História Honey Bunny - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Karin, Mikoto Uchiha, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Temari, Tsunade Senju
Tags Comedia, Páscoa, Sasusaku, Sexshop
Visualizações 405
Palavras 6.651
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E aí, galeris
Sei que demorei a postar e que o tempo passou do combinado, mas faculdade é esse inferno que cisma em contrariar nossos planos mesmo, porém aqui está mais um capítulo. Antes tarde do que nunca, né non?
Então aproveitem a leitura!
ATENÇÃO:
Todas os links de referências estarão lá embaixo nas notas finais, não deixem de ver, pode ser no decorrer da história ou no final. Deixarei um ASTERISCO nas partes (durante a história) em que houver referências para os links.
Beijinhos e boa leitura!

Capítulo 2 - Sexta Feira da Paixão


Fanfic / Fanfiction Honey Bunny - Capítulo 2 - Sexta Feira da Paixão

2º dia

Sexta feira da paixão, o feriado que eu tanto desejei, agora se resumia em mim vestida em um pijama de unicórnio – que combinava muito bem com meu cabelo –, meias roxas felpudas, uma caixa de chocolates trufados de licor de cereja roubados do meu trabalho e a Netflix ligada transmitindo meu seriado preferido, “Grey’s Anatomy”.

– Sakura? – ouvi a voz de Karin do outro lado da porta.

– Eu estou dormindo.

– Não está não. – ela retrucou ainda do lado de fora.

– Mas estou tentando. – insisti, entretanto a ruiva ignorou completamente a minha tentativa de ignorá-la.

– Não vai se levantar mais, é isso? Sasuke já ligou trocentas vezes.

– A não ser que seja pra marcar um horário pra vir transar como um bom menino, eu não quero falar com ele. – bufei e busquei mais um chocolate da caixa.

– Então esse é o plano? Ignorá-lo até que ele marque um horário pra transar.

– É ótimo, não é? – debochei.

Karin revirou os olhos e entrou definitivamente no quarto, fechou a porta atrás de si e parou com seu corpo, visivelmente mais curvilíneo que o meu, – o que só me deixava mais irritada – entre mim e o gostosão Derek Shepherd.*

– E enquanto espera vai ficar se entupindo de chocolates nessa cama engordando feito uma descontrolada, é isso? – avaliei seus olhos em fúria e o tom do cabelo vermelho que a deixava extremamente sexy.

– É véspera de páscoa! – dei de ombros.

– Tudo bem, então da próxima vez que Sasuke ligar eu vou dizer à ele que você não pode atender porque está no banheiro a mais de uma hora com uma puta dor de barriga, porque ficou comendo chocolates a noite inteira.

– Ok. Agora sai da frente, Sloan* vai operar.

– O que? – Karin colocou as duas mãos na cintura e me encarou por mais um tempo esperando qualquer reação diferente, que não viria. Por fim, deu-se por vencida e contornou minha cama, se deitando do outro lado – Ele é tão bonito, nem parece ser desse mundo.

Analisamos em silêncio o cirurgião plástico garanhão da série, com seus olhos azuis e corpo musculoso, preparar-se para uma cirurgia.

– Fizeram uma reconstrução peniana a quatro episódios atrás, depois ele transou com umas enfermeiras. – constatei.

– Eu transaria com ele se eu trabalhasse no hospital. – Karin pegou um bombom da minha caixa e levou à boca.

– Eu transaria com ele até se eu não trabalhasse no hospital.

– Você não anda transando nem com seu próprio namorado... – a ruiva sorriu debochadamente e eu a fuzilei. Ela deu de ombros como se não tivesse dito nada demais e eu revirei os olhos.

Ficamos em silêncio por alguns minutos enquanto assistíamos a série. Ver todos aqueles homens lindos em jalecos brancos desfilando de um lado para o outro em frente à minha tela, socorrendo pessoas, operando e depois correndo para a sala de sobreavisos para transar, só me lembrava das duas grandes frustrações da minha vida:

1) Eu não passei no vestibular de medicina;

2) Eu não transava com Sasuke nem na minha própria sala

Meu celular começou a vibrar sobre a cômoda, eu levei mais um chocolate à boca e Karin me encarou por alguns segundos. Nenhuma de nós olhou quem era, nem precisávamos. Esperamos o telefone parar e suspiramos juntas.

– Meu deus, o que tem aí dentro safadinha? – Karin perguntou assim que avistou uma sacola com a logo gigante de uma pimenta e a palavra SEXSHOP em um vermelho mais vivo que seu próprio cabelo.

Sentia minhas bochechas ruborizarem a cada minuto que pensava sobre o conteúdo da sacola.

– Você não vai querer saber. – choraminguei.

– Quer dizer que sem o gostosão do Uchiha te dando assistência, você resolveu recorrer a meios alternativos...  Interessante.

– Eu vou tentar seduzi-lo.

– Como é? – ela se sentou na cama e ergueu os olhos me encarando.

– É, comprei coisas para seduzi-lo.

–Você? A rainha do corpo-de-tábua-nada-sexy.

– Eu sei ser sexy e não depende só do corpo, ok? É questão de atitude. – reclamei e me afundei ainda mais na cama, ambas encarando a sacola.

– E qual atitude você considera sexy?

– Ah, você sabe! Morder os lábios enquanto conversa, jogar o cabelo de lado, falar coisas provocantes, mordidas no pescoço... – numerei.

– E se você é boa nessas coisas, por que é que comprou uma sacola de acessórios de sexshop? – eu a encarei, completamente irritada.

– Porque não sou boa nessas coisas. 

