História Hogwarts Uma História - Capítulo 2


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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Ficção, Magia, Romance e Novela
Avisos: Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - A Família Ravenclaw


Slytherin era convidado na casa de Gryffindor, e sempre fora tratado como um segundo filho pelo pai de Godric, de fato, ambos eram muito amigos desde a infância, pois muitos anos atrás, em uma guerra travada contra os povos bárbaros de além mar, os pais dos rapazes haviam lutado juntos e foi quando Gryffindor salvou a vida de Slytherin que não somente uma poderosa aliança nascera, mas uma amizade que duraria até o fim de suas vidas. Além disso, havia algo mais que os ligava: o sangue puro. As duas famílias provinham de ancestrais puramente bruxos, faziam parte de um grupo de pessoas que eram capazes de fazer o que a maioria não fazia, mais do que os truques que bobos da corte faziam, embora seja necessário ressaltar que não era incomum um bobo da corte ser de fato bruxo. Estes eram tempos em que pessoas que transformavam objetos em outros, curava-se de enfermidades graves tão rapidamente como se nunca as tivesse contraído ou até mesmo possuir gatos de pelagem negra era mal visto e perigoso. A comunidade não mágica tinha o péssimo hábito de estarem sempre atentos, e a Igreja era imediatamente informada, a penalidade para isso era a fogueira. Os bruxos condenados a ela eram imensamente felizardos, pois bastava simplesmente congelar o fogo e sentir uma cocegazinha prazerosa enquanto fingia-se queimar de dor, no entanto tinham aqueles que eram torturados, e embora nem todos dentre eles fossem bruxos compartilhavam da mesma sorte, muitas vezes não resistiam aos ferimentos, ou estavam enfraquecidos demais para tentar fugir.

 

Godric acabara de se lavar e estava vestindo-se quando Salazar adentrou seu quarto. Ele apenas sentou-se em uma cadeira e observava o fogo na lareira enquanto o outro terminava de prender a espada na cintura.

- Onde está seu servo? – perguntou Salazar sem levantar os olhos. Godric limitou-se a erguer os ombros. O amigo se levantou e o ajudou a terminar de vesti-lo. - Eu reparei no jeito como olha para Helga.

Ambos pararam o que estavam fazendo e encararam-se.

- Não sei do que está falando.

Slytherin nada disse, apenas se dirigiu à janela e observou o céu lá fora enquanto Godric escolhia uma capa dentro do guardarroupa.

- Você sabe que seus pais não aprovariam isso. Helga nasceu trouxa...

- Já disse que não sei do que está falando.

- É perigoso para você, se os pais dela descobrirem quem você é...

- Se os pais dela descobrirem o que eu sou vão saber sobre ela também e então não será perigoso somente para mim...

- Depois diz que não sabe do que estou falando... – disse o amigo já esboçando um de seus sorrisos maldosos.

- Salazar. – deu um basta Godric, jogando duas capas que segurava no chão

Ele nunca brigaria com o amigo por uma coisa a toa, então resolveu calar-se.

- Eu não sei por que você sempre fica escolhendo se vai acabar vestindo vermelho de qualquer jeito. – mudou de assunto.

Godric revirou os olhos e jogou um copo que estava em sua mesa em direção ao amigo que estava encostado no peitoril da janela, mas este foi mais rápido e desviou do objeto, que voou pela janela e caiu com um baque metálico no elmo de um dos guardas lá fora que gritou um sonoro “ai”.

Eles se entreolharam e caíram na risada, após se recuperarem Godric apanhou a capa vermelha que jogara no chão e a vestiu. Ao chegar no salão principal, porém, foram barrados pelo pai de Godric:

- Posso saber aonde vão?

Godric sentiu como se alguém lhe houvesse dado uma espadada nas costas. Salazar havia dito que haveria um banquete na casa de Rowena, ele deveria ter imaginado que o convite se estenderia aos Gryffindor, e não somente a ele e Salazar.

- Nós vamos à taverna. – respondeu rapidamente Slytherin.

Pai e filho ergueram as sobrancelhas para ele diante desta sentença.

