História Homophobic 2.0 (Newtmas) - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Maze Runner
Exibições 49
Palavras 2.150
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, people! Voltei depois de um tempinho, né? Desculpa pela demora, mas tava meio complicado ter a ideia. Acabou que eu juntei dos capítulos em um só, o que o faz ser bem bipolar!

Mas esse é o capítulo que eu mais esperei para escrevê-lo, e espero que tenha ficado bom!

Vocês podem lê-lo escutando Thinking Out Loud, Ed Sheeran, mas recomendo que seja o cover do Boyce Avenue, mas serve a versão original também

P.S.: Não escute-na o capítulo inteiro, vocês podem para-la quando eu mandar (vai estar escrito)

Capítulo 7 - That's Not Right!


Acordo novamente e vejo um quarto desconhecido, quer dizer, recentemente conhecido. É estranho acordar em um quarto onde você nunca dormiu antes, parece que tem algo faltando ali. Mas antes mesmo que eu pudesse pensar no que eu iria fazer, eu sinto uma dor de cabeça extremamente forte nas minhas têmporas.

-Hey, Tommy – Newt aparece do meu lado de repente, na verdade, eu acho que ele estava ali o tempo inteiro, mas não sei direito – aqui, eu acho que esse remédio vai melhorar a sua dor de cabeça.

Newt estende o braço para mim e me ajuda a levantar antes de me entregar um comprimido e um copo d’água. A dor estava tão forte que eu mal conseguia abrir a boca sem senti-la.

-Esse remédio é meio forte, acho que você não vai sentir dor alguma daqui a alguns minutos – Newt diz sorrindo e eu fico meio sem graça por tudo que ele está fazendo.

-Obrigado... – digo baixinho sem olhar nos seus olhos

-Tudo bem, Tommy, não se preocupe, mas eu posso te fazer uma pergunta?

-Pode...

-O que você estava fazendo em um pub aos seis quilômetros da sua casa, com pijamas e um pinguim de pelúcia?

-Eu não estava afim de ficar em casa – digo simplesmente

-Ok, mas da próxima vez me procure antes de ir para um dos bairros mais perigosos da cidade com pijamas

-O que você estava fazendo lá? – pergunto – por que você estava lá justamente quando eu estava?

-Eu recebi uma mensagem de um amigo meu, ele me disse que você estava lá no meio de um bando de garotas, enquanto um bando de caras te encarava como se você fosse o próximo morto na cidade.

-Garotas?

-Sim, Tommy, você não estava em qualquer pub....

-Meu Deus...

-Sim! Além de que você tava dançando com o cara mais mal encarado da face da Terra! Sorte que ele estava mais bêbado que você, não sei se eu iria conseguir soca-lo caso não estivesse.

-E como você soube que ele estava bêbado? Que ele não iria bater em você?

-Eu não sabia... – ele diz e olha no fundo dos meus olhos – eu só estava irritado e parti para cima dele, você não tem noção do quanto eu tive medo quando soube que você estava no lugar onde vários homens casados vão se satisfazer enquanto várias pessoas fumam, eu nunca corri tanto na minha vida.

-E-eu... nem sei o que te dizer...

-Só me diga que nunca vai fazer mais nada parecido, nunca! – ele diz sério e me faz encarar seus olhos – prometa, Tommy

-Eu prometo... – digo e fujo dos seus olhos o mais rápido possível

-E como está esse machucado? Você caiu feio, hein.

-Eu não lembro – digo

-Tudo bem, eu vou trocar o seu curativo – Newt diz e passa a mexer numa caixa que estava do meu lado

-Vai doer? – pergunto

-Não, relaxa, é algo bem simples, não é um machucado tão grande, só estava sangrando muito, por isso tem tanto plástico na sua cara – ele ri e começa a retirar aquela coisa da minha cara

Demora um tempinho para que ele tire tudo, eu acho que ele é aquele tipo de pessoa que vê um machucadinho e se desespera, porque não era nem um pouco grande, e não parecia estar sangrando tanto, mas ok. No final ele só coloca um pequeno band-aid na minha bochecha.

-Você deve estar com fome, não é? – Newt pergunta – você não deve ter comido por umas 16 horas

-16 horas? Quanto tempo eu dormi?

-Bom, eu te busquei naquele lugar lá para as 5 da manhã, agora são 8 da noite

-Uau

-Vamos, eu vou te levar no meu restaurante favorito, espero que goste de macarrão.

-Eu gosto

-Então, vamos – ele sorri e estende a mão para mim, me ajudando a levantar

Bom, a casa do Newt é enorme, devia dar umas 5 da minha, e olha que a minha já é meio grande! É tudo muito bonito, um pouco chique, mas bem simples, algo bem contemporâneo e bonito.

