História Holy Bonds - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bleach
Personagens Grimmjow Jaegerjaquez, Hanatarou Yamada, Orihime Inoue, Rangiku Matsumoto, Shuuhei Hisagi
Tags Bleach, Demônio, Demonios, Grimmhime, Grimmjow, Grimmjow Jaegerjaquez, Hanatarou, Hanatarou Yamada, Igreja, Isane, Isane Kotetsu, Mistério, Misticismo, Orihime, Orihime Inoue, Rangiku, Rangiku Matsumoto, Shuuhei, Shuuhei Hisagi, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Visualizações 37
Palavras 1.228
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hallos! <3
Trazendo para vocês mais um capítulo dessa fanfic <3

Espero que gostem!
Boa leitura <3

Capítulo 9 - Agony


Fanfic / Fanfiction Holy Bonds - Capítulo 9 - Agony

“Se agora vocês também levarem este de mim,

e algum mal lhe acontecer

a tristeza que me causarão fará com que os meus cabelos brancos desçam à sepultura.”

– Gênesis 44:29

Uma alta e surda explosão a fez abrir os olhos assustados, estremecendo com a surpresa. Piscando, ela olhou em volta, porém não sabia dizer exatamente aonde estava. Era um local sujo, que cheirava a sangue seco, suor, poeira e pólvora. Sua visão correu pelo lugar lotado, parecia ser um hospital militar montado às pressas, cheio de pessoas correndo de um lado para o outro, carregando enfermos que gritavam de dor e arrependimento, a maioria desejando voltar para casa e rezando para não precisar amputar seus membros machucados. Parecia o inferno na terra.

A enfermeira perguntava-se como havia chegado ali, porém preferiu deixar de lado tais dúvidas e tentar ajudar quem realmente precisava. Buscando alcançar alguns dos médicos sujos de sangue, ela perguntava como poderia ajudar, informando rapidamente seu nome e suas habilidades para o profissional de medicina. Contudo, o nervoso e concentrado homem parecia ignorá-la completamente enquanto cerrava a perna infeccionada de um soldado que gritava pedindo para que ele parasse, enquanto era segurado por dois auxiliares que pediam para que o desesperado soldado se acalmasse, relatando que aquela era a única forma de salvá-lo.

Orihime assustou-se com a brutal cena, estremecendo só de imaginar tamanha dor que o soldado poderia estar sentindo. Todavia ela não desistiu e tentou auxiliar o médico como podia, levando as mãos até a trêmula e suada coxa do rapaz e segurando-a firmemente até que o doutor terminasse o que havia começado. Enquanto ele cerrava entre os ossos do joelho e da panturrilha, a moça fora facilmente banhada pelo infectado e escuro sangue que jorrava em várias direções, sujando suas vestes claras.

Ela ouviu o soldado gritar mais uma vez, desesperado, chorando, amaldiçoando o médico e a todos ali presentes. Institivamente ela levou a mão esquerda até o peito suado do homem, facilmente sentindo o coração acelerado dele bater incansavelmente, e com um sorriso cheio de compaixão falou que tudo iria acabar bem, que ele iria voltar para casa em breve e conseguiria rever sua família. A ruiva sentiu o homem segurar sua delicada mão entre as ásperas e ensanguentadas dele, e estranhou quando ele pareceu aceitar a perda da perna, acalmando-se aos poucos deixando apenas as lágrimas correrem livres.

A moça alargou o sorriso diante da atitude do rapaz, imaginando que ele poderia estar apenas com medo e com muita dor, resultando em seu profundo desespero. Permaneceu ao lado dele até que o médico conseguisse terminar de amputar a perna estragada do homem e ser parabenizada por sua coragem e paciência. Ouviu o machucado soldado agradecê-la mais aliviado, chamando-a de anjo.

Um novo grito chamou a atenção de Orihime. Esta sentiu o corpo arrepiar ao pensar ter identificado a voz que pertencia ao berro que ecoou em sua mente confusa. Sentindo o ar começar a faltar em seus pulmões, a enfermeira seguiu o ruído enquanto limpava as mãos de qualquer jeito com um pano banhado em agua oxigenada. Correndo entre as pessoas, desviando dos diversos utensílios amontoados e leitos dispostos em várias direções, pareciam até que foram colocados daquele jeito para bloquearem sua passagem.

Nervosa. Ansiosa. Medo. Incerta. Estas eram algumas das sensações que ela sentia borbulharem em seu curvilíneo corpo que tremia a cada passo que dava. Arregalou os olhos em completa surpresa ao avistar o dono dos gritos dolorosos, desejando não estar acreditando em que seus orbes topázios estavam presenciando.