Levei a mão ao rosto o cobrindo. Eu nunca tive muitos namorados, nunca fui a mais bonita ou a mais sexy, isso eram coisas em que a Ino era boa, mas eu era boa de conversa. Eu era engraçada, divertida e tinha muito assunto, era a melhor-amiga-super-engraçada-barra-simpática, só que muita conversa nunca levou cara nenhum pra cama, a não ser que ele estivesse realmente muito bêbado e cansado de minhas falações, o que não era bem o caso de Sasuke.

A minha primeira transa foi com Rock Lee, um garoto esquisito com o péssimo corte de cabelo “tigelinha” em pleno século XXI. Eu não gostava dele, mas ele gostava de mim – que Deus me perdoe por usá-lo, já que ele nunca vai me perdoar mesmo –, mas aos vinte e quatro anos, ser virgem, já não era mais uma opção pra mim.

Depois dele conheci Deidara, um inglês que estava fazendo um intercâmbio por aqui. Ele cheirava a perfume caro com um pouquinho de madeira e tinha a pele mais lisa do que a da minha virilha pós depilação. Seu cabelo era loiro, longo e liso e sempre que ele e Ino estavam no mesmo ambiente, eu tinha medo de confundi-los se estivessem de costas.

A gente poderia ter dado muito certo, a gente realmente tinha tudo pra dar certo, não fosse por um único e simples problema: ele fala inglês, eu não.

A nossa comunicação se baseava em amigos traduzindo conversas, ou em uma palavra que, na minha singela opinião, é de conhecimento obrigatório em todo mundo e, principalmente, em inglês: “Fuck me”

Eu até arriscava algumas vezes, mas tudo foi por água abaixo quando eu quis dizer a alguns amigos que eu e Deidara estávamos tendo um lance, e para isso eu disse “Having an affair” – affair como nas revistas mesmo – depois disso Deidara terminou comigo e desapareceu. Eu fiquei por meses sem entender o que tinha acontecido até que em uma conversa com um amigo, ele me contou que “affair” vem do francês, mas nem sempre significa ter um lance, para os gringos da Inglaterra, não significava nada mais, nada menos do que “relação extraconjugal”. Nem preciso dizer que nunca mais tentei usar qualquer expressão do tipo, né?

A terceira transa foi com Suigetsu em pleno banheiro químico do show da Rihanna. Eu não era uma grande fã dela, não conhecia mais do que três músicas, mas depois de tanta insistência de Karin, lá estávamos nós. Meses depois, Suigetsu e Karin estavam juntos e ele fez o favor de contar à ela que vomitei após o sexo, aliás, isso era tudo o que nós dois lembrávamos, o que facilitava muito mais nossa convivência.

A quarta transa foi com meu ex-namorado, Sasori. Em um presente de aniversário, pedi que ele me surpreendesse e ele fez isso da melhor forma que podia. O peguei na cama com Konan, a secretária do escritório em que ele trabalhava e, ao invés de se desculpar, me convidou para entrar no meio.

Ainda hoje Temari acha que eu deveria ter aceitado, e não ter dado as costas e ido embora.

Hoje, depois de meses com Sasuke e nada de sexo, também acho que deveria ter aceitado, afinal, Konan era uma mulher incrivelmente bonita e sedutora.

– Você acha que vai dar certo? – Karin voltou a chamar minha atenção.

– Eu não vou fazer isso, vou guardar no fundo do guarda roupas e esquecer que gastei metade do meu salário com essa besteira. – assumi.

***

– Sakura, já está pronta?

– Céus, Sasuke, calma! Quanto mais você me apressa, mais eu demoro a arrumar. – gritei pelo telefone que estava no viva voz enquanto tentava me depilar.

– Em vinte minutos chego aí. – antes que eu pudesse responder, ele desligou o telefone.

Depois de mais quatro episódios de Grey’s Anatomy, meia caixa de bombom, um pijama de unicórnios fedendo a licor de cereja, e mais sete ligações de Sasuke, Karin atendeu o telefone a bufadas e disse à ele que eu já estava no banho me arrumando para um almoço ridículo na casa da minha mãe – que a propósito, ligou para ele mais de três vezes apenas para confirmar que me faria aparecer.

Puxei o papel da cera e segurei um grito de dor, respirando fundo. Era ridículo gastar dinheiro em depilações sendo que Sasuke não chegava a tirar nem minhas meias. Esquentar a cera no micro-ondas e me depilar em casa parecia muito mais prático e barato.

– Sakura, você colocou essa cera nojenta no meu micro-ondas de novo? – a ruiva parecia ainda mais nervosa.

– Eu precisava esquentar em algum lugar.

– Porra Sakura, eu esquento pizza aqui. – reclamou e fez uma carinha de nojo.

– Quem sabe assim você não aprende a cozinhar? – debochei e ela suspirou.

– Eu vou sair, vou ver se almoço com Suigetsu.

– Como é? – saí do quarto vestida em apenas um roupão, o último papel de cera ainda preso em minha perna – Você prometeu que ia almoçar comigo, na casa da minha mãe!

– Sakura, a sua mãe é ótima, mas é que eu já tinha combinado... – ela sorriu, um sorriso de quem apunhala você pelas costas.

– Não faz isso comigo, foi você quem disse que iríamos! – choraminguei.

– Mebuki é uma ótima mãe, Sakura! Ela te adora e deve estar morrendo de saudades já que você nunca liga.

– Não. Ela TE ADORA, e com certeza vai ficar muito decepcionada se você não for, Karin. – eu estava quase implorando.

Não é que eu não gostasse da minha mãe, nem que ela não gostasse de mim, o fato é que nós éramos bastante incompatíveis, quase absolutamente incompatíveis. Ela era bastante madura, sensata, centrada e eu... Bom, eu sou como meu pai, e eles são divorciados, o que explica muita coisa.

