo que continha toda a eternidade, Harry fitou o rosto do colega, seus olhos cinzentos abertos, vidrados e inexpressivos como as janelas de uma casa deserta, a boca entreaberta num esgar de surpresa. Então, antes que a mente de Harry pudesse aceitar o que seus olhos viam, antes que pudesse sentir alguma coisa além de atônita incredulidade, ele sentiu que alguém o levantava.

O homem baixo de capa pousara o fardo que carregava no chão, acendeu a verinha e saiu arrastando Harry em direção à lápide de mármore. O garoto viu o nome ali gravado faiscar à luz da varinha, antes de ser virado e atirado contra a pedra.

                                          TOM RIDDLE

 

O homem da capa agora estava conjurando cordas para prender Harry com firmeza, amarrando-o à lápide, do pescoço aos tornozelos. O garoto ouviu uma respiração rápida e rasa saindo do fundo do capuz; ele se debateu e o homem lhe deu uma bofetada – uma bofetada com uma mão à que faltava um dedo. E Harry percebeu quem estava sob o capuz. Era Rabicho.

 

- DESGRAÇADO! – gritaram Remo e Harry furiosos, algumas pessoas se assustaram por causa do grito. E Sirius ainda em sua forma animaga soltou um rosnado.

- Harry e Remo?- Chamou Dumbledore com sua voz calma – Se acalmem, por favor, continue a leitura srt. Granger.

- Você! – exclamou ele.

Mas Rabicho, que acabara de conjurar as cordas, não respondeu; estava verificando se estavam bem apertadas, seus dedos tremendo descontrolados, apalpando os nós.

 –Ele está bem nervoso- Comentou Padma Patil.

Uma vez convencido de que Harry estava amarrado à lápíde sem a menor folga e que não conseguiria se mexer, Rabicho tirou um pano preto de dentro das vestes e enfiou-o com violência na boca de Harry; depois, sem dizer palavra, virou as costas e se afastou depressa; o garoto não podia emitir som algum nem ver aonde fora Rabicho; não podia virar  a cabeça para ver além da lápide; só podia ver o que estava diretamente em frente.

 

–Acaba logo por favor- Falou Gina com um tom de voz aflito- Você tem de sair daí logo!

–Se acalme Gina, isso já passou- Disse Harry tentando tranquilizar a ruiva- Eu estou aqui não é?
Gina adquiriu um tom carmim nas maçãs do rosto.
Rose, Scorpius e Albus se entreolharam e abriram pequenos sorrisos.
 

O corpo de Cedrico se encontrava a uns seis metros de distância. Mais adiante, refulgindo à luz das estrelas, jazia a Taça Tribruxo. A varinha de Harry ficara caída no chão aos pés do rapaz. O fardo de roupa que Harry imaginara que fosse um bebê continuava ali perto, junto à lápide. Parecia estar se mexendo incomondado. O garoto observou-o e sua cicatriz queimou de dor... e, de repente, ele concluiu que não queria ver o que estava naquelas roupas... não queria que o fardo se abrisse...

Harry ouviu, então, um ruído aos seus pés. Baixou os olhos e viu uma cobra gigantesca deslizando pelo capim, circulando em torno da lápide a que ele fora amarrado.

 
Molly, Gina e  Hermione ficaram pálidas.

A respiração asmática e rápida de Rabicho estava se tornando mais ruidosa agora. Parecia que arrastava alguma coisa pesada pelo chão. Então ele tornou a entrar no campo de visão de Harry e o garoto pôde ver que o bruxo empurrava um caldeirão de pedra para perto do túmulo. Continha alguma coisa que parecia água – Harry a ouviu sacudir – e era maior do que qualquer outro caldeirão que Harry já tivesse usado; sua circunferência era suficientemente grande para caber um adulto sentado.

 

–Agora eu estou realmente confusa!- Disse uma garota sentada a mesa da Lufa-Lufa.
–Acho que nós todos estamos não é?- Falou Tonks.
Várias pessoas assentiram em concordância.

