História Hollow - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Selena Gomez
Tags Drama, Jelena
Visualizações 228
Palavras 3.425
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


textinho no final pra vcs; espero que leiam ♡
- Música do capítulo: Home; da Gabi.

Capítulo 22 - Você preencheu o meu vazio. – Epílogo.


Fanfic / Fanfiction Hollow - Capítulo 22 - Você preencheu o meu vazio. – Epílogo.

“Desde que te conheci, não preciso mais esperar cometas passarem para fazer um pedido. Você já aceitou o maior de todos. Obrigada por ficar.” - tcd.

Uma semana depois.

É desconfortável. Um filme passa por minha cabeça diversas vezes.

Um semana depois, Paul está finalmente sendo julgado, após ter passado alguns dias preso.

Há algo em minha história que eu nunca me senti livre e confiante para contar, logo, fazer isso hoje, quebra centenas de correntes invisíveis e presas a mim.

“Minha mãe morreu quando eu tinha nove. Eu fui criada pelo Paul e por algumas outras “babás” até fazer uns doze. Não tínhamos um vínculo, nunca tivemos. Eu sempre achei que ele preferia o Brandon a mim. Então, com dezesseis anos, ele me disse que já estava na hora de eu ganhar um pouco mais de “responsabilidade”. Isso tudo me levou a uma rotina dura e incurável. Porque vai deixar em mim uma marca, inevitável. Vai ser sempre aquela pequena cicatriz pela qual eu irei me envergonhar ou me orgulhar.

Eu relutei no começo, de todas as formas. Eu cheguei a fugir com meu irmão, até me dar conta de que uma adolescente desempregada não conseguiria sustentar a si própria, imagine a alguém. Então, convivi nessa rotina por longos dias, sendo forçada a fazer sexo com caras desconhecidos. Até eles não serem tão desconhecidos e passarem a sentir pena de mim.

Minha mãe costumava me dizer que o mundo pode ser um lugar terrível às vezes e que tudo é sobre como vamos lidar com a situação na qual somos postos. Hoje, me dou conta de que não se trata do mundo em si, como objeto substantivado, mas sim das pessoas que moram nele, que propagam o ódio e fazem da vida de alguns seres humanos se tornar um fardo.”

Isso tudo passa por minha mente em algo claro e nítido, e são tais palavras que de forma inerte, profiro para a juíza em minha frente, enquanto permaneço sobre a cadeira acolchoada.

– O Paul não tirou de mim apenas as noites dos finais de semana ou a escolha de querer ou não fazer sexo. – prossigo abertamente enquanto encaro o esmalte roxo e desgastado em minha unha, e de relance, encaro o homem, agora sem os cabelos cuidados que costumava ter, sentado um pouco mais distante de mim. Nossos olhares se cruzam e eu despejo todo o meu desprezo e ódio por tudo o que ele fez para mim. – Ele me tirou o direito de ser feliz. Ele tirou a minha capacidade de fazer amigos. – digo alto, já sentindo pela primeira vez minha voz embargar. – Ele tentou tirar de mim a única pessoa que me amou mesmo enxergando meus traumas. – sinto meus olhos queimarem junto com minha garganta. – Você é um monstro!

Levanto-me, mas o advogado logo puxa meu corpo com calma, me colocando de volta na cadeira.

– É o suficiente, senhorita Gomez. Você pode deixar a sala, falaremos com a próxima testemunha e vítima; Ashley Victoria Benson. – a juíza nova e ruiva, de forma singela, pede-me para sair. Eu o faço, pouco cambaleando, observando Ashley adentrar o local, aflita. 


É um longo tempo, contudo os minutos passam rápido, em vista da minha inquietação. Dentro de instantes, já estou de volta à mesma sala ampla e fria. Dessa vez, cercada de todos os advogados, testemunhas e afins.

Todos os olhares se voltam para a juíza por trás de uma mesa maior e centralizada.