– Você só precisa dar uma chance à ela.

– Uma chance do que? Ela tentar me fazer uma avaliação psicológica no meio de uma conversa?

– Ela é psicóloga, não é como se ela realmente quisesse fazer isso, ela só faz. – Karin pegou as chaves no balcão e a bolsa jogada no sofá – Você poderia tentar entender e conversar mais com ela.

– Eu não quero consultas grátis. – rosnei.

Snoop, que mais parecia um grande rato preto do que um filhote de cachorro pequeno, a fitou nos olhos, abanou o rabinho e se ergueu sobre as patas traseiras, tentando executar um truque bobo em forma de chantagem para que Karin ficasse, ou o levasse consigo.

– Não adianta Snoop, Karin é uma víbora traiçoeira. – ergui uma das sobrancelhas e a fuzilei, ela, em resposta, apenas deu uma piscadela e acariciou a cabeça do pinscher.

– Você não precisa ter medo da sua mãe, ela não precisa intimidar você. – se aproximou de mim, ergueu a mão e puxou uma mexa do meu cabelo que se desprendia do coque e a colocou para trás.

– Eu sei disso. – suspirei.

– Você nem parece a mesma mulher que se depila sozinha em casa ou arma planos esquisitos para levar o próprio namorado para a cama.

– Eu não armo planos esquisitos. – retruquei na defensiva – E se depilar sozinha nem dói tanto assim.

– Ah é? – Karin se curvou mais rápido do que meus olhos poderiam acompanhar e puxou o último papel de cera, ainda preso em minha perna, com tanta força e rapidez que soltei um grito de dor no mesmo segundo.

– KARIN! O que você está fazendo? – levei a mão ao lugar onde havia restado apenas uma marca vermelha sobre minha pele clara.

– Essa foi pelo meu micro-ondas, seu projeto de Avril Lavigne mal feito. – a ruiva jogou um beijinho e desapareceu pela porta.

Voltei ao quarto me arrastando pelas paredes. A ideia de sair de casa me desanimava, a obrigação de ter que ir para a casa da minha mãe me deixava em desespero, mas era ainda pior saber que estaria em companhia de Sasuke Uchiha o dia todo e só conseguir pensar sobre o que havia de errado entre seu belo par de pernas.

Girei a cabeça instantaneamente em direção ao meu guarda roupa, embora eu tivesse escondido bem no fundo, o vermelho gritante da pimenta estampado na sacola ainda chamava atenção.

– Não, Sakura... É uma péssima ideia. – repeti para mim mesma, meus olhos escorreram para o corredor onde avistei Snoop, mais uma vez, atracado a minha almofada – Que se dane!

Caminhei até o guarda roupa e abri a porta do meio, puxei a sacola um pouco mais para frente e encarei o conteúdo. Minhas bochechas ruborizaram e meu rosto queimou, inspirei, suspirei e voltei à sacola.

– Está tudo bem... – sussurrei para minha própria consciência. Abri um pouco mais as alças e tirei de lá algo que eu nem eu mesma acreditava que tinha tido a coragem de comprar. Dentro da sacola, em um papel preto, reluzente e barulhento, o ovo de páscoa do Darth Vader fez minha boca contorcer em uma careta. – OK, é só um ovo de páscoa. – repeti, mas a quem eu estava tentando enganar?

A Promoção de Páscoa do sexshop trazia inúmeras “novidades” de produtos e tudo tinha a ver com chocolates e coelhinhos. Até tinha um daqueles vibradores que vem dentro de um coelho de pelúcia*, como naquele filme nacional, mas aquilo poderia assustar Sasuke ao invés de seduzi-lo. Então optei por algo mais... íntimo.

– Não é só um ovo de páscoa... – balbuciei quando li o rótulo do ovo em que continha a frase “Com uma surpresa prazerosa”. Retirei o laço da embalagem e a abri, a imagem do Darth Vader cedendo no papel preto. Por que diabos não escolhi o Homem Aranha ou Tony Stark? Mas ao terminar de descer a embalagem do ovo e abri-lo ao meio, lá estava a resposta, me encarando, ereto, duro, como o próprio sabre de luz dos filmes.

“A surpresa é um plug in vaginal, com controle remoto. É incrível, você pega o plug in, como se fosse um vibrador mesmo e introduz lá, pode passar o dia todo com isso e sempre que estiver com vontade de dar uma agitada no seu dia, é só ligar pelo controle remoto que ele faz tudo sozinho.”

“Eu não sei se é uma boa ideia.” Reclamei à Tsunade pensando sobre a proposta ousada e inovadora.

“Mas é claro que é, e depois vocês podem se divertir juntos com isso.” Ela tentava me convencer “E ainda leva o chocolate de brinde” e por fim conseguiu, e agora lá estava eu, encarando o plugin-sabre-de-luz-edição-limitada-Darth-Vader.*

O peguei na mão e encarei o objeto por alguns segundos. Eu nunca tinha tido um vibrador, mas Ino tinha uma coleção e já havia me dito tudo o que eu precisava saber sobre um, até mesmo me deu um de natal, que Karin fez o favor de contar à mamãe e que ela fez o favor de acrescentar a uma lista mental chamada “Coisas que eu não sabia sobre minha própria filha estranha e pouco realizada”.

Retirei o objeto do plástico e encarei mais de perto, não era lá muito grande, mas tinha um formato que parecia adequado. Encarei-o por mais um tempo, senti vergonha, mesmo estando sozinha e bufei.

