História Homophobic. - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~AnnaLinspector

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos, Amor, Bebidas, Família, Fobias, Gays, Homofobia, Sexo, Teens, Violencia
Exibições 122
Palavras 2.023
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Escolar, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Detention.


Fanfic / Fanfiction Homophobic. - Capítulo 9 - Detention.

[ Capitulo 9 – Detention ]

Eliott Morningstar.

{ Ovelha Negra – Rita Lee }

— Vocês estão falando sério?  - O diretor dizia olhando diretamente para nós, na sala. – Vocês querem que eu acredite que eles prenderam o amigo de vocês no armário de vassouras?

— Bom, você pode acreditar na gente ou perguntar pra ele. – Oliver disse.

— Ou você pode ir dar o cu... – Sussurrei e apenas Ollie pareceu me ouvir, ele conteve a risada.

— O que você disse, senhor Morningstar? – O velho me fuzilou com o olhar e apenas balancei a cabeça para os lados. – Ótimo, eu poderia muito bem fazer vocês perderem aulas importantes mas eu vou fazer algo mais divertido e bom para a escola, depois da escola... – E o velho foi interrompido por Tyler Porter que acabou de entrar pela porta, revirei os olhos e pude vê-lo sorrir.

— O que você deseja, Porter? – O diretor olhou diretamente para o babaca.

— Quero saber minha detenção. – Nesse exato momento vocês devem estar pensando em qual é o problema desse garoto, porque sério eu quero saber.

O diretor deu um sorriso sinistro e eu juro que eu queria me esconder atrás do Oliver nesse exato momento.

— Você, senhor Porter, junto com os Morningstar vão limpar o refeitório, minha sala e a biblioteca da escola por uma semana. – Eu e Ollie íamos falar algo mas ele nos fez calar a boca. – Claro que não vou esquecer de vocês três, irão limpar os banheiros e as salas de aula sem esquecer de esfregar bem as janelas.

— Acho que você esqueceu de algo importante, nós acabamos de sair de uma briga! O que garante que a gente não vai se bater na hora de fazer isso? – Oliver perguntou com os braços cruzados em seu peito e eu fiz questão de concordar com ele.

— Claro, vocês irão fazer isso no turno da noite e dos outros três depois da escola. – Olhei de relance para Tyler e pude notar que ele lambeu os próprio lábios, senti um choque passando por minha espinha mas eu sabia que não tinha como fugir disso. – Comecem hoje.

— Que?! – Os três babacas praticamente gritaram.

— É, hoje. – O diretor estava se divertindo com a cara dos três patetas.

— Mas temos coisas para fazer hoje! – Fiz uma cara de tedio e Ollie riu.

— Pensassem nisso antes de prender Gary Knox no armário de vassouras. Estão dispensados. – Observei Oliver se levantar e fazer uma cara de dor, seus machucados estavam péssimos mas com certeza o dos outros caras estavam pior.

Me levantei e quando achei que ia ficar em paz senti meu braço ser puxado.

— Espero que você saiba o que significa se encontrar por uma semana, a noite, Eliott. – Tyler beijou minha orelha e infelizmente eu estremeci, não pensem que eu gosto disso, eu odeio.

— Significa você limpando bem longe de mim, Porter. – Puxei meu braço e segui para a sala de aula, fui direto para o lado de Melissa que ao me ver só arqueou a sobrancelha. – Uau, não vai dizer nada? Tipo “ amigo, você está bem? “ ou “ cara, você tá todo ferrado “ ?

— Não, não me interessa nem um pouco. – Ela não fez questão de retirar os olhos da lousa, apenas bufei e puxei meu caderno, fazendo a lição que eu devia fazer.

 

— Eliott você estava demais. – Louise dizia enquanto me acompanhava junto a Oliver.

— Eu sei, eu sou um bom lutador. – Sorri para ela e escutei uma risada debochada atrás de mim.

— Não é pra tanto, amigo. – Era Matheus e ele estava acompanhado de uma garota que eu nunca tinha visto na vida. Pude observar Louise encolher os ombros.

— Ollie, vamos ver se a enfermeira tem alguma coisa para seu olho, sim? – Louise puxou Oliver e eu juro que não entendi nada.

— Quem é sua amiga, Theo? – Falei me sentando no banco no refeitório.

