História Hold Me Tight (Imagine Jimin) - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jimin, Park Jimin
Visualizações 122
Palavras 4.369
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oin oin gente! ^^
Como capítulo antigo foi bem curto, quis recompensá-los com esse gigantão!
4 mil palavras! Estou orgulhosa kkk
E muito obrigada pelos 51 favoritos!
Estou tão feliz! Nunca imaginei que tantas pessoas iriam ler em apenas um mês (a Fanfic fez um mês no dia 4 :3)
Muito obrigada, amo vocês <3
Espero que gostem ^^
Escrevi com muito amor :3

Capítulo 24 - Perdida


Fanfic / Fanfiction Hold Me Tight (Imagine Jimin) - Capítulo 24 - Perdida

Pov's S/n ON

Depois que eles vão embora, pego uma toalha na mala e vou até o banheiro. Penduro a toalha e ligo o famoso chuveiro de água gelada. Tiro a roupa, coloco no armarinho e espero a água esquentar. Assim que esquenta, entro no box, fecho o mesmo e começo meu banho.

Depois de alguns minutos de banho, saio do banheiro enrolada na toalha e procuro uma roupa na mala. Pego uma blusa branca com listras cinzas, uma calça jeans azul escura, uma jaqueta jeans da mesma cor e um Adidas Superstar branco e preto. Visto-me e calço o tênis. Seco o cabelo, penteio os mesmos e os mantenho soltos. Passo uma maquiagem leve e coloco meu celular no bolso. Sento em minha cama e fico esperando Jimin chegar.

Eu não consigo parar de pensar em o que fiz agora há pouco. Por que fui beijar ele? Tinha tantas formas de mostrar que aquilo era real. Por exemplo um abraço, um toque, um beijo na bochecha, sei lá, várias formas. Mas eu fui justamente beijá-lo.

O Jimin deve pensar que eu sou uma idiota, ou algo do tipo. Pareço só mais uma boba apaixonadinha por ele. Só mais uma entre várias, porque têm várias garotas no colégio que gostam dele. Nem sei, só sei que estou meio paranóica já.

Apesar que a reação dele foi normal, não ficou com raiva e nem nada do tipo. Acabou falando até um "eu gostei". Não acreditei muito, mas vamos considerar, né? Afinal foi ele que disse.

Sou tirada dos meus pensamentos por batidas na porta. Vou até a entrada e abro a porta. Fico meio em choque, porque me deparo com flores. Sim, isso mesmo, flores. Jimin está com um buquê de rosas nas mãos. Ele está sorrindo e seu rosto está vermelhinho. Tão fofo.

Jimin: O-Oi Chibi. — Cobre o rosto com uma de suas mãos e seus olhos fecham assim que sorri.

S/n: O-Oi Mochi. — Sorrio, tiro sua mão da frente de seu rosto e rio, fazendo o mesmo ficar mais vermelho. Como ele consegue ser tão fofo? Meu deus. — E essas flores são para quem? Sua namorada? — Eu quero muito que ele fale que é para mim, mas existe aquela maravilhosa indecisão. E essa história de namorada é meio que um joguinho que nem eu entendo.

Jimin: N-Não, mas bem que eu queria que fosse. — Ri e estende o buquê em minha direção. — É para você.

S/n: N-Nossa! M-Muito obrigada, Mochi! — Sorrio, pego as flores e lhe abraço. Por alguns segundos fico pensando no "eu queria que fosse", mas acho que é só uma brincadeira.

Jimin: Por nada. V-Você merece. — Dá um sorrisinho.

S/n: Vou colocar água para não murchar. Pode entrar se quiser. — Entramos no quarto e eu começo a procurar alguma coisa para colocar as flores. Nem sei como, mas eu encontrei um vaso. Coloco água no mesmo e coloco as flores. Deixo-o em cima da penteadeira e olho para o Jimin. Ele está mexendo em alguns livros meus.

S/n: Mochi, já coloquei as flores na água.

Jimin: Você aprendeu coreano através de livros?

S/n: Sim. Eu tive que estudar bastante. — Rio.

Jimin: Posso pegar emprestado? Eu queria aprender algumas palavras em português. — Sorri.

S/n: Claro, pode pegar. — Sorrio.

Jimin: Muito obrigado, vamos?

S/n: Vamos.

