História Homophobic 2.0 (Newtmas) - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Maze Runner
Exibições 34
Palavras 2.284
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, people!

Cá estou eu novamente com um capítulo bem bipolar, tipo muito louco, igual à mim!

Talvez vocês fiquem meio confusos na primeira parte, mas... depois eu dou uma explicação pra ele, nas notas finais

E eu recomendo vocês escutarem uma música na qual eu estou viciado: Human, Christina Perri

Capítulo 8 - I'm Only Human, And I Bleed When I Fall Down


Estou num parque com grama bem verde, não tenho ideia de como eu vim parar ali, havia um rio correndo com certa força à minha frente. Tudo parecia perfeito de mais, muito perfeitinho, exatamente como num filme de ficção...

Bom, talvez eu pudesse encontrar alguém que me dissesse o que aconteceu, ou que pudesse me ajudar, mas parece que eu estava sozinho naquele terreno desconhecido. Desisto de procurar alguém depois de muito tempo procurando.

Vou até uma das árvores admirando sua beleza, o seu caule rígido, as suas folhas, suas raízes. Coloco a mão na sua madeira sentindo sua textura quando, de repente, ela se cobre com uma camada de gelo, que se espalha por uma parte da madeira e para, como se tivesse uma barreira que o impedisse de continuar.

Afasto-me da árvore e acabo tropeçando em algo, fazendo com que minhas mãos toquem a grama verde cobrindo-a com neve em poucos segundos, tudo que era verde se transforma em branco, e a única coisa que continua verde são as folhas das árvores.

Eu, claro, me assusto com essa sucessão de eventos causados por mim e me levanto na mesma hora olhando para todos os cantos do parque, tudo parecia agora o polo norte, mas o outro lado do rio continuava intacto, verde como sempre, e a água continuava correndo com pressa.

Com certeza eu estava alucinando.

Então a luz que eu vinha do céu antes desaparece, o céu é completamente coberto por nuvens escuras e eu sinto as gotas de água atingirem o meu corpo com força, tanta força que chegava a doer. O lago começa a se agitar de forma monstruosa e aquilo me assusta ainda mais, a água parecia querer me engolir para dentro de si.

Quando a água faz menção de vir pra cima de mim de verdade, todo o branco que eu via se esvai para longe de mim, deixando apenas o verde e o azul da água vindo na minha direção. Eu corro para fugir dessa água, que me seguia por todos os lados. Meus pés acabam por se confundirem e eu caio no chão. A água me cobre em poucos segundos, mas sem me tocar; ela simplesmente passa por cima de mim formando uma espécie de iglu.

Era um espetáculo de água, que continuava se movendo em minha volta. Eu não tenho ideia se eu estou fazendo isso, ou de como isso está acontecendo, mas é incrível. Me levanto e com uma das mãos eu toco aquela água transformando-a em gelo, mas meu dedo fica preso dentro do mesmo.

-Hey, me solta – digo e tento puxar meu dedo dali, mas ele estava realmente preso – droga

Tento de todas as formas soltar meu dedo do gelo, sem sucesso em nenhuma delas.

-Que tal você voltar a ser água?

Finalmente o gelo se transforma novamente e volta para o lugar de onde veio, o rio. Se antes estava chovendo e o céu escuro, agora ele está bem dividido, eu estou de baixo da chuva enquanto o outro lado do rio parece estar aproveitando bem o verão com um sol escaldante em cima de lá.

-Isso... é... incrível! – vejo um garoto loiro correr do outro lado do rio com fogo nas mãos

Newt realmente não tem noção da merda que está fazendo, não é? Ele vai botar fogo nesse lugar inteiro!

-Hey, Newtie! – chamo-o do meu lado, mas ele estava completamente concentrado do fogo que saia de suas mãos

Será que eu consigo atravessar esse rio sem ter que entrar nele? Quer dizer, seria muito mais fácil se eu atravessasse gelo, não é? Coloco minha mão na água, mas nada acontece, ela continua correndo à toda velocidade. Tento até fechar os olhos e me concentrar na água, mas continua da mesma forma.