O corpo ensanguentado deitado na maca parecia estar sendo segurado por quatro homens enquanto um quinto, um médico, parecia tentar manter sua sanidade sob controle diante da situação que o soldado se encontrava. Orihime engoliu em seco, se arriscando em se aproximar mais, convencendo a si mesma que tudo aquilo deveria ser apenas a sua imaginação. Contudo no momento que seus olhos encontraram o tom alaranjado dos cabelos arrepiados do soldado, ela sentiu seu coração pesar, acompanhado pelas lagrimas quentes que escorriam pelo seu rosto avermelhado. “Ichigo...” Ela murmurou, mordendo os lábios em uma tentativa inútil de engolir o choro.

Ela o viu juntar as sobrancelhas em completa confusão, talvez o rapaz tivera conseguido escutá-la ou sentido sua presença? A moça não saberia responder. Apenas estava estática com a cena que assistia. Orihime observou os olhos castanhos de Ichigo movimentarem-se até a sua direção, transformando a expressão de dor no rosto do rapaz em choque e dúvida. Com o único braço bom, o soldado de cabelos alaranjados empurrou o homem que tentava lhe segurar para longe, conseguindo uma melhor visão de sua namorada chorosa, perguntando aos berros: “O que estás fazendo aqui?!" Gritou o rapaz, interrompendo-se com um gemido alto de dor. "Não deverias estar aqui, Orihime!

Ichigo!” Ela gritou aos prantos, levantando o corpo de sua cama. Ofegante e confusa, a moça olhou ao seu redor, percebendo que estava em seu pequeno quarto alugado. Ainda tensa, ela levou as geladas mãos até o rosto quente chorando com força, soluçando sem parar enquanto relembrava as cenas de horror vividas minutos atrás. “Foi só um sonho, foi só um sonho, foi só um sonho...” Ela repetia várias vezes, esforçando-se para acalmar seu coração dolorido que batia apressadamente. Quando finalmente conseguiu acalmar seu pranto, respirando fundo e lentamente, Orihime suspirou e encarando seu relógio de parede, murmurou: “Oh... Não...” Ao perceber o quão atrasada estava para ir trabalhar.

Com um banho rápido e vestida às pressas, Orihime praticamente corria pela rua até o hospital que trabalhava, quase se deixando ser atropelada por um carro por conta de sua impaciência e falta de atenção para com os automóveis. Sua chegada quase desengonçada chamara atenção de algumas de suas colegas enfermeiras, estas lançavam olhares de curiosidade, cochichando sobre o rosto inchado da moça e a bagunça presente em seus fios cor de cobre. Todavia a ruiva pouco se importava com aquilo, atravessou o cômodo dos guarda-volumes em direção ao seu armário, abrindo-o e começando a colocar seu uniforme no lugar ignorando suas companheiras de trabalho, convencida de que já bastava as preocupações com seu irmão e namorado, seus malditos pesadelos, assim como a visita de um demônio na noite anterior.

Demônio. Ela parou seu pequeno ritual ao lembrar-se do aparecimento de Grimmjow e o relato do azulado sobre ter feito um “contrato” em prol de protege-la. Juntando as sobrancelhas em uma expressão que misturava dúvida e medo, a jovem imediatamente começando a se questionar sobre tal contrato. Teria Ichigo feito isso e aquele sonho ter sido uma forma de adeus? Mas por quê Ichigo faria algo tão absurdo como vender sua alma para um monstro diabólico? Será que ele tinha perdido a sua fé no poder de Deus? Por que ele a faria sofrer com a presença de um demônio?

Chega de pensar nisso, Orihime!” Murmurou a ruiva balançando a cabeça para os lados, tentando afastar todas aquelas perguntas de sua mente. “Lembre-se das palavras do padre Hanatarou! Talvez tudo isso seja apenas aquele diabo querendo me confundir!” Falava para si, encorajando-se a voltar a realidade. “Sim! Deve ser isso. Vamos trabalhar e esquecer toda essa loucura.” Disse decidida, fechando a porta de seu armário metálico com força, encorajando-se a viver sua vida normalmente, não se deixando abalar por aquele teste em forma de agonia. “Não irei ceder. Irei lutar contra as suas tentações.


Notas Finais


Bom, o que acharam?
Sinceramente espero que tenham gostado!

Confesso que fiquei feliz com o resultado do capítulo. Não pensei que sairia assim, pois eu havia planejado algo completamente diferente... PORÉM hoje de manhã esta cena ficou presa na minha mente e achei que seria uma boa ideia causar mais horror na coitada da Orihime haha

Como programado, o próximo capítulo sairá dia: 20/11/2017! <3

Como sempre, todo e qualquer comentário é mais do que bem-vindo <3
Não seja um fantasma, exponha suas opiniões. Sejam estas elogios ou críticas, serão sempre bem-vindas!

Beijos <3


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