História Homophobic. - Capítulo 17


Escrita por: ~ e ~AnnaLinspector

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos, Amor, Bebidas, Família, Fobias, Gays, Homofobia, Sexo, Teens, Violencia
Exibições 92
Palavras 1.616
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Escolar, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - Flashback.


Fanfic / Fanfiction Homophobic. - Capítulo 17 - Flashback.

[ Capitulo 17 – FlashBack ]

10 anos atrás...

— Lucia vá pegar seu irmão antes que ele se machuque, sabe como o Oliver e o Eliott são. – Austin dizia e logo recebeu um cutucão de Hope.

— Olha como você fala das minhas crianças. – Os dois riram.

— Caramba... O tempo passa rápido mesmo né? – Bjorn dizia agarrado em Josh.

— Pai, olha ele ai. – Lucia segurava Gary no colo que chorava sem parar dizendo coisas sem nexo.

— Por que você está chorando meu filho? Caiu no chão de novo? – O baixinho estava com o rosto vermelho da cor dos cabelos de Austin mas não possuía nenhum machucado pelo corpo.

As crianças vieram correndo para a sala, Eliott segurando a mão de Melissa que naquela época eram mais parecidos do que atualmente, Oliver parou de frente para o colo de Ashton fazendo uma cara brava, Matheus havia escalado as pernas de Blair e se aninhado ali mas Blair fez questão de passar o garoto para Stan, ninguém viu a cena além de Bjorn.

— Que foi Oliver? O que é essa cara? – Minnie perguntou para o garoto que olhava sem desviar os olhos de Gary.

— Você está fazendo ele chorar! – Oliver disse firme.

— Opa, desculpa. – Ashton colocou Gary no chão e o garoto parou de chorar na hora, sendo abraçado por Oliver. – Ai que triste, a uns anos atrás ele amava ficar no meu colo. – Ashton fez um biquinho com os lábios e os adultos riram.

Mais tarde Lucifer e Regan chegaram na pequena festa, trazendo Louise com eles e todos ficaram conversando até que Bjorn chamou o irmão para ajuda-lo a pegar algo no quarto mas apenas pararam na frente da porta.

— O que foi aquilo? – Bjorn dizia de braços cruzados.

— Aquilo o que? – Blair perguntou, imitando o mais novo.

— Você simplesmente entregou o Matheus pro Stan, ele gosta de você, você é o pai dele. – Blair desviou o olhar fazendo Bjorn ter que trocar de posição para poder encara-lo. – Você não gosta dele?

— Claro que eu gosto dele! É meu filho! – Blair disse desesperado. – Eu só...

— Só...? – Bjorn tentava decifrar o que o rosto de Blair dizia mas nada.

— Só tenho medo de magoar ele, eu não sei, não me sinto um bom pai. Ele vai chegar um dia na escola e vai ter aquelas merdas de dia das profissões e ele vai falar “ Ah meu pai é advogado do meu tio que é dono de uma empresa. “ UAU grande bosta que o pai dele é. – Blair encostou na parede e deslizou pela mesma, se sentando no chão.

— Por que isso te importa tanto, Blair? O importante é que ele te ama não o que as outras crianças vão achar de você. – Bjorn acompanhou o irmão que fez questão de olha-lo com fúria.

— Por que me importa? Você acha que as crianças não vão mexer com meu filho por ele não ter uma família legal? Já começa que ele tem dois pais e ainda o bicha é um advogado que ganha as custas do irmão mais novo. – Bjorn revirou os olhos e se levantou, desistindo de conversar sobre aquilo.

Abriu a porta do quarto e pegou umas pelúcias e voltou para a sala, dando as pelúcias para as crianças. Matheus já havia acordado de novo e quando viu o pai descendo as escadas pegou uma pelúcia de bola e correu para o maior, mostrando para ele com um grande sorriso.

— Pare de correr pela casa, você sabe que eu não gosto. – Na verdade Blair amava o jeito animado do garoto mas não sabia demonstrar, pode-se dizer que o motivo de Matheus ser quieto era culpa de Blair.

— Mãe, por que a Louise tem uma mãe e um pai e eu não? – Eliott perguntava se sentindo inferior a morena que agora brincava com Melissa.

— Porque a mamãe se apaixonou pela Hope filho, o amor é assim, você não escolhe. – Minnie dizia enquanto Hope sorria, mas esse sorriso durou pouco.

— É tudo culpa sua! Se você não tivesse existido minha mãe podia ter casado com um homem! – Eliott mostrou a língua e saiu correndo, ficando do lado de Oliver e Gary com uma cara emburrada.

— Oh meu Deus, Lucifer tem uma barata na Louise! – Disse Hope desesperada mas Louise não havia visto o inseto ali, mas ao ouvir isso fez a garota ficar branca e começar a se remexer batendo em todas as partes do corpo sem parar enquanto isso ela gritava para tirar aquilo dela.

Lucifer se levantou desesperado tentando procurar o inseto mas ele já havia saído da garota mas a menina não parava de se bater.

— Hey! Louise! – Regan se levantou e segurou os braços da menina que chorava sem parar, suas roupas estavam molhadas por ter feito xixi nas calças de tão assustada que a mesma havia ficado. – Vamos filha, eu vou dar banho em você. – Louise foi para o banheiro chorando e Matheus não fazia ideia do que havia acontecido mas começou a ir atrás da barata achando-a fascinante.

