História Honeymoon Operation - Capítulo 19


Escrita por: ~ e ~Licci

Postado
Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags Got7, Jackson, Jark, Mark, Markson
Visualizações 203
Palavras 2.703
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 19 - XIX


Fanfic / Fanfiction Honeymoon Operation - Capítulo 19 - XIX

 


Jackson sentou-se ao lado de Mark no pequeno barco a motor que os levaria ao iate de Kunpimook. Sua mente ainda remoía a conversa que tivera com Youngjae. Sentia-se como se tivesse sido amarrado a dois cavalos correndo em direções opostas. Por um lado queria proteger Mark da maledicência e especulação que o perseguiram desde seu ingresso na Divisão de Narcotráfico. Por outro, seu lado investigativo o deixava desconfiado e reticente. Nenhum policial que conhecia aceitaria um parceiro como Mark Tuan sem uma ponta de suspeita. Ele próprio, se soubesse de sua ficha policial quando fora indicado para missão, teria movido céus e terra para não tomar parte na operação lua-de-mel. Já tivera uma terrível experiência com o mau policial e não desejava repetir a dose.

Havia apenas um modo de chegar à verdade: confrontando-o. Porém ainda tinha dúvidas se Mark seria honesto com ele. Sua única esperança era colocar as cartas na mesa, incluindo os seus sentimentos por ele, que eram tão novos e confusos quanto a história que Youngjae lhe contara.

Além do mais, entendia a necessidade que Mark tinha de se proteger emocionalmente. Se soubesse como ele se sentia, como julgava aquele relacionamento muito mais profundo e duradouro do que uma simples parceria temporária, talvez Mark se abrisse.

Se Jackson confessasse que sabia dos rumores de que dois de seus parceiros haviam morrido em circunstâncias suspeitas, talvez Mark lhe contasse a verdade. Sua única certeza era que se Mark não quisesse ser honesto com ele, então não haveria futuro para os dois. Não acreditava em uma relação sem confiança e honestidade.

~

Foram recebidos por um homem de meia-idade, que se apresentou como Nick. Com cabelos grisalhos e olhar bondoso, o homem parecia tudo menos traficante de drogas.

Mark lançou um olhar para Jackson e sorriu afetuosamente. Os sinais de apreensão que demonstrara antes de ele ir se encontrar com Youngjae haviam desaparecido por completo, e ele não podia atinar com o motivo de tal mudança.

- Não é maravilhoso, Jackson?! – exclamou, levando uma mão aos joelhos para protegê-los contra a luz do sol que se refletia na água. – Você poderia dar a volta ao mundo em um iate como este!

- Talvez devemos considerar a hipótese de temos nosso próprio iate, querido. Vou pedir a Kunpimook para darmos um passeio assim que estivermos a bordo. Assim decidiremos.

A mão de Mark pressionou a coxa de Jackson.

- Como você me paparica, querido!

- Não fique tão excitado. Ainda nem tivemos a chance de conhecer o iate por dentro.

- Pois eu já estou pronto para a escuta - sussurrou Mark em seu ouvido.

Jackson encarou-o espantado. Não tinham combinado aquilo. E, se tivessem, não seria Mark a portar um microfone.

Naquele instante, Nick dirigiu-se a eles.

- Por favor, preparem-se para embarcar – disse ele, ajudando Mark a sair do barco a motor. Jackson seguia-o de perto.

- Por aqui – disse Nick, encaminhando-os até o deque e desaparecendo em seguida.

Um membro da tripulação apareceu e perguntou a Mark se desejava beber algo.

Jackson sabia que Kunpimook tinha bastante dinheiro, porém, mesmo assim, estava surpreso com a ostentação que ele fazia questão de demonstrar.

Mark examinou as pessoas a sua volta.

- Não o vejo no meio dos convidados – disse Mark.

Grupo de pessoas conversavam animadamente, enquanto dois garçons serviam canapês e bebidas em bandejas de prata. Um deles retornou com um copo de vinho branco para Mark e uma cerveja importada para Jackson, que agradeceu pelos drinques.

- Onde está o sr. Kunpimook? – perguntou Jackson ao garçom.

- Acredito que esteja participando de uma pequena reunião. Por favor, fiquem à vontade. Ele deve aparecer em breve.

Uma vez sozinhos, Mark sorveu um gole de vinho.

- Então, o que faremos agora? – sussurrou.

- Devemos parecer um casal tendo uma conversa íntima enquanto observa a paisagem.

