História Hogwarts,o recomeço - Capítulo 20


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Dominique Weasley, Fred Weasley Ii, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Lorcan Scamander, Louis Weasley, Lucy Weasley, Lysander Scamander, Molly Weasley II, Ronald Weasley, Rose Weasley, Roxanne Weasley, Scorpius Malfoy, Ted Lupin, Tiago S. Potter, Victoire Weasley
Tags Colegial, Mistério, Romance, Saga
Visualizações 4
Palavras 6.321
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Comensais


Harry, Gina, Rony e Hermione acordaram mais cedo e aproveitaram que os jovens ainda dormiam para conversarem sobre o que acontecia nos últimos tempos. Harry aproveitou para noticiar as impressões internas do Ministério da Magia e Hermione, o clima que cercava Hogwarts.

-Vocês não sentem que há algo diferente? Como se estivesse faltando bem pouco para tudo vir à tona. Digo, há muitos desaparecimentos misteriosos, recentemente houve a prisão de Yaxley também, pessoas já comentam por aí a sensação de que algo está acontecendo e estão com o pé atrás no Ministério, acham que estão escondendo coisas importantes. Ouvi dizer que Rolf Scamander está sendo muito procurado por esses dias, por pessoas estranhas, no mínimo. Certamente ele possui algo de grande importância. E nada me veio à cabeça a não ser algo desejado por Grindwald no passado – disse Rony tenso.

-O problema é que a gente não sabe mais em quem confiar – disse Gina.

-Exato- concordou Harry - Quem garante que essas informações são verdadeiras? E mesmo que verdadeiras quem garante que Rolf tem posse de um obscurus? Pelo que sei, eles são muito raros.

-Às vezes me pergunto se estamos paranoicos ou se está realmente havendo alguma coisa? Em Hogwarts, tudo parece tranquilo. Existem comentários, especulações aqui e ali, mas nada com que se preocupar. Agora, MacGonagall tem me deixado alarmada. Ela parece sobressaltada a maior parte do tempo, quase não a vemos, só vive trancafiada em sua sala. Na última conversa que tivemos, ela praticamente insinuou que eu sabia de algo e estava escondendo e que eu acabaria prejudicando o controle dela sobre Hogwarts agindo dessa forma. Eu entendo a preocupação dela como diretora. Mas não é só isso, ela parece estar pressionada, perdendo o controle. Não sei se tem algo a ver com o Conselho – confessou Hermione.

-Estranho... – comentou Gina – Foi bom você ter ido para lá este ano, então.

-Sim, mas acho que dela não vou conseguir muita coisa. Ela não tem confiança em quem tem contato com o Ministério da Magia.

-Como estão as coisas no Ministério por falar nisso? – perguntou Rony.

-Estamos investigando. Detectamos alguns feitiços estranhos nos últimos dois meses pela Irlanda do Norte – comentou Harry.

-O que quer dizer com estranho? – perguntou Hermione.

-Novos feitiços. Não há registro deles em nenhum livro já escrito pelo mundo bruxo, pelo menos aos que temos acesso, os registrados. Nem mesmo a equipe responsável pela averiguação de feitiços usados a cada minuto detectou algo parecido antes.

-Interessante – disse Hermione- E muito perigoso também.

-Tivemos contato com o Macusa. Por enquanto não há atividades suspeitas nessa região.

-Ou tudo isso ainda não chegou até lá, ou realmente o alvo está aqui, no Reino Unido ou Europa – concluiu Hermione.

-Nada no mundo trouxa, também.

-Sem ataques a trouxas. Menos mal – disse Rony.

-Acredito que vocês não saibam ainda, mas houve uma fuga de um preso anteontem. Vocês não vão gostar do nome. Antonio Dolohov. Deve sair no jornal de amanhã.

-Ex-comensal... – disse Rony baixinho.

-Por que não nos disse antes? – perguntou Hermione.

-Vocês estavam aproveitando o clima de Natal, não queria alarmá-los. Recebi um pergaminho contendo a informação e alguns outros detalhes apenas ontem também – disse Harry - O pior é que o pessoal não conseguiu rastreá-lo. Mas disseram que têm quase certeza de que ele não saiu do Reino Unido, ainda.

-Agora, falando sobre os desaparecimentos, que estamos investigando há alguns meses, tivemos padrões interessantes. Duas crianças foram encontradas mortas, uma depois de um mês desaparecida e a outra, duas semanas. Não sabemos o objetivo, mas foi proposital, porque não fizeram questão de esconder os corpos tão bem, embora não tenham deixado nenhum vestígio sequer, o que nos impede de saber quem fez isso. Pareceu mais como um aviso, uma forma de ameaça. Os outros desaparecidos, no entanto, não foram encontrados, mas presumimos que não estão mortos. Trata-se de dois ex-comensais, Mulciber e Avery, não os que estudaram com Voldemort, esses já morreram obviamente, mas os da época do meu pai – disse ele esclarecendo - e três parentes de comensais, o sobrinho de Travers,o filho Jugson e a filha de Selwyn.

-Isso é no mínimo suspeito – disse Hermione analisando a situação.

