História Homophobic. - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~AnnaLinspector

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos, Amor, Bebidas, Família, Fobias, Gays, Homofobia, Sexo, Teens, Violencia
Exibições 112
Palavras 1.810
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Escolar, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Solution II.


Fanfic / Fanfiction Homophobic. - Capítulo 6 - Solution II.

[ Capitulo 6 – I’m your solution - II ]

Oliver Morningstar.

{ Oasis – Wonderwall. }

Ah, o fato de acordar cedo, com os pássaros cantando e a harmonia do seu corpo sobre o meu é incrível. Seus gemidos são os mais bonitos, parecem uma música de tão lindo que é, seu corpo é uma arte a qual eu não canso de olhar.

Ah que beleza esplêndida a sua Gary, seria uma pena se todas as vezes que eu me conectasse com você eu tivesse que acordar.

Me sentei em minha cama, observando minha própria ereção e logo sorri.

— Um dia poderei toca-lo de verdade... – Disse para mim mesmo e segui para o banheiro.

Eu gosto de acordar mais cedo para poder ter meu momento no banheiro entre minha mão, meu amigo e o maravilhoso Gary.

Toquei meu membro e fiz movimentos rápidos de vai e vem, mantendo meu gemidos contidos por morder minha própria mão. Eu gostava de imaginar o Gary gemendo, por isso me negava a ouvir qualquer som que não fosse da agua.

A pior sensação do mundo é quando acaba e eu noto o que eu estou fazendo com a minha vida, um amor enrustido pelo fato de ter medo de ser rejeitado, que incrível.

Me vesti para a escola e desci as escadas sem cerimonia, vendo Eliott já com a sua cara amarrada e pronto para ir a escola.

— Finalmente. – Disse enquanto eu dava bom dia para minhas mães.

— Relaxa, é só o começo das aulas. – Revirei meus olhos e saímos andando para a escola.

 

Ficamos lá esperando o povo chegar e o ultimo que chegou foi o meu Gary, é MEU GARY, algo contra? Não? Ótimo. Fiquei olhando para ele enquanto Matheus fez um pedido para sairmos para a lanchonete com ele mas acabou que ninguém podia ir, meus olhos continuavam fixos em Gary até que ele notou e desviou sua atenção para Louise que decidiu cutucar Eliott.

— Está fugindo de alguém, Eliott? – Todos olhamos para o meu irmão e eu notei que suas bochechas ficaram vermelhas.

— De ninguém. – Ele disse por fim.

— Não para de olhar para os lados, parece um fugitivo. – Melissa completou e eu senti vontade de rir, mas o sinal soou e eu fiz questão de ir rapidamente para a sala.

 

Vi Louise sentando ao meu lado e logo decidi falar algo.

— Coitadinho do Theteo, queria ir na lanchonete com ele agora o coitado vai sozinho. – Fiz um bico com meus lábios e logo Louise sorriu.

— Ele não vai sozinho, e-eu vou com ele. – Pude ver as bochechas dela corarem e não era pouco.

— Você gosta do Theo? – Fiz essa pergunta e quando ia receber a resposta a professora entrou, estragando tudo.

Tentei insistir no assunto para Lou me contar mais sobre essa paixãozinha dela por Matheus, mas ela me ignorou completamente.

No intervalo eu acompanhei Louise para a mesa e ficamos lá vendo geral chegando.

— Vocês viram a roupa do Gary? Ele está super lindo.  – Disse e logo fui repreendido por Eliott, notei Gary chegando e dei graças a Deus por ele não ter ouvido meu comentário.

— Porra Oliver! Para de falar besteira, quanta viadagem. – Ele revirou os olhos, era algo comum dele.

— Olha quem fala, não tira os olhos do Tyler e agora “fingi” que não gosta. – Melissa provocou Eliott e eu não entendi, quem era Tyler? Mas isso não vinha muito ao caso, o Gary realmente estava lindo.

— Eu já disse que não gosto dessas coisas Mel. – Eliott disse mas eu não ia me intrometer no assunto, fiquei olhando os olhos de Gary até que ele virou o rosto para o lado, fiz um leve bico e Louise pareceu notar.

— Você precisa fazer algo sobre isso. – Ela sussurrou para mim e eu concordei, mas não faria nada agora o tempo me dizia que não era o horário certo.

 

Depois do intervalo ficamos fazendo mais e mais lição, era um saco não ser da sala de Gary se eu fosse de lá pelo menos poderíamos dar uns beijos, uns carinhos as escondidas, mas não.

As aulas passaram com uma velocidade incrível e eu adorei isso, Louise e eu fomos indo para o portão e logo avistei Matheus ele olhava para o céu e era certeza que pensava sobre o porque de ele ser assim.

— Lou, tenho que pegar uma coisa, acho que esqueci lá na sala. – Falei dando meia volta, eu na verdade não tinha esquecido nada só estava com uma vontade de entrar na escola de novo pois algo me dizia que era preciso minha volta.

Passei por uns garotos e eles davam risada, eu não tinha entendido o porque eles riam. Dei de ombros e fui ao banheiro, lavei meu rosto mas a angustia não saia do meu lado.

Sai do banheiro e fiquei passeando pelo corredor até ouvir algo, passei por todas as portas daquele corredor procurando pelo barulho e assim que parei na frente do armário de vassouras ouvi novamente.

— Ótimo... Eu adoro essas coisas. – Forcei meu peso contra a porta e ela se abriu, revelando algo que eu não queria ter visto. – Gary?! Hey, Gary! – Mexi em seu corpo e pude ver seus olhos abrindo lentamente. – Graças a Deus, você está vivo... – Antes que eu pudesse terminar a frase ele me agarrou e me apertou em um abraço, senti todo o seu corpo contra o meu e juro que se eu não tivesse acabado de tirar ele de um armário eu teria beijado ele ali mesmo.