Saímos do quarto e eu fecho a porta do mesmo. Começamos a andar em direção ao quarto dos meninos, já que os mesmos ainda não estão prontos. Jimin coloca o livro em seu quarto e depois vamos para o quarto do Kookie e do Tae. Bato na porta e Kookie atende.

Jungkook: Oi noona, oi hyung. — Sorri, mas logo dá um suspiro cansado.

Jimin: Tae de novo?

Jungkook: Exatamente. — Revira os olhos e nos manda entrar.

V: Oi, oi pessoas. — Sorri e continua mexendo em seu cabelo.

Jimin: O que aconteceu dessa vez?

V: Eu me mexi demais essa noite, o Kookie sabe, então meu cabelo acabou ficando muito bagunçado e agora não estou conseguindo arrumar.

S/n: Calma, deixa que eu resolvo. Sou profissional nessas coisas. Meu cabelo parece o próprio furacão quando acordo. — Rio.

Jimin: Mas é fofo. — Sorri.

V: Ué, como você sabe? — Diz meio desconfiado. Pelo amor de deus, que o Jimin tenha uma boa desculpa, já basta o Jin hyung e o Yoongi hyung saberem.

Jimin: E-Eu vi em uma foto do celular da S/n.

V: Ah tá. Mas agora me ajuda, por favorzinho.

S/n: Ok. — Começo a mexer nos cabelos castanhos claros do Tae. Não foi difícil de arrumar os mesmos. Nem estava tão bagunçado assim. — Prontinho. — Sorrio.

V: Muito obrigado, S/n! Você é maravilhosa! — Sorri e me abraça.

S/n: Por nada. — Retribuo.

Jimin: Já que seu cabelo já está arrumado. Vamos, né? — Dá um tapinha em seu ombro.

V: Aí! Para de ser tão ciumento, Park Jimin. — Ri e bagunça seu cabelo.

Jimin: Eu não sou ciumento.

V: Ah claro que não, minha avó que é! — Ri.

Jimin: Nem vou falar mais nada. — Não aguento e começo a rir.

Jungkook: Pelo menos vamos poder sair desse quarto agora. Não aguentava mais o V hyung reclamando que não conseguia arrumar o cabelo. — É engraçado ver o Kookie impaciente.

V: Nem demorou tanto.

Jungkook: Ah tá bom!

V: Calma, Jungkook. Vai tomar um Toddynho, vai.

Jungkook: Queria, mas não tem aqui no hotel. — Rimos.

Andamos até a recepção e encontramos os outros. Jin oppa parece estar nervoso com o Namjoon oppa. Bem que eu tinha achado estranho ele estar bem sorridente antes.

Jin: Eu quero almoçar, Namjoon!

Rap Monster: Eu sei, mas o refeitório não abriu ainda, criatura!

Jin: Já está no horário e eles não abriram ainda. Tem que ser pontual! — Puxa seus próprios cabelos.

J-Hope: Calma, hyung.

Suga: Para de escândalo, hyung. São só alguns minutos! Você não vai morrer por causa disso!

Jin: Vou devorar sua alma então!

Suga: Você não tem coragem. — Sorri sarcasticamente.

Jin: Quem disse?

Suga: Eu disse.

Jin: E você é quem para estar falando assim?

Suga: Sou Min Yoongi, filho. — Sorri e Jin hyung dá um tapa no braço do mesmo.

S/n: Calma, gente. — Rio.

Jimin: Suga hyung, para de se achar.

Suga: Só estou falando verdades.

Jimin: Min Yoongi nem é tudo isso.

Suga: S/n, bate nele! Ele me insultou!

S/n: Mas há necessidade de agredi-lo?

Suga: Sim!

S/n: Tá né. — Dou um tapinha de leve. Acho que nem uma formiga sentiu isso.

Tae: Nem adianta pedir para a S/n bater no Jimin. Ela é muito apaixonadinha por ele, então não tem coragem. — Ri.

S/n: N-Não fala besteiras, Tae. — Dou um tapa em seu braço.

V: Viu?! Em mim ela bate com força! Isso é injusto! — Diz indignado e eu começo a rir.

Suga: Bom, eu gostei de vê-lo apanhar. Então obrigado, S/n. — Ri.

V: Você é bem filho da mãe, Suga hyung.

Suga: Eu sei, obrigado. — Ri e Tae te dá um tapa. — Vocês estão muito agressivos hoje.