-Isso realmente indica alguma coisa. Por que seja lá quem for fez tanta questão de buscar por comensais? Afinal, eles estavam soltos, pelo que me lembro, não estavam sendo procurados porque já haviam cumprido a pena. Lembro que tiveram as penas diminuídas, pois não procuraram Voldemort após a primeira queda. Ambos fugiram de Askaban algumas vezes, incluindo a fuga de 1997, mas diferentemente dos outros, ambos não participaram da Batalha de Hogwarts.  A última grande luta deles, digamos assim, foi a Batalha do Departamento de Mistérios. Depois de serem presos por isso e fugirem, eles se esconderam por aí, mas foram capturados em Março de 1998 e presos novamente em Askaban. Permaneceram lá por todos esses anos  e foram liberados no final do ano passado.

-Como sabe tudo isso? – perguntou Hermione impressionada.

-Lia aquelas fichas toda hora. Você não imagina a sensação de satisfação que eu sentia quando lia as palavras, capturado ou preso, no fim das fichas.

 -Mas voltando, o que eu quero dizer é que não tinham porque sumir. Não poderia pensar em outra coisa a não ser o fato de que existe uma trama e que essas pessoas foram chamadas a se esconder, convocadas por alguém. Ou então sumiram propositalmente, por vontade própria, para se aliar a alguma causa às escondidas, ou mesmo instigar algo. – disse Rony.

-São muitas questões. Por enquanto ainda estamos no escuro. Precisamos ir com calma, para não fazermos nenhum julgamento precipitado. Talvez essas pessoas estejam sendo vitimas do próprio passado ou linhagem. De qualquer forma, não podemos agir da mesma forma como foi com Yaxley. Ele negou até o fim qualquer plano ou armação, o que nos fez pensar que ele não estava envolvido com nada, até porque qualquer um na pele dele, com medo, não pensaria duas vezes a não ser entregar o que sabia. Ele tinha noção de que tendo informações, valeria mais vivo que morto. Ele foi preso estando foragido desde 1998, sabia que iria cumprir alguma pena e que pelos anos, provavelmente seria morte. Não sei se tomamos a decisão certa. Não é porque ele não sabia de nada que deveria ser morto, acho que nesse caso não correríamos riscos, mas o resto dos aurores não pareceu pensar da mesma forma. Além disso, ele poderia ser útil para nos ajudar em questões paralelas, afinal, ele já foi um comensal. Se uma ameaça existe e se eles seguem os mesmos passos de antes, Yaxley poderia nos informar bastante coisa – falou Harry.

-Também não concordei com a decisão tomada. Pra mim foi uma das maiores besteiras que o Ministério tem feito atualmente – declarou Hermione.

-Mas o que nos preocupa mais ultimamente é outra coisa. Vocês não sabem a confusão que está para deixar o segundo maior jornal depois do Profeta Diário de boca fechada. Quem dera o Pasquim pertencesse ainda à família da Luna. Agora, nas mãos de Rita Skeeter... – comentou Harry - Ela está sempre por perto, cercando, persuadindo funcionários, tentando encontrar algo mirabolante. Visita o Ministério praticamente três vezes por semana. E não podemos barrar sua entrada, porque ela tem crédito garantido na época em que trabalhava para o Profeta Diário. Um acordo formulado há alguns anos atrás. Claro que ela não tem acesso às informações confidenciais, reuniões secretas e áreas restritas, até porque ela não trabalha lá, mas pode circular a vontade.

-Como se ela precisasse descobrir a verdade... Sabemos que ela vive inventando coisa pra ficar entre os mais lidos do mês... – argumentou Rony.

-Isso é um grande problema também. Tememos que ela acabe divulgando noticias falsas, alarmando ainda mais a população. É a última coisa que queremos – disse Harry.

-Será que ela não tem noção do que está fazendo? Isso é algo sério, tudo está em jogo, até mesmo a segurança dela. Como pode ser tão mesquinha a ponto de fazer isso por fama? –perguntou Hermione indignada.

-Ela é Rita Skeeter. Pensei que a conhecesse. Além do mais, ela passou por uma barra nos últimos vinte anos, totalmente desacreditada e sem apoio de nenhum jornal até ela ter o seu próprio.  Agora que está se reerguendo fará de tudo pra alcançar o topo, como antigamente. – disse Rony.

-Soube que antes do pai da Luna morrer, ele teria sido pressionado a abrir mão do jornal. Logo que faleceu, deixou um testamento dando o Pasquim a Rita Skeeter. Luna não entendeu de inicio, já que o pai amava aquele jornal e nunca faria isso por vontade própria. Ele não suportava a maneira não ética com que Skeeter lidava com seu trabalho. O problema é que ela sabia de algo que o Sr. Lovegood escondia – comentou Hermione.

-Como soube disso? – perguntou Gina.

-Luna me contou por alto. Ele deixou uma carta a ela, explicando toda a situação sobre o segredo e sobre o fato de Rita sabê-lo. Tudo isso em códigos que ambos criaram para se comunicarem de forma que só eles entendessem, caso parasse em mãos erradas.

-Você chegou a perguntar o que era o segredo? – questionou Gina.