Ficamos ali, abraçados, sem dizer nada. O corpo de Gary tremia as vezes e seu rosto estava escondido em meu ombro, não podíamos ficar ali para sempre então decidi fazer alguma coisa.

— É... Acho melhor lavarmos esse braço. – O ajudei a se levantar e ele continuou sem dizer nada, o levei até o banheiro e fiquei esperando que ele lavasse o braço. – Quem te trancou lá?

— Uns garotos babacas da minha sala... – Arqueei a sobrancelha, era obvio quem tinha feito isso com ele, por que uns garotos babacas como aqueles iriam sair tão tarde da escola?

— Eu vou levar você para casa, ok? – Me aproximei dele e analisei seu braço, não estava tão ruim assim.

— Ok... – Ele falou em um tipo de sussurro e fiz questão de carregar minha mochila e a dele.

 

Caminhamos em silêncio, sempre que eu tentava puxar um assunto com Gary ele só concordava com a cabeça ou negava com a mesma. A casa dele não era muito longe da escola mas parecia, o silêncio fazia a caminhada ser torturante.

Paramos na frente da casa dele, e ficamos uns minutos nos olhando sem dizer nada.

— Bom... Você está entregue. – Ele deu um sorriso mínimo e eu não me aguentei, dei um passo a frente, colei nossos lábios, passei minhas mãos por sua cintura e ele levou suas mãos até meu peito e me empurrou. – D-Desculpa... E-Eu... – Tentei me explicar e ele saiu correndo para dentro de casa, levei minhas mãos até meus cabelos e os baguncei.

Porra! Eu sou um inútil mesmo, mas os lábios dele são maravilhosos e macios... Okay, Oliver, vamos para casa.

Ao chegar em casa pude ver Eliott sentado no sofá e eu tirei sua concentração da TV com minha chegada.

— Uau, jurei que não ia chegar mais hoje. – Ele disse, sarcástico.

— E desde quando você se importa com meus horários? – Revirei os olhos e me joguei ao seu lado.

— Ui, está estressadinho? – Olhei para ele, Eliott possuía um sorriso vitorioso em seus lábios.

— Quem é Tyler, Eli? – Agora eu sorria e ele ficou corado.

— Ninguém... – Dei uma risada que logo desapareceu.

— Alguém machucou o Gary... – Falei por fim e ele arregalou os olhos, mas antes que ele pudesse dizer algo eu simplesmente me levantei e subi as escadas.

Tomei banho e me joguei na cama, precisava dormir e só queria acordar amanhã.

Mas não foi o que aconteceu, acordei antes da meia noite porque estava com fome. Desci as escadas e me sentei na cadeira, encostando minha bochecha na mesa e olhando para minha mãe, Minnie.

— Oliver, Eliott disse que você chegou atrasado hoje. – Revirei os olhos. – Não revira os olhos para mim, mocinho.

— Eu fui ajudar o Gary, eu já falei isso. – Tirei minha cabeça da mesa e minha mãe colocou meu prato de comida ali, comecei a comer calmamente enquanto ela reclamava. – Mãe! Não enche pelo amor de Deus! – Gritei e logo me arrependi. – Desculpa... – Terminei de comer e sai da mesa.

Hope tinha acabado de chegar e quando foi falar comigo eu simplesmente subi as escadas e entrei no quarto, batendo a porta. Me joguei na cama e sério, eu estava sendo um idiota com todo mundo.

 

Cheguei na escola e nem fiz questão de falar com meus amigos, fui diretamente falar com quem me interessava no momento. Parei na frente de três pessoas, eu não sei o nome deles e isso não me interessa também, ouvi o maior dizer “ Você viu como ele gritou, me tirem daqui...”

Os garotos conversavam aos risos até um deles se virar e me encarar, não me intimidei. 

—O que foi garoto? – Ele falou arrogante. 

—Só vim te dar um aviso para você e os seus amiguinhos, fiquem longe do Gary. 

—Gary? Não conheço nenhum Gary? – Aquele garoto falou em deboche. 

Sínico, minha vontade era quebrar a cara daquele debochado por fazer mal ao meu Gary, não me contive, acertei um soco bem dado na boca daquele imbecil que me olhou assustado ele levou as mãos aos lábios que sangravam... 

—Você vai me pagar. – Ele respondeu com ódio 

Os dois amigos dele me seguraram, me esquivei dos dois e parti pra cima do garoto, pronto, agora o circo estava armado, os três garotos partiram me acertando murros mas com toda aquela adrenalina eu nem cheguei a sentir, eu só pensava em partir a cara dos idiotas, não se mexe com quem eu amo, não mesmo, escutei alguns gritos ao fundo, o barulho era bastante alto, me acertaram um soco no olho eu estava pronto para revidar mas o garoto foi atingido por um punho que não era o meu, olhei rapidamente para o lado e vi Eliott brigando com os garotos 

Perdi as contas de quantos murros eu levei e de quantos eu dei também, eu já ofegava, mas não iria parar enquanto não tirasse aquela raiva de dentro de mim, segurei no pescoço daquele debochado infeliz, mas infelizmente me arrancaram de cima dele... 
Minha respiração estava acelerada, olhei ao redor e encontrei os olhos do Gary, ele estava assustado, me senti em transe encarando aqueles olhos mas a voz do diretor me despertou... 

— Todos vocês, para a minha sala agora! – Me ajeitei e cuspi meu próprio sangue no chão, dei uma ultima olhada em Gary e mexi meus lábios em um “ eu amo você. “ e segui para a sala do diretor com Eliott ao meu lado.



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