Aquilo estava me irritando, mas eu não vou desistir enquanto não congelar aquilo.

-Hey, Tommy! –Newt aparece de repente com a cabeça pra fora da água, me fazendo ter quase um ataque cardíaco

-Newt! Você me assustou, caramba!

-O seu lado parece bem mais divertido, que tal me ajudar a sair daqui – ele pede e estende a mão pra mim

-Eu não vou cair nessa, Newt– digo sorrindo

-Tommy, eu não vou conseguir subir sozinho – ele me olha com um olhar travesso

-Não adianta insistir, dá seu jeito.

-Se eu sair dessa água sozinho, eu juro que corro atrás de você.

-E o que vai fazer?

-Não vai me ajudar?

-Não, você vai me puxar para dentro da água.

-Você tem razão, mas você prefere que eu te jogue ou que eu te puxe?

-O quê? – pergunto confuso no momento que ele sai da água e vem na minha direção

Newt sai da água, o que me dá tempo de correr um pouco, mas ele era bem mais rápido, e me alcança. No momento que ele toca no meu braço algo estranho atravessa o meu corpo, como um choque. Olho ao nosso redor e vejo água e fogo se misturando no ar enquanto voam um contra o outro, as árvores do meu lado caiam ao nosso redor com a força da água, ou eram completamente incendiadas com o fogo.

Olho para Newt e vejo seus olhos amarelos quase dar cor do seu cabelo que estava brilhando com mais intensidade, como se tivesse luz própria.

-Seus olhos estão amarelos – digo meio sem reação

-E os seus estão azuis – ele diz da mesma forma – e seu cabelo está mais claro que o normal

-O seu está mais brilhoso.

Newt afasta sua mão do meu braço e vejo tudo se desaparecer, a água, o fogo, seus olhos amarelos voltando a ser castanho-escuros, seu cabelo voltando ao normal. Nós estávamos muito próximos apesar de não estarmos se tocando. Seus olhos estavam vidrados no meu, da mesma forma de quando ele me beijou pela primeira vez.

-Thomas... e-eu p-posso... – Newt começa meio sem jeito – eu posso te beijar?

Eu mesmo tomo a iniciativa e selo nossos lábios num beijo calmo. Todos os eventos que aconteceram alguns momentos atrás quando ele me tocou se repetiram, mas três vezes mais fortes. Árvores caiam ao nosso lado, muitas delas incendiadas.

Newt segura o meu rosto com as duas mãos e começa a explorar minha boca com sua língua. Nós acabamos caindo no chão, e ele continua a me beijar como se nada tivesse acontecido.

 

Então eu acordo com a Sia cantando Chandelier no meu ouvido... Como eu suspeitava, tudo não passava de um sonho, um sonho lindo no qual eu não queria acordar.

Dois dias se passaram desde minha última discussão com meu pai, eu não vejo Newt desde aquele dia, o que está me deixando meio chateado, na verdade, o culpado fui eu, mas não quero causar nenhum problema para ele, então preferi me afastar. Mas a lembrança de seus lábios tocando o meu de forma doce e delicada faz com que meu coração se aqueça em segundos, e a vontade de tê-lo do meu lado aumenta a cada segundo.

Meu pai não fala comigo desde aquele dia, minha mãe e ele vivem discutindo agora. Pelo que eu entendi, meu pai quer me mandar para outro país para eu me esquecer de Newt e dessa coisa “demoníaca” ... Minha mãe está tentando não deixar que isso aconteça, mas eu não sei se ela vai conseguir, afinal os argumentos do meu pai não são do tipo: “ele não pode ser gay” ou “ele precisa se livrar disso!”. São mais para: “ele pode conseguir uma bolsa de estudo numa universidade na Inglaterra, ou em qualquer outro país”.

