História Hold On (Dramione) - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Draco, Dramione, Harry Potter, Hermione, Magia, Suspense
Exibições 597
Palavras 2.320
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Queria dizer primeiramente que, uau, 194 comentários e 176 favoritos! Quando comecei a postar aqui não esperava que repercutisse tanto. Vocês são maravilhosos e fazem minhas semanas serem mais felizes!

Por isso, aqui vai mais um capítulo dedicado a todos que tiram um tempo da vida de vocês pra ler minha história! (Cheers :)

Capítulo 24 - "Eu não sei"


Hermione acordou com a luz do dia batendo em seu rosto. Por alguns segundos, ela não se lembrava por qual motivo ela teria deixado as cortinas abertas, mas então, todas as memórias do que aconteceu na noite passada estavam de volta.

Ela tentou sentar na cama rapidamente mas a dor na cabeça a fez sentir-se tonta. Ela piscou para ajustar os olhos à claridade e sentou calmamente. Olhou em volta do quarto e parou os olhos no espaço vazio ao seu lado na cama. Já estava frio, o que significava que Malfoy havia partido fazia tempo.

Talvez fosse melhor assim.

A castanha deu uma olhada no relógio e percebeu que havia dormido mais de 20 horas. Ao menos sentia-se totalmente descansada. Em algumas horas seria servido o desjejum e Hermione levou pelo menos uns dez minutos debatendo se desceria ou não. No fim, decidiu que desceria, afinal, não adiantaria nada ficar trancada no quarto.

Levantou da cama e saiu do quarto para enfrentar o ar frio da manhã. Ao olhar para a lareira, percebeu o fogo já quase extinto mas ainda crepitando. Malfoy, sem dúvidas.

Suspirando, entrou no banheiro e ligou o chuveiro. Antes que começasse a se despir, se encarou no espelho. Os hematomas que há pouco tempo estavam vívidos, agora estavam quase desaparecendo. A marca de uma mão em seu rosto ainda era um pouco visível, embora só se olhasse fixamente. Suspirando mais uma vez, começou a despir-se antes que aquelas lembranças terríveis tomassem conta de sua mente. Hermione passou a mão pelo espelho embaçado pelo vapor do chuveiro e deu uma última olhada antes de entrar debaixo do jato de água.

O banho foi revigorante. Sentia-se uma nova pessoa ao sair do banheiro enrolada na toalha. Tremendo de frio, entrou no quarto e abriu o armário. Em meio à seus uniformes escolares, procurou um de seus sueteres preferidos e quentinhos e vestiu, junto com uma calça jeans e sua bota surrada favorita. Antes que pudesse parar para arrumar o cabelo, ouviu uma batida na porta.

Primeiramente, achou que fosse apenas imaginação, mas quando as batidas ficaram mais fortes ela largou o que estava fazendo e foi até a porta. Com receio, Hermione abriu a porta e deu de cara com Ginny, Ron e Harry.

"Graças a Deus!" suspirou Harry.

"Achamos que tinha acontecido alguma coisa." comentou Ron preocupado.

"Nós viemos aqui pelo menos umas cinco vezes e você não nos respondeu." acusou Ginny. "Nós, obviamente, pensamos o pior. Estamos prestes a ir à Diretora pedir a senha do Quadro da Medusa."

"Não precisam se preocupar, eu estou bem." a castanha garantiu.

"Bem, como poderíamos saber? Nos deu um susto e tanto ontem." continuou Ginny. "Mas você está bem mesmo?" voltou a perguntar.

"Dentro do possível." afirmou Hermione convicta.

Os três amigos entraram no dormitório e sentaram no sofá.

"Estive dormindo esse tempo todo, acho que era o que eu precisava mesmo."

Um silêncio caiu sobre os quatro amigos. Foi Harry quem quebrou.

"Estivemos conversando com a Diretora Mcgonagall e nós três," ele apontou para si mesmo e em seguida para Ron e Ginny. "estivemos pensando que o que aconteceu foi algo bastante sério e que você deveria contar para os seus pais."