-Achei que seria muita invasão da minha parte. Mas acredito que ela não diria.

-Deve ser algo importante. Lovegood não daria seu jornal por qualquer coisa. Talvez o que ela sabia pudesse colocá-los em risco, principalmente Luna, que estaria sozinha quando ele se fosse. Ele deve ter pensado muito nela. O problema é que Rita ainda sabe do segredo, então sempre que quiser pode chantagear Luna. Ela deve tomar cuidado. – analisou Rony.

-De qualquer forma, agora que temos posse do Profeta Diário como jornal oficial vinculado ao Ministério, não queremos bombardear as pessoas com pistas falsas e especulações – disse Harry.

-Entendo. Conter o pânico enquanto der para que as pessoas não se amedrontem e nem iniciem um caos, se nem sabemos ao certo o que há de fato – disse Gina.

-Só iria atrapalhar mais as investigações, sem falar que teria mais pressão envolvida – falou Hermione.

-Assim que voltarmos, falaremos com ela. Espero que ela aceite o acordo. Um prazo de oito meses a partir de Janeiro para que as coisas fluam como devem ser e então ela pode divulgar tudo o que sabe. A nossa ideia é que até lá já saibamos da verdade e possamos divulgar em nosso próprio jornal todas as informações necessárias.

-Acha que vai funcionar? – questionou Rony.

-Eu espero. É a única saída que temos.

Nesse instante, Hugo desceu correndo as escadas, contente como nunca.

-Olha só! Olha só! – dizia ele mostrando-o aos tios.

-Uau! – disse Gina ao ver suas mãos cheias de Nugra- Sangra nariz e Caramelo incha língua-Quem te deu?

-A mamãe- respondeu ele -Obrigada, mãe! – disse ele se dirigindo à Hermione.

-Ele gosta dessas coisas, fazer o quê? – disse Hermione a Gina.

Mesmo assim sorriu encantada com a alegria de Hugo pelo presente.

-Sua mãe pagou, mas fui eu que escolhi pessoalmente- disse Rony se gabando.

-Claro. Você trabalha lá, é muito mais fácil do que para mim, em Hogwarts – disse Hermione se defendendo e acabando com o exibicionismo de Rony.

- Mas não é só isso, trouxe mais uma coisinha pra você, Fogos espontâneos – disse Rony sorridente.

Os olhos do garoto brilharam.

-Sério? – falou ele sem acreditar.

-Sim, mas você só vai poder usar lá fora, obviamente.

-Valeu pai. O senhor é o melhor pai do mundo!

Hugo correu até Rony e o abraçou antes de subir de volta para contar ao resto do pessoal.

Alvo, Tiago, Rose e Lilian desceram poucos minutos depois para o café da manhã, seguidos por Hugo.

Harry, que estava sentado na ponta do sofá aproveitou para dar os presentes aos filhos.

-Alvo! – chamou-o Harry.

-Sim, pai.

-Trouxe algo pra você. Foi de grande ajuda quando estive em Hogwarts. Só não vai se meter em confusão como eu. Feliz Natal! – disse Harry antes de entregar uma grande capa mal dobrada.

-É o que estou pensando que é? – disse o garoto entusiasmado desdobrando a capa.

-Provavelmente- disse Harry sem esconder um sorriso -Experimente!

Alvo a vestiu e imediatamente ficou invisível.

-Uma capa de invisibilidade! – disseram Rose e Tiago ao mesmo tempo.

Hugo ficou de boca aberta e Li se aproximou para ver de perto, queria ter certeza de que aquilo era real.

-São bem raras – disse Rose – Onde o senhor conseguiu?

-Pertenceu a meu pai. Recebi no meu primeiro Natal em Hogwarts.

-Muito Obrigado, pai. Mesmo! – disse Alvo agradecido.

-Vem cá, Li. Também tenho algo pra você.

-Pra mim? O que?

-Você tem pedido durante um tempo, então aqui está... – disse ele puxando um embrulho comprido.

A garota abriu rapidamente o embrulho e encontrou o que não acreditava ver diante de seus olhos.

-É uma zP 2.0. É a vassoura mais rápida hoje em dia!

-Próximo ano já vai poder usá-la em Hogwarts.

-Oba! Obrigada. – disse ela rindo docilmente.

Li possuía uma mistura bem diferenciada, mas que se mesclavam perfeitamente. Ao mesmo tempo em que era uma menina muito doce e gentil, encantadora no geral, também era bem corajosa e determinada para sua idade. 

Tiago percebendo que seu nome não seria chamado, logo brincou:

-Então é isso? Sou o mais velho e não ganho mais presente?

-Achei que tivesse trazido algo para ele... – disse Gina baixinho apenas para Harry, que nada respondeu.

-Está tudo bem com isso? – perguntou Gina a Tiago para ter certeza de que o garoto não se importava.

-Tudo bem, mãe. Eu só tava brincando. Fala sério, vocês já fizeram milhares de coisas por mim, não sou ingrato... – disse o garoto com um sorriso agradecido.

Gina se sentiu melhor com as palavras do filho.

-Vem, Tiago! Vamos estrear esses fogos – disse Hugo alegre puxando Tiago para o terraço.