– Como representante do poder judiciário, dos Estados Unidos da America, para julgar o caso. A fim de formar uma União perfeita, estabelecer a justiça; assegurar a tranquilidade interna; prover a defesa comum e o bem estar geral. Declaro Paul Mikes Rudd culpado, com destino a cárcere privado dentro das leis da Constituição Promulgada Americana, por exploração sexual de menor a circunstâncias de divergentes ameaças e fins lucrativos e cárcere privado de mulheres. – um barulho de algo oco chocando-se contra a mesa ecoa por todo o local. – E aos menores: Selena Marie Gomez e Brandon Anthony Gomez; será disponibilizada pensão mensal a ser discutida com os advogados e a guarda será concebida e aceita à Doutzen Kroes.

Meus ossos tremem. Sinto que estou afundando em milhas e milhas de marés mas algo finalmente me puxa para cima, como se meu corpo estivesse estagnado em uma linha tênue entre minha mente e a realidade.

Começo a chorar descontroladamente quando Paul é retirado daquela sala e braços carinhosos e também chorosos, rondam meu corpo com amor.

– Acabou. – embargada e um tanto fanhosa, profiro. – Acabou, acabou! O nosso plano deu certo. – meu rosto está focado no de Ashley, que sorri, mas digo isso para todos que estão ao meu redor.

As correntes que me jogavam em um abismo foram finalmente quebradas. Eu estou livre para ser feliz outra vez. Mãe, você deve estar se sentindo feliz por mim agora.



Corro pelo gramado úmido e sem escrúpulos, caio por cima do garoto distraído, que brinca com alguns bonecos.

– Ai! Minha barriga! – sua voz soa abafada, entre risos altos e incontidos.

– Brandon, eu amo você. Eu amo você! – profiro gravemente ao sorrir e beijar toda a extensão lisa de seu rosto.

– Eu também amo você, Selena! Eu amo você! – ele responde sorridente.

– Nós estamos livres agora, tampinha. Eu e você. Você e eu. O Paul foi preso e agora moraremos com a Doutzen. – afirmo calma ao me sentar. Recompondo-me.

– Com a Doutzen? Eba! – ele grita. – Isso quer dizer que vamos trocar de casa?

– Sim, mas as nossas coisas vêm para cá.

– Eu não entendo porque o Paul foi preso, mas se isso te deixa feliz...Então me deixa também. – sua voz soa confusa mas animada.

– Eu prometo que quando você ficar maior, te explicarei tudinho. – aliso suas bochechas inchadas.

– Tá bem. Obrigada por não ter quebrado a promessa. – seus braços menores circundam meu corpo.

– Eu nunca irei, meu amor. Eu e você, para sempre. – uma lágrima escorre do meu olho e eu aperto ainda mais seu corpo pequeno contra o meu.

– ♡ –

Justin fora transferido para o quarto. A Escala de Glasgow aumentou em apenas um. 

Dez dias se passaram. A esperança que eu cultivei, morre cada vez mais.

Não tentando forçar nada, mas eu ficaria mais em paz se ele tomasse uma decisão e parasse de me prender nesse meio termo.

Eu o vejo estático sobre aquela cama, cercado de cores monótonas e infelizes e dos aparelhos incansáveis. O único avanço que ele teve foi não precisar mais de ajuda para respirar.

A questão que toma meus pensamentos agora é: Conseguirei prosseguir sem ele?

Então, ainda abraçando meu corpo instável por cima da cadeira azul e acostumada com a sensação de estar aqui; começo:

Então eu estou desejando, desejando além, pela empolgação de chegar. É só que eu prefiro estar causando o caos do que ficar deitada na ponta afiada desta faca… Porque eles dizem que lar é onde seu coração está gravado na pedra, é onde você vai quando está sozinho, é onde você vai para descansar seus ossos. Não é apenas onde você deita sua cabeça, não é apenas onde você faz sua cama… Contanto que estejamos juntos, importa para onde vamos?

Sou eu quem canta para ele dessa vez. Depois de todos os encontros, depois de todas as vezes em que ele não desistiu de mim. Canto porque também não quero desistir dele. Canto porque não quero deixá-lo no meio do caminho.

Repito o mesmo verso outra vez ao levantar-me e me aproximar sutilmente de seu corpo apático sobre o colchão, e logo afago seus cabelos maiores e completamente dourados. 

