História Homophobic. - Capítulo 13


Escrita por: ~ e ~AnnaLinspector

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos, Amor, Bebidas, Família, Fobias, Gays, Homofobia, Sexo, Teens, Violencia
Exibições 93
Palavras 2.368
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Escolar, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Pity.


Fanfic / Fanfiction Homophobic. - Capítulo 13 - Pity.

[ Capitulo 13 - Pity. ] 

Eliott Morningstar.

[ Pity Party - Melanie Martinez ] 

Faltei um dia na escola e já estava recebendo mensagem de Deus e do mundo todo, minha mãe não parava de falar que hoje eu teria que ir e pedir desculpa para os professores por isso.

— Okay! Mãe! Eu já entendi, está vendo estou arrumado! – Falei e recebi um olhar reprovador, observei Oliver descendo as escadas e estava arrumado mais que o normal. – O que aconteceu com você?

— Ele está namorando agora. – Ouvi minha mãe falando com um grande sorriso no rosto, arqueei a sobrancelha.

— Namorando? Quem é a pessoa feliz? – Falei enquanto pegava um copo de suco e tomava um pouco.

— Gary. – Ele disse simplesmente e eu fiz questão de cuspir o suco no chão.

— Eliott Morningstar! Faça questão de limpar esse chão! – Minha mãe estava ficando vermelha e isso não era bom.

— Relaxa Min, vão para a escola garotos vocês vão se atrasar. – Hope dizia beijando a bochecha de minha mãe, coloquei o copo em cima da mesa.

— Ótimo, estou cercado de viadagens! – Falei saindo de casa e sendo seguido pelo riso do meu irmão.

— Relaxa cara, um dia você acha seu amor. – Oliver passou o braço pelos meus ombros e fiz questão de olhar para seu rosto.

— Você está me sacaneando, seu gigante magricela? – Belisquei sua barriga e ele apenas riu, chegamos na frente da escola e já vi uma pessoa olhando para mim e infelizmente não era uma garota.

Abracei Oliver e passei por Tyler o mais rápido possível, bufei ao ver geral se abraçando e conversando, Ollie me soltou e abraçou Gary tirando o garoto do chão.

— Deus! Eu só faltei um dia! O que está acontecendo? – Todos pararam para me olhar e Melissa se soltou da menina que a abraçava e veio em minha direção, me abraçando.

— Por que você faltou? Você me deixou sozinha. – Ela fez um beicinho.

— Meu Deus, a Lou está beijando o Matheus! – Abracei Melissa e escondi meu rosto em seu ombro. – Eu não sei o que está acontecendo.

— Relaxa Eli, sua hora vai chegar. – Ouvi a voz mais irritante do mundo e fiz questão de olhar para o dono dela.

— Vai se foder, Tyler. – Quando ele ia responder o sinal tocou e todos fizemos questão de ir para nossas salas, eu fiquei escutando Melissa me contar sobre o que aconteceu ontem e quando ela falou sobre o novo caso dela eu revirei os olhos e falei um simples “ blé. “ que fez ela me socar.

As aulas passaram devagar e a pior coisa do mundo é ver que Tyler estava sentado ao meu lado, é eu falto um dia e de repente o babaca está do meu lado. Mas nada demais aconteceu ele só virava para pedir algo como uma borracha e contar algo engraçado para Melissa até parecia que eu estava sendo esquecido ali e isso me deixava um tanto quanto... triste?

Tyler Porter.

— Tyler levanta logo, não quero te ver faltando na escola. - Meu pai me chacoalhava de um lado para o outro, será que ele nunca ouviu falar em "mais cinco minutinhos"...é por isso que eu gosto mais dele quando não está por perto pegando no meu pé, sempre dizendo para estudar e todo aquela conversa fiada. 

Resolvi me levantar de uma vez, meu banho foi rápido, não estava com tempo, vesti uma roupa qualquer por que não estava afim de usar aquele uniforme brega, desci com a mochila no ombro e joguei ela num canto qualquer me sentando na mesa para tomar o café que meu pai havia preparado, o que será que deu nesse homem? Me acordando logo cedo, preparando cafézinho, não que não tenhamos nossos momentos, mas geralmente ele não é tão atencioso. 

Eliott Morningstar estava abraçado com o seu irmão, Oliver, de hoje não passa, pensei, você está na minha mira Eliott. 

As aulas começaram e Melissa e Eliott conversavam um pouco, fiquei observando ele por um tempo, ele era mesmo lindo, chamei ele algumas vezes para pedir borracha e apontador emprestados, claro que foi apenas uma desculpa para falar com ele. 

Quando o intervalo chegou deixei meus amigos para trás, está na hora de por tudo em prática, Eliott entrou no banheiro sozinho, talvez eu não tenha uma oportunidade melhor, entrei logo atrás dele sem ser percebido, me aproximei devagar e abracei ele por trás, Eliott se assustou tanto que deu um grito quase feminino, gargalhei com a reação dele. 