- O cervo que perseguíamos hoje ainda era muito pequeno, e os caçadores estarão na taverna esta noite, pensamos que talvez saibam de lugares melhores para caçar.

Godric baixou o rosto e fingia que olhava para um archote para não denunciar sua expressão que mesclava choque e riso.

- Muito bem então. – disse o senhor. – Mas nada de fazer apostas, não bebam demais e não se denunciem aos trouxas.

- Claro meu pai. – disse Godric que até então não dissera uma palavra.

Nenhum dos dois disse nada enquanto saíam das propriedades do castelo, procurando por um lugar seguro para aparatar, mas ambos sabiam que Salazar havia mentido para que o pai de Godric não os acompanhasse no jantar, pois Helga provavelmente estaria lá, e embora contrariado, ele tinha que admitir que Salazar estava certo a respeito do que seu pai achava da moça. Ela nasceu de pais trouxas e vive entre eles, o sentimento entre os bruxos de que eles deveriam proteger-se era tão forte que tornara-se ódio.

 Já havia caído a noite quando eles aparataram perto da orla do bosque e instantaneamente aparecerem em frente ao feudo Ravenclaw. Suas capas verde esmeralda e vermelho rubi farfalhavam ao vento. Os guardas ao verem os dois se aproximarem baixaram a ponte levadiça para deixá-los entrar. O salão principal dos Ravenclaw estava iluminado por mil velas e um grande candelabro que levitava magicamente no teto. A mesa destinada aos convidados de honra estava à frente das demais, que estavam nos cantos do salão, para abrir espaço para uma pista de dança, na qual muitas pessoas já dançavam.

Se havia algo que Salazar aprovava mais do que qualquer coisa nos Ravenclaw era sua suntuosidade, e que todos dentro daquele feudo eram bruxos, embora infelizmente, nem todos fossem puros sangues. Os dois se dirigiram ao Sr. Ravenclaw, cumprimentando-o com um uma leve reverência, depois à sua esposa e filha, Rowena.

- Permita-me cumprimentá-los pelo esplendor da festa, e pelo sucesso em fazer negócios com a coroa. – disse Salazar, e ao ver que o senhor abria-lhe um de seus costumeiros sorrisos amigáveis acrescentou. – E à beleza de sua esposa e de sua filha.

A senhora Ravenclaw limitou-se a sorrir levemente e acenar com a cabeça. Quando Godric percebeu que Salazar iria prender Rowena e seus pais numa entediante conversa de negócios, tratou de sair de fininho. Um dos criados passava oferecendo bebida que ele aceitou por não ter nada mais que fazer. Ao olhar ao redor percebeu que algumas moças davam risinhos entre si em na mesa mais próximas, provavelmente com a esperança de que ele convidasse alguma delas para dançar. Ele até cogitou chamar uma delas, mas mudou de ideia ao ver que uma em especial estava parada em um dos cantos do salão, com um senhor que parecia insistir em tirá-la para dançar, ela negava veementemente, mas ele era persistente. Persistente demais. Ele virou o conteúdo em um gole e deixou a taça vazia nas mãos de alguém que estava perto. Ele se aproximou da moça e do homem.

- Com licença milady, posso ajudá-la em algo?

O homem, que praticamente a pressionava contra a parede se virou para encarar Godric. Ele tinha quase o dobro do tamanho do rapaz, usava um colete pesado, era musculoso e coberto de cicatrizes.

- Ela não precisa de nada. – respondeu o homem com grosseria.

Godric resolveu abandonar a boa educação, e o bom senso, e foi direto ao ponto:

-Deixe-a em paz.

- Ou o que frangote?

Com a mão direita ele puxou a varinha e com a esquerda alcançou o punho da espada cravejada de rubis, nisso o emblema dos Gryffindor bordado em ouro em sua roupa ficou à mostra, e o homem recuou de má vontade. Somente quando estava longe guardou a varinha dentro das vestes.

- Ainda bem que não roubei sua espada hoje.

- Não acho que ele tenha fugido da minha espada. – disse Godric, sorrindo para Helga.