– Será que dá MESMO pra colocar? – arqueei ambas as sobrancelhas em confusão. Havia uma pequena etiqueta presa ao plug in, a puxei e li o “Manual de Instruções” – “Introduza-o na vagina com o punhal do sabre para fora e divirta-se.” Belo manual, como se desse pra fazer diferente. – zombei.

Deitei sobre a cama e expirei. A que ponto eu já tinha chegado? Não era nenhuma louca por sexo, uma ninfomaníaca e nem tinha qualquer distúrbio psicológico, mas era humana, como qualquer outro. Passava muito tempo ao lado de Sasuke, ele alisava minhas coxas, mordia meus lábios e me beijava calorosamente, além de ter um rosto sedutor e um corpo fodidamente gostoso, a gente fazia de tudo juntos, menos sexo. Era quase como um castigo dos céus não termos transado ainda, mas sempre que eu avançava o sinal, algo acontecia e ele recuava.

Já começava a acreditar que deusa Madonna queria se vingar de mim por eu ter comprado o CD da Ariana Grande e votado nela para nova rainha do pop. Mas eu juro que é porque eu não estava pensando direito, era uma pressão gigante, um vídeo após o outro e umas coreografias arrasadoras que dava pra eu dançar assistindo as vídeo aulas do Daniel Saboya*.

Maldita seja a MTV que não repete mais as músicas antigas.

Maldito seja o volume entre as pernas de Sasuke.

Inspirei.

Expirei.

Encarei o objeto mais uma vez. No fundo eu podia gostar mais do Darth Vader, era melhor que o Smigol e definitivamente melhor que nada.

Senti o roupão meio aberto de seda escorrer pela minha perna.

– Não preciso ter pressa. – sorri tentando me acalmar – Se a cabeça de um bebê pode, teoricamente, sair daqui, isso também pode entrar... – Levei a mão para baixo e com calma introduzi o plug in tentando deixa-lo da forma mais confortável possível.

A sensação era boa, nem mais, nem menos. Um leve desconforto que já cedia, era quase como usar um OB, mas no lugar certo, talvez realmente tenha sido uma compra acertada.

Fixei os olhos no teto por alguns minutos. O que minha mãe pensaria se soubesse? Provavelmente me enquadraria como ninfomaníaca ou buscaria por transtornos psicológicos causados pela separação dela e do meu pai, enquanto tudo o que eu tinha era uma coisa muita conhecida e popularmente chamada de “fogo-você-sabe-onde”.

Relaxei sobre os lençóis e suspirei. Eu poderia imaginar quem quisesse, o próprio Derek Sherphed, ou o gostosão do David Beckham, a quem eu devia meu amor por futebol, o motoboy do supermercado do lado de casa o qual investi até descobrir que era gay ou até mesmo meu Sasuke. Concentrei-me em Sasuke, as maçãs do rosto bem definidas, o queixo másculo e o maxilar rígido, a pele alva que contrastava com os cabelos negros fio-a-fio bem hidratados e os orbes escuros e intensos – mesmo que com o motoboy gay eu tivesse mais chances de transar.

O corpo era bem definido e estruturado, era até irônico pensar que o conheci na academia a qual frequentei por uma semana e abandonei, e que ele até hoje vai para manter o corpo de deus grego desintegrador de calcinhas.

Senti um frio correr pela coluna e um calor por entre as pernas. Eu conseguia quase ver Sasuke, senti-lo e... Ouvi-lo?

– SAKURA? Ta aí? – abri os olhos e a boca instantaneamente em um conjunto completo de espanto.

– Sasuke? – sussurrei com os olhos ainda mais arregalados.

– SAKURA?? – Sim, eu podia ouvi-lo porque ele estava em meu apartamento. Dentro do meu apartamento. Sua voz se tornava cada vez mais alta enquanto me procurava, vindo pelo corredor.

– Minha deusa Madonna... – sentei às pressas na cama, corri até o guarda roupa, busquei uma calcinha e a primeira calça jeans que vi jogada sobre uma pilha de roupas e as vesti, tentei ajeitar o roupão para tampar os seios que escapavam pela fresta e foi aí que avistei o ovo ainda aberto sobre a cama – DROGA! – gritei voltando os olhos para minha vagina, que agora abrigava um objeto sexual por baixo da calça jeans e da calcinha.

Corri de volta à cama e tentei fechar o ovo de páscoa erótico às pressas, quando Sasuke finalmente surgiu na porta do quarto.

– Sakura, não está me ouvindo te chamar? – perguntou assim que entrou.

Virei-me completamente sem graça, meu rosto queimava como se estivesse com febre e minha feição ainda era de susto.

– Você está bem? – perguntou. Seus olhos me avaliaram de cima a baixo e eu senti meu corpo tremer. Meu jeans era tão colado que parecia ter sido colocado a vácuo, o que me fez pensar se era possível que ele visse um “volume” bem ali no meio de minhas pernas.

– PRA VOCÊ! – ergui o ovo ainda semiaberto na altura do meu tronco e o ofereci. Minha voz saiu mais alta e agitada do que gostaria, mas a tentativa de desviar sua atenção de mim, funcionou.

– Mas já? A páscoa é só domingo! – ele sorriu, um sorriso caloroso e animado.

– É, pois é, mas é que eu vi esse ovo na promoção e pensei que era a sua cara. Não é o ovo oficiaaal, sabe? – sorri, o sorriso mais forçado que eu poderia dar, daqueles que a gente acaba dando quando encontra o ex com uma atual mais bonita que a gente, mas quer fingir que já superou. No caso, eu queria ter superado Sasuke.

Ele pegou o ovo da minha mão e eu sorri ainda mais.

