História Hometown Glory - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber, Taylor Swift
Personagens Justin Bieber, Taylor Swift
Tags Justin Bieber, Taylor Swift
Visualizações 50
Palavras 2.402
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi gentem, tudo belê?
– Antes de tudo quero deixar bem claro que essa fanfic é de minha autoria e eu estou repostando ela. Então caso tenham visto alguma coisa parecida é por isso.
– Quero dedicar a volta de Hometown Glory á @annabella que desde que eu apaguei a fic vem sempre me cobrando a repostagem, e hoje acordei e deu a louca de postar, asudhuasid
– Sierra será representada pela Taylor e Justin por ele mesmo.
– Já tenho alguns capítulos prontos, porém vou revisá-los
– Sinopse maravilhosa feita pela maravilhosa da Modified Universe no BD s2
– É possível que eu altere o prólogo ainda, porém agora é o original.
– Esse prólogo é totalmente inspirado em Roman Holiday da Halsey, aconselho fortemente vocês ouvirem.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Hometown Glory - Capítulo 1 - Prólogo

“Eu imagino as lágrimas em seus olhos
A primeira noite em que eu dormirei sem você.
E quando isso acontecer eu estarei á milhas de distância
E não olharei para trás”

– Roman Holiday

 

As suas palavras ainda ecoavam na minha cabeça como um loop infinito e infernal. 

– O quanto você me ama? – Sua pergunta me pegou de surpresa e eu não sabia o que responder a não ser a verdade. Encarei-a com espanto e provavelmente com uma careta engraçada, já que ela não hesitou em sorrir, obviamente achando graça em mim mais uma vez. 

– Mais do que o possível – Respondi com a voz fraca, como se a verdade dolorosa saísse de mim nem esforço nenhum. Mas ainda assim, soltei um sorriso tímido, mostrando o quão desconfortável estou. 

– Então prove – Ela sussurrou de volta, quase hipnótica. 

Aquelas duas palavras tiraram o meu chão, e por um momento, cada um dos meus membros pareceram estar congelados e eu suei frio. 

Será que em algum momento eu mostrei ou expressei menos do que a imensidão do que eu sentia? Ou mais uma vez ela viu em mim a oportunidade perfeita de me fazer vomitar o meu coração e todos os sentimentos dentro dele apenas para o seu prazer? Ou talvez ela fez isso para simplesmente soltar uma piadinha, ou com sorte eu receba um beijo seu. Tem sido assim nos últimos seis meses, ao menos. 

Era engraçado como eu sempre fui um idiota romântico por ela? Infelizmente estava emaranhado no meu DNA ser uma massa de modelar nas mãos hábeis e dominadoras de Sierra, e também o fato de que eu não ligo nem um pouco para isso. 

O real problema, é que uma parte enorme e traiçoeira de mim, pensava em toda e qualquer maneira de fazê-la acreditar em tudo o que eu sinto, e então, a ideia perfeita parece faísca na minha cabeça em um timing perfeito.

– Tudo bem, te pego ás dez, e traga uma muda de roupa, você vai precisar – Seus olhos azuis brilham animados em minha direção e sei que já a ganhei com isso. Vestindo um sorriso malicioso nos lábios pintados de rosa, ela sorri enquanto coloca um dos cachos grossos e loiros para trás da orelha direita.

– Certo, espero que não esteja blefando, Butler adoraria me levar para um encontro, você sabe – Sua voz esbanja ironia e eu estreito os olhos com a menção nada honrosa do meu melhor amigo. Não é novidade nenhuma que ele não ficaria nem um pouco triste caso o meu namoro acabasse. 

Ryan Butler. 

Que grande amigo. 

– Tenho certeza de que você adoraria apreciar toda a cafonisse e a música ruim do Eddie's, mas, se está tão interessada, tenho certeza que todas as garotas que ele saiu na vida adorariam conversar sobre a falta de criatividade para encontros dele.

