História Hold Me. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Sehun
Tags Baekweek, Fluffy, Oneshot, Sebaek
Visualizações 136
Palavras 1.227
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E não é que a semana está começando meio fluffy?
Não posso garantir que vai seguir nessa mesma linha por muito tempo, mas vamos parar com os spoilers.

Também, não sei se cheguei a comentar mas a BaekWeek vai variar entre fics de Exo e Twice, que é basicamente do que eu escrevo.

Okay, só isso.
Enjoy~

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Hold Me. - Capítulo 1 - Capítulo Único

As memórias preenchiam a mente do rapaz novamente.

O modo como as mãos do menor escorregaram sob sua camisa, ou como a ponta de seus dedos marcava sua clavícula tão suavemente. Como ele sorria quando via o leve tremor na pele. Como ele o amava a noite toda, e desaparecia na noite silenciosa.

Sehun amava tudo isso, mais do que podia suportar. Estava facilmente viciado no cheiro doce e sorriso infantil. E como um bom viciado, ele não podia parar.

Então quando Baekhyun lhe disse, em seu costume noturno de jogar conversa fora nos lençóis de Sehun, que tinha conhecido alguém, o mais alto perdeu a cabeça.

Se levantou imediatamente, disse que tinha que trabalhar cedo no dia seguinte e que o pequeno devia ir embora. O loirinho não tinha ideia do que tinha feito de errado ou o que tinha dado em seu gigante, mas obedeceu suas palavras e saiu em silêncio.

Agora o líquido negro e amargo riscava abaixo a garganta de Sehun, forçando uma careta em seu rosto. A janela à sua frente expunha a cidade que começava a acordar, ainda tentando pesadamente afastar o céu nublado como todos os trabalhadores em seus carros tentam afastar o sono. O rapaz soltou um suspiro lembrando da noite que ainda lhe enchia de pesar, depois de tanto tempo.

Por culpa dele, não via seu pequeno há mais de dois meses. E conhecendo-o como conhecia, Baekhyun provavelmente estava muito bem, lançando seu sorriso para a felicidade de algum outro. Dormindo pacificamente nos lençóis de outro. Sendo a luz de outro.

O maior fechou os olhos e suspirou pesadamente, tentando se concentrar nos sons da cafeteria, conversas, teclas sendo pressionadas, as máquinas derramando líquidos nas xícaras.

Abriu os olhos lentamente até que sentiu uma mão pousando suavemente sobre sua cabeça e acariciando seus cabelos curtos. O aroma calmo logo tomou conta de seus sentidos, fazendo-o virar-se rapidamente para encontrar Baekhyun, de pé ao seu lado, com o sorriso fechado que fazia seus olhinhos sumirem.

Segurava uma xícara em uma mão enquanto a outra continuava com as carícias no cabelo do mais velho, como fazia quando viam filmes sexta à noite. Sehun parecia tentar dizer algo, abriu a boca mas não se ouviu nenhum som.

O menor pareceu compreender e sorriu mais ainda com a reação do mais mais novo. Não iria negar que também sentira muita falta de ver as expressões bem delineadas do maior.

 

- Faz tempo não é, Hunnie? - pronunciou-se, fazendo menção de se sentar em frente do outro e recebendo um aceno de afirmação em resposta.

 

Sentou-se com calma, o outro puxando sua xícara mais para perto para deixar espaço na mesa para o menor. Quando Sehun ergueu o olhar e encontrou o outro o observando tão atentamente, com seus olhos transbordando carinho, perguntou-se novamente como pôde tê-lo deixado ir. Seus olhos escureceram sob a sombra do arrependimento, o que pareceu ser notado pelo menor.

Não trocaram palavras por muito tempo, apenas desvendando-se na atmosfera nostálgica que os envolvera. O menor finalmente baixou o olhar até sua xícara e tomou um gole de sua bebida favorita; capuccino, quente e doce.

Como ele, pensava Sehun. Algumas coisas nunca mudam.

Voltou seu olhar ao próprio copo, cheio do líquido diluído e negro. Não era profundo ou denso, escorregava por qualquer fresta, sempre fugindo. Como eu.

 

- Onde você esteve, hyung? - perguntou ouvindo um riso fraco à sua frente.
 

