História Hold My Hands, My Dear - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O
Tags Chansoo, Doença, Kyungyeol, Shortfic, Sooyeol, Yaoi
Visualizações 49
Palavras 1.293
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem tomou vergonha na cara e voltou a atualizar?
Gente, esse capítulo é o mais curtinho até agora, mas têm muitos detalhes importantes. Fiquem atentos.

Capítulo 3 - So this is where you fell


 

 KyungSoo não estava se referindo com palavras a Chanyeol, e este também parecia estar proibido de puxar qualquer assunto que fosse com o esposo.  O mais baixo estava com o humor mais alterado que Chanyeol já havia presenciado. A troca para Fluoxetina trouxe péssimos resultados, ele não dormia e ficava impotente durante quase todo o dia, o que fazia com que se irasse até com as mínimas coisas.

 Chanyeol estava prestes a explodir com essa situação e ainda não tinha voltado ao trabalho para se distrair. O psiquiatra disse que deveriam esperar mais um pouco para que KyungSoo se adaptasse. Havia passado uma semana e o casal estava prestes a enforcar um ao outro. O lado altruísta do mais alto estava por um fio, tantos foras, agressões e gritos já haviam levado o homem ao limite.

 

 

As tardes vinham sendo bem abafadas e quentes, estava sendo um verão sem brisas. Chanyeol gastava muito tempo na frente da sua escrivaninha, na sala, relendo livros de história e traçando novos planos de aula. As paredes da sala que eram verde aspargo, agora pareciam vermelhas para ele e de alguma forma ele não estava se sentindo incomodado com isso. Seus olhos vagavam por cima das letras e nada entrava na sua cabeça, o silêncio do local fazia com que ouvisse o barulho da própria respiração. Mas um som vindo do andar de cima fez com que tirasse os olhos do livro.

 Era o som de um móvel se chocando contra a parede, não tão forte, mas um som incômodo e inesperado. Ele se levantou quando percebeu que o som não parava, subiu as escadas e parou no corredor do segundo andar. Os sons vinham do seu quarto, onde KyungSoo deveria estar, lembrou. As paredes do corredor estavam em um laranja intenso, mas Chanyeol não percebeu, esqueceu que elas na realidade são marrons conhaque. Ele colocou a mão na maçaneta ouvindo mais sons vindos do quarto.

 Quando a porta se abriu, Chanyeol não pode acreditar no que seus olhos viam. KyungSoo deitado, ofegante e suado, com as mãos cravadas em outra cintura. Cintura de Baekhyun. Baekhyun? O menino estava sentado sobre o outro, responsável por gemidos, se movimentando sobre o marido do outro. Ambos viraram seu rosto para Chanyeol –mas sem parar com o que faziam- , Baekhyun disse:

-Desculpe, professor... Ele me obrigou.

 

  Chanyeol acordou em um movimento súbito que quase fez com que caísse da cama. Sua respiração estava acelerada, olhou para o seu lado e viu o marido dormindo, notou que não havia sido outra coisa se não um sonho. Ele então se levantou com sua cabeça latejando, abriu as janelas e deixou que o ar entrasse para o quarto. Depois tomou um banho relaxante, e quando voltou ao quarto para se vestir, KyungSoo já havia despertado, mas continuava deitado.

-Irei fazer o café.

-Já está tarde. – KyungSoo respondeu olhando ao relógio que estava na cabeceira da cama, via que já se passava das 10h.

-E...?

Depois de muito silêncio: - Já irei descer.

 

 O mais alto desceu, KyungSoo continuou deitado. Havia um vazio dentro do mais baixo, da mesma forma vinha uma queimação familiar e perturbadora na boca do estômago. KyungSoo tentou segurar, respirou fundo, fechou a boca e os olhos e se esforçou para mantê-los fechados. Também não chamaria o marido, seu orgulho ainda estava ali. Sem uma palavra.

 Ele se levanta, se sentindo tonto, cambaleia, para o banheiro. Chanyeol estava ocupado. KyungSoo vomitava no andar de cima, com o rosto virado para a privada. Chanyeol lia o jornal no andar de baixo, enquanto esperava a água ferver. KyungSoo deixou a cabeça cair no chão e chorou, respirou fundo e sentiu a própria bile. Chanyeol deixou o jornal de lado e começou a passar o café. KyungSoo ficou deitado no chão por minutos pensando que estaria prestes a enlouquecer novamente. Chanyeol se servia satisfeito, agradecendo a Deus por um momento simples de sanidade.

