História Homophobic. - Capítulo 7


Escrita por: ~ e ~AnnaLinspector

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos, Amor, Bebidas, Família, Fobias, Gays, Homofobia, Sexo, Teens, Violencia
Visualizações 191
Palavras 1.124
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Escolar, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Solution III.


Fanfic / Fanfiction Homophobic. - Capítulo 7 - Solution III.

[ Capitulo 7  – I’m your solution - III . ]

Palloma R. Padovesi

{ Fuck You - Lily Allen } 

Acordei com a mesma vontade de sempre, a vontade de matar alguém, essa vontade era comum nos dias de aula. Me sentei na cama e passei a mão em meus cabelos curtos, estavam bagunçados por eu ter me mexido demais.

— Que saco... – Disse para mim mesma, me levantando em seguida e indo para o banheiro.

Eu não utilizava nada além de uma calcinha para dormir, era algo desnecessário utilizar roupas para dormir. Tomei um banho rápido e me troquei para ir a escola, não gostava do uniforme então simplesmente peguei uma roupa escura e desci as escadas.

Estava tudo uma bagunça como sempre e eu odiava isso, mas se as pessoas não arrumam o que fazem de errado euzinha aqui que não irei arrumar.

Não tinha nada para comer nos armários então sai sem comer mesmo, parei em um bar recebendo vários olhares.

— Hey, Palloma. – Ouvi o dono do bar falar meu nome e eu sorri, eu sou uma pessoa amorosa é isso que me dá cigarros de graça.

— Oi, vim comprar meus cigarros de sempre. – Já ia entregando o dinheiro mas ele simplesmente colocou o Marlboro em cima do dinheiro e fechou meus dedos em cima dos mesmos.

— Você sabe que pode sempre pegar de graça. – E eu sabia o porque, mas preferia não discutir sobre o assunto. Abri um sorriso amarelo e sai de lá, o dono daquele bar estuprava meninas da minha idade mas me respeitava por conta da minha família.

Não era fácil ser filha de uma prostituta com um ex presidiário mas isso me salvava de muitas coisas em meu bairro, cheguei na minha escola e fiquei olhando para o meu celular não que tivesse algo super interessante ali.

— Palloma. – Ouvi uma voz me chamando e comecei a procura-la. – Aqui, cacete! – Olhei para baixo e notei a ruiva ali.

— Ah, é você Karen. – Karen era uma garota da minha sala que tinha a necessidade de falar com todo mundo da escola para ser eleita a rainha do baile.

— Eu acho que aquela garota está te encarando. – Olhei para a direção que ela indicou e vi uma garota loira me olhando, ela estava utilizando roupas de frio e eu juro que eu não entendi o porque, estava calor!

O amigo dela passou a mão na frente de seus olhos e ela apareceu acordar, voltei meu olhar para Karen que me olhava com um sorriso malicioso em seus lábios.

— Você fez alguma coisa com ela? – Revirei meus olhos e me pus a andar para longe de Karen.

Esperei mais um tempo e o sinal bateu, vários alunos entrando ao mesmo tempo e eu juro que eu não quero virar um purê de Palloma.

Fiquei parada esperando o movimento parar até que eu senti alguém se chocar contra minhas costas.

— Oh... Desculpa... – Era a garota das roupas de frio, agora que parei para ver seus olhos eram castanhos.

— Relaxa, ei, posso saber seu nome? – Perguntei por pura curiosidade mesmo, é sério.

— Melissa... Melissa Lennox. – Ela falou desanimada.

— Palloma Padovesi. – Sorri e escutei a coordenadora da escola brigando comigo por estar parada quando já era para ter entrado. – Desculpa! – Gritei para ela e olhei Melissa. – Te vejo depois.

Segui para a minha sala e sabia que não ia ser nada tão emocionante assim.

Na sala de aula nada demais aconteceu, vi o professor brigar com duas pessoas que sentavam lá na frente e foi só isso que eu vi mesmo depois disso depositei minha cabeça em minha mochila e dormi.

 

Ouvi alguém me chamando, abri meus olhos e olhei para a ruiva que estava me balançando desejando a morte dela mil vezes.

— Vamos, está na hora do intervalo. – Karen dizia, bufei e me levantei, eu odiava acordar e odiava mais ainda que me acordassem.

Olhei ao redor e vi uns garotos cochichando sobre prender alguém no armário de vassouras, claro que isso não tem nada haver comigo.

Me sentei no chão e coloquei o fone de ouvido em minha orelha, fechando levemente meus olhos e a partir dali eu não sei o que aconteceu até eu sentir alguém me cutucando.

— Hey... você precisa ir para a sala. – Abri os olhos, notando a loira na minha frente.

— Por que? – Vi sua sobrancelha ser arqueada e logo ri, me levantando em seguida. – Ok... Vou para casa. – Mexi em meus cabelos, vi seus olhos e eles pareciam estar cansados.

— Bom, vou voltar. – Ela disse por fim mas quando ia começar a andar segurei seu braço e puxei a manga de sua blusa, arqueei a sobrancelha ao ver umas marcas roxas ali.

— O que foi isso? – Perguntei interessada, mas ela puxou o próprio braço violentamente e sorriu tentando ocultar alguma coisa de mim.

— Me-Meu namorado é... meio possessivo. – Melissa ajeitou a manga da blusa e saiu correndo dali, eu sabia que o que ela disse era mentira.

Já vi muitas mentiras na vida “ eu cai da escada “, “ prendi o braço na porta do carro ”, “ cai em cima do braço “, sério, muitas desculpas falsas com a finalidade igual esconder a verdade.

Decidi deixar isso para lá por agora, voltei para a sala e bati na porta sendo recebida com um olhar de reprovação mas fazer o que eu estava cansada.

 

Ao sair pelo portão da escola vi um carro estacionando em frente a escola e notei que aquele carro era da minha mãe, isso não era bom, abri a porta e sentei no banco do passageiro.

— O que você está fazendo aqui? – Perguntei com uma cara nada amigável enquanto retirava um cigarro do meu maço, eu ficava super irritada ao lado dela, foi ai que eu notei que eu não tinha isqueiro.

— Precisava ver como minha filha está, é algo que as mães fazem não é? – Patricia tentava ser a melhor mãe do mundo, mas ela não conseguia nem de longe.

Deixou meu pai de lado, comigo e com meu irmão, no final de tudo não tínhamos dinheiro meu pai assaltou um banco e foi pego.

— Que mãe? Quando você se importa com a gente? – Falei quase gritando e logo ouvi a porta do banco de trás sendo aberta e um garoto que eu nunca vi na vida entrando no carro. – Mãe, né? – Ri abrindo a porta do carro e saindo dali, batendo a porta do mesmo com força.

Dei de cara com Melissa e ficamos caladas por um tempo até que eu decidi quebrar aquilo.

— Por acaso você teria um isqueiro? – Naquele momento de irritação foi que eu notei que aquele castanho era até que algo bonito de se ver, fácil de se perder ou até mesmo fácil de se apaixonar...

 



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