História Homophobic - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Suga
Tags Angst, Bangtan Boys, Bts, Jeon Jungkook, Jikook, Kookmin, Park Jimin
Exibições 66
Palavras 879
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eai gente
Lá vem a dazzie com coisa triste

ESSA ONESHOT TAVA GUARDADA NO FUNDO DO ARMÁRIO
Direto dos meus tempos de Jikooka
Ai eu terminei ela

Me lembro bem de ter tido a ideia do plot quando estava escutando All in e, principalmente, Take me to church

Boa leitura amores

Capítulo 1 - Capítulo Único


Nós nascemos doentes
Você ouviu eles dizerem

 

— Calma, vai ficar tudo bem... – o mais velho tentava acalmar o garoto deitado em seu colo, afagando seus cabelos negros.

O mais novo não conseguia controlar seus soluços e lágrimas, estes saiam sem o mínimo esforço. Medo. O garoto estava totalmente aterrorizado.

— Eu vou ficar bem, Jeon. Vai dar tudo certo... – repetiu sorrindo triste. Embora ambos soubessem que nada iria ficar bem, deixaram-se ser absorvidos pela mentira.

Após alguns minutos, o garoto já tinha parado de chorar. Exausto, adormeceu ali mesmo, no colo de quem mais amava em toda a sua vida.

Assim, finalmente o mais velho pôde parar e pensar em tudo que tinha acontecido. Mal havia acordado e já fora abordado pelo namorado, que se encontrava em pânico.

Ajeitou o mesmo na cama em que estavam, o cobriu e levantou-se – com um dificuldade – da cama rumo ao espelho. Sua cabeça latejava e sentia dores imensas. Precisava ver se seu estado era tão terrível e deplorável como imaginava.

E bem, podia se dizer que era até pior.

Bem pior.

Seu corpo estava cheio de hematomas enormes e arroxeados, inclusive o olho, que doía intensamente. Sua perna estava doendo tanto que poderia gritar, mas não o faria.

Para a sua surpresa, sua cabeça estava enfaixada e, nos lugares de alguns arranhões, haviam curativos. Quem teria cuidado de si?

 Jungkook não tinha a mínima noção de como cuidar de um ferimento, e as pessoas do pequeno bairro onde viviam sentiam nojo de Jimin. Era conhecido como ‘‘a aberração gay que corrompeu a vida de um pobre estudante’’.

Só que ele não era um aberração. Muito menos era o culpado pela suposta juventude corrompida. Mas só os dois sabiam daquilo.

Odiava como a sociedade tratava sua sexualidade. Soava tão ridículo.

‘‘Vocês são homossexuais, é errado”

“Vocês estão doentes’’

“Isso é nojento”

Até onde a ignorância das pessoas poderia chegar?

Jimin não entendia como um simples sentimento como amor se tornou uma doença. Odiava também o tratamento que Jungkook recebeu pela família após se assumir. Sinceramente, expulso de casa por amar alguém? Jungkook era jovem demais. Nem tinha terminado os estudos direito quando o tiraram do colégio com medo de ser “contagioso”. Se sentia culpado por destruir sua família, mas aparentemente parecia necessário. Nunca que o garoto conseguiria ser feliz.

Mas feliz era a última coisa que ele estava nesse momento.

Jeon Jungkook só sabia de uma coisa: nunca que esqueceria a cena do namorado apanhando até quase a morte na sua frente. Aquilo certamente o perturbaria até o fim de seus dias.

"Mas os meus pais conseguiam ser piores", pensou. Pelo menos Jungkook não apanhou por ser quem era por onde passava. Seus pais preferiram expulsá-lo do que maltratá-lo. Então pode se dizer que Jimin já estava acostumado a ser um saco de pancadas.

Suspirou e se distanciou um pouco do espelho. Conseguiria até rir do ambiente em que viviam se não fosse trágico. Nem uma casa aquilo poderia ser considerada como. Apesar de não ser um apartamento, seu tamanho era parecido, porém mil vezes menor do que um normal. Aquilo era uma sala, quarto e cozinha ao mesmo tempo, e o lugar onde era pra ser um banheiro era um cubículo. Os dois viviam nesse ambiente todo escuro e sujo, e ainda por cima totalmente bagunçado. Mas era onde tinham para morar. O único refúgio.

Para morar naquela região ou era isso, ou viviam pelas ruas. Não iriam ser aceitos de volta pelos parentes. Jeon até conseguiria se mentisse uns bocados dizendo que estava curado, mas nunca que largaria seu amado.

“Por que vocês não fugiram até agora?!”

Riu fraco ao se lembrar das palavras do seu único amigo restante, Min Yoongi. O que o fez pensar que poderia ter sido o mesmo que cuidou de si.

O teimoso e grosseiro Yoongi. O único que o ajudava quando os problemas se tornavam infernais. Infernais ao ponto de se sentir sufocado diante de toda a nuvem de tragédia que o rodeava cada vez maior. Mesmo que fosse do seu jeitinho arrogante, Yoongi era quem o reconfortava. Quando mais novos, ele levava o amigo para a casa e o acolhia. Yoongi conseguia escondê-lo dentro da mansão da família, mesmo que com os olhares reprovadores da própria.

Por que todo mundo não podia ser como Yoongi?

Por ser o filho único, seria o sucessor de toda a riqueza da família Min. Gostava de dizer que assim que herdasse tudo que era seu por direito, daria um jeito de manter os dois morando em sua mansão. Faltava apenas um ano para que herdasse tudo quando seus pais descobriram seus planos de os abrigar. Ameaçou-o, alegando que comprometeria tudo, que não teriam mais clientes devido a presença de gays no ambiente em que viviam. Mesmo após fazer um escândalo, Min Yoongi teve sua primeira derrota. Então sugeriu que fugissem, para depoio comunicassem por cartas.

Mas do que adiantaria fugir, se uma hora ou outra alguém iria descobrir, no final?

Não poderiam ficar migrando de cidade em cidade sempre que acontecesse algo.

Nunca teriam a liberdade de andar de mãos dadas.

Nunca saberiam o que é ser bem-vindos.

Sempre seriam motivo de chacota para toda a cidade.

Sempre.

Estavam em um pesadelo que nunca iria ter fim.



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