História Holy Bonds - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bleach
Personagens Grimmjow Jaegerjaquez, Orihime Inoue
Tags Bleach, Grimmhime, Grimmjow, Grimmjow Jaegerjaquez, Orihime, Orihime Inoue, Sobrenatural
Visualizações 120
Palavras 1.121
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


SIM EU SEI QUE EU PROMETI PARAR COM AS FICS DE BLEACH Q.Q

Mas eu não consegui resistir q.q

Recentemente me veio essa ideia estranha na cabeça, e por mais que eu tentasse, os personagens de Bleach se encaixavam ali... Eu ainda teimo em não fazer originais, então vamos com isso x.x

Vocês sabem que quando eu tenho uma ideia nova, eu acabo me adiantando e postando um capítulo antes da hora... então resolvi fazer um teaser! Assim como eu fiz com a Complementary Colors antigamente ~

Capítulo 1 - Faith


Fanfic / Fanfiction Holy Bonds - Capítulo 1 - Faith

Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé,

sejam homens de coragem, sejam fortes.

 - 1 Coríntios 16:13

Os pequenos múrmuros quase não conseguiam força para ecoar pelo salão principal daquela pequena capela antiga. As chamas das lamparinas e das várias velas distribuídas pelo local iluminavam o escuro conjunto de pedras sagradas, uma casa santa construída no estilo gótico, com a intensão de ser mais uma moradia de Deus na terra. Uma arquitetura que conseguia abusar do místico, misturando vitrais coloridos, pinturas e esculturas de profetas, santos, anjos e demônios. Colocando-se tenuamente entre a imponência, a beleza, o intimidante e o encantador.

A frente do magnífico altar regido por ricos tons de dourado, enriquecido pelas amareladas chamas das velas e pelo tom cinza-claro das pedras, refletindo a luz de forma quase celestial, complementando os vidrais ao fundo, estava uma delicada silhueta ajoelhada contra o pálido mármore.

As longas vestes compostas por um material pesado – semelhante ao tafetá – misturando tons de marrom escuro e cobre, estavam ligeiramente espalhadas ao redor da figura feminina. Esta parecia estar curvada para frente, mantendo as mãos unidas contra o peito enquanto murmurava com certa pressa suas várias orações.

Aos poucos o corpo erguia-se, revelando o delicado rosto da moça que passou a encarar a dourada imagem do Senhor preso a uma cruz de madeira. Os olhos castanhos claros dela fitavam o artefato com intensidade, enquanto seus lábios procuravam por ar entre as diversas palavras que compunham sua rotineira reza noturna.

Fechou os olhos com força, pedindo perdão por seus pecados e agradecendo por sua vida, pela comida e pela segurança que havia lhe proporcionado. Respirou fundo, cautelosamente se dando ao luxo de pedir a Ele proteção para seus amados amigos, conhecidos e para si. Pediu por saúde para todos, pediu por comida para aqueles que sentiam fome, pediu pela ajuda celestial e pela paz na terra, especialmente naquele momento de guerra entre os países e continentes.

Todavia a resposta para as suas preces era o poderoso silêncio da antiga capela. Uma mistura de conformismo e esperança de que tudo ficaria bem, além do pequeno medo de não ser escutada, sutilmente obrigando-a a pedir por ajuda novamente no próximo dia e a agradecer por sobreviver mais um dia naquele mundo cheio de perigos.

Perigo. Foi a palavra que se instalou na mente dela, como uma voz alertando-a, acompanhado por uma estranha sensação gelada em sua nuca, formigando alguns de seus fios alaranjados. As unificadas e pálidas mãos se apertavam com força, segurando uma réplica de prata da santa cruz e tentando controlar o tremor que lentamente se espalhava pelo seu corpo delicado.

Ela retornou a abrir os olhos, encarando a santificada imagem com surpresa e medo. Sentia o coração inesperadamente começar a bater de forma acelerada. “Perigo...?” Murmurou a tremida voz da moça, enquanto tentava desesperadamente segurar sua respiração ofegante e aquela tremedeira inconveniente. Estava com medo e desejava ser salva.

Silenciosamente ela se perguntava o motivo daquilo, procurava por respostas enquanto encarava o imóvel artefato preso ao teto por resistentes cordas de aço. Ofegante, pensava se aquilo poderia ser um sinal. Todavia não entedia como ela poderia ser digna de um sinal celestial.