-Seus pais não estão em casa? – pergunto

-Na maior parte do tempo eles estão viajando, então eu geralmente estou sozinho em casa.

-Ah...

Newt e eu descemos o elevador do seu prédio (ele mora na cobertura, então a gente ficou um bom tempo dentro do elevador no maior silêncio). Nós vamos até a garagem e Newt abre a porta do passageiro para eu entrar.

-Quem vai dirigir? – pergunto já que nem eu nem ele tínhamos idade pra isso

-Como meus pais não têm muito tempo para mim, eles mexeram seus pauzinhos e me deram autorização para dirigir, desde que não seja numa avenida movimentada.

-Tem certeza que é seguro?

-O restaurante não é tão longe, Tommy, relaxa

-Tudo bem

Até que Newt é um bom motorista, mas nós não dirigimos por muito tempo, o restaurante era quase do lado da casa dele. Era um restaurante comum, nem tão caro, nem tão barato, simplesmente comum, e bem bonito.

-Espero que não se incomode pelo ambiente ser iluminado por velas – Newt diz enquanto se senta em uma cadeira e eu me sento em sua frente

-Não vejo muito problema – digo admirando o local

-Bem bonito, não?

-O quê?! É maravilhoso – sorrio e vejo Newt me encarando profundamente me deixando levemente sem graça

-É um ótimo lugar – Newt diz e tira seus olhos de cima de mim

-Senhor Newt – o garçom diz sorrindo simpático

-Quantas vezes eu tenho que te dizer para não me chamar de senhor? – Newt sorri – nós somos amigos, Erik!

-Desculpa, Newt – o homem diz ainda sorrindo – já sabem o que vão querer?

-O de sempre – Newt responde – mas dessa vez para duas pessoas

Eu não tenho ideia do que Newt pediu para mim, mas tá ótimo, pelo menos eu não tenho que escolher entre mil opções.

-Algo para beber?

-Você quer algo, Tommy? – Newt pergunta para mim

-Não, obrigado

-Então nada por enquanto, obrigado, Erik

-Disponha – então o homem sai

Newt e eu passamos a conversar sobre diversos assuntos, Newt realmente conseguia fazer com que o mais simples das ações se torne um assunto incrível de se falar. Mas em algum momento, enquanto comíamos, Newt fica me encarando por muito tempo, o que me deixa constrangido.

-O que foi, Newt? – digo sem graça

-Nada

-Você está me encarando

-Desculpe, mas... bom... você é uma pessoa que me dá vontade de encarar pelo dia inteiro – ele diz levemente sem graça, mas ainda com seu entusiasmo de sempre

-Por quê?

-Porque eu te acho bonito – ele diz, e eu vejo um tom levemente vermelho em seu rosto.

Mas nada poderia comparar o dele com o meu, que deveria estar como um pimentão. Nós continuamos a comer sem trocarmos muitas palavras, e depois disso Newt paga a conta, eu até queria ajudar, mas eu não tinha nem cinco centavos no bolso.

Newt me leva para dar uma volta num parque perto do restaurante, ele me disse que à noite era possível ver muitos vagalumes numa parte do parque, onde muitas pessoas iam só para vê-los. Eu nunca tinha visto algo tão bonito quanto aquilo, apesar de eu ter um pouco de medo quando algum se aproximava de mim, foi incrível.

Newt e eu estávamos agora andando entre as pessoas que corriam no parque ou que simplesmente estavam sentadas na grama. A noite estava realmente linda, tudo parecia tão perfeito, até que uma bicicleta quase me atropela, mas Newt me puxa para perto dele.

Tudo parecia ter parado no mesmo instante, a única coisa que não havia parado era meu coração, que palpitava umas mil vezes por segundo. Minhas mãos estavam no peito de Newt, enquanto as suas rodeavam minha cintura. Seus olhos estavam completamente vidrados nos meus, e eu não conseguia de forma nenhuma parar de encará-lo, como seu tivesse uma força que grudasse os dois.

-Thomas... e-eu p-posso... – Newt começa meio sem jeito – eu posso te beijar?

Eu não estava raciocinando direito, eu só sinto algo aproximando nossos lábios, e não era nenhuma força externa. Então eu sinto a maciez de seus lábios contra os meus em um beijo simples. Aquela sensação era estranhamente boa, estava tudo tão perfeito.

(Parem a música!!)

Bom, toda a perfeição acaba em milésimos de segundos, quando eu sinto uma mão segurar meu braço com tanta força que chegava a doer, essa mesma mão me afasta de Newt com força e chega a enfiar as unhas no meu braço.

-Você realmente não escutou, né, Thomas?! – meu pai diz irritado, talvez mais irritado do que ontem. – não vê que estou fazendo apenas o bem para você?! Isso que está fazendo é errado! – ele estava com a voz baixa, mas extremamente ameaçadora – você vai para casa agora. E você, loirinho, é bom não se aproximar dele novamente!

