História Holy - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Red Velvet
Personagens Irene, Joy, Seulgi, Wendy, Yeri
Tags School, Seuldy
Visualizações 9
Palavras 2.606
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Nos falamos nas notas finais. ㊙ Enjoy!!

Capítulo 1 - Peccatum


Fanfic / Fanfiction Holy - Capítulo 1 - Peccatum

Desde pequenos, somos criados com tal ideia que se não pecarmos, iremos aos céus quando morrermos. Pecado parecia algo definido, aquilo que estava escrito no livro mas… Ao crescermos, vemos que a ideia do pecado é algo mais relativo. O pecar para uns pode ser normais aos olhos dos outros, mas aos olhos de Deus? Nunca se sabe, mais se deduz.


Questionamento esse pairava a cabeça da pequena criança que, com ambas as mãos unidas em oração, mantinha os olhos fixados naquela imagem de Jesus do mesmo tamanho que si. As orbes negras amendoadas direcionadas às azuis-esverdeadas do homem da pintura, quase como se estivessem se encarando. No fundo, ela perguntava confusa àquela imagem o que realmente era pecado.

Por que seu irmão mais velho havia recebido aquele sermão sobre pecar se jogar Yu-gi-Oh não estava escrito na Bíblia? Perguntava, confusa. Ao contrário do que esperava, nenhuma voz disse-lhe a resposta magicamente. E nem a própria imagem criou vida para responder.


Wendy Son se viu sozinha, pela primeira vez. Aos seis anos de idade.


Quase dez anos depois, a dúvida ainda não havia sido sancionada. Tinha medo de perguntar ao padre ou a qualquer outra pessoa. Ela apenas engoliu, como ali engolia a saliva ao subir no ônibus pela última vez. Antes mesmo de procurar um lugar, levou um susto ao ver algo sendo jogado na janela próxima dela. Um sanduíche de atum, urgh. Ergueu o olhar para um braço familiar acenando ao fundo e correu em sua direção. Sentou-se antes que mirassem outro sanduíche em sua direção e sorriu para o garoto ao seu lado, felizmente na hora exata em que o ônibus acelerou. Suspirou aliviada - não aguentaria outro sanduíche.


- Ahm… - pigarreou o garoto ao seu lado. - Esqueceu de mim?


- Hm? Claro que não, porque esqueceria? - riu muda, abrindo a mochila para tirar um tupperware com pelo menos quatro desses sanduíches amassados dentro, entregando à ele. - Desculpe não pegar os da janela… Pensando bem, teria sido meio anti-higiênico.


- Oh, você cogitou pegá-los? - ele ergueu uma sobrancelha, pondo a mão no peito de forma dramática. - Assim me magoa!


- Só se eu quisesse que você tivesse uma infecção bacteriana. Tem sorte que te amo demais pra tentar te matar, Mark.


Era quase ridículo como Mark era seu único amigo naquele inferno. Ele era cinco anos mais novo, mas felizmente aparentava ser um pouco mais crescido aos que olhem de longe (dois améns para a puberdade). Afinal, não se encontram muitos coreanos-canadenses por aí nas escolas. Trocava os sanduíches de atum que jogavam em si diariamente por alguém para sentar ao seu lado no ônibus, mas pelo menos sabia que Mark era o único que realmente se importava com ela. E vice-versa.


- Wen… - começou ele, limpando a boca suja de atum. - É hoje que você vai embora, né?


- Poisé… - deu de ombros, ajeitando o cabelo atrás dos ombros. - Uma hora o grande dia ia chegar.


- Se importa se eu for contigo no aeroporto? Não me julga, tô’ emocional.


- Que fofo. Claro que não, acha que eu ia te expulsar ou algo assim? Melhor que pegar táxi sozinha.


Na sua idade, seria vergonhoso estar perto de um menino tão mais novo. Mas ela não se importava. Além de Mark ser mais alto que ela (ou a própria ser baixinha) e ele aparentar ser mais velho, tinha uma cabeça mais madura que os demais de sua idade. Wendy apreciava Mark, e Mark também apreciava Wendy. Ela era como uma irmã mais velha para o garoto naquele ponto e querendo ou não, eram sete anos de amizade já. Desde que se conhecia por gente já andava com ela no ônibus, e de repente : Bam! Era o dia de ajudar a garota a pegar suas malas e ir em direção ao aeroporto.