– Desculpa, estava mal fechado na loja, você sabe, as pessoas deixam cair e tentam abrir, aí eu queria fechá-lo melhor. Era um dos últimos. – tentei me desculpar pelo plástico aberto, a pior desculpa do mundo.

– Não se preocupe com isso. – Sasuke sorriu – Agora vamos, precisamos mesmo ir.

–Ah, claro! Eu só vou vestir uma blusa. – fui até o guarda roupa, empurrei a sacola de volta para o fundo sem que ele percebesse e peguei uma regata verde de flores.

Sasuke se sentou na cama e prendeu os olhos em mim. Minha cabeça rodou enquanto eu pensava em mil formas de tirar aquela porcaria de dentro, mas ao mesmo tempo me senti satisfeita por ele ainda estar no quarto.

Permiti que o roupão deslizasse por meu corpo deixando minhas costas nuas aparecerem. Eu não sabia o que ele estava pensando, nem em que expressão seu rosto se contorceu, mas sabia que ele estava olhando.

Com calma escolhi um sutiã branco, de rendas, o coloquei sobre os seios e me virei, fitando Sasuke com a cara mais sexy que conseguia fazer, a boca semiaberta mostrando um pouco dos dentes e olhos semicerrados – ou que pelo menos achei que conseguia fazer, embora houvesse grandes chances de estar parecendo com a Gretchen* nos dias atuais.

– Fecha pra mim? – indaguei aveludando a voz. Sasuke pigarreou e engoliu em seco duas vezes. Eu me virei de costas para ele e sentei-me sobre seu colo. Suas mãos geladas foram até minhas costas e ele fechou a presilha com muita habilidade, o que me fez questionar sobre o número de vezes que ele já deve ter tirado ou colocado sutiã em alguém, o que descartava a hipótese dele ser virgem. Ou, pode ter sido em si próprio, o que concluía a hipótese dele ser gay.

Dei uma reboladinha disfarçada em seu colo – graças a deusa que assisti os tutoriais de quadradinho, até de oito já estava pronta para fazer *– quando Sasuke me cortou.

– Pronto. Agora vamos! – ele me interrompeu, segurou minha cintura com as duas mãos e me retirou de seu colo. Jogou a regata para mim e pegou minha bolsa sobre a cama.

Merda, Sasuke.

– Ainda tenho que me maquiar. – falei após vestir a blusa e calçar uma sapatilha qualquer.

Busquei a pequena nécessaire sobre a cômoda e me dirigi ao banheiro, era a chance perfeita de conseguir tirar aquela porcaria de banana entalada ali e nunca mais assistir um filme de Star Wars que fosse.

– Você faz isso no carro. – Sasuke me puxou pela mão e começou a me arrastar para fora, virei-me para ele em completo desespero

– Como é?

– Eu combinei de buscar um doce pra sua mãe e a padaria fecha em menos de 10 minutos. Você demora demais pra passar toda essa coisa no rosto, Sakura e você não vai me fazer decepcionar sua mãe, né? – ele arqueou as sobrancelhas e me encarou.

– Não, é claro que não. E ela nunca faria brava com você, quer dizer, ela te adora, você sabe... – deu uma batidinha em seu ombro, aquela coisa que os caras fazem quando querem demonstrar apoio, e um minisorrisinho.

– É, você tem razão, ela me adora.

– Exato. Então vamos fazer assim, você pode ir na frente, pega o doce, depois volta e me busca! O que acha? Ótimo, não é? – fiz um sinal positivo com o dedo e comecei a guiar Sasuke para fora da porta.

Ele permaneceu em silêncio embora seu rosto parecesse confuso. Não me importava que ele demorasse, nem que fosse extremamente rápido, eu só precisava de 2 minutos pra tirar aquela coisa, só eu e Darth Vader.

Foi quando, ao chegar na porta, tive a certeza de que nunca, jamais, deveria ter votado na Ariana Grande.            

– Oi, querida! Estava doida mesmo pra encontrar você! – a voz me arrepiou dos pés à cabeça. Não importava quantas vezes eu encontrasse Tsunade, sempre que ela abrisse a boca, eu só conseguia ouvir gemidos – Hm, então esse aí é o garotão? – minhas bochechas avermelharam e eu fiquei sem reação.

– Oi, prazer, sou Sasuke Uchiha. Você é? – ele estendeu a mão para ela, sua mão máscula, grande e talvez pura, mas ela avançou seu braço e, quando assustei, seus lábios carnudos, do suposto preenchimento labial, estavam tocando sua bochecha quando no pescoço.

– Sou Tsunade Senju, querido. Como você é cheiroso, hein? – arrepiei. Eu quase consegui ouvir essa frase acompanhada de gemidos com o nome do meu Sasuke.

Cruzes.

Era muito pra minha mente.

– Obrigado. – ele sorriu, aparentemente sem graça.

– E então, vocês já experimentaram os presentinhos? – engoli em seco.

Puta merda.

Aquela louca ia jogar tudo que eu estava tentando – com muito sofrimento – construir por água a baixo, ela ia me foder, e pior, primeiro que Sasuke.              

– Presentinhos? – Sasuke perguntou, curioso.

Minha mente parou, deu pane, exatamente como a tela azul do computador.

Olhei para dentro da casa e cogitei voltar correndo, me esconder embaixo da cama e me afundar em minha vergonha depois de Tsunade contar à ele sobre minhas compras ou as hipóteses louca sobre o seu amiguinho.

– Comprei umas coisinhas pra Karin, doces, você sabe como ela é chata com essas coisas de páscoa, né? – me intrometi, voltando à realidade.

– Pra ruiva? Mas você não disse que vocês não eram...

– Nós precisamos ir, foi um prazer ver você Senhora Tsunade, nos falamos depois, tchauzinho. – Tranquei a porta correndo e saí puxando Sasuke escada a baixo.