—Para de ser babaca, por que fica me seguindo? - Ele perguntou se recompondo e me encarando com uma cara brava. 

—É tão ingênuo que não percebe, Eliott. – Me aproximei sem desviar meus olhos dos dele. 

 Eliott tentou se fastar mas não tinha para onde fugir, ele bateu levemente com as costas na parede, apoiei meus dois braços nela para que ele não passasse e continuei a encara-lo, Eliott me fitava com o mesmo olhar insatisfeito e irritado, sorri fraco com aquilo. 

—Já te falei que acho esse teu jeito de fugir de mim sexy, gosto dos bravinhos como você. - Sussurrei proximo ao ouvido dele. 

—Saí da frente Tyler. - Eliott tentou me empurrar mas segurei seus pulsos e voltei a olha-lo nos olhos, ele parecia em transe enquanto me encarava, eu estava conseguindo desarmar ele, aproveitei esse pequeno momento de fraqueza da parte dele e juntei nossos lábios, no inicio era só um selinho, mas assim que ele abriu passagem nosso beijo aprofundou, passei minhas mãos por debaixo da camisa dele e comecei a acariciar o corpo delicioso de Eliott Morningstar, os musculos dele estavam tensos, apertei a cintura dele mas fui empurrado. 

—Isso não tá certo. - Eliott me olhava assustado... 

Eliott Morningstar.

Meu corpo tremia de um modo engraçado, não era medo, eu podia dizer que eu estava até excitado.

— Por que isso não está certo? Você me quer e eu te quero, está tudo certo. – Tyler atacou meus lábios novamente e eu não fiz nada para impedi-lo, meu corpo fez questão de corresponde-lo por completo.

Ele me empurrou para dentro de uma das cabines sem separar nossos lábios, sua mão foi rapidamente para meus cabelos aprofundando o beijo que logo foi cortado. Seus olhos verdes brilhavam em uma intensidade nova.

— Vira. – Ele mandou e eu não tive coragem de dizer nada sobre isso, suas mãos passaram por minha calça e ele a puxou junto com a cueca. Senti sua língua passando por minha nuca e sua mão atacando meu membro, me masturbando. – Que bonitinho, meu Eliott, geme pra mim, vai. – E lá estava eu, gemendo involuntariamente o nome dele.

A voz rouca de Tyler me deixava louco de uma forma que eu não entendia, era estranhamente bom e não demorou muito para que eu me desfizesse em sua mão, seus lábios beijaram meus cabelos e logo depois se encontraram com os meus.

Eu não gostava de admitir nada na minha vida mas eu tinha certeza de que estava apaixonado por Tyler, meu corpo não costumava a responder garotos mas foi só Tyler entrar em minha vida que tudo viro de cabeça pra baixo.

— Eli... – Ele me chamou me acordando do transe e selou meus lábios. – Eu amo você.

Senti meu rosto esquentando e meu coração acelerando, ajeitei minhas roupas, respirei fundo e ficamos nos encarando ali.

— Eu gosto de você. – As palavras vieram e eu simplesmente disse, Tyler sorriu e me abraçou, beijou meu rosto e ali ficamos trocando calor.

Saímos do banheiro como se nada tivesse acontecido mas nas aulas começamos a nos falar e isso fez com que Melissa sorrisse.

Fomos para casa e no meio do caminho fiquei conversando com meu irmão, não contei o que havia acontecido no banheiro apenas falei que eu e Tyler estávamos nos dando bem durante as aulas.

O tempo passou rápido e ao me sentar para jantar com minha família pude perceber que todos estavam felizes demais, eu podia gostar do Tyler mas ainda sentia um leve nojo por minha mãe e a companheira dela.

— Vocês podiam parar de trocar caricias, eu estou aqui. – Falei seco e vi Hope se ajeitando na mesa.

— Eliott por que você tem que ser tão ruim assim? Somos uma família, devíamos todos nos dar bem. Você devia agradecer por Hope ser tão legal com você, quando ela desistir e você precisar dela... – Minha mãe iria começar um discurso mas decidi corta-la.

— Eu não vou precisar dela, vou pro meu quarto. – Dei duas garfadas no prato e deixei a comida lá, segui para o meu quarto e me joguei na cama.

Se um dia eu precisasse realmente de Hope eu estaria realmente necessitado.

Acordei cedo e pronto para mais um dia, meu corpo transbordava felicidade ao pensar em Tyler, tomei um banho um tanto quanto demorado e me troquei ajeitando meus cabelos de uma forma que me deixasse mais bonito, peguei a mochila e desci as escadas.

Não falei com ninguém mas pude ouvir um “ Estarei aqui quando você precisar. “ vindo de Hope e apenas revirei os olhos.

Tyler Porter

Finalmente consegui, como eu disse "todas as minhas presas sempre acabam no meu prato"... 
Mais um dia de aula, mas agora o colégio não parecia tão chato já que eu teria um novo trunfo, Eliott, tomei um banho demorado, hoje eu teria mais tempo que o normal, não sei por que motivo mais consegui acordar dez minutos antes do despertador, vesti roupas comuns, nada de especial, tomei um café sozinho, meu pai não estava lá. 