O voo estava marcado para mais tarde, então ambos foram andando mesmo é conversando no caminho. Era a última vez que Wendy via sua casa, a rua em que passou a infância, a cidade. Passou tudo muito rápido àquele ponto, por mais que despedidas lhe dessem um aperto no coração, ela esperou aquele momento a vida toda. Todas aquelas memórias passaram rápido demais por sua cabeça, assim como as próprias horas. Quando deu conta, se viu abraçando Mark pela última vez. Pôde jurar que o viu chorar um pouco em seus braços, mesmo que ele desfarçasse. Prometeu-lhe manter a comunicação sempre, e ele prometeu a visitar quando pudesse. E assim, ela foi.


Um caminho longo, mas que nada a incomodou. O voo de x horas pareceu passar em x minutos. Depois um barco seguido de outro ônibus, pareciam não ser nada. Ela viu pela primeira vez sua cidade natal, e era linda. Mas a beleza de tal não se comparava com a da ilha ao (finalmente) pisar na mesma. Uma pequena ilha cercada por florestas e uma espécie de mini-cidade. Quase 80% do espaço era ocupado por aquele lugar - o lugar dos seus sonhos. Institutum S. Magdalenae for Christian Females in South Korea, ISM para os íntimos. Um imenso prédio, quase um palácio, com mais de duzentos anos de idade e o maior instituto no país para meninas. Mudara de país para chegar neste lugar, Wendy se sentia completa.


Sentou-se no ônibus da escola, nervosa. Ajeitou a saia com cuidado e pôs-se com a coluna reta, mãos sobre os joelhos e o cordão de crucifixo aparecendo sobre sua roupa. Respirou fundo duas vezes, olhando para as próprias pernas. “Vamos, Seungwan. Esse é o seu sonho, foi o que você sempre quis sua vida inteira” brigou consigo. “Você é perfeita para isso, você conseguiu. Você mer-”.

Seus pensamentos foram interrompidos pelo som da porta abrindo. Estava sozinha no ônibus desde a chegada no porto, e levou um susto com o som. Ergueu a cabeça para a frente e o resto pareceu ocorrer em câmera lenta. Primeiro viu uma perna lisa e pálida no último degrau da pequena escada, seguido da dona se apoiando nos corrimões e pulando para dentro do veículo. Ela era diferente do que se esperava naquele colégio, mas nada igual aos antigos colegas em Toronto. Era totalmente nova, algo que nunca vira antes.


Claramente aluna do ISM a julgar pelas roupas, mas não as usava do jeito que deveria. A saia azul-marinho foi puxada para cima para aparentar ser mais curta, e estava presa pelo blazer com o logo do colégio amarrado em sua cintura. A blusa branca de botão estava mal fechada e as mangas dobradas até os cotovelos, isto sem nem falar da gravata totalmente aberta. A mochila jogada por cima de um dos ombros de forma totalmente desleixada também carregava o logo do colégio. Usava meias de esporte e tênis, totalmente fora do regulamento que continha no seu livro de regras. No pescoço, um cordão dourado quase igual ao que a própria Wendy usava. Os cabelos castanhos compridos estavam presos num rabo de cavalo, deixando aparente orelhas um pouco grandes, mas que combinavam perfeitamente com o seu rosto.


Rosto esse que ficou mais aparente após repentinamente, a menina virar o rosto para Wendy. Tinha feições delicadas, diferentes. Um rosto mais redondo, nariz que lembrava o de um coala um pouco, uma boca bem desenhada e aquele par de olhos felinos, donos de um olhar penetrante. Enquanto devolvia a encarada para Wendy, a mesma se sentiu como se tivesse sido atingida por uma flecha. Era estranho, mas ao mesmo tempo… Fascinante. “Quem é essa garota?” perguntou para si mesma em silêncio. A mesma franziu o cenho, sinal que fez a bendita Wendy lembrar que estava encarando a garota diretamente há tempo demais, automaticamente virando o olhar, envergonhada.

Estava provavelmente se passando por maluca para a primeira pessoa que viu na escola. Palmas.

A castanha sentou-se algumas cadeiras à sua frente na fileira do lado, jogando a mochila no assento vago. Wendy ainda a observava de canto de olho, por mais que a mesma mostrava uma postura calma, literalmente ignorando o olhar da canadense em sua direção. Já esta, apertava o crucifixo em seu peito com força, se obrigando a desviar para qualquer outro lugar que não fosse aquela menina. Wendy não se entendia consigo mesma, não compreendia por que aquela pessoa atraía seu olhar. O restante do caminho pareceu durar para sempre enquanto subiam a ladeira. Podia jurar por alguns momentos que viu a outra devolver o olhar para si, mas… Não, impossível. Estava ficando louca.