Descia de dois em dois degraus sem soltar o pulso de Sasuke em nenhum momento. Ouvia sua voz me chamando, dizendo meu nome algumas repetidas vezes, mas não tinha tempo pra parar, vai que aquela louca resolveu me seguir.

– Sakura, o carro está pra lá. – ele segurou meu braço e eu senti um solavanco que me fez parar.

– Ah, claro. – sorri.

***

E lá estávamos nós, na porta da casa da minha mãe. Sasuke levava um pavê de maracujá com brigadeiro nas mãos, e eu levava um projeto mal feito de pinto emborrachado edição-limitada-premium-sabre-de-luz no meio das pernas.

Toquei a campainha.

– Viu só? Ela cansou de esperar, que tal a gente voltar? – sugeri.

– Ela não cansou de esperar. Pare com isso. – Sasuke me repreendeu.

Toquei mais uma vez, estava com pressa, queria correr para o banheiro e me livrar daquela péssima ideia. Abracei-me a bolsa quando ouvi passos em direção à porta.

– Só um minuto. – a voz adentrou meus tímpanos e eu tive uma leve tontura – Olá, queridos, que surpresa! – ela abriu os braços para nos abraçar em conjunto.

– Como se a gente tivesse a escolha de não vir! – falei com a voz tão animada quanto a dela e a abraçamos.

– Não seja grossa, mocinha. Não foi assim que eu te criei, com certeza isso é coisa do seu pai. – ela nos soltou e deu um tapinha na minha boca. Sasuke sorriu e eu coloquei uma tromba no rosto maior do que a que o Léo Stronda* teria se vestisse aquelas cuecas de elefantinho – Falando no diabo...

Olhamos para trás e vi meu pai atravessar, com sua moto, o jardim muito bem decorado da minha mãe e apenas parar quando estava em cima de uma orquídea roxa.

– Você ficou louco, Kizashi? Sabe quanto tempo demora para as orquídeas florirem? – Mebuki gritou quando o viu tirar o capacete e descer da moto.

– Pelo visto menos do que pra sua TPM passar. – ele passou a mão pelos fios do cabelo meio esbranquiçados e os jogou para trás.

Meu pai era um cinquentão-quase-sessenta muito bonito. Um verdadeiro filé, mas não como Brad Pitty, estava mais para um Tom Cruise.

– Oi papai! – corri até ele que me recolheu com um abraço.

– Oi querida, vim te salvar desse inferno. – ele sorriu e acariciou meus cabelos.

– Está atrasado, pai. – sorri de volta.

Mebuki nos encarava da porta, a carranca feita, em total ciúmes.

Eu a amava tanto quanto ao meu pai, era inegável, e sabia que ela me amava também, mas nossa relação era estritamente complicada e vivia por um fio, assim como seu casamento com meu pai.

A incompatibilidade deles era visível. Viveram um romance ardente na faculdade, como naqueles filmes balelas e clichês de sessão da tarde, até suponho que transavam tanto quanto a globo reprisava Lagoa Azul, até que meu pai decidiu que faculdade não era pra ele e abandonou o curso, largou os estudos e montou uma oficina no porão da casa do vovô, e foi aí que tudo despencou.

Mamãe achou tudo isso um absurdo, mas nesse momento da história, já era tarde demais. Tarde demais porque eu já estava lá no útero dela, prontinha pra acabar com o restinho de sua alegria quando nasci exatamente como papai – até o loiro do cabelo, que agora era diferente já que eu pintava de rosa e ele deixou tudo esbranquicer.

– Olhe bem pra eles Sasuke, me lembre dessa cena quando ela vier me pedir presente de natal. – mamãe ameaçou – Vamos logo, entrem!

Sasuke sorriu e Kizashi fez língua para ela enquanto seguíamos para dentro.

A casa me era ainda completamente familiar, embora tenha saído de casa aos 17 anos e meio. Mamãe ainda conservava meu quarto do mesmo jeito, deixei a blusa de frio sobre a cama e analisei o pôster do Felipe Dylon grudado na porta.

– É sério? – Sasuke encarou o mesmo pôster que eu.

– Qual o problema?

– Nada, eu só não imaginei...

– Eu sempre quis ser a musa do verão. – o cortei e dei de ombros passando pela porta.

– Branca desse jeito? – Sasuke sorriu.

– Me dê esse doce aqui, querido. Obrigada pelo favor Sasuke, você é ótimo, o genro que pedi a Deus. – Mamãe pegou o pavê de sua mão e depositou um beijinho em seu rosto, o que eu considerei uma ousadia.

Tomara que tenha o pinto majestoso que eu pedi também, até porque não to aqui fazendo essa caridade toda à toa, né?

– E o que tem nessa sacola? É presente? – foi só quando meu pai se virou para a sacola que Sasuke trazia no braço que percebi: o ovo de páscoa que dei a ele lá em casa, aquele mesmo com o presentinho que ainda estava grudado na minha vagina, estava na sacola em suas mãos.

– Ah, na verdade foi Sakura que me deu. – Sasuke sorriu.

– Não é presente, pai, é só chocolate. – me intrometi tentando puxar a sacola das mãos de Sasuke.

– Oba, chocolate! – Kizashi puxou a sacola e a abriu – Legal, adoro Star Wars, eu sempre quis ser o Darth Vader.

Meu estômago embrulhou no mesmo momento em que ouvi aquelas palavras. Meu pai retirou um pedaço do ovo e o colocou na boca. O chocolate, que antes abrigava um plug in para masturbação, que aliás estava bem la na minha Sakurinha, agora se derretia na boca do meu pai.