As portas do refeitório se abrem e vejo os olhos do Jin oppa brilharem. Sério, não estou brincando. Acho que a pupila até dilatou.

*Quebra no tempo*

Depois de almoçarmos e o Jin oppa ficar feliz, decidimos ir acampar. Sim, acampar de dia. Talvez seja um pouco sem sentido, mas é isso. Saímos do hotel e vamos até uma das florestinhas. Sentamos em alguns banquinhos de madeira.

Rap Monster: Quem vai buscar lenha?

Jin: Eu não vou.

Suga: Ninguém me tira desse banco!

J-Hope: Eu não vou. Já basta ter que escutar você roncar a noite inteira.

Rap Monster: Sobrou os maknaes.

V: Eu não vou.

Jungkook: Preguiçoso!

V: Eu sei que você também não vai, então não vem me julgar!

S/n: Eu vou então!

Jin: 1... 2... 3

Jimin: Então eu vou.

V: Sabia!

J-Hope: Tão óbvio!

Jin: Vai lá casalzinho.

S/n: Shiu! — Faço sinal de silêncio e Jimin me puxa pelo braço.

Começamos a andar pela trilha. Está um silêncio absoluto. Bem chato para ser sincera. Dou algumas olhadinhas, mas assim que ele olha, viro de volta e olho para o além. Consigo notar que ele deu um sorrisinho. Não consigo me conter e sorrio também. Ele se aproxima e coloca um de seus braços em volta do meu pescoço. Fico arrepiada, porque proximidade é uma coisa meio complicada para mim. Minha vergonha não se controla e começa a atacar.

Jimin: Muito quieta.

S/n: Você também.

Jimin: Mas eu gosto de ouvir sua voz, não fique tão quieta. — Ele sorri e eu tento dar um sorriso normal, mas minha vergonha impede. Sinceramente, por que ele fala essas coisas do nada? É errado mexer com o psicológico das pessoas, sabia?

S/n: Não sou só eu que estou quieta. Você também está!

Jimin: Tá, mas vamos conversar então.

S/n: Sobre o que?

Jimin: Passatempos?

S/n: Pode ser.

Jimin: Ok. Qual é seu passatempo favorito?

S/n: Eu nem sei, mas gosto muito de cantar, escrever e dançar um pouco. E você?

Jimin: Cantar, dançar e jogar um pouco quando o Tae me obriga. — Ri.

S/n: O Tae é engraçado. — Rio.

Jimin: É né? O cabelo dele também é. — Fica emburrado e cruza os braços.

S/n: Mochi, não fica com ciúmes. — Rio e ele vira o rosto.

Jimin: Você mexeu no cabelo dele! — Fica mais emburrado.

S/n: Eu só ajudei ele.

Jimin: Mas do mesmo jeito você mexeu...

S/n: Não seja um Mochi ciumento. Quer que eu mexa no seu também então?

Jimin: Só no meu. No cabelo do Tae não pode! — Fica ainda mais emburrado.

S/n: Tá bom, bebê birrento. — Rio e faço carinho em seu cabelo.

Jimin: Só eu posso ter esse privilégio. — Sorri e deixa de ficar emburrado.

S/n: Meu carinho virou um privilégio agora? — Rio e continuo mexendo em seu cabelo.

Jimin: Com certeza. Não é igual ao das outras pessoas. É diferente. — Sorri e suas palavras me deixam imensamente feliz.

S/n: Obrigada, Mochi. Estou me sentindo especial agora. — Sorrio e lhe dou um abraço.

Jimin: Mas você é. — Sorri e eu retribuo.

Sinceramente, como o Jimin consegue ser tão fofo? Meu deus, dá vontade de apertá-lo todo segundo. E ainda essas crises de ciúmes são tão fofas. Não sei o motivo dele ficar com ciúmes, mas é muito fofo e engraçado vê-lo igual à uma criança birrenta que se joga no chão do supermercado pedindo Toddynho para a mãe. Não, crianças que fazem isso são chatas. Então ele é um bebê birrento que não chega a fazer escândalo, apenas fica com uma carinha brava ao mesmo tempo fofa e se corroendo por dentro.