Wendy foi a última a sair ao chegarem no interior do campus, observando a garota de longe mais uma vez. Esta, ao descer de uma vez, olhou diretamente nos olhos dela mais uma vez. Aquele olhar parecia dizer algo, diretamente. Tal imagem queimou na mente de Wendy de forma intensa, tanto que a mesma desceu quase sem ar do veículo. Apressou o passo em direção à entrada principal, quase sem nem prestar atenção direito na estrutura do lugar. Era igual ao que vira nas fotos, mas obviamente gigantesco. Teria muito tempo para admirar aquilo, no momento quase corria de nervosismo. Nisso, por pouco não tombou numa freira.


- P-Perdão, Irmã. Peço desculpas. - reverenciou algumas vezes, falando num coreano lotado de sotaque. Treinava desde pequena em casa, mas ainda soltava um pouco de sotaque por hábito.


- Você é a transferida, minha filha? - perguntou a senhora num tom doce, relaxando a garota.


- Sim. Wen- Son Seungwan, do Canadá.


- Venha comigo.


Assim, foi guiada à coordenação. Começou toda aquela burocracia de aluno novo - conhecer a equipe inteira, papelada, conversa com diretores e coordenadores, livros de regras, códigos de conduta. Wendy confirmava tudo com a cabeça, ouvindo atenciosamente. Sua postura de boa garota era exemplar, como sempre. Logo, do lado de fora, a coordenadora a levava para o prédio dos dormitórios. A mulher estava inquieta, falando sem parar com a canadense praticamente quieta.


- Uh, agora são o que… Eu tenho uma reunião em breve. Seria bom se tivesse uma… VOCÊS! - ela gritou repentinamente à um grupo de alunas. - Alguma de vocês teria a gentileza de guiar a nova aluna para o dormitório? Até um tour pelo espaço, estou sem tempo agora.


Wendy direcionou o olhar para o grupo. Várias meninas com o uniforme em uma rodinha olhavam para a mulher e se encaravam entre si até uma delas, localizada no fundo da roda, sair do meio delas para seu campo de visão. A Son ficou branca. Congelou na hora ao ver que, estranhamente reconhecia aquele rosto, aqueles olhos.


- Claro, deixa comigo. - disse ela. Sua voz era bonita, tinha uma entonação madura para alguém que deveria ter mais ou menos sua idade. - Vai ser um prazer.


Na hora, as demais meninas na roda começaram a cochichar. Algo em suas reações avisava Wendy que tinha algo estranho. A coordenadora sorriu, como a única ali que não percebeu nada.


- Obrigada, Seulgi. Muita gentileza de sua parte. Boa sorte, Seungwan-ah! - acenou ela uma última vez. Wendy, de certa forma, não quis ser deixada sozinha com a tal Seulgi. Sentiu o corpo estremecer um pouco ao vê-la ir embora.


- É por aqui. - a voz de Seulgi cortou seus pensamentos. Olhou para a frente, visto que a mesma já tinha acelerado muito o passo, Wendy correu um pouco para alcançá-la.


Os corredores permaneciam vazios, provavelmente por ser feriado, todas as demais alunas deveriam estar na cidade. Apenas ouvia-se os passos das duas meninas caminhando sozinhas naquele prédio gigantesco. Wendy a observava de longe mais uma vez, reparando que ainda usava o uniforme do mesmo jeito desleixado que vira no ônibus. Ninguém a repreendeu, por que? Talvez por estar mesmo vazio ou exceção de feriado… Sei lá. Mais uma vez, a castanha devolveu o olhar para ela, fazendo-a fingir que olhava pela janela.

O clima entre as duas era mais pesado que o normal, apesar de Seulgi fingir que não a via. Era óbvio que a via sim. De repente, ela parou em sua frente, fazendo a distraída Wendy tombar em seu corpo. As duas se olharam diretamente por alguns segundos, antes de ouvir novamente a voz de Seulgi.


- Qual o seu cartão?


Silenciosamente, Seungwan deu o cartão azul à outra. Notou uma pulseira prateada em seu pulso, com alguma coisa pendurada na mesma. Foi tão rápido que mal pôde ver o que era.


- Setor azul, 201... Hm. Aqui.