Hermione gelou. Ficou sem palavras por alguns longos minutos até se recompor o suficiente.

"Não!" disse firmemente. Os outros a olharam tristemente. "Não há motivo pra deixa-los preocupados. Nada aconteceu não é mesmo?"

"Graças a Deus." respondeu Ron. Hermione o olhou. Ele parecia aflito e extremamente preocupado. Ela não podia imaginar o que passava pela cabeça dele naquele momento. Provavelmente a mesma coisa que passou pela cabeça do Malfoy na noite passada, ela disse para si mesma.

"Em todo caso, a diretora quer falar com você e pediu pra você ir até o escritório dela." continuou Ginny.

"Tudo bem." Hermione suspirou.

"Nós vamos indo. Esperamos você para o café ou prefere que mandemos um dos elfos traze-lo aqui?"

"Me esperem para o café." ela afirmou.

Ginny e Harry saíram mas Ron ficou para trás. Por alguns instantes os dois apenas se observaram e no minuto seguinte Ron estava voando em sua direção para captura-la num abraço apertado.

"Eu fiquei tão assustado." ele admitiu em voz baixa em meio a confusão de seus cabelos molhados. "Me desculpe por ter te deixado sozinha."

Hermione o abraçou com força. Onde estava esse Ron incrível quando ela tinha querido tanto?

"Não se desculpe por isso, afinal, fui eu quem pedi. Eu precisava de espaço." ela garantiu.

"Mas você está bem, não está?" ele perguntou, desvencilhando-se dos braços dela para poder olhar em seu rosto.

"Eu estou, Ron, prometo." ela tentou sorrir.

"Eu só espero que esse desgraçado receba o que merece." ele sussurrou com raiva.

"Ele receberá..." Ron a abraçou mais uma vez antes de solta-la por completo.

"Vou te acompanhar até o escritório da McGonagall."

Em poucos minutos os dois estavam andando pelos corredores. Ron segurava a mão de Hermione protetoramente e olhava para todos os lados como se a qualquer momento ambos fossem ser atacados.

Algumas pessoas, que passavam em direção ao Salão Principal, os olhavam e cochichava. Hermione suspirou. Provavelmente todos já sabiam do que tinha acontecido.

Finalmente os dois chegaram à Torre da Gárgula e dizendo a senha, a passagem se abriu.

"Seria melhor se eu fosse sozinha, você sabe..." ela murmurou incerta.

"Não, eu vou com vo-"

"Por favor, Ron, só me espere aqui, eu prometo que não demoro." ela o interrompeu e ele suspirou resignado.

"Tudo bem."

Dando um leve beijo em seus lábios ele a deixou ir.

Hermione subiu o lance de escadas e assistiu a passagem se fechar no andar de baixo. Ela respirou fundo duas vezes seguidas e bateu na porta de madeira. A voz imponente de Minerva a mandou entrar e ela o fez.

Por um momento, temia que McLaggen também estivesse ali mas para seu alívio ele parecia longe de ser encontrado.

"Como está Srta. Granger?" perguntou carinhosamente a diretora.

Hermione suspirou. Se ganhasse um galeão para cada vez que ouvisse tal pergunta ela estaria a meio caminho de ficar rica.

"Estou bem." respondeu sinceramente.

"Isso é bom." a diretora suspirou. "Sinto muito por ser assim tão direta mas precisamos discutir o ocorrido."

Antes que qualquer uma das duas pudesse falar mais alguma coisa, houve outra batida na porta.

"Entre, por favor." pediu a diretora pela segunda vez nos ultimos minutos.

"Com licença." Hermione reconheceu a voz antes de ver quem era.

"Fique a vontade, Sr. Marshall." o professor entrou na sala e antes de tomar um assento, olhou para Hermione.

"Vejo que está melhor, Hermione."

"Sim." a castanha sorriu minimamente.

"Fico feliz em ouvir isso." ele devolveu o sorriso.

Os dois voltaram-se para a diretora que os observava com intensidade.

"Vamos direto ao assunto." ela arrumou os óculos de armação pesada e olhou diretamente para Hermione. "Como você já deve imaginar, o Sr. McLaggen já está oficialmente expulso de Hogwarts."