Depois da crise de ciúmes e tudo mais, começamos a procurar lenha. Como é impossível achar lenha do nada, pegamos alguns gravetos. Não sei se vai dar certo, mas vai ser graveto mesmo. Se reclamarem, vou mandar ir buscar com a bunda. Na hora de ir buscar, ninguém se prontifica, então se reclamar já sabe. Prepara as nádegas.

Voltamos para onde todos estão reunidos. Colocamos a lenha — graveto, isso passa longe de ser lenha — e nos sentamos nos banquinhos. Olho para Yoongi oppa e pela sua cara, com certeza vai reclamar, então já vou preparar meu convite.

Suga: Isso é lenha? — Sabia! Yoongi oppa sendo Yoongi oppa.

S/n: Tecnicamente não, mas é o que tem para hoje.

Suga: Mas são gravetos.

S/n: Pega fogo, certo? Então serve.

Suga: Se eu continuar é capaz de levar uma patada, então acho melhor ficar quieto.

Jin: Que bom que você toma semancol, diferente de algumas pessoas aí.

V: Senti uma leve indireta.

Jin: Não, é pesada mesmo.

V: Nossa, revoltou.

Jin: Quem mandou roubar meu pacote de Doritos? Vou dar patada mesmo.

Rap Monster: Calma, é só um salgadinho. — Acho que essa foi a pior coisa que o Nam oppa pode ter dito hoje.

Jin: Não é só um salgadinho. É um alimento nem um pouco saudável, mas mesmo sabendo, você continua comendo, porque é extremamente bom e viciante. — E foi assim que Namjoon oppa adquiriu um calo no ouvido de tanto o Jin oppa falar sobre a “importância do salgadinho”. Nunca vi alguém gostar tanto de comida. Eu ainda acho que ele vai casar com uma lasanha congelada ou no dia do casamento, vai largar a noiva no altar para fugir com um pacote de Lay’s. O amor é lindo, não é mesmo? Vou ser a madrinha e o Jimin o padrinho... Opa, o que? Eu não disse nada, ok? Isso foi apenas uma alucinação graças ao Toddynho que o Kookie te deu hoje de manhã.

Bom, voltando a assuntos de pessoas normais e não usuárias de drogas. Yoongi oppa pega um isqueiro — nem sei de onde ele tirou esse trem, mas vamos agradecer ao deus Min Yoongi por essa bela ajuda aos seus fiéis — e acende uma fogueira.

Suga: Bultaoreune! — Aquela famosa frase de efeito que traduzida para o português brasileiro seria algo como “tá pegando fogo, bicho”. Beijos, Faustão.

*Quebra no tempo*

Depois de muita conversa jogada fora e muitas coisas úteis feitas — com certeza esse “úteis”, no caso, é um antônimo, porque as coisas que fizemos é tudo nesse mundo, menos úteis —, decido ir dar uma passeada pela floresta. Começo a seguir aquela pequena trilha e acabo chegando em uma parte em que a mesma se divide em dois. Como sou aquele tipo de pessoa que pensa que “direita é sucesso”, sigo pela direita. Continuo andando até uma parte onde é praticamente mata fechada. Eu sou meio idiota — inteira mesmo —, então continuo meu passeio e adentro a mata.

Olha quando eu dizer que não é para fazer algo, não leve na brincadeira por mais que minha pessoa seja uma completa idiota, leve a sério, ou simplesmente não seja eu. Sim, eu me perdi nessa maldita floresta. Não, coitada da floresta, ela não merece ser xingada, eu que fui a idiota.

Decido subir em uma árvore tentando consertar minha merda, mas como eu já disse, não suba em árvores. É certeza que vai dar merda. Olho em volta e tento procurar o caminho por onde vim, mas não consigo ver nada. Quando decido descer, sinto uma mão puxar meu calcanhar. Pensei automaticamente que era alguma alma penada ou algo do tipo que veio me assombrar, mas na verdade, é uma alma bem viva mesmo. É a Soomin de novo.

Grudo igual a um chiclete em um galho com a esperança de não cair da árvore, mas a infeliz é uma monstrona e me puxa com uma força gigantesca, me fazendo cair com tudo da árvore. Na queda, obviamente me machuquei. Meu braço ficou todo arranhado graças aos galhos em que bati. Minhas costas e pernas bateram com tudo no chão, fazendo com que nem consiga me mexer de dor.