 Quando terminou de comer, Chanyeol pensou novamente em KyungSoo, mas só depois de devorar umas três torradas com geleia, duas xícaras de café forte e um bolinho de aveia. Limpou os farelos das mãos na calça, se levantou da mesa e rumou para seu quarto. Encontrou o esposo jogado na cama, com os olhos marejados, mas Chanyeol não os percebeu. Ele franziu o cenho e se aproximou.

-Você não disse que iria levantar? – Seu tom passou longe de ser cauteloso, o que fez KyungSoo se irritar mais. –Vamos, levante-se. O café está pronto. – Tentou puxar o braço do marido, mas este se esquivou e se acomodou melhor na cama.

-Me deixe, não quero sair daqui.

-Você tem que comer, eu fiz café para dois, vai esfriar. – Chanyeol colocou as mãos nos ombros do marido e o sacolejou. Não havia nada mais que poderia ter irritado tanto Do como isso. Tanto, que ele lhe retribuiu dando um forte soco em um dos braços do outro. Chanyeol o olhou incrédulo.

-Você é um egoísta! – Declarou sem pensar, mas era a única coisa que passava pela sua cabeça.

-E você é um babaca excêntrico! – KyungSoo grunhiu.

-Eu sou o excêntrico agora? – Chanyeol segurou o mais baixo pelos pulsos e o puxou. –Quem é que está aqui te aguentando tendo mais um ataque das duas malditas doenças?

-Me solte! – Ele conseguiu se soltar e empurrou o marido para longe.

-Você é um sociopata mesquinho! – As palavras atingiram Do. – Um perturbado.

 Chanyeol lhe deu as costas e deixou o quarto mais uma vez, deixando o marido com as lágrimas rolando pela face e mordendo os próprios lábios com tanta força que os fez sangrar. KyungSoo ainda não tinha nem sequer tomado seu café, era como se o dia ainda não tivesse começado.

 

 

-Não devia se culpar tanto, professor. – Baekhyun estava sentado no sofá e Chanyeol ao seu lado massageando as têmporas. –Foi um momento de descontrole dos dois.

-Ele tem sido extremamente injusto. – O desespero de Chanyeol era nítido, embora não quisesse admitir, estava levando-o a desabafar com uma criança.

 KyungSoo desceu as escadas, passou por eles e foi direto para a cozinha. Serviu-se com café e foi para a sala, sentou-se na ponta do sofá. Baekhyun se encolheu um pouco ao perceber que estava no meio de ambos, seu rosto corou quando KyungSoo colocou os pés descalçados para cima do sofá e deixou os dedos encostados na sua perna. Chanyeol bufou com a ação do marido.

-KyungSoo, está sendo mal-educado. – O outro se virou para ele sem entender. Chanyeol olhou diretamente nos seus olhos e depois para os seus pés, repetiu o movimento.

-Não vou tirar os pés. É o meu sofá.

-KyungSoo! – O mais alto se esforçou para não aumentar seu tom. –Baekhyun está se sentindo incomodado.

-Não o ouço dizer nada.

-D-deixe, professor. – O adolescente se levantou. – Não quero incomodá-los.

-Você não incomoda. – Disse Chanyeol.

-Então por que tenho que tirar meus pés daqui? –Seu marido respondeu.

-Estou falando com Baekhyun. – KyungSoo segurou sua caneca com força, algo que passou despercebido.

-Desculpe-me pelo incomodo, senhor Do. Eu vou embora. – O mais novo fez uma reverência –que pareceu ser ignorada por KyungSoo-, e deixou a casa pela porta da frente.

-Não acredito que fez isso. – Chanyeol cerrou os dentes e KyungSoo bebeu seu café. –Ele foi embora por sua causa!

-É melhor assim.

-Melhor? Juro por Deus, KyungSoo, você está me enlouquecendo. – KyungSoo que antes mantinha seu olhar vago, levantou os olhos para os do marido. Ficou dois minutos em silêncio e sem reação. Depois se levantou com a caneca vazia nas mãos, a deixou apoiada na mesinha de centro de madeira e rumou para fora do cômodo. – Do! – Chanyeol gritou. Antes de deixar a sala finalmente, ele deu sua resposta:

-Você não precisa de mim para enlouquecer. Nenhum dos dois precisa.

 


Notas Finais




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