Mark debruçou-se sobre a balaustrada. Jackson aproximou-se, encurralando-o entre seu corpo e a grade. Caso algum convidado reparasse neles, não veria nada além de um casal em lua-de-mel dividindo um momento íntimo e pessoal.

- Onde escondeu o microfone? – perguntou Jackson.

- Onde ninguém poderá achá-lo - retrucou em voz baixa.

- Você está tentando nos matar? – disse Jackson em um sussurro. – E por que não discutiu esse assunto comigo antes?

Mark envolveu-lhe o pescoço com os braços e puxou-lhe a cabeça para baixo.

- Não tivemos tempo. Tomei a decisão no último momento.

- Quem o está monitorando?

- Ninguém. O equipamento de escuta está no bangalô.

- Essa não foi uma boa ideia, Mark. Estou com um mau pressentimento.

- Não tem com que se preocupar. E se alguma coisa sair errado, pelo menos quando o nosso pessoal vistoriar o bangalô encontrarão a fita. Além do mais, alguém teria de chegar muito perto de mim para descobrir o microfone.

Jackson enlaçou-o pela cintura e puxou-o mais para perto dele.

- Está bem, querido. Mantenha os olhos bem abertos e tenha cuidado com a retaguarda. Esta manhã vários traficantes foram presos em Los Angeles, e Jaebum acha que essa operação tem conexão com Kunpimook. Aposto que a reunião que o está mantendo ocupado é por esse motivo.

- Se ele já transferiu a carga, então o que estamos fazendo aqui? – resmungou Mark, afastando-se. – Kunpimook, que bom vê-lo outra vez! – disse Mark, com um brilhante sorriso estampado no rosto.

Jackson puxou-o novamente para perto e manteve-o preso pela cintura, enquanto Kunpimook, uma mulher chamada Lalisa, que ele apresentou como sua esposa, e outro casal se aproximavam deles.

Kunpimook cumprimentou Jackson com um aperto de mão.

- Nick me disse que vocês estavam a bordo. Peço desculpas por não estar aqui para recebê-los. Tive um pequeno problema com meus investimentos. Estou certo de que você entende como são essas coisas, Jackson.

- Claro que sim – respondeu ele, pensando que, se Jaebum estivesse certo, os problemas de investimentos de Kunpimook estavam apenas começando. – Mark e eu estávamos admirando a vista.

- É espetacular, não é mesmo, querida? – disse Kunpimook, voltando-se para a ruiva ao seu lado. – A propósito, esta é minha mulher, Lalisa. Ela não gosta muito de velejar.

Lalisa deu um sorriso forçado e pediu licença, retirando-se em seguida.

Kunpimook virou-se para o homem de cabelos pretos a seu lado e apresentou como seu sócio, Daniel Chen. Em seguida apresentou a amiga dele, Anne Jacobs.

- Estes são Jackson e Mark Lee, de Seul, não é mesmo?

- Sim. – disse Mark, brindando-os com o mais radiante dos sorrisos.

A mente de Jackson estava a mil por horas. Sabia que já tinha encontrado o tal Chen antes, mas não conseguia lembrar onde. As chances de o sujeito não ser um criminoso comum pareciam mínimas. Era bem educado e refinado demais. Não era definitivamente o tipo de sujeito que se prende em uma esquina vendendo crack.

A rápida inspeção que fizera dos convidados a bordo revelara-lhe que não pareciam ligados ao tráfico ilegal de drogas. Claro que aquilo não significava que estivessem limpos. Muito provavelmente eram associados no submundo do crime.

Naquele instante, Chen estendeu a mão a Jackson, que o cumprimentou e esperou por algum sinal de reconhecimento por parte do homem.

- Já nos encontramos antes? – perguntou ele. – Sua fisionomia me parece familiar.

Jackson ignorou o olhar aflito de Mark, pegando-lhe a mão e enviando-lhe um sinal para que permanecesse em silêncio.

- Você costuma viajar a Seul? – perguntou Jackson.

Droga, ele não havia mentido quando dissera a Mark que tinha um mau pressentimento... Só não esperava ser reconhecido por um dos convidados de Kunpimook.

Chen meneou a cabeça negativamente e seus olhos castanhos tornaram-se especulativos.

- Nunca tive o prazer de visitar essa cidade.

Anne, uma lourinha com os olhos inteligentes, que parecia ter acabado de entrar na casa dos vinte anos, sorriu para Jackson.

- Qual seu ramo de negócios, sr. Lee?