Sua pele parece tão pálida, mas aquecida. Isso me faz apoiar o corpo com cuidado no espaço apertado e vazio do cobertor macio, ao lado dele.

Abraço Justin, como se uma nuvem negra e sólida estivesse em cima de nós dois, prestes a desabar. Como se eu soubesse lá no fundo, que estou a poucos segundos de perdê-lo. Mas mesmo assim, busco abrigo.

– Eu só queria que soubesse que eu sou grata por ter tido paciência comigo. E por não ter desistido de mim. – sussurro ao curvar meu rosto e encarar o dele, respirando cada vez mais lentamente.

Então, tudo acontece dentro de instantes: O monitor, que controla o coração de Justin, começa a apitar de forma esquisita e descompensada. Meu coração parece estremecer e se contrair entre meus pulmões. A adrenalina, enviada por meus órgãos, me faz saltar daquela cama em um simples pulo desesperado.

– ALGUÉM ME AJUDE, ELE ESTÁ MORRENDO! – estremeço ao escancarar a porta e olhar Justin mais uma vez, como se esta fosse a última que o veria ainda assim: Com sangue correndo as artérias e veias. – Por favor, alguém me ajuda!

Minha voz soa de forma estridente. Não consigo controlar as minhas lágrimas pois algo concreto sacode minhas esperanças e diz para mim em alto em bom som: Acabou.

Uma equipe de enfermeiros passa por mim de forma acelerada; posso sentir meus músculos doerem e calejar, mas ainda assim, me ajudam a correr nem que seja mais um pouco; até que eu esbarro na cama.

Então, um bipe soa e vertiginosamente, o som que o monitor propaga é algo único e oco. Parece um ruído, um grito de dor; ou as duas coisas.

O coração dele parou.

– JUSTIN, NÃO! – sacudo o ferro da maca, mas alguém prende meus braços de imediato.

“Desfibrilador. AGORA!” um dos vestidos com jaleco branco, em volta do corpo dele, grita.

– Justin… – consigo dizer o nome dele por entre as lágrimas e soluços instáveis. Me sinto mal por chorar, mal por ter causado tudo aquilo, mal por não ter insistido. – Se você estiver ouvindo, por favor viva! Esqueça tudo o que eu disse sobre escolher ir embora! – fecho os olhos e choro mais uma vez, sem me importar com as pessoas ao redor. – Escolha ficar, Justin. – ouço o choque do aparelho contra seu corpo. uma vez. – Você me trouxe tanta alegria. Não vá embora.– segundo choque. – Eu amo você!

Meu choro toma conta de todo o local quando o hospital fica silencioso e pesado, como um mar depois de uma tempestade.

 É a minha briga com o silêncio, o choro e a dor.

Então, junto minhas mãos em forma de súplica, mesmo presa aos braços de alguém desconhecido. Terceiro choque.

“É um milagre!”, alguém diz eufórico.

Desprego minhas escleróticas doloridas de forma brutal. Meus ossos tremem, meu corpo mal consegue me sustentar de pé quando vejo claramente: Seus olhos caramelados e iluminados estão abertos.

– Justin! – outro soluço estranho escapa; meus sentimentos carregam algo parecido com a felicidade, mas sei que no momento é mais que isso.

Por isso, sem diligência, pulo em cima de seu corpo e o abraço. Ele permanece estático.

– Justin? Fale comigo. – peço entre os sons desolados que propago ao segurar seu rosto aquecido com minhas mãos.

– Eu... tam… amo você.

É a voz dele, aquecida, enrouquecida e um pouco arrastada por sedativos; é o amor dele; são as mãos maiores dele que tocam minhas costas com delicadeza e lentidão; são os lábios dele que eu toco com os meus, tentando congelar o tempo. É o meu Justin. É a vida dele, que mesmo nova, ofereceu se anular para que eu vivesse. É o corpo dele, coberto por pintinhas que traçadas viram constelações. É o coração dele, vivo, pulsando embaixo do meu corpo morno. Vivo.

Seis meses depois.

Narrado por Justin.