Cara, como uma garota pode gostar tanto de me infernizar? Meu deus, me deixa em paz, c*cete. Não fiz nada para essa galinha barata para torrar tanto o saco. Vai fazer algo útil, tipo cuidar da própria vida ao invés de ficar cuidando da minha. Ela me ama, não é possível.

Soomin: Tomara que não consiga andar por um bom tempo.

S/n: Soomin, sinceramente vá à merda! Para de ficar me infernizando! Qual é a graça de ser tão recalcada ao ponto de puxar alguém de cima de uma árvore de propósito só para se machucar e não consegui andar por um tempo? Se você quer tanto essa maldita popularidade, consiga através de coisas boas e não por um namoro.

Soomin: É divertido ver você sofrer. Eu te odeio tanto que é prazeroso. Você só atrapalhou desde que chegou aqui! Meu plano poderia ter dado certo, mas você apareceu justamente quando estava colocando-o em prática.

S/n: Olha, mesmo se não tivesse aparecido, o Jimin nunca iria ficar com uma garota maldosa e fútil igual a você! Soomin é sinônimo de besteirol e futilidade! — Assim que termino minha frase ela me dá um tapa na cara. Mas não pense que deixei barato. Mesmo não conseguindo me levantar, puxo seus cabelos horrorosos e começo a estapeá-la. Dessa vez não vou ter peninha dessa desgraçada. Vou descer a mão mesmo, cansei de ser a “boazinha” da história.

Acho que nunca bati tanto em uma pessoa na minha vida. Bom, eu também apanhei nessa, mas só de ver a marca da minha mão na cara dela, já valeu muito à pena. Ela consegue levantar-se e a mesma foge dali. Ficou com medinho, galinha de um centavo?

Presto bastante atenção no caminho que ela seguiu e tento me levantar, mas meus esforços não adiantam de nada. Penso em diversas formas de tentar sair dali, mas minhas pernas realmente não colaboram. E para completar está ficando escuro e começando a chover. O que eu faço agora?

Pov’s S/n OFF

Pov’s Jimin ON

A S/n está demorando demais para um simples passeio. Estou começando a ficar preocupado, principalmente agora que está chovendo. Decido procurá-la, vai que ela se perdeu e agora não acha mais o caminho.

Jimin: Pessoal, vou procurar a S/n. Ela está demorando muito, estou começando a ficar preocupado.

Jin: Realmente, ela está demorando muito. Quer ajuda para procurá-la?

Jimin: Se for possível, quero sim.

V: Ok, todos vamos te ajudar.

Jimin: Muito obrigado.

Levantamos dos bancos e seguimos em direção à trilha por onde S/n foi. Andamos até uma parte em que a mesma se divide. Namjoon hyung, Jungkook, Tae e Hobi hyung vão para a esquerda e eu, Jin hyung e Suga hyung vamos para a direita. Seguimos até uma área onde a mata é fechada. Os hyungs ficam meio receosos de passar por ali, mas é a S/n que estamos procurando. Ela é muito importante para mim, só de imaginar em não vê-la nunca mais já me deixa angustiado. Então não penso duas vezes e entro na mesma. Olho ao redor e começo a procurar por todos os lados. Acho que nunca fiquei tão desesperado na minha vida.

Depois de procurar por todos os lados, começo a achar que ela realmente não está ali. Fico tão desesperado e sem esperanças que acabo me ajoelhando no chão. O que será de mim agora? Só de imaginar que não vou mais ver aquele sorriso lindo que tanto gosto, ouvir aquela voz doce todos os dias. Ter minhas bochechas apertadas por suas mãos pequenas, ser chamado de Mochi e ouvir seu riso quando tenho meus ataques de ciúmes. Eu nunca senti uma dor tão grande. A minha melhor amiga, a garota que eu amo, sumiu.

Depois de alguns minutos pensando na S/n e quase chorando, escuto uma voz bem baixa vindo de perto de uma árvore. Me aproximo e consigo escutar mais nitidamente. Acho que nunca fiquei tão aliviado na minha vida. É a S/n chamando meu nome.

Vou em sua direção e abraço-a forte. Nem estou acreditando que estou vendo-a novamente, que estou abraçando-a novamente. Separo o abraço e sorrio aliviado.

Jimin: S/n, por favor. Não suma de novo. Já estava desesperado.