Quando cheguei na escola encontrei com alguns amigos, eu conversava banalidades com eles quando notei o olhar de um garoto que eu ainda não conhecia, mas já fazia questão de conhecer, e como fazia, sorri descarado para ele e fui retribuído com um risinho nada discreto do garoto bonitinho, me afastei um pouco dos meus amigos e passei ao lado do garoto. 

—Me encontra no banheiro. - Sussurrei e saí sem olhar para trás. 

Eu estava fumando um cigarro quando o garoto entrou. 

—Acho que ainda não me apresentei. - Ele falou tirando o cigarro da minha boca e apagando com o pé. 

Nome é o que menos importa. - E assim agarrei a nuca do garoto e beijei ele, não era tão bom assim mas mesmo assim não tirava o fato de ele ser bonito.

Mas ele se separou de mim quando escutou a porta fazendo um som estrondoso, olhei para ela e antes mesmo que eu pudesse dizer algo Eliott fez questão de fazê-lo.

— Sai... – O garoto que eu tinha beijado ia dizer algo mas Eliott deu um soco na porta fazendo ela fazer mais um som estrondoso. – Sai daqui... Antes que eu quebre a sua cara. – E o garoto foi, bufei e o olhei, seu rosto estava vermelho e eu não podia decifrar seu olhar.

— Você acabou com minha diversão do dia. – Falei por fim.

— Você disse que me amava... – Sua cabeça abaixou e eu comecei a rir, era engraçado o quanto ele era inocente.

— Sério que você acreditou em mim? Eu, Tyler Porter, estou chocado. Eu sou o garoto mais pegador dessa escola, gay, no caso, e você acreditou em mim? Tenho pena de você, Eliott.– Continuei rindo.

Eliott Morningstar.

Eu estava quebrado, minha mente estava completamente perdida e não entrava na minha mente que aquilo estava acontecendo, lagrimas começaram a se formar em meus olhos mas eu não iria começar a chorar.

Me aproximei de Tyler enquanto ele ria, preparei meu punho e o atingi no rosto fazendo-o cair no chão sentado.

— Você é escroto, Tyler Porter! Nunca mais chegue perto de meus amigos nem mesmo de mim! – Me virei e sai correndo dali, eu passei pelo portão e escutei Louise e Melissa me chamando mas eu não iria parar, eu, Eliott Morningstar, precisava de ajuda pois eu estava destruído.

Cheguei em casa e joguei a mochila de qualquer jeito no chão e me joguei no sofá, fiquei ali chorando até ouvir um som vindo da cozinha.

— Eliott? O que foi? – Hope estava ali de avental e com luvas de borracha, eu não estava bem para dizer alguma coisa então quando olhei para ela eu a invejei, sim, inveja passou por mim pois minha mãe a amava e ela amava minha mãe era algo que eu nunca iria ter.

Hope retirou as luvas de borracha e colocou em cima do balcão vindo em minha direção e me abraçando, uma coisa que nunca havia notado era como os abraços dela eram aconchegantes. Naquele momento me senti salvo do mundo, das tristezas e da dor.

— Vamos esperar sua mãe chegar e você conta para ela, sim? – Ela sorriu e eu simplesmente balancei a cabeça negativamente.

— Por que esperar minha mãe chegar se minha mãe já esta aqui? – Apertei ela no abraço e ela retribuiu, nós conversamos sobre tudo o que aconteceu e ela me entendeu mas preferiu não dizer nada, apenas me deixou ali aninhado em seus braços como ela fazia antigamente.

~ Flashback ~

Eliott tinha quatro anos de idade e tinha a mania de correr para lá e para cá com Melissa mas diferente do garoto, a loirinha não tinha tanta adrenalina e acabava parando antes mesmo de chegarem em casa.

Acidentalmente aquele dia Eliott tropeçou em uma pedra e caiu de cara no chão, o garoto tentou ser forte, tentou não chorar até que chegou em casa e Hope o viu com os joelhos ralados e a cara um pouco suja, a boca abriu, os olhos verdes estavam cheio de lagrimas e a única coisa que ouviram foi o garotinho loiro chorando sem parar, gritava dizendo que seu corpo doía e que estava morrendo.

Melissa se desesperou e Hope se levantou do sofá, rindo um pouco do garoto que estava todo desesperado, o pegou no colo e se sentou no sofá novamente. O abraçou com todo amor e carinho do mundo, beijando o topo de sua cabeça e o acalmando como sempre fazia quando era um bebe.

— Está tudo bem, Eli, foi só um machucado pequeno. Mamãe vai cuidar dele para você. – Não demorou muito para Eliott esquecer a dor e dormir no colo da morena, que sorriu para Melissa fazendo a pequena se acalmar também.

~ Flashback Off ~



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