Seus olhos parecem curiosos e apreensivos. A romântica mistura de ansiedade e incerteza.

Ela balança a cabeça e sibila um “não consigo”, que acabo de decifrar pela leitura que faço de seus lábios inchados e banhados por um gloss róseo.

– Então, vamos fazer isso juntos. No três, você olha a minha e eu olho a sua. – profiro ao sorrir e logo trocar as cartas, formalmente lacradas. – Um...Dois...Três.

O barulho dos papéis perdendo a cola e quase rasgarem, se misturam ao suspiros desprovidos de calma, que Selena deixa escapar.

Passamos alguns segundos lendo as letras digitadas naquele papel, mas eu logo corro meus olhos para o final da folha.

Suas orbes ficam avermelhados aos poucos e diminuem facilmente quando um sorriso enorme atinge suas bochechas.

– Justin Bieber...

– Selena Gomez... – repito com o seu nome na mesma entonação rápida.

– Pela ironia da vida, você vai ser um químico e ganhar uma bolsa de esportes! – ela mal espera a frase terminar para pular em meus braços.

Eu acolho seu corpo menor e aperto para mim. 

Caramba. Eu vou para Yale!

Ainda sorrindo, seu corpo é afastado enquanto sua expressão parece exigir algo de mim.

Pigarreio, apenas para me divertir um pouco com a situação.

– Sua carta declara que...

– Anda, Justin!

– Você vai ser a nova amiga do universo. "Honrados ficamos em dizer que Ms. Gomez foi aceita para cursar astronomia." – digo alto enquanto observo seus dedos cruzados se desfazarem; um grito grave soar de suas cordas vocais e ela se debruçar em mim outra vez.

Nossos risos se misturam enquanto nos parabenizamos entre si. E ainda eufórico, seguro-a em meu colo. Selena reclama um pouco, mas essa pouca coisa não seria capaz de estragar a notícia que acabamos de receber.

Corro até os corpos espalhados na área tomada por grama em minha casa.

– Eu tenho um anúncio a fazer! – profiro alto, ainda com Selena em meus braços.

Todos os pares de olhos pairam em nós dois e o silêncio pouco a pouco toma o local.

– Queria dizer que entre vocês, há dois futuros estudantes da Yale!

Várias vozes soam ao mesmo tempo e parabenizam a mim e a Selena, que eu logo ponho de volta ao chão.

– Eu sabia que vocês dois conseguiriam! – a voz dócil de minha mãe é propagada e ela abraça de forma terna meu corpo e o de Selena ao mesmo tempo.


O vento lança seus longos fios para o lado, que se embaraçam em longos segundos. Suas mãos finas, seguram uma colher e uma taça cristalina que abriga suco de uva puro, como a minha. Ainda não posso ingerir bebidas alcoólicas e como isso nunca fora o forte de Selena; ela me acompanha.

A morena sobe em um caixote de madeira, fazendo-a ficar um pouco maior que todos; bate a pequena colher prateada contra o vidro da taça, propagando um oco barulho que chama a atenção das pessoas presentes, mais uma vez.

– Hoje completam seis meses que o Justin nasceu de novo; assim como marca como finalizada as sessões de fisioterapia, acompanhada de uma incrível recuperação. – ela começa quando o silêncio é obtido, e logo o barulhos de palmas tomam conta do acustico do local.

Eu fico um pouco sem jeito, porque todos passam a me encarar.

Aproximo-me mais um pouco de Selena e seguro sua mão esquerda e vazia, mesmo com a diferença de altura induzida entre nós.

– Viva ao Justin! – a voz infantil e aguda de Brandon me faz sorrir, assim como todos ao redor, que gargalham e repetem o mesmo.

– Justin, – Selena aprofunda seu olhar no meu ao dizer em alto e bom som, fazendo com que todos se calem uma outra vez. – Você tem sido um tipo de felicidade sem fim para mim. Desde o primeiro dia; e você nunca precisou nem tentar. Tudo o que você fazia era arrancar sorrisos de mim. Eu ainda me lembro de nós dois presos no refeitório da escola após o baile de primavera. – seus dedos apertam os meus e eu sorrio. – Eu não fazia ideia do quanto você seria importante para mim. E eu não tenho mais medo de admitir. Eu amo você, Justin Bieber.