Minha mãe até já me disse que seria uma boa oportunidade, mas eu não quero ir! A única coisa que me faz querer estar vivo está aqui, na minha cidade, e se eu for para outra, não terei ideia do que eu fazer.

Eu não tenho ido à escola nesses últimos dois dias, mas hoje eu queria ir, meu pai não quer que eu e encontre com Newt de forma alguma, e como eu disse anteriormente, eu também não estava tão afim de vê-lo.

Mas eu não posso beijá-lo e fingir que nada aconteceu, que eu não fui arrastado pelo meu pai forçadamente, que ele não me salvou naquele pub, que ele não impediu que eu me matasse! Querendo ou não, Newt já está envolvido na minha vida de forma drástica, e eu não posso simplesmente sumir da vida dele.

-Thomas! – meu pai entra no meu quarto sem nem bater na porta, e ele estava... sorrindo? Pra mim? – você não vai acreditar no que aconteceu! – Isso não é nada bom... – você foi aceito na UCL! Uma universidade em Londres!

-O quê?! – pergunto e me levanto da cama num pulo – Mas eu nunca me inscrevi em nenhuma!

-Eu inscrevi você! Vai ser uma ótima oportunidade!

-Eu não vou. – digo simplesmente e saio do meu quarto sem nem olhar para ele

-Ah, você vai sim! Olha, aqui diz que foi a primeira universidade que admitiu alunos independentemente de cor, religião ou gênero!

-E daí?

-E daí que eles devem saber lidar com seu problema, afinal eles têm experiência.

-Eu já disse que não vou.

-Eu já comprei a passagem, seu voo sai daqui a alguns dias, e isso não é uma opção – ele diz, agora mais sério

-Eu não quero ir!

-Por que não, Thomas?! Pra ficar com aquele loirinho?! Perder uma oportunidade dessa por causa de um garoto?! Fala sério!

-Você é um idiota – digo e saio de casa batendo a porta com força

-Você vai me agradecer por isso depois! – ele grita de dentro de casa.

Merda. Merda. Merda. M-E-R-D-A!

-Hey, Tommy! – a não, agora não, por favor, agora não – você e Newt estavam no maior amor alguns dias atrás, hein? Só nos beijinhos! Pena que seu pai chegou pra atrapalhar o casal, não é?

-Gally, eu não estou no humor pra isso agora – digo e tento sair de perto dele, mas ele segura meu braço

-Eu sempre soube que você era um gayzinho, não é? Coitado do seu pai, deve estar devastado...

-Me solta, Gally – peço tentando segurar as lágrimas que queriam sair dos meus olhos

-Por que esses olhos lacrimejados, Tommy? Eu só estou conversando com você... – ele diz num tom irônico

-Você está me machucando...

-Você não escutou, Gally? Solta ele – Newt aparece do nada com um olhar ameaçador para Gally

-Que ótimo! Maravilha! O casal está junto de novo! Eu não quero atrapalhar os viadinhos, não é? Talvez os dois queiram acasalar por aí.

-Eu disse pra soltá-lo – Newt diz cerrando os dentes

Minhas lágrimas já não podiam ser contidas enquanto os dois discutiam.

-Claro! Afinal eu não quero apanhar de um viado, né – Gally diz e me joga no chão

Então Newt segura um dos braços de Gally colocando-o em suas costas e jogando o corpo de Gally na parede mais próxima ameaçando torcer seu braço.

-Por que você não mexe com alguém do seu tamanho, hein? – Newt diz enquanto Gally tenta se soltar de seus braços sem sucesso. – eu vou te dar dez segundos, se eu ainda conseguir te ver nesse tempo, eu vou atrás de você, está entendendo?

Gally sacode a cabeça afirmativamente meio relutante e irritado ainda. Então Newt o solta, fazendo-o sair correndo como se sua vida dependesse disso. Newtie vêm até mim e estende a mão para me ajudar a levantar.

