História Hold the Door - Capítulo 5


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Palavras 703
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Saga, Suspense

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bora

Capítulo 5 - Temos que sair daqui


Ao entrarmos no ônibus, percebemos o cheiro de suor e o calor humano que, apesar de muitos adorarem, nós repugnamos acima de tudo, além, claro, dos valentões e dos brigões da escola, que eventualmente tiram sarro de nossas roupas, ou de quando jogamos xadrez no refeitório. Esse não é o mesmo calor humano de quando abraçamos nossas avós, ou nossas mãe, coisas que adoramos. É um calor humano do tipo do Inferno.

Sentamos nos últimos bancos, o "fundão" do ônibus, pois este ser o único lugar no qual havia espaço para todos sentarem juntos. Primeiro, Higor na janela. Com sua asma, ele morreria  se sentasse ao meio de todos. Do lado dele, eu, para usufruir dos lanches que ele trouxera. Ao lado, Enzo, que ficava reclamando do fato dos lanches não terem orégano. Confiamos nele quanto á culinária, pois muitos dos bolos que ele faz, ele leva á escola, e divide conosco. E por fim Vinicius, que junto comigo comia os pães, de maneira estética, sem sujar. Ele adorava organização, um dos motivos para eu me sentar na cadeira á frente dele na sala. Ou, ao menos, costumava sentar.

Conforme o balanço do ônibus, o sono se aproxima, e vai nos dominando. Higor dorme encostado na janela. Eu, encostado nele. Enzo em mim, e Vinicius em Enzo. De um jeito hétero, dormimos todos juntos, e quando acordo, estamos sendo jogados do ônibus por um homem alto, e de corpo forte. Primeiro Vinicius, depois Enzo, e por fim eu, seguido de Higor. O homem parecia ser motorista, pois este vai até a porta da frente, entra e o ônibus sai neste instante, deixando nossas mochilas lá dentro, e nós na calçada.

Tentamos alcançá-lo, mas o mundo o favorece, fazendo um calor de 35 graus, aparentemente meio-dia, impossibilitando nossa corrida. Além disso, o asmático Higor havia ficado para trás há tempo. Tudo ficou lá, nossos celulares, comida, bebida e dinheiro. Além disso, nem sabemos onde estamos. O lugar é apenas uma estrada deserta, e tentando ajudar, Vinicius, desesperado, diz:

-Vamos á uma loja perguntar onde estamos e chamar a polícia.

-Não -o interrompo. -Eu vou consertar isso, já que sou o responsável.

-Mas o pode... -ele tenta continuar

-Não! -o interrompo novamente. -Já disse.

-Sabe, Kaiky, você não manda aqui. -diz Enzo, apoiando o companheiro. -Vamos pedir ajuda.

-É mesmo, então encontra uma loja em um raio de quilômetros.

Sem resposta. Higor então nos alcança, andando sem fôlego, respirando fundo, e  ofegante. Apesar de já ter visto um de seus ataques de asma, nunca o vi daquele jeito. Ele parece desesperado, e não é pra menos. Olhamos em volta, e só há mato, e uma estrada que vai além do horizonte. Estamos incomunicáveis, com fome, sem comida nem água, e o sol escaldante parece aumentar o sofrimento. Nossa única opção é andar.

De repente, para a alegria e euforia de todos, um carro vem em nossa direção. Era uma van sem janelas. Desesperadamente, fazemos sinais para ele parar, e ficamos ainda mais alegres quando ele para! Quando a porta se abre, um homem de uns quarenta e poucos, quarenta e tantos anos desce do carro.

-Precisam de ajuda, meninos? -diz ele, com uma voz grossa, máscula e assustadora. -Carona?

-Sim, senhor. -diz Vinicius, mostrando por que é o líder, representando-nos. -Somos de Campo Limpo, não sabemos onde estamos.

-Então como vieram até aqui?

-Longa história. -digo, impedindo que Vinicius comece á contar tudo, e fique o dia todo falando. -O senhor pode nos ajudar?

-Sim, mas não há espaço na frente. Vocês podem ir na parte de trás da van?

-Sim.

-Sim, claro.

-Por mim, tudo bem.

-Vamos na parte de trás, senhor.

Então, ele abre, revelando um espaço menos do que parecia, revelando nada além de um colchão velho. Ele faz sinal para entrarmos, e fazemos isso. Então, ele fecha a porta, e tranca por fora, sempre falando conosco, para nos tranquilizar. Nos acomodamos lá dentro, e começamos uma conversa sobre o que dizer ás nossas mães. Mas então fico quieto de repente, e eles não percebem, pois estão ocupados demais discutindo entre "me perdi" e "a professora não nos deixou sair". Então, após analisar alguns fatos, interrompo a discussão:

-Temos que sair daqui.


Notas Finais


Continua...


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