Com o coração palpitando mais forte; encontro um pequeno espaço junto a ela, em cima da caixa firme.

– Eu não me arrependo de nada. Conhecê-la foi um mistério, um enigma que eu tentei desvendar todos os dias; e sei que até hoje, descobrir coisas novas sobre você faz com que eu me apaixone todos os dias. Eu amo você Selena Gomez.

As pessoas presentes gritam e fazem alguns barulhos, nos fazendo rir.

E quando termino de dizer, corro minhas mãos por baixo de seus fios e seguro sua nuca com calma; aproximando meu rosto e admirando a beleza surreal que ela tem. Enfim, tomo seu lábios, tocados com um aroma frutal. E agradeço por tê-la aqui ao meu lado. Por tê-la encontrado entre sete bilhões de pessoas.

Mais seis meses depois.

Narrado por Selena.

Conto cada corpo celeste acima de nós. Eles parecem tão mais próximos que quase me sinto capaz de tocar cada um.

Sei o nome de todas as constelações agora que faço astronomia, mas garanti a mim mesma que não deixaria isso tirar a graça da minha capacidade de admirar a inocência do céu.

Eu respiro fundo e sorrio ao encarar o teto transparente uma outra vez.

Os braços mornos que contornam minha cintura de forma apertada, exalam o nostálgico cheiro de lar, misturado ao normalizado aroma de flores emadeiradas. Ele sempre teve esse cheiro.

– Sabia que elas estão assistindo você? – sua voz é sussurrada em meu ouvido esquerdo, fazendo os poucos pelos da minha pele se arrepiarem.

Viro-me para Justin e sorrio; contornando sua face afilada com a ponta de meus dedos frios.

– Eu não posso acreditar que já faz um ano que você passou por tudo aquilo. – minha voz é um pouco bamba, esse assunto me deixa muito emocional, por mais que um longo tempo tenha se passado.

– Nós passamos. Foi você quem pesou na minha balança para ficar. – ele diz calmo ao segurar minhas mãos entre as suas e beijá-las com calma, com o repentino intuito de aquecê-las.

– Eu achei que fosse te perder.

– Você nunca me perderia. Achou mesmo que eu fosse desistir de você? Nem que eu precisa-se puxar seu pé todas as noites, Cinderela. – o louro comenta ao ri da própria bobeira.

Isso ainda me irrita, mas de um jeito bom. Jeito esse que faz meus músculos da barriga doerem quando sorrio.

– Você continua um babaca. – rolo os olhos ao sorrir enquanto fito o claro par de escleróticas em minha frente.

Então, eu o beijo com toda a vontade do mundo; provando dele de todas as formas, sentindo seu toque mais perto, contra as batidas de um coração que morre de medo da ideia de quase perdê-lo outra vez.

Suas mãos mornas tocam minhas pernas com firmeza e eu as rodo sobre seu quadril coberto pela camisa larga. 

O exato momento em que nossos átomos se colidem.

Sorrimos entre o beijo e eu suspiro.

Sem descer do colo de Justin; vamos até o centro do observatório vazio - ao menos naquela ala - e encaramos o céu; juntos.

– Quer saber o que estou pensando agora? – indago.

Ele anui positivamente com a cabeça.

– Que você tem a exata sensação que me fazia não desistir quando eu encarava as estrelas. É como se você tivesse roubado a essência delas. Você preencheu o meu vazio. – afirmo ao juntar minha testa na dele um pouco mais baixa vista de cima.

– E você não tem ideia de como preencheu o meu. – ele molha os lábios e me encara como se eu fosse sua coisa favorita do mundo. – Eu não me lembro de muita coisa daquele hospital, mas eu tive medo de não conseguir superar as sequelas. Eu fui um tiro oco e preso no escuro, mas você estava lá, trazendo de volta a luz, como a manhã que chega de pouco a pouco.

Meus olhos queimam, eu finalmente estou acostumada com essa sensação recíproca. 

