História Homophobic. - Capítulo 12


Escrita por: ~ e ~AnnaLinspector

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos, Amor, Bebidas, Família, Fobias, Gays, Homofobia, Sexo, Teens, Violencia
Exibições 99
Palavras 1.949
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Escolar, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 12 - Whore.


Fanfic / Fanfiction Homophobic. - Capítulo 12 - Whore.

[ Capitulo 12 - Whore. ] 

Palloma R. Padovesi

{ Smile - Avril Lavigne } 

Se por um momento eu pudesse dizer não a escola eu diria, mas eu não podia e lá estava eu novamente levantando, tomando banho e me arrumando para ir aquele lugar. Depois do show dentro do carro da minha mãe nada de ruim na escola aconteceu, não era como se aqueles alunos entendessem o que acontece em minha vida mesmo.

Desci as escadas e lá estava meu irmão contando seu dinheiro miserável mas era o que nos mantinha vivos, passei por ele com a mochila nas costas e pude vê-lo rir.

— Qual é a graça? – Perguntei me virando para ele.

— Nada, é que suas meias são de pé diferente. – Ele deu um grande sorriso ao ver minha sobrancelha se erguendo.

— Não é como se alguém fosse notar, e não é como se eu tivesse dinheiro para ficar comprando meias novas. – Fui em direção a porta e assim que a abri notei a chuva lá fora. – Ótimo...

— É melhor você pegar o guarda chuva. – Revirei os olhos com esse conselho e sai de casa, não me importo de me molhar, eu não fico doente tão fácil assim.

Cheguei na escola e pude notar algumas pessoas olhando, rindo e cochichando ao meu redor dei de ombros e continuei andando até chegar nos armários.

— Puta! – Ouvi um pouco longe.

— Vadia! – Eu não estava nem ai para o que eles diziam até que algo me incomodou.

O aluno que entrou no carro da minha mãe parou do meu lado, com um grande sorriso no rosto segurando cinco notas de cem em suas mãos.

— O que é isso? – Arqueei a sobrancelha e pude ouvi-lo rindo.

— Ah desculpa, não é o suficiente para você? É que com sua mãe é tão barato. – Ele dizia e isso me fez rir, eu não ligava para minha mãe não mesmo mas meu irmão ligava.

Levantei meu punho e na hora que eu ia acerta-lo na cara daquele imbecil uma mão quente e macia segurou a minha, virei para ver o que era e lá estava ela de novo.

— Acho melhor você não fazer isso aqui dentro. – Melissa me olhava com um sorriso meigo no rosto e logo apontou o dedo para o diretor que passava pelos corredores.

Bufei e abaixei o punho, fechei o armário com força e o babaca ainda sorria para mim com aquela cara de retardado.

— Sinta-se salvo pelo diretor, panaca. – Mostrei o dedo do meio para ele e passei o braço por cima dos ombros de Mel, acompanhando-a para sua sala. – Deus que bom que somos amigas agora, se não eu tinha quebrado o nariz daquele idiota e teria tomado uma suspensão bem legal.

— Não quero ver você de suspensão que nem meu amigo Eliott e o irmão dele Oliver. – Ela disse simplesmente e paramos na frente de sua sala. – Bom... te vejo depois?

— No intervalo. – Beijei sua bochecha e caminhei para minha sala, já avistando Karen.

— Novo casal no ar, Padovesi? – Ela me olhou com seu sorriso malicioso no rosto.

— Vá catar o que fazer, Jordan. – Não sei quem deu esse nome a ela, mas fazer o que não escolhemos a família que temos.

Passei as aulas dormindo, era o que eu fazia de melhor até Karen me acordar avisando que era intervalo.

Me levantei e me espreguicei a caminho do pátio, mas algo ali me chamou atenção o time que geralmente jogava futebol estava todo reunido em um lugar só e aquilo não significava algo muito bom.

