História Homophobic. - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~AnnaLinspector

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos, Amor, Bebidas, Família, Fobias, Gays, Homofobia, Sexo, Teens, Violencia
Exibições 155
Palavras 1.741
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Escolar, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Vou postar 2 capitulos por dia só para ficar mais rapido para chegarmos logo onde estavamos.

Capítulo 2 - Nyctophobic


Fanfic / Fanfiction Homophobic. - Capítulo 2 - Nyctophobic

[ Capitulo 2 – I’m nyctophobic. ]

Melissa K. Lennox

Me sentei ao lado de Eliott na sala, meu amigo de infância, e comecei a analisar sua testa que estava vermelha. Eu não sabia o porque mas as vezes ele tinha umas ideias de girico de ficar se batendo nas coisas quando está estressado.

Estávamos tendo aula de matemática, era a minha melhor matéria pois meu pai havia me ensinado desde criança que as coisas não são difíceis as pessoas fazem isso com o mundo.

As aulas passaram rápido e logo eu me vi na frente do portão da escola com meus amigos – Oliver, Gary, Eliott e Louise – também meu primo, Matheus, ele não era bem meu primo mas era de consideração e a gente se entendia assim.

- Vamos para casa? – Falei por fim vendo que nossos pais não iam nos buscar e notei como Eliott estava aéreo. – Eliott? – O chamei e ele pareceu acordar.

- Oi? – Disse por fim com sua cara de tédio estampada.

- Vamos? – Começamos a caminhar em grupo, conversando sobre como tinha sido a aula. Eu e Matheus deixamos todos em suas casas e fomos direto para a nossa, sim mesmo primos morávamos juntos.

- Pai, cheguei! – Matheus gritou na porta.

Vi a porta se abrindo e era meu pai que tinha atendido a gente, Bjorn Lennox empresário de uma companhia de moda.

- Bem vindos de volta. – Ele dizia dando um beijo em nossos cabelos e enfim entramos.

Vi meu outro pai cheio de papeis na mesa, Josh Lennox ou melhor Kingsley, fui até ele e lhe beijei a bochecha.

- Como você está, princesa? – Ele disse tirando um pouco a concentração dos papeis.

- Estou bem, mas acho que Eliott estava meio aéreo na escola. – Dei de ombros e fui para o meu quarto indo diretamente para o meu celular, corei ao ler as mensagens.

Eu trocava mensagens com um garoto que conheci pela internet, seu nome era Lucas e ele tinha dezoito anos ele me enviava varias fotos dele e ele realmente era muito lindo.

“ Você quer se encontrar comigo hoje? “ era uma das mensagens que estava em meu celular, fiz questão de responder rapidamente um sim com vários corações em seguida e ele me mandou um endereço e falou o horário.

Senti o coração em meu peito pular de felicidade e logo mandei mensagem para Lucia, filha dos meus outros tios.

“ Você tem certeza disso? Vocês nem se conhecem, e se ele te fizer algum mal? “ Era a resposta dela, revirei os olhos e decidi responder.

“ Relaxa prima, eu tenho certeza que ele é uma boa pessoa! “ antes mesmo que ela respondesse joguei o celular em cima da cama e desci as escadas.

[...]

De noite eu estava arrumada, uma saia um pouco acima dos joelhos azul com uma camiseta branca com a frase “ I’m beautiful “ e uma sandália preta. Peguei minha bolsa e coloquei meu casaco dentro, ele era grande mas consegui enfia-lo na bolsa e fecha-la.

Desci as escadas de casa e quando cheguei na porta ouvi um assovio.

- Aonde vai? – Matheus perguntou.

- Sair. – Disse apenas.

- Com quem? – Ouvi meu pai se encostando no batente da porta e logo voltei meu olhar para ele.

- Com o Eliott. – Menti.

- Vê se não volta tarde. – Dessa vez foi meu outro pai, no caso Josh.

- Ok. – Disse e sai de casa dando pulinhos de felicidade ao fechar a porta, olhei novamente para o endereço que eu havia anotado no papel e fui andando até lá.

Vi que estava bem escuro aquela rua e chegava a ser um pouco assustador, avistei uma pessoa e andei até ela.

- Oi, Melissa. – Era Lucas, sorri animada. Algo estava errado seus olhos estavam meio vermelhos ao redor mas não me importei com isso.

Fomos andando até um lugar que eu julguei ser sua casa e assim que eu entrei notei o porque estava tudo errado, meu corpo foi de encontro ao chão nos dois primeiros passos e eu escutei a porta sendo trancada estava tudo completamente escuro e eu não enxergava nada apenas sentia varias mãos passando pelo meu corpo e eu não estava entendendo nada.

Senti um pano em minha boca enquanto eu tentava me levantar e uma pessoa amarrou minhas mãos, minhas roupas estavam sendo arrancadas e consegui chutar alguém tentava chamar por Lucas mas logo o vi se sentando em uma cadeira de frente a janela aquela parte da casa era a única que estava iluminada por um mini abajur, pude ver seu rosto ele estava sorrindo, rindo da minha situação achando engraçado o meu medo.

Não pude controlar o que aconteceu depois disso, só sei que nada do que aconteceu ali foi bom, minhas roupas foram rasgadas minha boca violada, minha virgindade retirada e o que me restou mesmo foi um medo incrível.

Assim que eles acabaram eles me empurraram para fora daquela casa e eu estava apenas de calcinha e sutiã, abri a minha bolsa e retirei a blusa de frio rapidamente me vestindo.