— Vamos brincar de esconde-esconde! – Melissa disse alto, colocando as mãos para cima tirando o clima tenso que Louise havia deixado.

— Quero brincar. – Oliver disse se soltando de Gary e indo até Melissa, Eliott fez questão de seguir o irmão.

Gary não gostava muito de esconde esconde pois sempre perdia por ter as pernas um pouco curtas, mas não ficaria de fora. O anuncio de Melissa fez com que Matheus parasse de caçar a barata e fosse brincar também.

— Crianças, só não se machuquem... – Josh dizia preocupado.

— Relaxa, se machucar faz parte. – Ashton dizia. – Não se lembra dos tombos que a gente tomava? Já quebrei o braço por ficar brincando.

— Eu lembro, era engraçado. – Josh riu enquanto as crianças tiravam no jo-ken-po quem iria contar, por incrível que pareça não era Gary pois tinha sido o primeiro a sair da brincadeira.

— Eu aposto que quem vai ser o pegador vai ser o Eliott. – Dizia Regan que voltava com Louise no colo.

— Não, acho que vai ser a Mel. – Disse Austin.

— Tá achando que minha filha é péssima em jo-ken-po, Austin? – Bjorn falou erguendo a sobrancelha. – Poderia ser o Eliott mesmo. – Minnie fez uma cara de indignada e no final das contas quem sobrou para ser o pegador foi o Matheus.

Quando a brincadeira começou todos correram para lugares diferentes, Eliott entrou dentro de um baú que havia atrás do sofá, Melissa se escondeu na cozinha, Oliver ficou parado atrás de Matheus e o garoto não o notou e Gary se escondeu dentro do rack da sala.

— Prontos ou não... Lá vou eu. – Disse Matheus e Oliver foi mais rápido batendo a mão três vezes na parede.

— 1,2,3, Oliver. – O moreno sorriu ao ver Matheus fazer um biquinho dizendo que era injusto, mas logo voltou a procurar os outros.

O tempo foi passando e Matheus encontrou todos, menos Gary. Havia passado apenas cinco minutos mas para Gary parecia uma eternidade, ele tentou sair de dentro do rack mas parecia que a porta havia emperrado.

— Pai? – Gary o chamava tentando empurrar a porta, o medo o cercou e desesperadamente ele batia na porta e começava a gritar fazendo com que Ashton abrisse a porta.

— Filho, está tudo bem? – O corpo de Gary estava todo suado, seu coração estava acelerado e os olhos cheio de lagrimas.

— 1,2,3, Gary. – Matheus disse animado.

— Acho que chega de brincar por hoje, né? – Ashton disse para o baixinho que tentava pegar ar, pegou o filho no colo e o levou para o lado de fora.

— Uau, que dia... – Melissa disse se reunindo aos amigos.

— Vamos jantar antes que outra coisa aconteça, vamos, vamos. – Josh disse levando todos para a cozinha, o jantar foi servido e uma conversa que nunca acharam que viria a mesa surgiu.

— Será que aquele cara teve um bebe? – Regan falou dando comida para Louise que estava sentada em seu colo.

— Aquele cara...? – Josh e os outros a olharam sem saber de quem ela estava falando.

— Leon. – Bjorn que tomava água fez questão de cuspi-la no chão ao ver a amiga falando de uma pessoa do passado.

— Eu sei lá! Por que esse assunto agora? – Josh arqueou a sobrancelha.

— Ah não sei... Todos tem o direito de ser feliz né? – Regan deu de ombros.

— Você lembra o que ele fez? – Austin perguntava indignado.

— Sim, mas ele estava cego de amor a culpa não é dele. Eu faria a mesma coisa pelo Lúcifer, né amor? – Regan recebeu um selinho e os dois riram.

— Minha nossa... estamos cheio de estranhos na mesa. – Ashton disse, rindo. – Vamos parar de falar disso e vamos comer.

A única criança que precisava de ajuda para comer era Louise, pois era mimada por Regan o tempo inteiro.  

Em um lugar longe dali...

— Parabéns meus amores! – Patricia dizia, entregando grandes caixas para Lucas e Palloma.

— Você vai embora de novo né? – Palloma disse completamente desinteressada.

— Tenho que trabalhar minha joaninha. – Patricia deu um beijo na cabeça de Lucas que estava todo animado com o presente.

Com apenas 5 anos de idade Palloma já tinha problemas com a mãe mas isso não fazia com que ela negasse os presentes pois ela não sabia da onde saia o dinheiro para compra-los.

Quando a mãe saiu da casa os dois irmãos subiram no sofá com seus novos presentes, Lucas havia ganhado um carrinho e Palloma um urso de pelúcia.

— Você acha que um dia vamos ser amados de verdade? – Palloma falava olhando para o presente.

— Já somos amados, mamãe ama a gente. – Lucas disse bobamente brincando com o carrinho.

— Será mesmo? – A morena abraçou a pelúcia e se encolheu.

— Está tudo bem, se ela não te amar eu te amo no lugar. – Lucas sorriu soltando o carrinho e abraçando a irmã...



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