A jovem fechou os olhos novamente e balançou a cabeça para os lados com furor, se forçando a acreditar que tudo aquilo poderia ser apenas sua criativa imaginação misturada ao sono e ao cansaço rotineiro. Respirou fundo, recobrando a calma e voltando a rezar, desculpando-se ao Senhor por ter se deixado abalar pela exaustão do trabalho. Pedindo perdão por sua arrogância e insolência.

Quando sentiu seus músculos relaxarem, acalmando-se. Ela afrouxou as nervosas mãos, se deixando observar a pequena cruz de prata. Suspirou, libertando-se do pequeno estresse e voltando o olhar para o altar sagrado. Contemplando a imóvel beleza do santuário.

Levantou-se do chão, logo reverenciando a imagem de Jesus e tomando seu rumo até os compridos portões da casa divina. “Prometi à irmã Isane que iria fechar tudo quando estivesse acabado...” Falava para si mesma em voz baixa. Enquanto ouvia seus passos ecoarem pela vazia capela, a jovem se deixou fitar os belos vidrais.

Observou as grandes janelas coloridas, os diversos pedacinhos que formavam imagens de santos e anjos. Era impressionante como tal arte conseguia lhe prender a atenção. As cores cuidadosamente encaixadas, como um quebra-cabeça transparente, assim dando forma a desenhos elaborados que quando banhados pela luz do sol, brilhavam e ganhavam vida.

Interrompeu o seu caminhar ao perceber algo de diferente em um dos desenhos. Apertou os olhos para conseguir ver melhor, tentar identificar o que havia de desigual naquele vitral. Curiosa, resolveu aproximar-se o vidro colorido. Este era uma bela interpretação sobre o poderoso arcanjo São Miguel, exibindo suas grandes asas enquanto segurava um cajado dourado em forma de cruz e pisava em um demônio representado por um dragão de sete cabeças coroadas.

Desviou o olhar rapidamente para as portas frontais da capela ainda abertas, podia sentir o frio vento da madrugada adentrar o salão e provocar-lhe leves arrepios, fazendo-a abraçar o próprio corpo em busca de calor. Decidindo-se que já havia procrastinado demais seu pequeno dever, girou em seus calcanhares na direção da entrada e caminhou poucos passos até se deixar cair na curiosidade novamente e fitar o colorido anjo de vidro por cima do ombro.

Percebeu a pintura lentamente perder seu brilho, assumindo que a lua deveria ter sido coberta por alguma nuvem escura. “Hm...” murmurava a voz da jovem, observando o rosto de São Miguel “Deve ser só minha imaginação, não é?” falou para a pintura que brilhava, banhada pela gentil luz da lua. A moça sorria de forma cansada, achando-se tola por ter essa mania boba de falar sozinha, ou com objetos. Respirando fundo, a jovem lentamente movimentou os ombros para cima, logo soltando-os relaxadamente. Sem qualquer pressa os olhos dela desceram pelo vitral não mais iluminado, chegando até os pés do belo anjo.

Imediatamente aquela sensação de assombração tomou conta do delicado corpo da garota, sentia cada centímetro de sua pele arrepiar e tremer violentamente. Sentiu o ar evaporar de seus pulmões enquanto seu coração parecia querer sair de seu peito, batendo feroz e incansavelmente.

Não... Não pode ser...” Ela gaguejava com a voz tremida, aterrorizada pelo o que seus olhos presenciavam.

Ela tentou virar o corpo para a janela cheia de cores, contudo seus joelhos fraquejaram no meio do movimento, fazendo-a tropeçar nos próprios pés e cair no chão da capela. Estava assustada, sentia as lágrimas escaparem pelos seus olhos que não conseguiam desviar daquela fantástica e apavorante visão.

Aos pés de São Miguel, em uma das cabeças do dragão um brilhante par de olhos azuis a observava, eram como duas labaredas no escuro, como um predador selvagem prestes a atacar. Um monstro. Um demônio.


Notas Finais


O que acharam do teaser?
Sinceramente espero que tenham gostado! É um gênero que eu sou apaixonada, mas nunca me arrisquei em escrever antes ><
Como sempre, todo e qualquer comentário é mais do que bem vindo <3
Não seja um fantasma, exponha suas opiniões. Sejam estas elogios ou críticas, serão sempre bem vindas!

Beijos e até mês que vem ~ <3
~ Sim, vou fazer vocês esperarem um mês até o capítulo dois ~ <3


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