S/n: Sinto muito. Eu só estava passeando, mas acabei sendo idiota demais e entrei na mata fechada. Quando percebi que estava perdida, subi em uma árvore para procurar o caminho de volta, mas não encontrei nada. Não sei como, mas a Soomin apareceu e me puxo de cima da árvore, fazendo com que eu me machucasse. Na hora fiquei tão louca que perdi a cabeça e bati nela pra valer. Depois ela fugiu, então tentei segui-la para sair daqui, mas minhas pernas não me ajudaram... Sinto muitíssimo, Jimin... — Só agora que ela disse consigo perceber seus machucados. Seus braços estão todos arranhados e seu joelho está sangrando. Acho que nunca senti tanto ódio de uma garota na minha vida. A Soomin é muito infeliz. E o pior de tudo é que isso é culpa minha. Ela só faz isso porque quer ficar comigo. Mas mesmo assim sou egoísta e não consigo me afastar da S/n.

Jimin: Não precisa pedir desculpas, eu que devo me desculpar. Isso é tudo culpa minha. Se nós não tivéssemos esbarrado no corredor, nada disso teria acontecido com você... — Pego ela no colo e começo a andar em direção a saída.

S/n: Não fala essas coisas! Eu não me arrependo nem por um segundo de ter esbarrado em você no corredor! Se não fosse por aquele dia, eu nunca teria conseguido amigos especiais como vocês! Não me importo se a Soomin continuar me pertubando! Eu amo vocês! Seria muito pior se não tivesse conhecido-os! — Vê-la falando dessa forma é realmente pertubador, porque eu concordo totalmente com tudo. Não seria igual se ela não estivesse aqui.

Jimin: Desculpa por falar isso. Eu concordo com tudo que você disse, só não queria vê-la se machucar novamente. Afinal, prometi que não iria deixar ninguém fazer isso...

S/n: Você já me protege o suficiente, Mochi. Eu tenho que socar a cara das idiotas também, poxa. — Eu não aguento e acabo rindo junto com ela.

Saímos da mata fechada e encontramos os hyungs. Acho que nunca vi o Jin hyung e o Suga hyung tão preocupados na vida.

Jin: Meu deus, S/n! O que aconteceu?

Suga: Seu joelho está sangrando! E os seus braços também!

S/n: A Soomin me puxou da árvore e acabei me machucando, mas vamos esquecer isso.

Jin: Essa galinha veio te perseguir de novo?! Ela não toma vergonha na cara? É tão ridícula ao ponto de te machucar novamente?! Acho que nunca quis tanto dar na cara de uma garota. Eu sei que é covardia, mas essa garota passou dos limites.

Suga: P*ta que p*riu! Eu nunca viu uma garota tão filha da p*ta! Nem sei se vou conseguir segurar minha mão para não dar na cara dela se por algum infeliz caso encontrá-la por aí!

Jimin: Eu também estou me sentindo da mesma forma. Odeio tanto essa garota! Ela fica perseguindo a S/n sempre!

S/n: Calma, a Soomin vai ter o que merece. Escrevam isso em um caderninho. Tudo de mal que já fez vai voltar contra ela. Aguardem.

Jin: Assim espero.

Voltamos pela trilha e encontramos os meninos. Eles pareciam estar tão aliados em ver a S/n novamente. Coloco-a no chão e Tae lhe dá um abração, mas agora não é hora para ficar com ciúmes, ele realmente estava preocupado e quase chorando. O Kookie a mesma coisa, só que a diferença é que ele não consegue conter as lágrimas. Jin oppa também a abraça, só que ele fica muito mais tempo abraçado com ela. Na minha visão, são realmente dois irmãos de verdade. Todos abraçam ela, afinal, estávamos muito preocupados.

Pego-a no colo novamente e voltamos para o hotel. Muitas pessoas na recepção ficaram perguntando se a S/n estava bem e respondemos que foi apenas um pequeno acidente. Mando os outros irem para seus quartos tomarem banho, porque estão todos encharcados. Levo S/n até seu quarto e coloco a mesma em cima de uma cadeira.

Jimin: S/n, assim que você tomar banho, irei fazer seus curativos, ok?

S/n: Ok. Só vou pegar uma toalha e meu pijama. — Mexe em sua mala. — Pronto, já volto.

Jimin: Espera um pouco, deixa eu te ajudar. — Ajudo-a a ir até o banheiro — Pronto.

S/n: Obrigada, Mochi. — Sorri.