Hermione balançou a cabeça. Sim, ela imaginava isso.

"Eu e o Sr. Marshall a chamamos para dizer que em situações como essa, somos obrigados a fazer uma denúncia para o Ministério da Magia. Ainda mais o Sr. McLaggen sendo maior de idade."

"E o que irá acontecer com ele?" ela perguntou.

"Acredito que podemos discutir isso em uma outra hora." rebateu a diretora.

"O que irá acontecer com ele?" ela repetiu, insistente.

"Provavelmente passará alguns anos em Azkaban." respondeu o Professor Marshall.

Hermione suspirou.

"Ele é um perigo para qualquer outra pessoa, Srta Granger e não pode ficar solto por aí. Nós só estamos fazendo a nossa parte em ajudar a controla-lo." respondeu a diretora.

"A única coisa que precisamos é que compareça ao julgamento." anunciou o Prof. Marshall, tentando outro caminho.

"Eu terei que falar contra ele?" perguntou aflita. Não queria nada disso em suas mãos. Vendo sua aflição, o professor balançou a cabeça.

"Não, se não quiser."

"Vou pensar sobre isso."

"Manteremos você informada, faça o mesmo conosco." respondeu a diretora com um aceno de dispensa.

"Sim, senhora. Com licença."

Hermione levantou-se e começou a fazer seu caminho para fora da sala com o Professor Marshall em seu encalço. Quando ambos chegaram às escadas o professor a parou.

"Sei que não é muito a oferecer, mas caso precise de alguém para conversar minha porta estará sempre aberta."

Hermione parou e olhou para o professor. Seus olhos transmitiam absoluta sinceridade... olhos que pareciam tão familiares para Hermione, como se já os tivesse visto em algum lugar.

Sem esperar por uma resposta, o professor desceu as escadas e sumiu pela entrada da gárgula aberta. Hermione desceu em seguida e encontrou Ron ainda esperando por ela.

"Vamos?" perguntou ela, antes de começar a liderar o caminho até o Salão Principal.

xx

Draco havia deixado o dormitório do monitor-Chefe pouco antes do amanhecer. Havia dormido o suficiente para recuperar boa parte de suas forças e sentia-se revigorado. Não havia tido nenhum dos terríveis pesadelos que vinha tendo há sabe lá quanto tempo. E bem, isso definitivamente significava algo.

Mas enquanto seu corpo sentia-se descansado, sua mente estava o contrário. Como era possível uma única pessoa ter tantos pensamentos ao mesmo tempo?

Ele caminhou sem rumo pelos corredores desertos acompanhando o amanhecer do dia pelas grandes janelas. Não sentia a menor vontade de voltar para o seu dormitório no momento, então pegou o caminho conhecido que o levou para a Torre de Astronomia. Estava frio e a neblina do começo da manhã impossibilitava a visão para a Floresta Proibida.

Draco debruçou-se sobre o beiral da Torre e aspirou o ar gélido. O frio, aparentemente, estava fazendo maravilhas para o seu cérebro. Ainda apoiado na grade de proteção, puxou o maço de cigarros amassado do bolso e tirou um, acendendo em seguida. Três tragadas depois e o frio nadando sob sua pele, ele sentia-se pronto para voltar para o seu quarto. Terminou o cigarro e com uma última olhada para a paisagem envolta na neblina, desceu da Torre e caminhou até as masmorras.

Felizmente, seu relógio marcava pouco depois das 5 da manhã e provavelmente não haveria ninguém para vê-lo chegando nesse estado. Amarrotado, cheirando a cigarro e cabelos bagunçados. Tão não-Malfoy.