Novamente, correu em direção à outro corredor. Mais perdida que nunca, Wendy apenas correu a seguindo. Logo, parou bruscamente de novo ao tombar no corpo de Seulgi de novo, batendo em seu ombro. Era forte, definitivamente ela fazia algum esporte ou coisa do tipo. Seulgi passou o cartão azul num mecanismo da porta e a abriu.


- Seu quarto. Deixa tudo aí, eu te levo pra conhecer o resto do lugar.


Ajeitou o cabelo atrás da orelha, entrando no quarto de forma tímida. Parecia um gatinho assustado diante de Seulgi. Era um quarto grande, com apenas uma cama espaçosa, uma escrivaninha, um frigobar, armário e uma janela com vista para a floresta. Wendy deixou suas malas na cama e logo saiu, pegando de volta o cartão e o guardando no bolso da calça. Praticamente não prestava atenção no caminho em si e mais na guia, enquanto dizia os nomes dos lugares e suas funções. Cantina, salas de aula, armários de limpeza, corredores, laboratórios, salas de clube… Tudo passava praticamente batido. Já dentro da imensa “capela”, que estava mais para uma igreja, mais lhe incomodava estar sozinha com a garota. Algo quase a cutucava, mas não sabia o que.


- E aqui é a… Seungwan-ah.


Wendy paralisou. Estavam em frente ao confessionário. Olhou em volta - nem um único zelador estava por perto e aquilo era aterrorizante. Não que achasse que Seulgi fosse a matar ou algo do tipo, mas ainda era incômodo ao seu ver. Àquele ponto, achava que a veterana a odiava por estar sempre a encarando. Alguma coisa dizia que estava… Errado. Muito errado.


- S… Sim?


- Você não está prestando atenção de verdade, está? - Seulgi se virou, indo em passos largos em sua direção.


- S… Quer dizer, não, eu… Estou prestando atenção em tudo! Seulgi-ssi…


- Você é muito santinha, não é. - conforme uma se aproximava, a outra se afastava. - Pensa que eu já não reparei esses teus olhares há muito tempo? Desde que chegou praticamente.


Ela notou, óbvio. Parabéns” brigou consigo mesma novamente. Engoliu em seco, percebendo então ter tombado no que parecia ser uma porta ou parede. Estava encurralada.


- Sabe, é meio difícil não notar uma pessoa te encarando o dia inteiro. - disse, lendo sua mente. Pôs o braço encostado na parede, ao lado do corpo de Wendy. Agora sim, ela não tinha mais para onde ir e respirava de forma ofegante. Sentiu a respiração de Seulgi em seu pescoço, fechando um dos olhos por instinto. - Posso saber o que é tão interessante assim em mim?


A Son não sabia de onde tirar palavras, gaguejando o que poderiam formar alguma frase. Se sentia patética, tremendo dos pés à cabeça diante daquela menina que acabara de conhecer e agora se encontrava perto. Perigosamente perto de si. Sentiu uma mão sobre sua face, acariciando sua bochecha de forma lenta. Wendy fechou os olhos com força, mantendo-se encolhida na parede. Seulgi provavelmente a via como um cachorrinho assustado, encolhido, ganindo baixinho. Seungwan estava totalmente indefesa. O sussurro baixo veio ao seu ouvido:


- Não vai me dizer?


Wendy tremia violentamente. Parecia assustada, mas ao mesmo tempo sentia diversas outras coisas que mal sabia nomear. Repentinamente, sentiu Seulgi abandonar seu corpo e ouviu os passos se afastarem de si, contudo, seu corpo escorregou pela parede até cair no chão.


- Pois bem. - a voz de Seulgi ecoou por toda a igreja. - Se eu tiver que arrancar de você, vou arrancar. Sem dó nem piedade.


Notas Finais


Aqui estou eu, novamente, postando fanfic quase um ano sem atualizar Art Angels. Terminar? Eu quero, mas admito que ficou complicado de atualizar. Juro que em breve vai sair a continuação dela, sério!!!!!
Enfim, pra esta aqui eu simplesmente tava ouvindo Holy da Zolita, bateu uma epifania e BAM! Saiu isso. Eu to terminando o capítulo 3 enquanto falo isso e o andamento vai bem!!+#93{€}!!!

Prometo me comprometer mais com as atualizações. Mas enfim, espero que gostem. É meu primeiro yuri postado também aaaa. ㊙

Até a próxima!


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