A coisa embrulhada no fardo de vestes no chão se mexeu com mais insistência, como se estivesse tentando se desvencilhar. Agora Rabicho estava mexendo com uma varinha no fundo externo do caldeirão. De repente surgiram chamas sob a vasilha. A enorme cobra deslizou para longe mergulhando nas sombras.

 

– Graças a Deus- Falou Gina.

O líquido no caldeirão parecia estar esquentando bem rápido.

Sua superfície começou não somente a borbulhar, mas também a atirar para o alto faíscas incandescentes, como se estivesse em chamas. O vapor se adensou e borrou a silhueta de Rabicho que cuidava do fogo. Seus movimentos sob a capa se tornaram mais agitados. E Harry ouviu mais uma vez mais uma vez a voz aguda e fria.

Ande depressa!

Toda superfície da água estava iluminada pelas faíscas. Parecia cravejada de diamantes.

- Está pronta, meu amo.

 

–Como assim está pronta? O que está pronta? E quem é o amo dele?- Perguntou Molly começando a ficar bastante nervosa.

–Vamos ler para descobrir- Disse Rose.

- Agora... – disse a voz fria.

Rabicho abriu o fardo de vestes no chão, revelando o que havia nele, e Harry deixou escapar um grito que foi estrangulado pelo chumaço de pano que arrolhava sua boca.

Era como se Rabicho tivesse virado uma pedra e deixado à mostra algo feio, pegajoso e cego – mas pior, cem vezes pior. A coisa que Rabicho andara carregando tinha a forma de uma criança humana encolhida, só que Harry nunca vira nada que se parecesse menos com uma criança. Era pelada, de aparência escamosa, de uma cor preta avermelhada e crua. Os braços e pernas eram finos e fracos e o rosto – nenhuma criança viva jamais tivera um rosto daqueles – era plano e lembrava o de uma cobra, com olhos vermelhos e brilhantes.

 
As pessoas no salão tinham uma careta de nojo pela descrição da criatura.

A coisa tinha uma aparência quase desamparada; ela ergueu os braços magros e passou-os pelo pescoço de Rabicho e este a ergueu. Ao fazer isso, seu capuz caiu para trás e Harry viu, à claridade do fogo, a expressão de repugnância em seu rosto fraco e pálido, enquanto transportava a criatura para a borda do caldeirão. Por um instante o garoto viu o rosto plano e maligno iluminar-se com as faíscas que dançavam na superfície da poção. Então Rabicho a depositou dentro do caldeirão; ouviu-se um silvo, e ela submergiu; Harry escutou aquele corpinho frágil bater no fundo do caldeirão com um baque suave.

Tomara que se afogue, pensou o garoto, a cicatriz doendo mais do que era possível suportar, por favor... tomara que se afogue...

Rabicho estava falando. Sua voz tremia, ele parecia assustadíssimo. Ergueu a varinha, fechou os olhos e falou para a noite.

- osso do pai, dado sem saber, renove o filho!

 
A superfície do túmulo aos pés do garoto rachou. Horrorizado, Harry observou um fiapo de poeira se erguer no ar à ordem de Rabicho, e cair suavemente no caldeirão. A superfície diamantífera da água se dividiu e chiou; disparou faíscas para todo o lado e ficou um azul vívido e peçonhento.

Rabicho choramingou. Tirou um punhal longo, fino e brilhante de dentro das vestes. Sua voz quebrou em soluços petrificados.

_ Carne... do servo... da-da de bom grado... reanime... o seu amo.

Ele esticou a mão direita à frente – a mão em que faltava um dedo. Segurou o punhal com firmeza na mão esquerda e ergueu-o.

 As pessoas no salão estavam assustadas, alguns apenas curiosos com o que iria acontecer.

Harry percebeu o que Rabicho ia fazer um segundo antes de acontecer – fechou os olhos com toda força que pôde, mas não conseguiu bloquear o grito que cortou a noite, e que o atravessou como se ele tivesse sido apunhalado também. Ouviu alguma coisa cair ao chão, ouviu a respiração ofegante e aflita de Rabicho, depois o ruído nauseante de alguma coisa tombar dentro do caldeirão. Harry não suportou olhar... mas a poção ficou vermelho-vivo e sua claridade atravessou suas pálpebras fechadas...