Sierra espalmou uma mão no meu peito e com a outra, forçou o meu maxilar de forma que eu pudesse olhá-la nos olhos. Suas orbes azuis parecem ver através de mim enquanto eu a fito, carrancudo. 

– Jus, eu só estou brincando, você sabe que é o único para mim. Com você eu iria a um encontro no Eddie's na segunda feira e ainda estaria sorrindo de orelha á orelha – Seus lábios de veludo pink acariciam os meus, antes que eu possa sorrir com a declaração de afeto que tem sido rara ultimamente. O seu beijo cresce, me fervendo por dentro em questão de milésimos. Minhas mãos parecem criar vida própria e ela pula do banco do carona direto para o meu colo com uma maestria impressionante.

Seu gemido fraco me dá frio no estômago quando minha mão a aperta com mais força do que o normal, fazendo-a ofegante muito rápido. Lentamente, ela diminui a velocidade dos beijos enquanto acaricia a minha nuca, me deixando arrepiado. 

– Eu realmente tenho que descer agora, acho que os meus pais já viram que estamos aqui e eu realmente prefiro que eles pensem que você é tão santo e puro quanto o papa – Ela morde o meu lábio inferior delicadamente antes de abrir a porta do meu lado. – Não se atrase, estou ansiosa – Sua expressão é maliciosa e cheias de promessas que eu adoraria cumprir. 

– Te vejo mais tarde, linda – Envergonhada, ela mexe na barra do vestido florido, acenando levemente para mim antes de desaparecer para dentro da casa. 

Perdido em pensamentos e sentimentos, dou a partida no carro. 

{...}

Já está bem escuro quando eu volto á parar o carro na frente da casa de Sierra. A noite não está tão clara como o e costume, mas pelo menos está calor o suficiente para o que eu planejei. Desligo o carro e desço rapidamente dele, tentando não ficar ansioso demais para vê-la.

Eu realmente preciso parar de ser tão idiota. 

Talvez se eu repetisse isso incontáveis vezes, ficaria gravado nos sulcos do meu cérebro que eu deveria ser menos... Apaixonado? Talvez, essa seja exatamente a palavra certa. 

Assim que estou de pé na frente da enorme porta, ouço gritos, reconheço imediatamente sendo como de Sierra. Preocupado, dou três batidas, e todas as outras vozes que eu havia ouvido, desapareceram como mágica. É estranho pensar em uma briga nessa família. Normalmente, eles são pessoas incrivelmente pacíficas, do tipo que faria santos parecerem violentos. Quem sempre era a faísca de caos é Sierra. Não que ela mesma seja rebelde ou mal educada, mas ela nunca compartilhou de tanta paciência como os seus pais, eu a conheço desde os seis anos, então sei sobre o que estou falando. 

(Estou cansado deste lugar, eu espero que as pessoas mudem
Preciso de tempo para substituir o que eu afastei
E as minhas esperanças, elas são altas, eu devo mantê-las pequenas
Embora eu tente resistir, eu ainda quero tudo)

A porta é escancarada á força e vejo Sierra com uma expressão estranha, como se estivesse tentando fingir que não aconteceu nada há segundos atrás. Para a minha total surpresa, ela corre em minha direção, me apertando em um abraço agoniado, forte e surpreendentemente afetuoso. Não é o que normalmente ela costumava fazer, Deus sabe que não. 

– Podemos ir logo? – Sei que ela fala diretamente comigo, mas seu olhar pousa em seus pais, atrás dela, que eu tinha esquecido por um momento. Ela parece se comunicar com olhares, e fico desconfortável por estar nessa situação. 

– Scott, Andrea – Aceno com a cabeça. Talvez eu devesse perguntar como eles estão, mas acho que não seria apropriado.

– Justin querido, como está? – Andrea alarga um sorriso um pouco triste, e eu não entendo direito o olhar de pena que os dois me lançam. Meu peito se comprime com as ideias que rondam a minha mente, principalmente a mais óbvia e provável delas.