- Jackson está envolvido com quase todos os tipos de negócios – Mark apressou-se em responder. – Não consegue concentrar a atenção em um só foco por muito tempo.

- Kunpimook disse que estão em lua-de-mel. Suponho que uma festa seria o último lugar onde gostaria de estar.

Mark sorriu para ela.

- Não pude resisti ao amável convite de Kunpimook. Talvez tenhamos sorte de sermos convidados a velejar. E além do mais estamos cogitando em comprar um iate. Esta é uma ótima oportunidade para nos decidimos.

- Oh, infelizmente houve uma mudança de planos e não poderemos velejar como havia planejado. Estamos levantando âncora esta noite – respondeu Kunpimook.

- Deixe-me pelo menos mostrar o iate por dentro, então, as cabines são simplesmente maravilhosas – propôs Anne, pegando Mark pela mão e afastando-o de Jackson, antes que este tivesse tempo de protestar. – Vocês podem conversar sobre seus negócios - concluiu ela.

- Eu não... - começou Jackson.

- Não se preocupe – interrompeu Anne. – Prometo trazê-lo sã e salvo de volta em breve.

Mark lançou a Jackson um olhar furtivo, enquanto seguia Anne pelo iate. Não havia planejado separar-se dele. Muito menos deixá-lo sozinho com Kunpimook, mas não podia recusar o convite da moça sem levantar suspeitas. Além disso, o indício de reconhecimento por parte de Chen o havia assustado. Não fazia a mínima ideia se Jackson conhecia o sujeito, porém o fato de ele ter sido reconhecido deixara-o com vontade de estar bem longe daquele iate.

- Você vai adorar os quartos, Mark – disse a loura. – Kunpimook não só contratou um dos melhores arquitetos para decorar o interior do iate, como se certificou de que seus convidados teriam todo o conforto possível a bordo.

- Você e Daniel conhecem o Kunpimook há muito tempo?

- Eu não, mas Chen o conhece há anos – disse a moça, dirigindo-se à primeira cabine. – Acho que se conheceram quando ele ainda praticava advocacia.

Mark entrou no quarto e fez os comentários apreciativos de praxe.

- Daniel é advogado?

O quarto encontrava-se imaculadamente limpo e era óbvio que não havia sido utilizado.

- Era, até tornar-se juiz alguns anos atrás – respondeu Anne. – Os outros quartos estão ocupados e são iguais a este, mas não acredito que Kunpimook e Lalisa se incomodarão se eu lhe mostrar a suíte deles. É inacreditável!

Um calafrio percorreu a espinha de Mark enquanto seguia Anne pelo estreito corredor da embarcação. Era perfeitamente possível que Jackson tivesse testemunhado perante Chen no julgamento de algum criminoso. Tinham de arranjar uma ótima desculpa para voltar à terra firme o mais rápido possível, pois era apenas uma questão de tempo para que o suspeito se recordasse de onde o conhecia.

Anne abriu a porta da cabine principal.

- Cá estamos nós, Mark... O que há... Está se sentindo mal? Está pálido!

Estou aterrorizado, pensou Mark. Se Kunpimook descobrisse a verdade enquanto ainda estavam a bordo, terminariam como comida de tubarões.

Mark não se lembrava de ter alguma vez desmaiado, mas talvez fosse uma boa ideia, pois assim Jackson ficaria perto dele. Com uma mão sobre o estômago e a outra na testa, jogou-se em cima da grande cama de casal.

- Preciso apenas de uns minutos de descanso – disse Mark com voz fraca.

Anne desapareceu dentro do banheiro da suíte, voltando rapidamente com uma toalha molhada, que aplicou sobre a testa de Mark.

- Deve ter sido algo que comi – mentiu Mark.

A moça sentou-se na beirada da cama com um ar genuinamente preocupado. Mark imaginou como uma moça tão jovem e inteligente teria se envolvido com pessoas como Kunpimook e Chen.

- Talvez esteja apenas mareado. Quer beber alguma coisa?

Mark deu um sorriso amarelo.

- Você se incomodaria de chamar Jackson para mim? Não gostaria que mais ninguém me visse nesse estado.

Anne lançou-lhe mais um olhar de preocupação antes de sair, fechando a porta atrás de si. Mark hesitou um segundo antes de pular da cama e fazer uma busca rápida nas gavetas e no closet. Não esperava encontrar evidências de tráfico de drogas ali, mas se pudesse ao menos dar uma olhada na carta de bordo, poderia ter uma ideia de onde Kunpimook se escondia durante os períodos de dez dias fora da ilha.