— Ela é da minha sala, tem problema com biologia. – Apenas arqueei minha sobrancelha, Matheus era um ser tão de boa que não sabia nem quando uma menina tinha a vontade de dar para ele. – Onde está Melissa e o Gary? – Observação interessante meu amigo, porque nem eu sei.

Me levantei e fiz questão de passear pela escola, procurando meus amigos e o único que eu achei foi Gary que comia um sanduiche na quadra.

— Oi Gary. – Ele me olhou e deu um grande sorriso.

— Oi Eli. – Olhei para a quadra e me sentei ao lado de meu amigo, observando que Tyler jogava futebol com os meninos. – Você gosta dele? – Olhei para Gary e eu sabia que estava com uma cara estranha porque meu amigo ria.

— Eu não gosto de garotos, Gary, você sabe que eu odeio gays. – Cruzei meus braços e logo Tyler marcou um gol e olhou diretamente para mim, piscando logo em seguida. Senti minhas bochechas esquentarem e a risada de Gary tomou conta.

— Meu Deus, Eliott... Você é incrível. – Ele me abraçou, revirei os olhos e acariciei seus cabelos. Gary as vezes parecia uma criança. – Só toma cuidado para não se machucar, amigo. – Não entendo nada do que ele fala, mas logo vejo que Tyler não tirava os olhos de mim e aqueles olhos verdes eram algo difícil de se ignorar.

 

Na hora da saída reuni a turma mas percebi que todos estavam emburrados, menos Matheus e Oliver.

— O que aconteceu? – Perguntei simples.

— Ah não sei, Eliott, que tal você perguntar pro pegador? – Louise falou revirando os olhos, arqueei minha sobrancelha não entendendo a indireta.

— Oi? – Falei sem querer parecer estupido, mas já parecendo.

— Esquece, vem Gary, vamos dar uma volta. – A morena puxou o baixinho marchando e eu fiz questão de olhar para Melissa que deu de ombros, observei uma garota se aproximando dela e ela levo minha amiga embora também.

— Alguém pode me explicar o que está acontecendo com nosso grupo? – Olhei para Matheus e ele apenas suspirou.

— Desculpa Eli, mas eu não sei... Eu preciso ir, tenho coisas a fazer hoje. – Trocamos uns toques e só sobrou Ollie e eu.

— Vai me deixar também? – Perguntei para ele e pude ouvi-lo rindo, Ollie passou um dos braços por meus ombros e passamos a andar.

— Não posso deixar você, quem vai explicar para mamãe essa sua cara machucada? – Ele bagunçou meus cabelos, eu sabia que Oliver não era um dos melhores irmãos do mundo mas eu tinha que defende-lo.

Chegamos em casa e a primeira coisa que eu fui fazer foi tomar banho e pensar em como dizer para minha mãe que teria que ir para a escola de noite para limpar a escola, meu rosto doía principalmente em meu olho e minha boca mas não era algo que eu precisasse de médico.

Me troquei rápido e desci as escadas me sentando ao lado de Oliver que antes parecia super bem e agora parecia estar super cansado.

— Você não vai tomar banho? – Perguntei sem olha-lo, mudando o canal da televisão.

— Eu... estou meio cansado... – Ele riu e eu fiz questão de olha-lo agora, seus olhos estavam fechando aos poucos até que ouvimos a porta se abrir.

Hope estava ali, torci os lábios e me arrependi. É doeu, ok?

— Meu Deus, o que foi isso? – Ela disse indo em direção a Oliver, okay, eu sei que eu não gosto dela e tudo mais mas eu existo também, ok?

— Uma briga, nada demais... – Oliver disse isso antes de começar a falar “ ai “ por Hope tocar seus machucados.

— Por que você brigou e meu Deus, você meteu seu irmão nisso? Minnie vai me matar, Ollie! – Ela dizia e eu juro que senti uma dor em meu peito de repente.

— E você não quer matar ele? Ah sei lá... Por ter me colocado no meio disso...? Sei lá... Sou seu filho também... – Eu não sei mais o que eu estou dizendo, essa dor no meu peito fez eu dizer isso e eu estou dizendo ok? Não me julgue.

Hope estava com os olhos arregalados e Ollie fez questão de rir, eu sabia que ela queria dizer algo mas de repente eu lembrei de Tyler e fiquei irritado.

