História Homophobic. - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~AnnaLinspector

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos, Amor, Bebidas, Família, Fobias, Gays, Homofobia, Sexo, Teens, Violencia
Exibições 125
Palavras 1.530
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Escolar, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Entomophobic.


Fanfic / Fanfiction Homophobic. - Capítulo 4 - Entomophobic.

[ Capitulo 4  – I’m entomophobic. ]

Louise L. Morningstar

Era final de semana e eu juro para vocês que eu adoro sair, é sério, quando meus pais dizem que vão me levar para sair eu fico super animada mas hoje eu não ia sair com eles.

Meus amigos me chamaram para dar uma volta no parque e eu simplesmente aceitei, sim eu aceitei, no final de tudo o que poderia dar errado não é mesmo?

Andamos pelo parque com um sorvete na mão de cada um, outro amor meu sorvete, de todos os sabores eu adoro é um amor meu.

— Olha gente que legal! Uma joaninha! – Ouvi um de meus amigos dizer e meu corpo estremeceu.

— Louise, você está bem? – Senti uma mão em meu ombro estava preparada para responder e logo vi aquele bicho horrendo ali, estava no dedo dele, era enorme, feio e cheio de patas.

— Tira isso de mim! – Gritei e bati na mão de meu amigo, tirando sua mão de meu ombro e sai correndo dali.

Sim, eu corri dali! Qual é o problema? Insetos são horríveis, aquelas antenas se mexendo na cabeça deles estão sempre bolando um plano para destruir sua vida!

Assim que entrei em casa pude notar que eu estava pálida e minhas pernas tremiam porque meu pai me olhou com uma cara preocupada.

— Louise, está tudo bem? – Ele se levantou do sofá e veio até mim, passando a mão em minha testa.

— E-E-Eu vi um inseto. – Meus pais sabiam do meu problema, mas eles achavam que não era algo demais.

— Ah, está tudo bem agora, eu já fiz a caça a baratas e formigas. – Ele sorriu vitorioso.

Meu pai, Lucifer Morningstar, era melhor amigo do pai de Melissa assim como minha mãe também.

— Obrigada pai. – Me sentei no sofá e ele me trouxe um copo d’água que fiz questão de tomar. – Cadê a mamãe?

— Sei lá, deve ter ido gastar, é o que ela gosta de fazer mesmo. – Ele revirou os olhos e eu dei risada. – Você não se sente sozinha, filha? – Arqueei a sobrancelha e coloquei o copo d’água na mesinha de centro.

— Como assim, pai? Eu tenho vocês como vou me sentir sozinha? – Meu pai se sentou ao meu lado ainda me olhando com seus olhos acinzentados.

— Sei lá, você é feliz? Sem irmãos, não sei... Eu nunca fui filho único. – Realmente meu pai tinha três irmãos, tia Hope era mãe do Eliott mas ele não gosta muito dela, tio Gabriel odeia barulhos altos e a tia Faith bom... Ela é a tia Faith.

— Eu sou feliz pai, relaxa, meu único problema são esses insetos que existem pelo mundo, qual é a utilidade deles? – Ele riu e me abraçou, meus pais não eram pessoas más, mas são meio desnaturados.

— Que bom, quando você nasceu e eu te segurei pela primeira vez, logo pensei que precisava fazer de tudo para você ser feliz, vou te proteger de qualquer coisa.  – Ele colocou o dedo indicador em meu nariz e eu dei uma risadinha.

— Eu sou feliz pai, pode ficar calmo. E obrigada pela dedetização, eu fico mais feliz ainda assim. – Me levantei e segui para o meu quarto, mesmo tendo dinheiro meu pai optou por uma casa pequena e eu realmente gostava de morar aqui.

[...]

Os dias passam rápido e já estávamos na segunda feira de novo.

— Lolu? Acorda, filha. – Minha mãe dizia batendo delicadamente na porta, entrando em seguida.

Me sentei na cama e retirei o descanso de olhos estava tudo claro demais, pisquei três vezes para me acostumar com a claridade e me levantei, me alongando para ter um dia melhor.

— Já separei sua roupa, arrumei seu material e seu tênis está lá embaixo. – Regan, minha mãe, passava as mãos em meus cabelos e logo beijou minhas bochechas, era uma forma de me acordar porque meu corpo estava ali mas a mente não.

Segui para o banheiro, tomei um banho gelado pois dizem que faz bem para os cabelos e também para o corpo, me enrolei na toalha e voltei para meu quarto observando o uniforme da escola.

Bufei e me troquei rapidamente, não gostava de me atrasar para nada.

Desci as escadas, encontrei meu tênis de frente para a porta de entrada e logo os calcei, segui para a cozinha logo em seguida me sentando na cadeira.

— Bom dia. – Meu pai disse enquanto colocava uma torrada na boca.

— Bom dia. – Peguei metade de um pão e passei geleia no mesmo, comendo com calma enquanto minha mãe colocava suco para mim.