Melissa K. Lennox

O que eu perdi essa semana? Quando cheguei no colégio vi Lou e Matheus abraçados e sorrindo, como um...casal? Sempre achei que eles formavam um belo par, cumprimentei meus amigos e logo vi Gary e Oliver chegando juntos, Gary tinha um sorrisinho fofo estampado nos lábios e antes que eu pudesse perguntar alguma coisa Oliver deu um selinho nele deixando meu amigo vermelho de vergonha, ok, quando isso aconteceu, o que mais eu perdi? 

—Acho que eu perdi muita coisa essa semana. - Sorri olhando os meus amigos, eles pareciam tão felizes, acho que sou oficialmente a nova vela da equipe. 

Me despedi deles e eu já ia para a minha sala quando vi minha mais recente amiga com o punho fechado, pronta para socar um garoto que segurava algumas notas de cem na mão, eu não queria que ela se metesse em problemas então segurei o punho dela com delicadeza e ela se virou para mim... 

— Acho melhor você não fazer isso aqui dentro. - Apontei para o diretor que passava pelos corredores e ela pareceu entender. 

Palloma me acompanhou até a minha sala, ela tinha um gênio forte e eu gostava disso, depois de beijar minha bochecha ela seguiu até a sala dela e eu entrei na minha. 

As aulas não tiveram a mesma graça sem o Eliott do meu lado, as matérias eram bem simples eu só senti falta do meu amigo mesmo, quando o sinal do intervalo bateu andei pelos corredores procurando a Palloma, ela me disse que me encontraria no intervalo, continuei a procura dela até que fui abordada por uns garotos do time de futebol, eles fizeram uma roda ao meu redor me deixando no centro, comecei a ficar nervosa com tantos olhares em cima de mim, tentei sair mais me seguraram. 

— Como se chama a mais nova putinha da Palloma? - O mesmo garoto das notas de cem perguntava deixando um risinho sínico escapar. 

Senti um calafrio horrível, se eles queriam me intimidar estavam conseguindo, até que ela apareceu abrindo espaço entre os garotos e me puxando pelo pulso. 

— Tava te devendo isso. - Palloma voltou e deu um soco no nariz daquele garoto estranho, os outros ficaram olhando a cena com cara de pastel enquanto ele xingava minha amiga com uns palavrões que nem eu conhecia.

Palloma R. Padovesi. 

Bando de babuínos era isso que eles eram, e se eles queriam um show eu tinha acabado de dar um. Beijei o topo da cabeça de Melissa e me sentei em uma das mesas do refeitório, bufei e deitei meu rosto na mesa observando Karen vindo apressadamente na direção da mesa.

— Meu Deus, o que foi que você... Ah oi, me chamo Karen Jordan... fez?! – Revirei os olhos.

— Dei um soco no cara, só isso. – Olhei para Melissa que não fazia ideia de quem era Karen.

— E se ele contar pro diretor? – Suas mãos com as unhas pintadas de rosa foram ao rosto em uma tentativa de manter a calma.

— Eu falo que eles me perseguiram com ideia de me chamar de puta, vadia e xingaram minha amiga, simples assim Jordan, porque está surtando? – Karen se sentou ao lado de Melissa.

— Aquele cara que você socou... Eu meio que queria algo com ele... – Levantei minha cabeça e olhei para ela com a sobrancelha arqueada.

— Criatura ele transou com minha mãe, pelo menos eu acho né... Sai dessa. – Pude ver Melissa concordando comigo e novamente beijei o topo de sua cabeça.

— É capaz de ele querer pagar você para poder ter algo... – Mel disse calmamente.

— Vamos trocar o assunto, vou dar uma festa no sábado. – Karen se animou, quando o assunto era festa parecia que ela se transformava. – E eu estou convidando vocês duas e os amigos de vocês também, se quiserem chamar família também pode.

Karen nos deu um cartão onde mostrava o horário e o local da festa, ela podia ser considerada rica e festas de ricos geralmente são as melhores.

— Você vai? – Perguntei para Melissa e logo pudemos ouvir o som que avisava o termino do intervalo.

— Se meus amigos forem, eu estarei lá. – Ela sorriu.

