História Hold Me Tight - Yoonseok - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Suga
Tags Bangtan, Beyond The Scene, Couple, Hoseok, Jhope, Kpop, Suga, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 53
Palavras 775
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Let Me Know


Too early to do anything by thinking of you
You took away my stars at night, my sun at day
Only leaving me with the darkness of a single cold cloud

 

Após 10 minutos de uma caminhada silenciosa, chegamos no tal mercado. Comprei ingredientes para montar um sanduiche e ele comprou chicletes.

-Vamos, conheço uma praça aqui perto.
 

xxxx

 

O lugar era enorme e parecia ainda maior por estar vazio. Tinha uma pista de skate no centro com algumas arquibancadas em volta.

Subimos até os últimos bancos, onde a luz do único poste funcionando iluminava, e sentamos.

-Então... qual sua cor favorita? - pergunto tentando quebrar o silêncio.

-Jura que essa é a primeira pergunta que quer fazer a um paciente de hospício? - ele questiona enquanto abre o primeiro chiclete e o coloca na boca.

-Você é psicopata? 

-Agora sim... - ele me olha, sorrindo e balançando a cabeça em aprovação - Um psicopata não diria, mas não. Não pretendo te matar. Não ainda.

-Ufa, achei que quisesse roubar meu fígado. - respondo entrando na brincadeira e ele ri. A primeira risada desde que nos conhecemos, vinte minutos atrás.

Mordo o sanduiche e ele, já no segundo chiclete, continua:

-O que sua mãe tem?

Fico em silêncio alguns segundos e ele percebe meu desconforto.

-Desculpe, não quis ser intrometido. Esquece.

-Não, tudo bem. Só não estava esperando falar sobre isso agora. - respondo rapidamente, não desejando que ele se sentisse culpado por perguntar aquilo - Omma tem Alzheimer, foi diagnosticada 3 anos atrás. A doença nunca esteve tão forte.

-Sinto muito. - ele diz enquanto coloca a mão em meu ombro e consigo realmente sentir a sinceridade vinda do menino. Não falou aquilo simplesmente para ser educado, como pessoas fazem todos os dias. Falou por que realmente quis falar, por que realmente estava se sentindo daquele jeito.

-O que você gosta de fazer? - pergunto na tentativa de deixar o clima menos pesado.

-Eu toco. E sim, compus a música que estava tocando mais cedo. Ainda não está terminada.

-Era muito bonita. Dava pra sentir seu amo pelo instrumento. Quase como se sofresse por causa dele.

-Você não faz ideia do quanto. - ele responde num sussuro, abaixando a cabeça e ficando em silêncio por alguns segundos.

-Mas e você? O que faz quando não tem ninguém para stalkear por perto? - pergunta sorrindo suavemente e olhando para mim. 

-Já disse que não... Esquece. Gosto de dançar, mas não tenho tido tempo para fazer isso ultimamente.

-Omma?

-Sim, passo o dia cuidando dela e quando dorme, cuido da casa.

-Quantos anos você tem, Hoseok?

-Dezoito.

-Uhum, - ele começa, balançando a cabeça e rindo - eu realmente sou um lixo. Passo o dia deitado na minha cama enquanto você abre mão da melhor fase da sua vida para cuidar de uma senhora de... sessenta anos?

-Cinquenta e dois. - rio - E não é como se você tivesse muita opção... você sabe, morando no hospital.

-Talvez. Mas passar o dia sozinho no quarto também tem suas vantagens.

-Sim, é sempre bom tirar um tempo para si mesmo. Você pode ler, escrever músicas...

-Assistir TV, planejar roubos de orgãos...

 

Passamos o restante da madrugada conversando sobre assuntos aleatórios, que variavam entre filmes, comida e coisas idiotas, como "quantos fios de cabelo uma pessoa tem". Mas algo que tínhamos realmente em comum era o amor pela música. E esse, que foi o assunto predominante das duas horas em que passamos juntos, tinha tornado a noite muito agradável.

 

Voltamos para o hospital quando nos demos conta de que o sol estava começando a nascer. Fomos recebidos com olhares de desaprovação vindos da única pessoa acordada aquela hora: o recepcionista, que se apoiava sobre o balcão, de braços cruzados.

-Bom dia, Chimchim! - o pianista o cumprimenta com um abraço, antes de levar um peteleco na testa.

-Ai! 

-Você vai acabar causando minha demissão um dia desses... - responde o menino emburrado.

Só isso?! Ele realmente está aqui há algum tempo se já é tão amigo dos funcionários, penso.

 

O pianista me pergunta o número do quarto de omma e me acompanha até ele. Assim que chegamos à porta, vejo seus braços indicarem o número na plaquinha e sorrio em agradecimento.

-Então, a gente se vê por aí... - me despeço estendendo a mão direita, que ele ignora completamente.

-Yoongi. - responde.

-Que?

-Min Yoongi, meu nome. - conclui a frase com um sorriso, se vira e vai embora. Me deixando sozinho no corredor com cara de idiota.

Eu havia passado a noite inteira sem saber o nome da minha companhia e nem tinha me dado conta disso.



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