-Eu também quero – correu Li para acompanhar os meninos.

-Trouxe uma lembrancinha pra você também, Rose – disse Hermione à filha – Espero que goste! – disse ela entregando o presente.

-É um livro de contos clássicos. Acho que já deve ter ouvido falar... – complementou Hermione.

-Já sim. É bem conhecido, mas não sei todas as histórias. Obrigada, mãe!

-De nada, querida! – disse Hermione dando-lhe um beijo na testa.

Assim que Rose abriu o livro, notou uma enigmática figura grafada. Três símbolos em um.

-Mãe, porque tem isso no livro? – apontou a garota para a imagem desenhada.

Hermione sentou-se no sofá e Rose a acompanhou sentando-se ao seu lado, para entender melhor a história.

-Isso que está vendo é um símbolo. O símbolo das Relíquias da Morte.

-O que são Relíquias da Morte? – perguntou Rose.

-Sério que nunca ouviu falar? – disse Alvo surpreso.

-Acho que não.

-As relíquias pertenceram primeiramente a uma família de bruxos antiga, cujo sobrenome era Peverell. Havia três irmãos. A lenda diz que cada um deles pediu à morte um presente por terem sido espertos ao desafia-la. O primeiro pediu a varinha mais poderosa de todas, simbolizada no desenho pela linha vertical. O segundo pediu uma pedra que tinha o poder de trazer vida aos mortos, representada pelo círculo. O terceiro, uma capa que o protegesse da morte, representada pelo triângulo. Mas a morte era traiçoeira. O primeiro, cego pelo poder e vaidade acabou sendo morto enquanto dormia. O segundo, enlouquecido e angustiado depois de trazer a mulher que amava de volta a vida, embora ela não fosse mais a mesma, acabou se matando para se juntar a ela no mundo dos mortos. O terceiro, que humildemente pediu um pedaço da capa da morte, faleceu já velho, dando a capa ao seu filho para que fosse protegido. A morte o acolheu como uma amiga.

-Essa é a lenda. Mas o fato é que as relíquias realmente existiram e os Peverell as criaram – disse Alvo - A primeira, mais conhecida como varinha das varinhas foi feita da árvore de sabugueiro, muito resistente.

-Eu sei sobre essa varinha- disse Rose lembrando-se- Muitos bruxos já estiveram atrás dela. Grindewald, Voldemort e Dumbledore, certo?

-Sim, passou na mão de muita gente, até chegar às mãos do papai, que a destruiu- explicou Alvo.

-E a pedra? O que aconteceu com ela?

-A pedra também passou pelas mãos de Harry. Está enterrada em algum lugar na Floresta Proibida. Ninguém nunca mais a viu – explicou Hermione.

-E a capa?

-Esta capa da qual falamos é um tipo muito raro de capa de invisibilidade e está bem na sua frente – disse Hermione buscando as melhores palavras.

Rose encarou Alvo, chocada.

-A senhora está dizendo que essa capa é a capa da história?

Hermione confirmou com a cabeça.

-Uau! Então tio Harry já foi o Senhor da Morte, digo, por possuir os três objetos?

-O termo está certo, mas não, pois ele não possuiu as três relíquias na mesma época. Só quem as possui simultaneamente pode ser considerado o Senhor da Morte.

-E Dumbledore?

-Também não, pelo mesmo motivo.

-Voldemort sabia da existência das três?

-Ele sabia da lenda, mas acreditamos que ele não sabia do paradeiro de todas. No fim, ele correu atrás apenas da Varinha das Varinhas, em busca de poder, mas como sabem, não obteve êxito. Algo muito especial na Varinha de Sabugueiro é que ela era fiel somente ao seu dono. Por isso, rejeitou Voldemort. Seu verdadeiro dono aquela época era Harry, pois ele desarmou o último bruxo que a possuía, passando a ser o novo dono.

-Dá pra acreditar que isso é real? – disse Rose abismada.

-É muita informação de primeira mesmo, mas depois você acostuma- disse Alvo.

-Se quiser saber mais da lenda, está tudo aqui – disse Hermione fazendo referência ao livro.

-Eu vou ler agora mesmo – disse Rose subindo a escada rapidamente em direção ao quarto.

                                                                                   ***

-Eu conversei com Fred sobre Connor ontem à noite – disse Roxanne a Olívia, ambas conversavam no quarto, no canto mais distante da porta.

-Sério que conversou com o Fred sobre isso?

-Ele foi bem amigo até. Mais do que eu pensei que pudesse ser.

-E o que ele disse?

-Ele me aconselhou. Falou até sobre a poção. Passei a noite pensando nisso.

-Você falou da poção?

-Contei tudo. Foi bom. Eu refleti, sabe... Vi que estava fazendo tudo errado. Eu não vou mais usá-la. É perda de tempo, não vai dar em nada. Eu decidi que vou deixar isso pra lá. Tenho certeza de que ele gosta da Molly.  Mais cedo ou mais tarde vão acabar juntos...

-Acho que está tomando a decisão certa. Você só ía se magoar mais. Pode ser difícil no começo, mas tenho certeza que daqui a pouco aparece outro garoto.