— Ah, e eu não sou sua amiga? – Fiz um beicinho e logo depois começamos a rir. – Vamos, eu te levo até sua sala.

Deixei Mel em sua sala e fui até o armário, peguei o livro de biologia e fui para a sala. Me sentei ao lado de Karen e pela primeira vez prestei atenção em algo mas me arrependi profundamente por ficar acordada porque Karen não parava de falar um segundo.

— Imagina que louco que vai ser minha festa, cheia de bebida e pessoas bonitas. – Ela suspirou.

— É só uma festa, Karen, relaxa. – Ela gostava de ser popular.

— Todo mundo de fantasia, Palloma, já imagino que lindo? Você de Mickey e Melissa de Minnie, que lindinhas! – Arregalei meus olhos e senti minhas bochechas esquentarem.

— Da onde você tira essas ideias? Meu Deus... – Observei a professora voltando para a lousa e copiei o que ela começou a passar.

Fiquei esperando ansiosamente para o ultimo sinal que nos avisava o horário de ir embora, estava cansada de não poder ver Melissa não sei porque não podíamos ser da mesma sala.

Graças a Deus as aulas passaram rápido e lá estava eu fazendo o que fazia de melhor, fumando enquanto esperava ela sair. Observei o carro da minha mãe e fiz ela abaixar o vidro, me apoiei na janela do carro enquanto deixava a fumaça sair pelos meus lábios.

— Patricia, eu sei que você não é uma boa mãe e tudo mais mas você me ama certo? – Observei os olhos dela se arregalarem e logo vi o panaca do garoto abrindo a porta.

— Sim, claro que amo você e seu irmão também. Posso não saber demonstrar e não ter paciência para crianças, mas eu amo vocês. – Revirei os olhos.

— Ótimo, então saiba que esse retardado ai me chamou de puta e vadia sem esquecer do fato que queria me dar quinhentos para fazer algo comigo. – Pude ver ela ficando vermelha, de raiva, olhei para o garoto e sorri para ele. – Tchauzinho, minha “ putinha “ está me esperando. – Dei um tapinha em seu ombro e fui em direção de Melissa, com um sorriso vitorioso no rosto.

Melissa K. Lennox

Avisei meus amigos sobre a festa da Karen e eles pareciam animados com a ideia, agora já estava confirmado, eu iria, minha condição para ir era que todos participassem e como eles toparam eu não vi problema em aceitar o convite. 

Assim que saí da escola Palloma veio em minha direção e passou seu braço sobre os meus ombros, caminhamos até a minha casa que não era tão distante do colégio. Ficamos um tempo em silêncio enquanto ela fumava um cigarro, em alguns momentos me peguei observando os lábios dela enquanto ela soltava a fumaça, era tão sexy, nunca me imaginei beijando garotas mas ela me fez pensar seriamente na ideia. 

—É aqui que eu moro. - Falei me preparando para me despedir quando ele me deu um leve puxão pela cintura, senti meu corpo arrepiar. 

Olhei fixamente aqueles olhos e por um momento não havia mais nada, só nós duas, a boca dela foi se aproximando da minha lentamente, segurei a nuca dela e quando dei por mim já havia correspondido ao beijo, ela tinha os lábios mais macios que eu já havia beijado e teríamos nos beijado novamente se meu pai Josh não tivesse aparecido, ele havia acabado de chegar e me flagrou beijando uma garota, preciso dizer que fiquei vermelha? 

Achei que ele fosse me perguntar algo, mas, contrariando tudo que eu pensei meu pai Josh deu um risinho e entrou como se nada tivesse acontecido. Palloma se despediu de mim e eu entrei ainda sem acreditar que aquele beijo aconteceu... 

—Ela parece ser legal. - Meu pai falou sem tirar os olhos da pilha de papéis que estavam espalhados na mesa. 

—É...eu vou pro meu quarto. - Falei subindo as escadas correndo para evitar de ter essa conversa com meu pai. 

Passei a tarde vendo e revendo nosso momento me perguntando mentalmente se para ela significou tanto como significou pra mim...



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