Meu corpo doía, minha mente enxergava coisas no escuro e as lagrimas não paravam. Comecei a correr como se minha vida dependesse daquilo e realmente dependia até que achei uma praça iluminada, estava vazia mas iluminada.

Minha blusa de frio vinha até os joelhos, meu pai havia me dado e eu não sabia o porque de um tamanho tão grande mas veio a calhar. Fui em direção a minha casa e notei que estava tudo desligado, devia ser onze horas da noite e todos estavam dormindo.

Entrei em casa lentamente e vi que Matheus dormia no sofá, subi as escadas lentamente e notei que tudo estava escuro ali senti meu corpo estremecer e fechei os olhos passando correndo por ali abrindo a porta do meu quarto e entrando ligando a luz o mais rápido possível, no meio do trajeto tinha ouvido meu pai, Bjorn, me chamar então tranquei a porta para que ele não entrasse.

Fui em direção ao banheiro e liguei a luz, retirei minhas roupas e liguei o chuveiro com medo de entrar debaixo dele.

Meu corpo tinha marcas roxas por minhas coxas, peito, barriga e braços. Tomei coragem e me enfiei de baixo da água, me encolhi ali e me pus a chorar, segurando fortemente meus joelhos.

Havia passado meia hora até que decidi, finalmente, tomar um banho de verdade. Passei o sabonete pelo corpo todo e lavei os cabelos, assim que sai do banheiro coloquei uma calça e uma blusa de frio apenas para meu pai não me acordar e ver as marcas que eu estava carregando.

Ouvi o som da chuva ouvindo em seguida o som dos trovões, e do nada todas as luzes apagaram.

Eu não conseguia ver nada até que escutei alguém sussurrar em minha orelha: “ Que bonitinha e apertada você é. “, soltei um grito e sai correndo do quarto entrando no quarto de meus pais e me jogando entre eles.

- Mel? – Josh chamava meu nome e eu não parava de tremer, meu corpo involuntariamente agarrou a mão dos dois e as apertou eu precisava de contato humano, eu precisava saber como distinguir a realidade do trauma.

- Você está bem filha? Está tremendo, está com frio? – Bjorn perguntava e logo me abraçou, sem soltar minha mão.

- Pai, não me solta por nada... – Disse por fim e eu sabia que meus pais tiveram uma troca de olhares confusa mesmo no escuro eles podiam se enxergar, eram tipo gatos.

[...]

Eu não tinha dormido direito, sempre que cochilava eu tinha pesadelos.

- Bom dia, Mel. – Josh dizia me olhando, meu pai era lindo com seus olhos castanhos e cabelos rebeldes.

- Bom dia, princesa. – Senti um beijo entre meus cabelos e olhei para Bjorn, meu pai tinha os olhos azuis e Josh sempre dizia que era um dos motivos dele ser tão apaixonado por meu pai, nunca entendi muito isso.

Me levantei da cama deles sem dizer nada e fui para o meu quarto tomei outro banho e peguei o uniforme de inverno, pude ouvir Matheus reclamar na sala de sono e assim eu desci as escadas todos me olharam como se eu fosse uma alienígena.

- Filha, está calor lá fora. – Josh dizia.

- Estou com frio. – Menti.

- Mas quando sair lá fora vai sentir calor. – Meu tio Stan dizia, e eu simplesmente fui até a cozinha pegar uma torrada e fui direto para a porta.

- Eu não ligo. – Pude ver a cara de espanto de meu pai e sai de casa, indo para a escola sozinha.

Quando eu cheguei lá ainda era cedo apenas me sentei no banco, recolhendo minhas pernas, abraçando-as.

Aos poucos as pessoas iam chegando e nada de Matheus, ou Oliver, Gary muito menos Louise e Eliott.

Logo observei uma garota que estava sem uniforme, ela estava sozinha e olhava sem parar para a tela de seu celular e eu continuava a encara-la até ver uma mão passando na frente de meus olhos.

- Terra para Melissa. – Era Oliver.

- Ah... Oi. – Falei desanimada e o vi se sentando ao meu lado. – Cadê o Eliott?

- Sei lá, eu sai e não vi ele. – Oliver deu de ombros e logo riu. – Lucia falou que você ia sair ontem, como foi? – Estremeci só de lembrar e logo Gary se aproximou, fazendo o rumo da conversa se tornar outro.

Eles se gostavam, digo, Oliver gostava do Gary dava para ver isso nos olhos deles mas ninguém tinha notado isso além de mim.

Aos poucos meu grupo foi chegando e o sinal bateu nos avisando que era a hora de entrar, nos separamos e fomos para nossas salas.

Me sentei ao lado de Eliott e notei que ele ficava olhando para trás o tempo todo.

- O que foi, Eli? – Perguntei desinteressada.

- N-Nada... – Ele gaguejou voltando o olhar para os papeis que estavam em sua mesa.

Olhei para trás e notei que Tyler Porter o encarava, ri pela primeira vez desde que aquela coisa horrível que aconteceu.

- Um homofóbico está apaixonado por um garoto. – Falei baixo olhando para Eliott que automaticamente ficou vermelho.

- Eu não estou apaixonado por ninguém... – Ele dizia em um sussurro, sorri para ele.

Ah Eliott queria tanto ser ingênua como você, mas sua homofobia é algo fácil de se curar... Nunca se sabe quando essa culpa, esse medo, essa nictofobia vai me deixar.



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