Jimin: Por nada. — Retribuo, ela fecha a porta e sento-me em uma cadeira perto da TV.

Espero alguns minutos e a S/n sai do banheiro com um pijama de frio da cor azul e rosa com algumas bolinhas brancas. É tão fofo que não tem como não comentar alguma coisa.

Jimin: Que fofa. — Rio e vou em sua direção para ajudá-la.

S/n: Não ria, eu sei que é engraçado. — Ri e levo-a para sua cama.

Jimin: Não é engraçado. É fofinho. — Sorrio.

S/n: O-Obrigada. — Ri e me dá um abraço.

Jimin: Bom, agora vou fazer seus curativos.

S/n: Não vai doer, né?

Jimin: Não vai. — Sorrio.

S/n: Tá bom, então.

Depois de alguns minutinhos, termino de fazer todos os curativos.

S/n: Muito obrigada, Mochi. Sou eternamente grata por tudo! — Sorri.

Jimin: Não precisa agradecer.

S/n: Mas é sério, muito obrigada. Você sempre está me ajudando. — Sorri.

Jimin: Eu faço isso porque você é especial e gosto muito de você. — Entenda como quiser.

S/n: Você também é. — Sorri e seu rosto fica um pouquinho vermelho. — Mochi, você ainda está com as roupas molhadas por causa da chuva. Acho melhor você ir tomar banho.

Jimin: Ok. Eu vou para meu quarto, então.

S/n: Você vai voltar? Não queria ficar sozinha. — Não dá para resistir a um rostinho fofo como esse.

Jimin: Volto sim. — Sorrio.

S/n: Promete? — Estende o dedinho.

Jimin: Prometo. — Entrelaço nossos dedinhos e sorrio.

S/n: Ok, então até daqui a pouco. — Sorri.

Jimin: Até. — Sorrio também.

S/n: Mochi, acho melhor você levar o cartão.

Jimin: Ok. — Pego o cartão na mesinha.

Saio do quarto e começo a andar em direção ao meu. Assim que chego, abro a porta e fecho a mesma. Pego uma toalha e entro no banheiro.

Depois de alguns minutos, saio do mesmo e procuro uma roupa. Pego uma camiseta branca larga, uma calça moletom preta, um casaco cinza e um Vans preto. Visto-me e calço o tênis. Seco o cabelo e penteio-o. Pego meu celular, coloco no bolso e saio do quarto.

Começo a andar em direção ao quarto da S/n e logo chego no mesmo. Abro a porta, fecho-a e vejo S/n mexendo no celular. Me aproximo e sento ao seu lado. Olho para seu celular e vejo uma foto minha dormindo.

Jimin: Que sacanagem! Você tirou foto de mim dormindo!

S/n: Você estava fofinho! Não podia perder essa oportunidade! — Ri.

Jimin: Palha assada!

S/n: Palha assada?

Jimin: Exatamente! Não é nem palhaçada, é palha assada mesmo. — Nós dois começamos a rir de chorar. Sem brincadeira. É meio idiota rir com algo assim, mas nós dois somos idiotas, então é normal.

Decidimos assistir um filme. Sim, de novo. É divertido. Mas como sempre, um de nós acabamos dormindo e dessa vez foi a S/n. Ela dormiu segurando meu braço. Fofa é a única palavra que eu posso usar para descrever essa cena. Tirar meu braço e ir embora é muita crueldade, então acho que vou ficar. Eu já dormir aqui, então acho que não tem tanto problema, certo? E também não estou muito com vontade de sair de perto dela. Nem sei, depois do que aconteceu hoje, não quero ficar tanto tempo longe de novo.

Pov’s Jimin OFF

 

// Continua //


Notas Finais


Espero que tenham gostado ^^
Esse capítulo foi engraçado e triste amo mesmo tempo.
Mas o importante é que tenha dado tudo certo no final kkk
E sobre a S/n, não se preocupem, ela irá voltar a andar tranquilamente.
Foi apenas uma pancada forte que na hora deu uns probleminhas, mas ela ficará bem.
Todos comentários são bem vindos!
Beijos de cogumelos <3
Pergunta: Vocês preferem um Jimin ciumento birreto e fofo ou um ciumento bravo, tipo mesmo?
Me: Um ciumento birrento e fofo com certeza! Só consigo imaginar o Jimin dessa forma kkk


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