-Assim espero...

                                                                                     ***

-Terminei – disse Rose fechando o livro.

-O que? Você leu esse livro, de 250 páginas em uma hora? –perguntou Alvo sem acreditar.

-Sim. Não foi nenhum problema. Já li livros maiores que esse em uma hora.

-É bem a sua cara isso mesmo- disse Alvo baixinho.

-Você não quis brincar com eles lá fora?

-Não, prefiro ficar na minha. E você?

-Também não. Acho isso de fogos uma grande bobagem.

Depois de uma breve pausa, Rose perguntou:

-Alvo, você não fica entediado às vezes?

-Por que essa pergunta?

-Só queria saber. Você não parece se divertir muito...

-Você também não.

-Mas na sua idade eu era mais agitada do que você. Eu gostava dessas coisas.

-A gente só tem dois anos de diferença, Rose.

-Mesmo assim. É só que às vezes parece que você não está muito feliz.

-Achei que ir pra Hogwarts fosse melhor.

-O que quer dizer com isso?

-Ás vezes é chato ser olhado de maneira diferente. Não é sempre que gosto de ser um Potter. As pessoas esperam que você faça coisas grandiosas, enquanto você só quer ser uma pessoa normal... Ninguém nunca comentou nada, é claro, mas eu percebo pelos olhares delas.

-Muitas pessoas sonhariam estar no seu lugar.

-Você não se cansa de ser uma Granger-Weasley às vezes?

-Hoje não mais. Eu tento enxergar pelo lado contrário. Tenho orgulho do meu sobrenome. Mas confesso que quando entrei em Hogwarts não foi muito fácil. As pessoas pressionam muito, talvez até inconscientemente exijam mais de você. Quando cheguei lá, todos tentavam me testar pra saber se eu era tão inteligente quanto Hermione Granger. Não é muito legal ser comparada a uma das melhores alunas dos últimos, sei lá, cinquenta anos em Hogwarts.

-Então é por isso que você vive estudando, pra tentar se equiparar a sua mãe?

-No início eu confesso que sim, não queria que as pessoas me diminuíssem com comentários do tipo: Tem certeza que você é filha de Hermione Granger? , Você não sabe isso? Mas você não é uma Granger? , Uma Granger saberia disso, Você vai ter que ralar muito pra chegar aos pés de Hermione Granger. E olha que tudo isso aconteceu realmente. Eu sempre liguei pros estudos, nunca fui desleixada, mas não dava meu máximo. A partir daí, eu passei a me dedicar muito mais, não queria mais ouvir aquelas coisas. Com o costume, eu comecei a gostar de verdade de passar horas estudando, aprendendo coisas novas que outros não sabiam. Ninguém mais falou nada, desde então. Hoje, na verdade, as pessoas me procuram pra ajudá-las.

-Eu não fazia ideia...

-É tudo questão de adaptação. Também vai conseguir.

-Fico pensado se a Li vai passar por isso ano que vem...

-Provavelmente.

-Gostaria de conversar mais sobre isso com Tiago, mas tenho a impressão de que ele não gosta muito de tocar nesse assunto.

-Você pode falar comigo. Eu sei que eu sou sua prima favorita, apesar das minhas chatices...

Alvo riu.

Nesse exato instante, um dos fogos atravessou a janela do quarto em que estavam Alvo e Rose, deixando-os assustados.  Ambos se jogaram para baixo de suas respectivas camas, tentando se proteger. O fogo com formato de dragão deu uma volta no quarto, chamuscando alguns objetos dos dois, até que saiu pela mesma janela, voltando para o jardim.

Alvo e Rose levantaram ofegantes, Alvo aliviado por aquilo ter acabado e nada de preocupante ter acontecido, mas Rose, extremamente irritada com o fogo que acabara de degradar algumas folhas de seus livros no criado-mudo.

Li subiu rapidamente as escadas para se desculpar e Hugo e Tiago a seguiram, embora não gostassem da ideia.

-A gente não teve a intenção! – disse a garota assim que entrou no quarto.

-Olha o que vocês fizeram! – disse Rose apontando para os objetos levemente queimados.

-Desculpa – tornou a dizer Li.

-Quer saber, tudo bem, Li. Eu sei que não foi culpa sua – disse Rose depois de respirar fundo, tentando se acalmar.

Li entendeu isso como uma aceitação ao seu pedido de desculpas e se retirou sem dizer mais nada. Hugo que já estava se saindo logo após a garota, foi parado pela irmã.

-Ainda não terminei com você, Hugo.

O garoto bufou e voltou-se para a irmã.

-Será que você não vai aprender nunca a ser responsável? Toda vez é a mesma coisa. Você sempre faz alguma besteira. Você sempre estraga as coisas ao seu redor. Você nem se quer assume a culpa pelas coisas que faz. Tudo é brincadeira pra você. Acorda Hugo!

-Você não acha que tá pegando pesado? – interveio Tiago.

-Não, não acho. E por favor, não se intromete. A conversa é entre mim e ele.