— Você não vai contar sobre o fato de termos que ficar a noite na escola, arrumando aquela merda? – Cruzei os braços e nossa atenção foi voltada para a porta, revelando minha mãe, Minnie com algumas sacolas na mão que foram ao chão assim que viu nossa cara.

— Meu Deus do céu! Oliver Morningstar o que é isso na sua cara? – Ótimo, ninguém lembra de mim não?

— Marcas de briga mãe, marcas de briga. – Ele disse simples e suspirou, senti sua cabeça se apoiando em meu ombro e vi seus olhos fechando.

— Como assim marcas de briga garoto? E meu Deus, Eliott você se meteu nisso também? – Ela me olhava indignada e eu sabia que ela estava desapontada comigo porque eu era o irmão mais velho.

— Gary foi preso no armário e eu amo ele! Foi isso! – Ollie se exaltou e se levantou. – Eu fui proteger a pessoa que eu amo, e o Eliott foi fazer o mesmo só que no caso dele ele foi ajudar o irmão, algum erro nisso, mãe?! – Ollie gritava e minha mãe o olhava indignada, pois Oliver nunca havia levantado a voz desse jeito.

— Ah, de noite temos que ir para a escola, essa é nossa detenção. – Falei simples e me levantei, puxando Ollie pela mão.

Ele precisava de um banho e precisava dormir para se acalmar, devia estar se sentindo estressado por não ter matado os três debochados.

 

As oito horas estávamos parados na frente da escola e pudemos ver o zelador vindo até o portão abrindo-o e ao longe Tyler se aproximava, fumando seu cigarro e lá estavam seus olhos brilhantes, verdes e até um pouco... amáveis?

— Oi Eliott. – Ele sorriu para mim e jogou o cigarro fora, pisando em cima dele, nesse momento eu não conseguia dizer nada apenas fui entrando atrás de Oliver que não dizia nada.

Eu não sei o que sinto a respeito de Tyler Porter, ele me assusta, seus olhos verdes intensos me hipnotizam e eu tenho medo do que isso pode causar. Um dia eu estou super bem, beijando garotas e agora eu estou me sentindo atraído por um par de olhos verdes masculinos.

Okay, chega de ser gay, Eliott, você não é gay, eu não cresci para ser viado!

— Eli, eu vou limpar o refeitório e a sala do velho, vocês ficam com a biblioteca já que são dois. Beleza? – Não tive coragem de falar não para Oliver, ele estava machucado e ainda estava pegando dois locais!

— Ok. – Disse por fim e sai andando pela escola, sendo seguido por Tyler que não disse nada o caminho todo mas eu podia sentir seus olhos em mim.

Chegamos na biblioteca e vimos vários livros jogados pelas mesas, as cadeiras fora de ordem e havia umas pilhas pelo chão. Suspirei e me coloquei a arrumar, colocando os livros nas prateleiras corretas mas notei depois do terceiro livro no lugar que meu companheiro não estava fazendo nada.

— Você vai me ajudar? – Perguntei cruzando os braços no peito e vendo seu sorriso... sacana surgindo em seus lábios.

— Para que arrumar se podemos fazer outras coisas aqui? – Ele se aproximou de mim e acariciou meus braços, seus toques quentes quase me desarmaram mas fiz questão de me desvencilhar e voltar a arrumar.

— Porque é nossa detenção, se você não vai ajudar não atrapalhe. – Falei me agachando e pegando um livro no chão, escutei um assovio e fiz questão de ignorar.

— Não me ignore, Morningstar, isso só piora a sua situação. – Senti ele me puxando, deixando nossos corpos colados, seus braços envolveram minha cintura e eu vergonhosamente suspirei.

— Me solta, Porter. – Falei mas eu não tinha forças para empurra-lo, seus lábios foram para meu pescoço e eu senti minhas pernas bambearem.

— Saiba de uma coisa Morningstar, todas as minhas presas param no meu prato. E você não vai ser diferente. – Segurei em sua camiseta e senti ele chupando meu pescoço, eu estava prestes a fazer algo muito estupido mas ele se separou de mim e começou a arrumar as coisas.

Depois disso não trocamos nenhuma palavra, minhas roupas estava apertada e com certeza não era por causa de Tyler Porter.



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