-Você está bem? – ele pergunta

-Sinceramente? Nem tanto – respondo – mas obrigado...

-Ele te machucou? Porque se ele tiver feito eu juro que eu o mato.

-Nada aconteceu, Newt, está tudo bem, não é por causa de Gally.

-Então me diz, Tommy. O que está te deixando para baixo?

-Eu não quero te aborrecer com os meus problemas.

-Thomas, você sabe que eu sempre estou sorrindo, não é? O sorriso é totalmente meu, mas o único motivo é você. Se você estiver mal, eu estou mal.

-Newt, eu...

 

“Como você pode, Thomas?! Você realmente saiu dessa casa para ficar de viadagem no meio da rua?!”

“Tanto trabalho para criar você com dignidade, com respeito e é assim que você me agradece, Thomas?! Beijando um cara no meio da rua?!”

 “O ‘filho perfeito’! Nunca me deu uma dor de cabeça, tira as melhores notas da turma, é responsável... um sonho de filho...”

“Não me agrada saber que meu filho de 17 anos... É UMA VERGONHA!”

“A ‘FAMILÍA IDEAL’! SÓ VOCÊ ACHA QUE ISSO EXISTE!”

“A MINHA ERA! ATÉ VOCÊ ACABAR COM TUDO!”

“Eu não vou aceitar isso na minha casa, estão me entendendo?! Não importa o que os dois digam, estão errados da mesma forma! Isso tudo que esse garoto está fazendo é errado!”

“Eu não quero te ver mais com ele, está me entendendo?”

“Você foi aceito na UCL! Uma universidade em Londres! A primeira universidade que admitiu alunos independentemente de cor, religião ou gênero!”

“Eles devem saber lidar com seu problema, afinal eles têm experiência.”

 

-Tommy, relaxa – Newt diz secando as lágrimas que caiam do meu rosto – vamos pra minha casa, quem sabe você...

Então eu corro, eu simplesmente corro dali como se minha vida dependesse daquilo, eu não queria fazer mais nada além de correr. Acredito que Newt tenha vindo atrás de mim, mas eu corria tão rápido que nem eu podia acreditar.

Eu só conseguia pensar em todas as palavras do meu pai sendo jogadas contra mim, mas sou apenas humano, e eu sangro quando caio, sou apenas humano, eu me arrebento e me desmonto, suas palavras em minha cabeça, são facas em meu coração

Eu não estava pensando em mais nada, só corria o mais rápido que podia em qualquer direção.

-THOMAS!

Então eu sinto o impacto contra o meu corpo jogando-o para frente. E tudo fica simplesmente escuro, num silêncio tão calmo, tão reconfortante...

 


Notas Finais


Então, sobre o sonho: foi completamente feito por metáforas. O azul, o frio, o gelo representa o Thomas e sua melancolia, a grama representa a vida antes de ele descobrir que é gay, depois vem a tempestade, mostrando como a vida dele está bagunçada. Logo depois Newt aparece com sua luz, a luz que ainda deixa Thomas vivo, o calor, a animação. A água do rio meio que representa como estão as coisas, no caso, bem movimentadas. As árvores são como pessoas que tentam impedir o amor deles, e quando os dois estão juntos, as árvores caem ou pegam fogo, ou seja, o amor entre os dois é mais forte que qualquer preconceito.

Eu acho que foi isso, e não, Gally não vai ser o vilão, ele não vai nem aparecer mais kkkkk O final dessa fic tá planejado e eu já estou super emocionado com o final. Vai ser fofo.

A grande questão é.... onde eu vou encaixar um lemon aqui, Deus? kkkkkkkkkkk A gente dá um jeito, porque lemon não pode faltar, né non?

Acho que é isso... eu não sei se vocês já sentiram, mas sempre que eu coloco alguém no hospital eu quero matar a pessoa kkkkk esses pensamento psicopatas

Anyway, espero que tenham gostado! Muito obrigado pelos comentários e favoritos!

Kisses


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