-Qual é Rose! Hugo é uma criança... Ele só tem 10 anos, sabe o que é isso? Essa não é a hora dele se preocupar com esse tipo de coisa, ele tem que aproveitar. Ou você quer que ele tenha a vida sem graça que você tem?

-Se fosse alguns meses atrás eu até me magoaria com o que você acabou de falar, mas pra mim isso já não é mais novidade. O que eu poderia esperar vindo de você? Está sempre perto do Hugo, que exemplo ele poderia ter?

-É isso que você pensa de mim? Que eu sou um mau exemplo?

-Desculpa, mas em certos quesitos, você não é o que eu chamaria de boa influência.

-Sabe o que eu acho? Você se preocupa de mais com a vida dos outros... Está sempre julgando cada comportamento alheio e comparando ao que você faria, já que está sempre certa – disse Tiago em tom de deboche - Mas a verdade é que você não está sempre certa, Rose. Você pode até ser inteligente e saber milhares de coisas que outros não sabem, mas isso não te faz melhor do que ninguém. Você sempre perde as melhores coisas, porque você não sabe aproveitar o tempo que tem. Eu só te digo uma coisa, daqui alguns anos quando você olhar pra trás, vai perceber que poderia ter sido diferente, que passou a maior parte da vida sem usufruir das pequenas coisas, que hoje você chama de besteiras. Você não sabe definitivamente o significado de diversão.  Pena que não se pode voltar no tempo...

-Na verdade até se pode. O objeto se chama vira-tempo – rebateu Rose, da mesma forma que Tiago fazia.

-Pensei que fosse esperta o suficiente pra saber que eles não existem mais – disse Tiago por fim.

-Não vamos levar a sério tudo isso que foi dito, não é. Vocês estavam exaltados, e falaram coisas que não queriam... – disse Alvo, tentando amenizar a situação, como sempre.

-Foi mal, Rose. Eu não sabia que te incomodava tanto assim... – disse Hugo depois que todos se calaram.

-Satisfeita, Rose? – perguntou Tiago a ela e saiu, seguindo Hugo.

-Acha que eu peguei pesado? – perguntou Rose a Alvo pouco depois dos dois garotos se retirarem.

-Só pra ser mais especifico, com qual dos dois você está se referindo exatamente?

-Eu não sou assim, ríspida, você sabe disso, mas Hugo precisava ouvir certas coisas pra ver se ele aprende. Eu sou irmã dele, poxa! É claro que eu não falei por mal. E o Tiago ficou se metendo como sempre pra defender o Hugo, aí eu me exaltei... O que ele tem a ver com isso?

-Acho que você poderia ter pegado mais leve com as palavras nos dois casos...  – disse Alvo desconfortável.

                                                                                        ***

-Como foi lá em cima? – perguntou Li assim que os dois garotos chegaram à sala.

-Não quero falar sobre isso, Li – respondeu Tiago.

-Vocês brigaram de novo, não é?

Hugo balançou a cabeça em afirmação.

-Você não devia ter respondido. Deixava falando só... Ela está estressada, talvez ela precisasse desabafar. E agora você não estaria arrependido das coisas que disse, também.

-Eu sei que você falou que eu deveria tratar ela melhor, mas às vezes ela é impossível – disse Tiago, que estava sentado no sofá, com os pés firmes no chão, os braços apoiados nos joelhos, revirando os cabelos com as mãos.

-Tiago! Posso falar com você um instante? – perguntou Harry repentinamente ao que Tiago ergueu a cabeça, parando o movimento com as mãos e tentando parecer calmo – Você parece meio perturbado. Aconteceu algo?

-Não foi nada demais – disse o garoto se levantando e caminhando até o pai.

-Tudo bem, então. Quero lhe mostrar algo – disse Harry levando o garoto até seu quarto com Gina – Espere aqui um minuto – disse assim que chegaram - Já volto.

Apesar de nunca ter entrado no quarto em questão, os objetos de seus pais lhe eram familiares, principalmente um certo objeto exposto em cima de uma pequena estante. Tiago sabia que seu pai não poderia sonhar com a possibilidade dele bisbilhotando o curioso artefato, o que ele fazia constantemente, sempre que Harry não estava presente. E mesmo sendo um momento extremamente arriscado para isso, já que Harry poderia voltar a qualquer momento, Tiago arriscou mexer no pedaço de pergaminho, que ele vira uma vez se revelar apesar de não saber como.

No momento em que o pegou da mesa, o analisando, Harry chegou à porta. Rapidamente o garoto tentou escondê-lo atrás de si, para que pudesse devolver à mesa, às suas costas.

-Está tudo bem? – perguntou Harry achando a reação do garoto estranha.

-Por que não estaria? – falou Tiago, seu rosto o entregando ao mentir.

-Está escondendo alguma coisa?

Tiago pensou duas vezes se mentiria ou diria a verdade e decidiu confessar antes que fosse pego de outra forma.

-Tá legal, eu peguei isso aqui – mostrou o pergaminho ao pai – Estava em cima da mesa, eu não pude...

-Você é extremamente curioso, assim como eu...

Tiago esperava por uma bronca, então achou a atitude de Harry no mínimo esquisita.

-Você não está chateado?