Somente neste momento ele pôs reparo em como ela estava bonita, um cordão delicado estava perfeitamente posicionado em seu peito, ela usava um vestido de mangas largas e tecido transparente, e de veludo violeta. Seus cabelos estavam trançados e ornados com pequenas pedrinhas. Ela corou ao perceber que ele estava encarando-a e ele apressou-se a olhar para os lados.

- Você está muito bonito. – disse ela corando ainda mais.

Por um momento ele ficou sem reação, e seu cérebro fazia força para pensar em algo para dizer.

- Você é que esta bonita... quero dizer mais bonita ainda... não...

Ela riu de sua trapalhada, ele sacudiu a cabeça para clarear a mente, o perfume dela o inebriava.

- Quer dançar? – disse ele estendendo a mão.

Ela aceitou e os dois se encaminharam para a pista de dança, os músicos tocavam uma melodia animada, e não demorou Godric começou a soltar-se fazendo Helga dar vários rodopios, por vezes sozinha, por vezes com ele ainda segurar-lhe a mão e a cintura acompanhando-a, ele fazia gracinhas e ela tentava não rir alto. A banda começou outra música desta vez com uma marcha mais lenta.

- O que está achando do baile?

- Muito divertido. – Mas por um momento o sorriso de Helga esvaneceu-se.

- O que foi? – ela desviou de seu olhar, mas ele abaixou ligeiramente a cabeça para encará-la.

- Nada. – Mas por um breve segundo seu olhar dirigiu-se para o homem que havia lhe importunado.

O homem se aproximou e Godric sentiu a temperatura da mão de Helga cair e seu corpo tremer involuntariamente. Ele já pensava no que poderia fazer quando Salazar e Rowena vieram a seu encontro.

- Helga, minha irmã, poderia me ceder seu parceiro? – perguntou Rowena com um sorriso de cristal.

- Cl-claro. – respondeu ela, já se afastando.

Rowena fez um ligeiro sinal, que alguém menos rápido que Salazar não teria compreendido e ele logo tirou Helga para dançar. Godric tentava em meio à dança se aproximar a todo instante dos dois amigos.

- Esta tudo bem. – Não era uma pergunta. – Eu percebi que Helga estava em apuros, por isso Salazar está com ela.

- Como assim? – perguntou Godric confuso, ela havia sugerido que ele não era capaz de protegê-la?.

- Salazar Slytherin não é somente respeitado nessa região, ele é temido. – explicou Rowena, e como ele parecia ainda não entender ela prosseguiu.

- Aquele é Rognar, o guarda caça de meu pai, eficiente, mas é um bruto. Minha mãe nunca lhe dá ordens diretamente. Um ano atrás os vassalos vieram até meu pai com um homem a beira da morte, disseram que alguma criatura maligna o havia mordido. A mandíbula era de uma cobra, mas nenhum dos antídotos que tínhamos curou o pobre diabo. A última coisa que disse foi: “não olhe nos olhos dele”.  Meu pai mandou Rognar atrás da besta e matá-la antes que causasse uma infestação na floresta, mas chegando lá, ele encontrou várias outras criaturas mortas na floresta. Neste tempo, os Slytherin estavam de passagem depois de uma longa viagem, e Salazar, modesto como sempre zombou de Rognar e pediu para ir até onde achavam que a criatura estava. O guarda caça o levou, mas não contou sobre o aviso do moribundo.

- Tenho por mim que Salazar já sabia o que havia lá.

- E eu tenho certeza de Rognar queria deixá-lo para morrer, porque voltou ainda mais humilhado.

- O que aconteceu?

- Salazar trouxe vivo um espécime semelhante, ela vigiava Rognar e mostrava suas presas e sibilava toda vez que ele fazia um movimente inesperado. Ele disse apenas: “Não há mais motivos para se preocupar com a besta, está morta”.

- Acha que ele fez algo mais ao guarda caça.

- Com certeza, ele não ousa desafiar Salazar nem mesmo com o olhar.

A música havia terminado e ele nem mesmo percebera. Eles aplaudiram os músicos e foram sentar-se perto de Helga e Salazar, que aguardavam o pronunciamento do anfitrião.


Notas Finais


Gente, por favor digam o que estão achando. Tem algo que vcs gostariam de ver na história?


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