Baekhyun não podia dizer que estava surpreso pelo mais novo voltar a tratá-lo com formalidades. Apenas confirmava que Sehun considerava-se novamente distante do menor, e isso o entristecia de certa forma. Ainda assim, não deixava de achar engraçado que agora, depois de separados, o maior use o termo que nunca lhe dirigiu desde que se conheceram, primeiro por birra, depois pela inutilidade que todos os outros apelidos carinhosos davam à palavra.
 

- Estive no mesmo lugar de sempre, Sehun. - disse com a voz baixa. Não mentira, com exceção da troca de emprego algumas semanas atrás, nada mudara em sua vida. Ficara exatamente no mesmo lugar.

 

Talvez estivesse esperando que o mais novo viesse para lhe buscar.

 

- E “Chanyeol”? - perguntou casualmente olhando para a máquina de expresso que fazia barulho à sua direita. Baekhyun reprimiu um sorriso.

- Não o vi mais.

 

Sehun virou para si subitamente, um brilho cruzou seu olhar enquanto sua feição permanecia séria.

 

- Porquê? - perguntou tomando um gole de seu copo para viagem.

- Não quis. - respondeu simplesmente, imitando o gesto do outro.

 

Sehun baixou seu copo e olhou o pequeno novamente, sem expressão. Enchia sua mente de memórias, pensava no calor que sentia em seu coração agora que o outro estava novamente perto de si, mesmo que não junto.

Baekhyun continuava a olhá-lo com expectativa, essa que passava despercebida pelo olhar frio, quase analítico do mais novo. Não teria como saber o que pensava, mas não arriscaria em tentar se aproximar novamente frente à expressão indiferente delineada no rosto do moreno. Levemente decepcionado, suspirou baixo e começou a se levantar.

O outro lhe olhou surpreso e com um pouco de medo. Não queria que o pequeno fosse embora novamente, nunca quis.
 

- Foi bom te ver. - disse o pequeno e rapidamente começou a caminhar para fora do estabelecimento, deixando algumas notas no balcão. Não se daria ao trabalho de criar uma desculpa para sair tão subitamente. Saiu porque não queria mais ficar lá, e Sehun o conhecia bem o suficiente para saber disso.

 

Atravessou a porta e começou a caminhar na garoa fina que começava a se intensificar. Pôs as mãos no bolso e continuou andando no mesmo ritmo. Sua cabeça estava cheia demais, tomar um pouco de chuva não importava de verdade.

Deu cerca de três passos antes que uma voz o fizesse parar no lugar.

 

- Baek!
 

Olhou para trás encontrando o maior à alguns passos de si, lhe olhando fixamente. Sua camisa branca se molhava aos poucos com a chuva, seus cabelos curtos começavam a cair à sua testa, e de alguma forma tudo isso combinava maravilhosamente bem com seu rosto sério e sua boca entre-aberta, como se já tivesse palavras preparadas para sair.

 

- Sehun, volte para dentro, você vai ficar doente. - falou com a voz cansada, um pouco alto para que o outro lhe escutasse.

 

O maior não respondeu, apenas se aproximou subitamente, segurando o rosto do menor entre as mãos.

 

- Fique, Baekkie. - disse lhe olhando em seus olhos, gotas de chuva arriscando cair da ponta de seus cabelos.

 

Baekhyun permaneceu estático ao ver o maior finalmente entregando as palavras tanto aguardara ouvir todas as vezes que saía daquele apartamento no meio da noite, as palavras que queria ter ouvido aquela noite antes de fechar a porta.

 

- Volte para mim. Volte e fique, Baek. - disse aproximando seus rostos. - Eu preciso de você.

 

Baekhyun não respondeu, apenas juntou seus lábios em um toque singelo. Logo segurou seu rosto e aprofundou o beijo, matando a saudade que tanto o consumia dos lábios suaves de Sehun. Sentiu a mão do outro sobre a sua, segurando com firmeza, como se dissesse, de uma vez por todas, que não queria, e não iria mais soltá-lo, que não iria mais deixá-lo ir.

Separam-se lentamente, e sorriram.

Sorriram cruzando olhares, sorriram segurando os corpos um do outro.


 

Sorriram prometendo nunca mais soltar.

 

 

 


Notas Finais


É isso.


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