Tinha de correr contra o tempo, mas mesmo assim conseguiu inspecionar cada canto do quarto, sem sucesso. E não podia contar com o fato de Jackson vir sozinho ao seu encontro. Parou desolado no centro do quarto, tentando imaginar onde o homem esconderia o documento. Rapidamente esgueirou-se até o banheiro e revirou as gavetas, encontrando apenas os artigos habituais de toalete. Entrou no box e foi então que encontrou o que procurava.

Obviamente alguém saíra apressado dali, pois deixara entreaberta a porta que dava acesso a um pequeno compartimento. Abrindo o documento, deparou-se com várias colunas de números e anotações, bem como uma listagem da carga ilegal carregada pelo iate Mary Alice.

Leu em voz alta alguns itens da carga e dos portos visitados, para que fosse captada pelo microfone e gravada na fita.

Tinha encontrado a evidência que procuravam.

Mark estremeceu ao ouvir o som de vozes se aproximando, seguido de um clique da porta da cabine se abrindo.

- Onde está ele? – soou a voz de Kunpimook dentro do quarto.

~

Jackson estava ficando impaciente e tinha dificuldade em manter a conversa com Liam Barrett e Sherman Paul, dois banqueiros importantes. Os homens falaram sem parar sobre a taxa de juros que o governo federal insistia em não baixar. A única coisa que tinha em mente era onde estaria Mark. Tinham de encontrar um meio de pisar em terra firme o mais rápido possível, pois acabara de se lembrar de onde conhecia Chen. Sabia que seria apenas uma questão de tempo para que o juiz criminal se recordasse dele também.

Já fazia mais de quarenta minutos que Mark fora conhecer o iate, em companhia de Anne. Certamente já deveria ter retornado. O pior de tudo era que Kunpimook também desaparecera e isso aumentava ainda mais sua ansiedade.

Seu olhar fixou-se em Chen, que conversava com um senhor idoso, que Jackson reconheceu como sendo o dono de um estúdio de cinema, recentemente envolvido em um escândalo sexual. Sexo, drogas e rock’n roll sempre davam manchetes de primeira página nos jornais de Seul.

Se Chen o havia reconhecido não dera o mínimo sinal disso. Esperava que o juiz tivesse esquecido o julgamento de um traficante de drogas, no qual Jackson e seu antigo parceiro foram testemunhas. Um caso em que o traficante havia sido considerado inocente, pois o promotor esbarrara em um embate técnico.

De repente, um movimento estranho chamou sua atenção. Anne aproximou-se de Chen, disse algo com um sorriso nos lábios e desapareceu em seguida.

Mark estava em apuros. Estava certo disso. Não havia outra explicação plausível para o sumiço de Kunpimook enquanto Mark se encontrava desaparecido.

Tinha duas alternativas: aproximar-se de Anne e pedir que o levasse até ele ou procurá-lo ele mesmo.

Sem hesitar mais nem um segundo, pediu licença aos banqueiros e desceu rapidamente as escadas que levavam à parte interior do barco. Após alguns segundos localizou o corredor das cabines. Esbarrou em duas senhoras de meia idade que conversavam animadamente.

- Parece que está perdido, marinheiro – comentou a que parecia ser a mais jovem das duas, com um sorriso convidativo nos lábios.

- Acho que me perdi do meu companheiro - respondeu Jackson.

- Será que vocês o viram? Tem cabelos louros, magro e está usando um paletó preto.

- De uma olhada nas cabines - sugeriu a outra mulher.

- Ouvimos dizer que um homem ficou mareado e passou mal.

Jackson se afastou apressado pelo corredor. A vida de Mark dependia dele. Sem se dar ao trabalho, abriu a porta da primeira cabine, que se encontrava vazia. Quando chegou em frente à porta do último quarto, no final do corredor, seu coração estava quase pulando do peito.

Foi então que escutou a risada de Mark. Escancarou a porta do quarto e quase desmaiou de susto. Tinha se consumido de preocupação pela segurança dele e o que encontrara? O choque finalmente se deu lugar a algo mais enervante... um ciúme corrosivo.

Kunpimook estava sentado em uma cadeira com um drinque na mão e parecia tão perigoso quanto um adolescente embasbacado. Enquanto Mark se encontrava de pé, no meio do quarto, usando nada além de uma toalha enrolada no corpo e um sorriso nos lábios.



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