Seu polegar encontra minha bochecha e ele me põe de volta ao chão.

– Como uma estrela pelo meu céu. Como um anjo fora da página. Você apareceu na minha vida. – recito os versos de uma das minhas canções favoritas.

Você tem esse jeito que eu não consigo descrever. Você me faz sentir vivo. – ele completa, mas diferente de mim, canta.

Então juntamos nossos lábios e eu fecho os olhos; usufruindo seu cheiro, seu toque e o calor propagado.

Estamos conectados de forma infinita. Como cada ponto luminoso espalhado acima de nossos corpos. Possuímos um brilho próprio, mas juntos, formamos uma constelação; inconstante, incerta, mas forte. Porque eu aprendi que a vida dói, mas o amor cura.

Então, agradeço por termos nos batido no céu infinito da vida, e desse colapso incerto, termos virado estrelas.

FIM.


Para todos os doces corações que acompanharam tudo até aqui e não desistiram da história dos dois:
"Olhe para as estrelas. - Isso não vai consertar a economia. Isso não vai parar as guerras. Não vai te dar o corpo perfeito e nem te ajudar a descobrir os seus relacionamentos e o que você deve fazer com a sua vida. Mas é importante. Olhe para as estrelas. Vai te ajudar a perceber que você e os seus problemas são infinitamente menores. Vai te fazer perceber que você é um pedaço de um incrível e vasto universo."


Notas Finais


OI!!!!
Gente eu estou muito emocional!.
Bom, aqui vou eu.
Quando eu decidi começar essa fanfic, tentei criar uma história que me ligasse aos personagens, que me fizesse tirar alguma lição de vida com eles. O nome da fanfic é Hollow. Hollow significa vazio.
A personagem da Selena sempre foi um desafio para mim, mas eu adorava, porque de certa forma ela tem muito de mim. E fazê-la superar e ver como a vida é linda foi um presente para mim. Eu sofri as dores dela, a felicidade, a incerteza do amor até o sentimento concreto. A Selena da minha história sempre foi forte e especial. Eu espero que vocês levem um pouco dela e nunca se esqueçam, porque eu, definitivamente não irei.
O Justin era a pessoa mais fácil de entender, de escrever, de fazer linhas de pensamentos, porque ele sempre foi transparente durante toda a história. Dele eu vou levar muito a insistência. A ideia de criá-lo foi fazer um Justin Bieber empático. Eu tava muito cansada de vê-lo como o chato e irredutível das histórias e fiz ele um amorzão, porque é assim que eu idealizo ele na realidade. Dar a vida em nome do amor foi de longe o maior ato de coragem dele. Espero que vocês também nunca se esqueçam dele.
Foi uma história de preenchimento. Os personagens começaram vazios e dentro dos outros se econtraram.
E a vocês: Obrigada! Eu não consigo descrever nada além de: g r a t i d ã o.
Para todas que estiveram aqui desde o começo até o final: Eu não sei como posso agradecer, vocês certamente me fizeram não desistir.
As que estavam no começo ou desistiram no meio ou no final; aos fantasmas que leram mas nunca apareceram aqui, eu também sou muito grata. Por todos os favoritos; comentários, por todas que choraram, que riram, que quiseram me bater, que suportaram minha demora. Eu nunca irei esquecer vocês. Obrigada por terem feito Hollow existir. Tenho um carinho muito grande por todas, para sempre.
------------
- Não me esqueci do capítulo extra sobre os personagens (até porque n dei fim a quase ninguém. A Ashley por exemplo, porque iria alongar e eu ia perder meu foco, como quase perdi sos). Não o escrevi e n sei quando irei, mas vou postar. To tentando me dedicar a escola porque terceiro ano sucks. Tenho duas histórias bem interessantes em andamento, mas só acho que postarei no fim do ano. Avisarei a vocês, ou só me sigam no meu perfil.
Enfim, amores. Obrigada outra vez 💘 E me desculpem se não foi o final esperado por todos ou se n supriu as expectativas.
Quem sabe eu apareço com a vida deles daqui a uns 3 anos? ME SEGUREM.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...