Rabicho ofegava e gemia de agonia. Somente quando Harry sentiu sua respiração aflita no próprio rosto é que percebeu que o bruxo estava bem diante dele.

- S-sangue do inimigo... tirado à força... ressuscite... seu adversário.

 
Todos no salão arregalaram os olhos, a maioria olhou para Harry que apenas suspirou.

–Continua Mione, por favor- Pediu Harry.

Harry nada pôde fazer para impedir isso, estava muito bem amarrado... procurando ver mais embaixo, lutando inutilmente contra as cordas que o prendiam, ele viu o punhal de prata reluzente tremer na mão de Rabicho que restava. Sentiu a ponta da arma furar a dobra do seu braço direito e o sangue fluir pela manga de suas vestes rasgadas. Rabicho, ainda ofegando de dor, apalpou o bolso à procura de um frasquinho que ele aproximou do corte de Harry para recolher o sangue.

O bruxo cambaleou de volta ao caldeirão com o sangue do garoto. Despejou-o ali. O líquido no caldeirão ficou instantaneamente branco ofuscante. Concluída a tarefa, Rabicho se ajoelhou ao lado do caldeirão, depois deixou-se cair de lado e ficou deitado no chão, aninhando o toco sangrento de braço, arquejando e soluçando.

O caldeirão foi cozinhando, disparando faíscas em todas as direções, um branco tão branco que transformava todo resto num negrume aveludado. Nada aconteceu...

Tomara que tenha se afogado – pensou Harry, tomara que tenha dado errado...

E então, de repente, as faíscas que subiam do caldeirão se extinguiram. Uma nuvem de vapor branco se ergueu, repolhuda e densa, tampando tudo que havia na frente de Harry, impedindo-o de continuar a ver Rabicho, Cedrico ou qualquer outra coisa exceto o vapor pairando no ar... melou, pensou... se afogou... tomara... tomara que tenha morrido...

 Hermione lhe lançou um sorriso triste, e deu um abraço de lado no amigo e Rony os olhou torto.

Mas, através da névoa à sua frente, ele viu, com um assomo gelado de terror, a silhueta escura de um homem, alto e esquelético, emergindo do caldeirão.

- Vista-me – disse a voz aguda e fria por trás do vapor, e Rabicho, soluçando e gemendo, ainda aninhando o braço mutilado, correu a apanhar as vestes negras no chão, levantou-se, ergueu o braço e colocou-as apenas com a mão existente por cima da cabeça do seu amo.

O homem magro saiu do caldeirão, com o olhar fixo em Harry... e o garoto mirou aquele rosto que assombrava seus pesadelos havia três anos. Mais branco do que um crânio, com os olhos grandes e vermelhos, um nariz chato como o das cobras e fendas no lugar das narinas...

–Ele é realmente feio- Comentou Rony.

Lord Voldemort acabara de ressurgrir.

 O silencio tomou conta de todo Salão. Ninguém ousara pronunciar nenhuma sequer palavra pois ali estava a prova de que Lord Voldemort estava de volta, a prova de que Dumbledore jamais mentiu e nunca quis formar tomar o cargo de ministro para si e de que Harry nunca fora nenhum menino mentiroso e louco por atenção, prova de que Harry nunca mentira sobre a morte do jovem Cedrico Diggory.

(Continua...)





 






 




 



Notas Finais


Eu espero que tenham gostado deste capítulo e quero agradecer aos que votaram no capítulo anterior.
No próximo capítulo farei uma breve explicação sobre como vai funcionar a leitura e o que cada livro vai explicar e também um pouco mais de interação entre os personagens. E já vou dizendo que vão chegar mais gente do futuro, só não vou dizer quem KKK.
Qualquer erro, qualquer coisa sem sentido me avisem eu arrumo e estou sempre aberta a críticas construtivas.
Não sei ao certo quando sairá o próximo capítulo mais já comecei a escrevê-lo e tentarei ser o mais breve possível).
Muitos Bjs e até o próximo...😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...