-Eu sabia que faria isso. Por isso pedi que aguardasse aqui alguns instantes. Coloquei propositalmente em um local que fosse de fácil acesso. Sei que tem mexido nele sempre que pode ao voltar pra casa, ou você achava que eu não havia percebido?

-Desculpa. Eu não deveria ter mexido sem a sua permissão.

-Quanto tempo?

-Desde o ano passado.

-Sabe o segredo?

-Não. Sei que há algo nele, mas nunca consegui que se revelasse a mim.

-Eu vou lhe mostrar.

-O quê?

-Eu vou lhe mostrar o segredo – repetiu Harry.

-Tudo bem- disse Tiago ainda sem entender.

-Toda vez que quiser que ele se revele deve dizer as seguintes palavras: Eu juro solenemente não fazer nada de bom. Tente você. Toque a varinha no pedaço de pergaminho e diga.

-Eu juro solenemente não fazer nada de bom!

Imediatamente o pergaminho apresentou rabiscos que Tiago leu aos poucos.

-Esses são os criadores. Aluado se refere a Remo Lupin, pai de Ted, pelo fato dele ter sido um lobisomem. Rabicho, que se transformava em um rato, era Pedro Pettigrew. Almofadinhas faz referência as patas do cão em que Sirius Black, meu padrinho, se transformava. E Pontas, em relação ao chifre do cervo, animal em que Tiago Potter, seu avó, se transformava.

-Então os três últimos eram animagos?

-Isso. E eles eram amigos na época da escola, formaram um grupo no qual se intitulavam como marotos. Daí o nome do objeto. Mapa do Maroto.

-E o que ele mostra?

-Abra-o.

-Parece muito com... – disse o garoto analisando-o – Hogwarts!

-Sim, mas daqui ele não funciona completamente. Você está vendo apenas os locais da escola, mas se estivesse em Hogwarts, saberia onde cada pessoa está em cada exato momento.

-Quer dizer que apareceria o nome de todas as pessoas em cada lugar que estão em cada hora do dia?

-Sim, mas apenas estando dentro do terreno da escola.

-Isso é incrível!

-E é seu.

-Mesmo?

-Mesmo! Presente de Natal. Só não diga para sua mãe, ela não gostaria nada. E tem mais outra coisa, use a seu favor. Já me meti em algumas confusões por causa dele na minha época. Não deixe cair em mãos erradas. Não espalhe que o tem também, nem mesmo para seus amigos próximos. Isso não é brincadeira, então use para coisas realmente úteis, entendeu?

-Pode deixar. Mas só por curiosidade, como parou na sua mão?

-De forma bem curta, um antigo zelador o tomou das mãos de um dos marotos, provavelmente depois de alguma armação deles, e então Fred e Jorge, seus tios, alguns anos depois, pegaram, escondidos, o mapa da mesa desse zelador e me deram.

-Passou pela mão de muita gente, então... Eu vou tomar cuidado. Prometo.

-Vou confiar em você. Agora pode ir.

Tiago escondeu o mapa por debaixo do casaco e subiu para guardá-lo em sua mala, no quarto.

                                                                                  ***

A chegada à Hogwarts após o Natal foi um tanto cansativa para a maioria dos alunos, que teriam que retornar diretamente para suas salas, onde haveria as últimas duas aulas da tarde antes de poderem enfim descansar da viagem em seus dormitórios.

-Ei, quanto tempo! Quase deu pra sentir falta. – disse Laurel brincando quando Fred passou por sua mesa no Salão Principal.

-Acho que posso dizer o mesmo... Na verdade, o que disse é exatamente o tipo de coisa que eu diria.

-Acho que estou aprendendo não é mesmo? – Laurel fez uma pausa e então continuou desta vez amenizando o tom - Como foram as coisas com seu pai? Soube que ele não estava muito bem alguns dias atrás...

-Como ficou sabendo?

-Sabe como é... Essas coisas se espalham. Os corredores de Hogwarts e afins têm ouvidos.

-Ele está melhor na verdade. Vamos ficar mais atentos pra que ele não apronte mais nada. O problema é que ele ainda sente muito falta do meu tio. Eles eram bem próximos, pelo que sei. Coisa de gêmeos, talvez.

-E o que houve com seu tio?

-Ele morreu há alguns anos na... Batalha de Hogwarts.

-Nossa! Eu não sabia. Bom, pelo menos ele faleceu bravamente.

-É – disse Fred refletindo -Mas chega de falar disso. Como foram as coisas por aqui? Aposto que sem graça.

-Mais ou menos, quer dizer, não tinha muita coisa pra fazer, mas foi bem melhor do que passar o Natal nos Alpes.

-Tá brincando? Isso seria o máximo. Sua família é de lá?

-Não, eles foram só passear, mas eu detesto frio, então preferi ficar protegida em Hogwarts.

-Você é maluca!

-E você não tem moral alguma pra dizer algo do tipo...

-Parece que andou treinando nesse meio tempo. Muito bem!

-Obrigada! – disse laurel contente por suas recentes realizações.

-É melhor eu ir se não vou acabar não entregando um certo trabalho mega chato de Herbologia.

-Por acaso é sobre plantas aquáticas?