Dizendo a senha, Draco passou pela porta que o levaria ao Salão Comunal da Sonserina. Num primeiro momento, ele suspirou agradecido pelo calor vindo da lareira que começou a aquecer seu corpo. No momento seguinte, ele lembrou que não deveria haver uma lareira acesa. Seu olhar caiu sob o corpo parcialmente deitado, parcialmente sentado no sofá com vista para a porta. Blaise dormia um sono agitado e sem dúvidas teria uma dor no pescoço durante o dia inteiro. Enquanto Draco debatia se acordava ou não o amigo, os olhos de Blaise se abriram. O moreno passou a mão no rosto tentando acordar a si mesmo até que finalmente levantou seu olhar para o loiro plantado na porta. Blaise suspirou e sua expressão sonolenta era de alívio, o que deu a Draco todas as dicas de que Blaise havia passado a noite esperando por ele.

Caminhando calmamente, Draco jogou-se no sofá ao lado do amigo e deixou a cabeça cair no encosto do sofá. O silêncio de Blaise durou pelo menos um minuto inteiro antes de Draco levantar a cabeça e o encarar.

"O que você quer que eu diga?" suspirou o moreno.

"Eu não sei, só... diga alguma coisa." Draco baixou os olhos para suas mãos. Ele sentia-se esgotado.

Mais silêncio seguiu até Draco levantar o olhar para o amigo novamente.

"Há quanto tempo?" ele perguntou.

Draco bufou irritado. Ele queria mentir, queria zombar de Blaise por pensar em coisas estúpidas, por insinuar coisas estúpidas, por manter esse olhar indecifrável no rosto, queria odiar Blaise e culpar o amigo por ele próprio ser um maldito Malfoy e tudo estar tão errado em sua vida. Mas ele estava tão cansado.

"Eu não sei." ele sussurrou. "Eu não sei, eu... Droga!" ele levantou-se inquieto. "Só aconteceu e... eu não sei por quê, nem como, nem quando, nem..." com raiva, chutou uma das poltronas do Salão.

Blaise levantou-se e impediu Draco de chutar uma das mesinhas de centro.

"Tudo bem, Draco." Blaise tentou acalma-lo.

"Tudo bem?" Draco desdenhou, sua voz subindo uma oitava. "Você só pode estar brincando comigo!" ele riu sem humor. "Não tem nada bem, Blaise, e agora eu não sei em que porra eu me meti!"

Blaise o segurou pelos ombros e o encarou com raiva.

"Pelo menos uma vez na sua vida pare de se fazer de vítima, Draco." Blaise respirou fundo. "Pare de fingir que isso é a porra do fim do mundo porque não é. A única coisa que você precisa fazer é admitir isso pra si mesmo." Draco o empurrou e virou de costas.

"Você sabe onde isso vai acabar Blaise, e sabe que não vai acabar bem. Nunca esqueça quem eu sou e da onde eu venho."

Blaise bufou indignado.

"Alguma vez você me deixou esquecer quem você é? VOCÊ deveria esquecer da onde vem. VOCÊ deveria esquecer quem FOI e os motivos de ter sido assim. VOCÊ deveria esquecer o passado e pensar no presente, Draco. Não estamos mais sob o comando de Lord Voldemort, você não está mais sob os comandos do seu pai. Lucio Malfoy está em Azkaban. Para o resto de sua vida, Draco. Apenas lembre-se disso e admita o que sente por ela para si mesmo. Te dou a certeza de que tudo vai ficar mais nítido em sua cabeça."

Draco continuava de costas. Blaise abaixou a cabeça resignado e com um suspirou começou a fazer seu caminho para as escadas. Ele parou por um momento e virou-se.

"Se isso ajuda, eu também vejo o jeito que ela olha pra você. E eu ouvi dizer que ela pediu para que a deixassem sozinha, no entanto, você passou a noite lá. Na minha concepção isso quer dizer alguma coisa."

Com um aceno de cabeça, Blaise despediu-se e subiu as escadas.


Notas Finais


Eu amo fazer o Blaise como um personagem forte, como um verdadeiro amigo do Draco. Aquele cara bem gente boa, de alma sonserina mas de coração bom. Não sei se vocês compartilham desse mesmo pensamento hahahaha Mas enfim, eu adoro o Blaise nas minhas fics como pessoa!

O que acharam do capítulo? A mente do nosso casal tá começando a ficar conturbada. Não deve ser nada fácil né?

Bom fim de semana e até terça :)


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