Então meu pai me puxa pra dentro do seu carro e em questão de segundos eu estava em casa com sua mão ainda fincada no meu braço.

-Como você pode, Thomas?! Você realmente saiu dessa casa para ficar de viadagem no meio da rua?!

-Calma, pai!

-Não me peça para ter calma, Thomas! Você só pode estar brincando, não é?! Uma brincadeira e de péssimo gosto!

-Calma, amor, não adianta você ficar desse jeito – minha mãe entra na sala e pela primeira vez eu vejo ela tentando fazer algo

-Não adianta?! E você queria que eu ficasse como?! Tanto trabalho para criar você com dignidade, com respeito e é assim que você me agradece, Thomas?! Beijando um cara no meio da rua?!

-Pai, eu...

-CALA A BOCA, THOMAS! – meu pai grita com ódio apontando o dedo na minha frente, mas ainda distante de mim – vem aqui, Thomas! – ele diz e eu não me movo, estava com medo do que ele pudesse fazer – VEM AQUI! – me aproximo um pouco dele enquanto ele me encarava – olha nos meus olhos e diga que o que eu vi é uma brincadeira, que você estava brincando com a minha cara.

Eu o encaro com lágrimas nos olhos e não digo absolutamente nada!

-Que decepção, Thomas... O “filho perfeito”! Nunca me deu uma dor de cabeça, tira as melhores notas da turma, é responsável... um sonho de filho...

-É exatamente por isso que você deve ter calma! – minha mãe entra na conversa

-Eu não estou te entendendo, Andreia... Parece até que você está gostando dessa história!

-Não é isso! Não me agrada saber que meu filho de 17 anos...

-É UMA VERGONHA! – meu pai a interrompe – vai para o seu quarto, Thomas! AGORA!

-Já era de se esperar a sua reação, pai... você sempre foi tão preocupado com a nossa aparência... A “FAMILÍA IDEAL”! SÓ VOCÊ ACHA QUE ISSO EXISTE!

Corro para o meu quarto, sentindo as lágrimas escorrerem livremente pelo meu rosto, mas ainda era capaz de escutar o que os dois diziam.

-A MINHA ERA! ATÉ VOCÊ ACABAR COM TUDO!

-CHEGA! Você passou dos limites! – minha mãe diz, ela parecia meio irritada – É do Thomas que estamos falando! Você mesmo acabou de citar tantas qualidades que chega ser difícil acreditar... E o Thomas é um bom garoto apesar disso! Nós fizemos um ótimo trabalho criando-o! E não é por causa da sua orientação sexual que você vai julgar o carácter dele! Eu não vou permitir!

-Você não tem que permitir nada! – meu pai retruca

-Chega! Me escuta! Eu sei que você acredita que tudo isso é errado, eu sei que você se baseia no que aprendeu para julgá-lo, eu sei que eu vou precisar me acostumar com esse fato, mas não é por isso que ele vai deixar de ser meu filho! Eu vou ama-lo da mesma forma, não importa onde esteja, ou com quem esteja, eu vou sempre amá-lo de todas as maneiras! Não há nada que possamos fazer agora, ele fez suas próprias escolhas!

-Você foi sempre mais tranquila, Andreia... Nunca ligou pro que as pessoas falam ou pensam. E o que eles vão falar do nosso filho agora? E de nós?!

-Que bom que você me conhece! Eu realmente não me importo. E por isso sou mais feliz que muita gente por aí... Tá na hora de você ser também!

Escuto passos da minha mãe subindo a escada e deixando meu pai para trás.

-Eu não vou aceitar isso na minha casa, estão me entendendo?! Não importa o que os dois digam, estão errados da mesma forma! Isso tudo que esse garoto está fazendo é errado!

Minha mãe bate na minha porta antes de entrar, ela não tinha pedido permissão, só estava avisando que estava entrando. Ela se deita na minha cama e me abraça por trás, e eu me acolho em seus braços.

-Não liga pra ele, filho... – ela diz no meu ouvido – você é incrível do jeito que você é, e eu meio que já sabia disso, está tudo bem...

-Obrigado, mãe...

-Eu posso dormir aqui com você?

-Claro – digo e, mesmo entre minhas lágrimas, eu sorrio com a situação.


Notas Finais


Bom, depois desse capítulo eu já amo a mãe do Thomas... mas será que só o amor dela basta para Thomas? Será que Newt e Thomas continuaram juntos depois disso? Tudo isso no próximo capítulo!

Muito obrigado por todos os favoritos e comentários, todos me deixam muito feliz mesmo! E não me matem pela forma que o capítulo saiu do romance para uma briga >.<

Kisses


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