Nossas manhãs sempre eram tranquilas assim, ninguém dizia nada e podíamos ouvir os sons de nossas respirações.

Terminei o meu café da manhã rapidamente, agradecendo pelo pão. Peguei minha mochila em cima do sofá, colocando-a nas costas.

— Mãe, pai, estou indo. – Voltei na cozinha e beijei o rosto dos dois, ouvindo um comentário de como eu estava bonita ou que minha franja precisava ser cortada um pouquinho, sai rapidamente de casa antes que eles começassem a achar mil defeitos em mim.

[...]

Cheguei na escola e fui direto para o circulo de amigos, abracei Oliver e o apertei. Nós somos melhores amigos e ele entende muito bem meu problema, enquanto os outros nem sabem que existe.

— Hã... Gente? – Todos olhamos para Matheus, ele falava devagar e era bem calmo. – Que tal irmos na lanchonete depois da aula?

— Desculpa, Theo, não estou muito afim hoje. – Melissa fez uma careta, ultimamente ela tem ficado meio que afastada de nós.

— Não vai dar, sinto muito. – Oliver juntou as mãos e colocou em cima da cabeça, estava triste por não poder ir.

— Não gosto do ar de lanchonetes. – Eliott olhava para o lado parecia procurar alguma coisa.

— Eu tenho lição para fazer, eu me perdi em algumas aulas. – Gary riu, desajeitado como sempre.

— E você, Louise? – Ele olhou para mim e o sinal bateu, todos foram indo para a entrada. – Você quer ir na lanchonete comigo? – Seus olhos estavam grudados nos meus e por um momento jurei que não tinha mais nada ali, só nós dois. – Lou? – Sua voz chamando meu nome me acordou do transe.

— Ah... Sim, vamos, vai ser legal. – Sorri e nós fomos entrando na escola, me despedi de Matheus e entrei na sala me sentando ao lado de Oliver.

— Tadinho do Theteo, queria ir na lanchonete com ele agora o coitado vai sozinho. – Oliver dizia e ele parecia magoado com isso.

— Ele não vai sozinho, e-eu vou com ele. – Senti minhas bochechas esquentarem, e pela cara que Oliver fez eu sabia que eu estava muito vermelha.

— Você gosta do Theo? – Antes que eu pudesse responder a professora de história entrou na sala e a partir dai eu ignorei Oliver completamente.

[...]

As aulas passaram normalmente com Ollie enchendo o meu saco com essa ideia de eu gostar do Matheus, claro que ele é uma pessoa legal, os olhos castanhos dele são fofos, tem um sorriso incrível e ele é inteligente, falando nele, ele está parado na frente do portão olhando para o céu suponho que esteja me esperando.

— Tenho que pegar uma coisa, acho que esqueci lá na sala. - Ollie disse dando meia volta e eu apenas assenti, indo em direção ao Matheus.

Toquei em seu braço e ele direcionou seu olhar para mim, dando um sorriso mínimo.

— Você está bem? Seu rosto está meio que... Um rosa puxado para o vermelho. – Ele colocou a mão em minha testa e eu anta fiz questão de me afastar.

— Eu estou bem, é só o calor. – Sorri e ele se pôs a andar, fiz questão de segui-lo pois não sabia onde ficava a lanchonete. – Acho melhor irmos tomar sorvete, está tudo bem para você?

— Ah, ok. – Olhei para a mão de Matheus e era algo engraçado, minha mão era minúscula perto da dele, seus dedos finos eram um charme.

Paramos na frente de uma sorveteria e ali eu pude notar que ele gostava de baunilha pois a moça lhe deu varias opções e ele insistiu no sorvete de baunilha, escolhi o mesmo sabor.

Nós começamos a discutir para saber quem iria pagar e no final de tudo ele venceu, saímos da sorveteria com nossos sorvetes em mãos.

[...]

Paramos no parque e ficamos conversando em pé mesmo, Matheus era muito inteligente que as vezes me sentia um pouco burra.

— Ah, uma borboleta está na sua cabeça. – Ele disse calmamente, e eu senti meu corpo estremecer novamente, não posso surtar na frente dele.

Agarrei a camisa do uniforme dele como um pedido de socorro, enquanto apertava meus olhos não querendo ver e ele pareceu notar pois senti sua aproximação bem devagar de meus cabelos e eu acho que ele pegou ela, não sei a essa altura do campeonato meus olhos já estavam bem fechados.

Senti seus braços contornarem minha cintura e seu queixo pousando em minha cabeça, não tinha notado mas lagrimas teimosas rolavam por meu rosto e meu corpo estava tremendo muito.

— Ela já foi, não precisa se preocupar... – Senti seus lábios no topo da minha cabeça e ficamos ali por um bom tempo, em silencio.

Eu realmente queria que todos os insetos não existissem mais no mundo, ai o Matheus não teria que me ver nesse estado deplorável...



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