-É sim – disse Fred surpreso.

-Então é o mesmo que o professor Longbotton passou pra minha turma ano passado. Se quiser dar uma olhada... Ganhei O.

-É claro que eu quero – disse Fred como se aquilo fosse óbvio.

-Saindo daqui eu pego, me espera no corredor do segundo andar, daqui a 10 minutos.

-Beleza.

                                                                                      ***

-Como é que tá indo aí? – perguntou Connor à Molly, sobre a mistura que estavam preparando na aula de Poções.

Esta estava em outra bancada, de forma que um estava de costas para o outro.

-Uma bela porcaria – disse Molly torcendo o nariz para aquele caldeirão contendo uma estranha mistura de consistência pastosa e de cor cinza, que provavelmente estava longe de ser a poção que deveria ter feito – E você?

-Talvez um pouco melhor que você, mas ainda uma negação. Acho que devo ter colocado as medidas erradas, porque está borbulhando um pouco de mais.

-Acho que vou acabar sendo professora de Feitiços. É a única matéria que gosto e a única profissão que parece fazer um pouco mais sentido para mim.

-Eu sempre quis ser um auror, mas acho que não daria certo.

-Por quê? – perguntou ela curiosa.

-Imagina isso. Você aqui em Hogwarts e eu no Ministério, como ía ser nossa vida de casados? – Connor aproveitou para jogar verde, mas Molly nem sequer ficou surpresa, levou na brincadeira e apenar riu.

-Então quer dizer que você imagina a gente juntos? Casados até ficarmos velhinhos com uma porção de filhos pra gente estragar?! – falou ela em tom de deboche.

-Fala sério, não seria legal? A gente se dá super bem, não vejo porque não daria certo – disse Connor com o cenho franzido, esperando pela reação de Molly.

-Se eu e você não encontrarmos ninguém daqui a alguns anos, eu te procuro – falou ela brincando - Que ideia! A gente só tem 17 anos. Além do mais, não sei se daríamos certo estando casados. Gosto do que temos agora.

Depois disso, Connor decidiu não continuar o assunto, não queria chegar ao ponto dela dizer que devem ser apenas amigos e nada mais que isso.

-E então, melhorou alguma coisa aí? - perguntou ele, mudando de assunto.

-Pouca coisa. E você, conseguiu?

-Aparentemente não, estou bem longe disso... – disse Connor pensando em sua situação.

                                                                                ***

Assim que Rose apareceu no Salão Principal para o almoço, Scorpius não tardou em falar com a garota. Ele, que já estava sentado em sua mesa, levantou-se e se aproximou dela, que ainda caminhava para seu assento.

-Rose! – disse ele assim que esbarrou nela, como se estivesse surpreso em vê-la.

-Oi! – disse ela animada em ver seu amigo novamente - E então, como foram as coisas por aqui?

-Meio chato na verdade – confessou ele - E pra você?

-Tirando alguns estresses foi até bom.

-Que bom que está de volta. Podemos começar com aulas amanhã então?

-Pode ser hoje, se quiser.

-Isso é ótimo. Na biblioteca?

-Sim, te espero lá às 15h.

-Fechado.

Tiago e Alvo, que os observavam ao longe nada disseram, mas seus julgamentos internos eram perceptíveis pelas suas expressões faciais.

-Até quando vocês vão ficar sem se falar? – perguntou Alvo por fim, passando a encarar Tiago.

-Não enche!

-Eu só acho que isso é extremamente imbecil.

-A culpa é da Rose. Eu só tava tentando ajudar o Hugo e ela vem com quatro pedras na mão e me insulta.

-Já parou pra pensar que a sua amizade com Hugo talvez a incomode e por isso ela acabou despejando aquilo. Simplesmente ela se sente ameaçada pela sua influência em relação ao irmão dela, poxa, você é mais próximo dele do que ela. Como se sentiria se a Li gostasse mais da Rose do que de você?

Tiago parou pra pensar e concordou que também não gostaria disso.

-Está dizendo que tudo aquilo foi por ciúmes?

-Provavelmente.

-Então a Rose é mais boba do que eu pensava... Mas você me convenceu. Quando ela vier me pedir desculpas, eu vou aceitar.

-Não seria mais fácil você ir até ela?

-Não mesmo, eu não fiz nada de errado. A última vez foi totalmente diferente – disse Tiago antes que Alvo citasse a última briga, na qual Tiago tomou a iniciativa e se desculpou.

Alvo revirou os olhos, bufando.

-Eu só acho que foi um pouco demais da sua parte jogar na cara dela que ela não aproveitou o tempo para realmente se divertir, quando na verdade, você sabia que ela passou alguns anos da infância preocupada com outras coisas, tentando provar pra si e para os outros que ela era tão capaz quanto à mãe dela – disse Alvo esperando alguma reação de Tiago.

O garoto pareceu reflexivo durante algum tempo, mas logo deu de ombros, ou fez que deu.

-Ela que começou... – disse ele desconfiado ainda tentando mostrar que não tinha sido afetado pelas falas de Alvo.

-Não é assim que você deveria querer levar isso – disse Alvo por fim e Tiago pareceu incomodado.



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