Ela vai terminar comigo. 

– Vamos, Jus – Sua voz é doce ao interromper-me antes mesmo de abrir a boca para responder sua mãe. Assinto com a cabeça, acenando com a mão para eles. 

Em um silêncio perturbador eu entro no carro. Assim que ela também faz o mesmo e seu perfume de morango já está instalado aqui dentro. Dou a partida, hesitante em dizer alguma coisa, mas curioso o suficiente para ir direto ao assunto.

– Aconteceu alguma coisa? – Pergunto, olhando para fora do para-brisa com mais foco do que realmente seria necessário. Passa algum tempo até que eu finalmente olho para o seu rosto. Quando ela também me olha, fica claro que está tentando arrumar uma resposta. – Eu ouvi vocês brigando, quer conversar sobre isso? 

– Agora não, só quero fugir para o meu paraíso mental com você – Sierra suspira alto, encostando a cabeça no meu ombro. – Estou animada por sair, ter um tempo a sós com você sem nossos amigos, ou pais, ou o meu irmão. – Ela beija o meu pescoço e é difícil continuar dirigindo. 

– Eu sei, são as férias, ficar com a gente é tudo o que ele tem pra fazer, você sabe, a nossa formatura foi à única festa que o seu irmão foi.

– Acho que ele é a única pessoa que não tem amigos em uma cidade tão pequena – Rimos juntos e ela liga o som do carro, tocando alguma música lenta. – Em qual CD está a nossa música? – Maneio o volante com um só uma mão para achar o que ela pede.

Os primeiros acordes começam a tocar e Sierra volta a se sentar direito. Eu viro o rosto para poder observá-la, para a minha felicidade quase não preciso olhar para as ruas, além de estar deserto, eu consigo me locomover por aqui sem nem ao menos observar para onde eu vou. 

O calor está tão forte que todas as janelas estão abertas, fazendo com que os cachos pesados dela voem para todos os lados, deixando-a com cara de uma supermodelo, talvez uma atriz em um clipe famoso, tudo o que eu sei é que ela é linda. Ela sorri para mim de canto, talvez um pouco constrangida porque eu deva estar encarando-a feito idiota. Sierra olha para baixo, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. 

Ela é exatamente igual a essas garotas doces e lindas que aparecem em filmes românticos que garotos idiotas feito eu, adoram dizer que odeiam, mas no fundo queriam ter alguém como ela. Ela é maravilhosa, engraçada, estudiosa, quer sair dessa cidade e viver em algum lugar grande. Ela sabe cantar, tocar violão e me fazer sentir o cara mais sortudo do mundo. Meus amigos gostam dela. Meus pais gostam dela. Ela é real e ainda por cima é a minha namorada.

(Eu vejo piscinas e salas de estar e aviões
Eu vejo uma pequena casa no morro e nomes de crianças
Vejo noites tranquilas parte estressantes e gim
Mas tudo está se quebrando
E o erro é meu)

Finalmente paramos no nosso destino. Piscina Pública de Bridgeville.

– Você tem certeza de que estamos no lugar certo? – Ela debocha com um sorriso no rosto e eu apenas sorrio de volta, saindo do carro. 

– Sim, estamos. – Balanço o molho de chaves em sua direção. – Lembrei que um dia você comentou que adoraria apreciar essa piscina sem as crianças sujas e a água poluída de xixi e suor, e caso você tenha esquecido, seu lindo namorado é salva-vidas aqui, duas vezes na semana. 

Seus olhos azuis brilham com a possibilidade de fazer alguma coisa diferente e obviamente ilegal. Em silêncio abro o portão de metal que dá acesso ás piscinas, Sierra mal consegue conter sua ansiedade enquanto eu tiro a minha camiseta no caminho. Enquanto ela tira os sapatos para então colocar as pontas dos pés na água, procuro o esconderijo secreto onde eu tinha colocado as garrafas de cerveja. Não demora muito até eu finalmente achá-las detrás do balcão cheio de equipamentos de nado e kits de emergência.