– Eu... eu... preciso ir no banheiro. – falei quando engoli o refluxo pela terceira vez.

– Olha, o que é isso aqui? Por acaso a surpresinha é um carro? – parei no caminho e travei completamente quando ouvi a voz do meu pai.

Virei-me gradativamente rezando cinco ave marias – completamente improvisadas já que eu a única reza que eu sabia era pra São Longuinho – e desejei mil vezes que aquilo não fosse o que eu estava pensando.

– Eu não faço ideia do que é isso. – Sasuke completou analisando o objeto na mão de meu pai. Preto e pequeno, com dois únicos botões... Como eu pude esquecer daquilo? Papai segurava o controle “via bluetooth” do meu vibrador.

Antes que eu pudesse ter qualquer reação, ele apertou o botão.

Uma gota de suor desceu pelo meu rosto.

Meu meio-sorriso se transformou em uma careta completa de agonia.

Minhas pernas travaram e eu levei meus olhos para baixo, completamente angustiada.

Papai apertou de novo e de novo. Eu apertava os olhos em desespero, mas nada aconteceu.

– Deve estar estragado. – Sasuke constatou e eu respirei tentando relaxar.

Voltei os passos para o banheiro.

– Porcarias de empresas que fabricam essas coisas. – papai revirou o controle em sua mão duas, três vezes – Ah não, aqui está, faltou girar a chave aqui atrás.

Tentei virar-me, tentei pedir que deixasse pra lá, tirar o controle de sua mão ou fingir um desmaio que retirasse a atenção, mas foi sem tempo.

Senti um primeiro tremor entre minhas pernas, calmo. Travei as coxas e as contrai, apertando uma na outra.

– Pai... – chamei, mas logo em seguida vieram mais dois tremores.

Dei dois passos para trás e encostei na parede.

Céus.

– O que foi querida, você está bem? – Kizashi perguntou.

Três temores seguidos e um pouco mais intensos.

– Eu... – engoli em seco – ... estou bem. – fechei as mãos – Preciso ir ao banheiro.

Comecei a andar ainda mais rápido. Contraia a pélvis e forçava as pernas, mas o jeans colado forçava ainda mais o vibrador pra dentro o que me causava, infelizmente - felizmente?-  ainda mais prazer.

– Sakura – Sasuke segurou minha mão – Você está bem?

– Sim, estou ótima, só uma dorzinha de barriga. – sorri, aquele sorriso mais amarelo do mundo.

Virei-me novamente para continuar o caminho. O banheiro estava lá no final do corredor, sempre reclamei da distância, mas nunca foi tão difícil chegar nele.

– Eu posso fazer algo por você? – Sasuke perguntou mais uma vez, sua voz era doce, suave, provocante. Virei-me para fita-lo e ele tinha um sorriso malicioso nos lábios, tudo o que eu não precisava.

Bip. Bip. Bip.

O plug in entre minhas pernas fez um barulho alto suficiente para que pudesse ser ouvido. Vi Sasuke e papai virarem a cabeça para trás achando ser um alarme de incêndio ou algo assim vindo da cozinha e eu travei por completo.

Aproveitei-me das suas distrações e corri para o banheiro. Tranquei a porta e retirei a sapatilha, abri o botão da calça e a desci pelas pernas a fim de me livrar daquela porcaria quando as vibrações realmente começaram. Uma série ininterrupta de vibrações, ora intensas, ora suaves.

O vibrador, além de massagear meu clitóris, ainda parecia se mexer sozinho lá dentro de mim.

– Puta merda! – gritei.

– Sakura? – ouvi do lado de fora a voz de Sasuke.

Tentei responder, mas não podia. As vibrações agora eram mais intensas, deixei meu corpo cair sobre o vaso sanitário e cravei as unhas por baixo enquanto rebolava na tampa acompanhando o vibrador.

– Sakura, eu posso entrar? – era a voz de Sasuke.

– Entrar? – gemi ouvindo aquele pedido. Fechei os olhos instantaneamente e tentei imaginá-lo bem ali.

– Me deixa entrar, Sakura! – ele começou a gritar do lado de fora, provavelmente preocupado com os barulhos que eu fazia de dentro do banheiro enquanto jogava meu corpo para cima e para baixo na  tampa do vaso sanitário.

– Acho que agora não é uma boa ideia, Sasuke! – respondi inconscientemente.

–  Abre pra mim, Sakura! – arrepiei dos pés à cabeça, o tesão aumentava cada vez mais a medida em que a voz de Sasuke se combinava com as vibrações e penetrações do plug in.

– Ai... – gemi, mas dessa vez um pouco mais alto.

– Abre, Sakura! – aquilo era o cúmulo, o ápice. Senti o tremor percorrer por todo meu corpo e comecei a fazer movimentos de cavalgada sobre a tampa do vaso. Eu mesma podia ouvir meu corpo se batendo sobre o assento, mas era inevitável. Eu estava tão louca por ele e nós a tanto tempo sem transar que minha mente conseguia, facilmente, deturpar toda aquela situação.

– Eu vou arrombar, Sakura! – ele gritou do lado de fora.

– AH, CÉUS!  SANTA MADONNA DAS SAFADAS E AFINS – balbuciei mordendo o lábio inferior.

Ouvi a primeira batida na porta. Tudo aquilo era tão excitante, e eu estava tão perto.

– COM MAIS FORÇA, SASUKE! –  falei, empolgada em minha fantasia sexual.

Outra batida.

– MAIS.

E mais uma.

– EU TO INDO, TO INDO! – falei em meio aos gemidos enquanto sentia o líquido quente encharcar minha calcinha.