Fico estático como um idiota quando eu volto e Sierra está me olhando fixamente enquanto tira o seu vestido azul claro sem quebrar o contato visual.

Engulo em seco.

Ainda estou sem mover um só músculo quando ela se joga na piscina apenas com uma lingerie lilás que parece combinar perfeitamente com os seus olhos azuis e sua pele claríssima.

– Não vai entrar, Jus? – Ela sorri de canto, maliciosa e convidativa e eu não penso duas vezes antes de tirar a bermuda e me jogar na água gelada, fazendo-a gargalhar.

{...}

Já é muito tarde quando finalmente estamos dentro do carro, queixos batendo por conta do frio e do restante de água. Estamos sentados no banco de trás, olhando um para o outro em silêncio. Jogo o meu moletom seco para Sierra, que em troca me lança um sorriso tristonho, e então eu soube que essa é a hora certa para perguntar.

– Vai me contar sobre a sua discussão com os seus pais?

Mal consigo terminar de falar, porque ela se joga para cima de mim de uma maneira desajeitada enquanto seus lábios procuram os meus com desespero. No momento exato em que ela está colocando as mãos por baixo da minha camiseta eu esqueço o que eu iria falar, droga, eu esqueço até o meu nome.

– Agora não. – Declara com um sorriso, enquanto com um só movimento eu a deito no banco, ficando por entre suas pernas longas. Sua mão continua a tocar a minha pele por baixo do tecido úmido da camiseta, trilhando uma linha pela minha coluna e fazendo todo o frio que eu sentia há segundos atrás ser transformado em puro fogo.

Sua respiração ofegante bate no meu rosto enquanto beijo o seu pescoço. Detenho-me imediatamente quando sinto o gosto salgado invadir a minha boca, então presto atenção no meu rosto agora molhado.

Sierra está chorando.

Me afasto dela rapidamente, como se tivesse levado um choque potente. O que foi que eu fiz? Minha mente trabalha rápido tentando me responder, mas falha miseravelmente. Observo-a de longe agora, sem graça, ela volta a se sentar no banco, esfregando os olhos com as costas das mãos?

– O que foi que eu fiz? – Minha voz sai descontrolada, perdida. Por algum motivo isso a faz chorar o dobro, e ela quase se engasga com as lágrimas.

– Você? Nada. – Sierra ri amargamente. – Eu estou indo embora, Justin.

(Só os tolos se apaixonam por você, só os tolos
Só os tolos fazem o que faço, só os tolos se apaixonam)

– Como? – Demora muito até que eu sinta as palavras fluírem. O tempo parece congelar e eu não me lembro de como se respira.

– Eu mandei um formulário para a NYU, só por tentar, eu sabia que não tinha muitas chances, mas eu acabei sendo aceita e com meia bolsa, a minha poupança cobre as mensalidades e algumas despesas para o começo de lá. – Eu consigo ver o brilho do seu olhar, e a minha maldita parte boa, fica sem ar de tanto orgulho por ela.

– Mas... – Parece que eu estou sufocando. – Nós tínhamos um plano.

– Eu sei, mas é Nova York, Justin... É tudo o que eu sempre sonhei.

– Porque você não me contou antes? – É difícil manter a calma.

– Não valia a pena toda à discussão que teríamos, você tem que entender que eu tinha cem por cento de certeza de que não seria admitida, é NYU afinal de contas. – Ela afaga o meu rosto, e em um ato de infantilidade, eu desvio o rosto. Ela precisa entender que qualquer novo toque, só seria mais do que eu conseguiria suportar agora.

– E quanto você vai viajar? – Indago em um sussurro sôfrego.

– Amanhã.

(Oh, nossas vidas não colidem, eu estou ciente disso)

 



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