Respirei aliviada e os barulhos cessaram. Todos eles, inclusive os de fora.

– Sakura, você está bem?

– Eu... eu estou, Sasuke. Só um minuto, ta bem?

Tentei me recompor aos poucos, abaixei a calcinha e tirei o “sabre de luz” de lá, o lavei na pia e joguei dentro da minha bolsa, vesti a roupa de volta e ajeitei meus cabelos, me odiando por ter tido a ideia estúpida de ter comprado Snoop, e depois a ideia mais estupida ainda de comprar a almofadinha na loja de Tenten, e ainda mais, por ter tido a brilhante ideia de olhar bem na hora que Snoop cruzava com  minha almofada, o que me fez pensar em comprar uma nova na loja que já não era mais de Tenten, mas daquela velha louca que me fez gastar metade do meu salário com aquelas porcarias. Se eu não tivesse saído de casa aos 17 anos e meio... 

Fitei-me no espelho, eu não estava tão atrapalhada assim, avaliaria aquele meu estado como no máximo uma rapidinha-no-quartinho-da-empregada, ou alguém com uma forte dor de barriga, e era isso mesmo que eu tinha.

Afinal, não seria tão difícil mentir para Sasuke.

Fiz uma carinha de quem estava passando mal e abri a porta, com a outra mão na barriga, já esperando encarar os olhos negros e preocupados de Sasuke. Ergui a cabeça já me preparando para dizer que era uma dor de barriga quando me deparei com toda minha família no decorrer do corredor, fitando a porta e consequentemente, agora, a mim.

– Saky, você está bem? – a voz de papai fez minhas bochechas corarem.

– Você parecia gritar. – mamãe fitou-me nos olhos.

– É verdade. – Sasuke completou.

Desviei os olhos para o restante de minha família, todos aparentemente assustados.

– Eu... tive uma dor de barriga.

– Dor de barriga? – meu querido pai não sabia de muita coisa, não tinha diplomas pendurados nas paredes, nem nada disso, mas sabia muito bem detectar uma mentira – Ouvimos uns barulhos, como se você estivesse se debatendo.

– Ah... – tropecei nas palavras, tentando inventar uma desculpa quase que imediatamente – A porta ficou trancada, eu não consegui abrir, entrei em desespero.

– Eu tentei abrir pra você, mas não consegui. – Sasuke alisou meus cabelos e beijou minha testa – Me desculpe, querida.

– Tudo bem! – sorri ao ver que alguns familiares já abandonavam o corredor e voltavam as suas atividades normais, mas mamãe e papai ainda me encaravam.

– Entrou em desespero? – Kizashi ainda fitava meus olhos.

– É, pois é, fobia...

– Fobia? – fora a vez de mamãe – E desde quando você tem Claustrofobia?

Paralisei de novo. Como você é um gênio, Sakura, inventar logo uma desculpa relacionada a fobias com uma mãe psicóloga... Parabéns.

– Fiquei presa no elevador do prédio tem uns dias. Mais de 3 horas presa. Sozinha. Sem ar. Muita pressão. Sabe como é, né? Foi horrível, estava até suando quando me encontraram... – fiz uma carinha de dó e um biquinho.

– Eu já disse pra você sair desse prédio velho e vir morar comigo, não disse? – Kizashi deu de ombros, se dando por convencido, e voltou à sala acompanhado de Sasuke, mas mamãe ainda me encarava.

– Claustrofobia então...

– Pois é. – sorri tentando passar por ela.

– Que ótimo. – ela sorriu me dando as costas.

– Ótimo? – questionei enquanto ela voltava, a passos calmos, para a cozinha.

– É.

– E por que? – parei na porta, ainda a fitando.

– Porque você acaba de ganhar consultas grátis com a mamãe aqui. – Mebuki sorriu, apertou minha bochecha e voltou ao fogão.

Viva, Sakura. Parabéns. Você é um gênio, você merece. Uhul.


Notas Finais


Links para referências:
1)Gostosão Derek Shepherd, se você não assiste Greys Anatomy, acaba de ler esse capítulo e vai lá ver, corre > https://pbs.twimg.com/profile_images/3329188643/c4fbf908c8c23a7d78916d4a63d474af.jpeg
2) Delicinha Mark Sloan (de Greys, também) > http://madeira.hccanet.org/project2_spring2016/yeomans_project/assets/mark_sloan1.jpg
3) Se você assistiu "De pernas pro ar", pode pular essa referência >https://http2.mlstatic.com/coelho-pelucia-filme-de-pernas-pro-ar-com-vibrador-D_NQ_NP_652011-MLB20455624340_102015-F.jpg
4) Sim, existe o vibrador Darth Vader, os plug in geralmente são menores haahaha > https://impactourbano.files.wordpress.com/2011/04/tumblr_l8njituscq1qafnkgo1_400_large2.jpg
5) Vídeo do Daniel Saboya pra vocês, acho ele tão engraçado, mas as coreo são show hahaha > https://www.youtube.com/watch?v=2eZZa2kOtwk
6) Cara de Gretchen que Sakura estava fazendo > https://4.bp.blogspot.com/-T-GFrXWruPg/V3UkWCMsMAI/AAAAAAAADPg/oZBr1EP40rcEOnzTvqVbhptcMUKci-k0gCLcB/s1600/gretchen1.jpg
7) Tutorial quadradinho de 8, esse é importante> https://www.youtube.com/watch?v=Jr_nv8pfFEw
8) Se vocês não viram os nudes do Léo Stronda, vão procurar vocês, beijos > https://i.ytimg.com/vi/31pzCxbaPUA/maxresdefault.jpg
Por hoje é isso, pessoal! Até o próximo capítulo!
Beijos de luz


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