História Hope (Hiatus) - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Visualizações 56
Palavras 1.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Quase um mês, certo?
Desculpe pela demora.
Tive um pequeno bloqueio.

Espero que gostem.

Capítulo 4 - I like birds



Lya

Quando entro no restaurante, percebo que Jimin e Sun ainda não chegaram, olho para trás esperando Hoseok se aproximar.

Ele sorri e faz um sinal com a cabeça, apontando para uma das mesas.  O sigo e de longe vejo TaeHyung brincando com o porta-guardanapos, ele sorri assim que nota nossa presença ali.

- Finalmente vocês chegaram. - Fala nos olhando. - Cadê o Jimin?

- Foi resolver algumas coisas com a Sun, disse que já chegava.

Taehyung balança a cabeça e sorri novamente. Me sento ao lado de Hoseok,  me sentindo um pouco perdida entre eles.

- Oi, Lya. - Sorri animado para mim. - Como vai?

Me esforço para sorrir para ele da maneira mais agradável possível. 

- Bem. E você? 

- Bem. - balança a cabeça de leve.

Ficamos em silêncio por um curto tempo, antes dele puxar outro assunto.

- Souberam que vai ter um show de dança no domingo? Parece que são bem famosos.

- No domingo? - Hobi pergunta, me olhando de lado.

- É, eu tinha comprado um ingresso pra ir com você, mas não vou poder ir. - Taehyung me olha. - Se vocês quiserem...

- Claro! - Hoseok responde. - Ótimo, estava mesmo querendo sair. - Ele me olha.

Ouço Taehyung rir.

- Acho que foi uma indireta, Lya.

Reviro os olhos e rio fraco. Abro a boca para falar, mas a cadeira ao meu lado é arrastada pegando toda minha atenção para Sun, que se sentou ali.

- Vocês demoraram. - Comento baixo, apenas para que ela ouça.

- Desculpe,  houve um problema com o carro.

Arqueio uma das sobrancelhas e olho para Jimin que parecia distraído enquanto conversava com os meninos.

- Claro, com seu baton também,  pelo visto.

Ela arregala um pouco os olhos e passa os dedos em volta dos lábios, pega o celular que estava sobre a mesa se olhando no reflexo.

- Aish. - Balança a cabeça rindo. 


***


- Não, mãe, eu não posso ir nesse final de semana. - Resmunguei.

Ouvi um suspiro do outro lado do telefone e me sentei no puff que havia na varanda, olhei para céu e suspirei.

- Eu prometo que vou assim que tiver um tempo. Ok?

- Você sempre fala isso, Lya. Você não vem aqui desde que ele se foi. - Fala baixo. Fico em silêncio.  - Sei que é difícil,  mas você não pode se culpar pelo resto da vida por isso.

- Mas a culpa foi minha. Eu matei ele, mãe.  Se eu não fosse inconsequente e não tivesse ligado para ele por um besteira daquelas ele ainda estaria aqui. 

- Lya, foi um acidente...

- Não, mãe.  Chega,  eu não quero falar sobre isso.

- Certo...

- Eu preciso desligar, ok?

- Tudo bem, durma bem.

- A senhora também.  - Fecho os olhos.

Ela encerra a chamada e deixo que meu braço caia ao lado corpo. Suspiro alto, ainda de olhos fechados e me assusto ao ouvir a voz de Hoseok.

- Noite complicada?

Abro os olhos, o procurando e o vejo na sacada do lado.

- O que está fazendo aí? 

- Não se responde uma pergunta com outra.

Desvio meus olhos dele e encaro o céu escuro.

- Você está bem? - O ouço perguntar.

- Já perdi as contas de quantas vezes me perguntou isso hoje.

- É que você realmente não me parece bem.

Ri baixo e revirei os olhos, ficando em silêncio.  O vejo pular de uma sacada para outra e o olho.

- Não devia fazer isso, é perigoso.

- E você se importa? - Ele caminha até mim.

- Não,  mas não quero saber que alguém morreu pulando a minha sacada.

Ele ri se sentando ao meu lado.

- Bom... Eu não morri.

Balanço os ombros, fechando os olhos.

- O que houve com seu pulso?

Abro os olhos e olho para meu pulso, vendo a faixa branca presa ali, volto meu olhar para ele.

- Caí. 

- Hm. - Resmunga. - Você vai no domingo comigo, certo?

-Já te falaram que você fala demais? - Olho para ele.

- Já.  - Ri anasalado. - E já te falaram que você devia sorrir mais? Seu sorrindo é lindo.  -Fico em silêncio olhando para ele. Ele não me olhava, encarava o céu e sorria. - Não respondeu minha pergunta.

- Sim, eu vou com você.

O vi balançar a cabeça, voltei meu olhar para o céu e ficamos em silêncio. 

A companhia dele era boa, mesmo que ele falasse demais e fizesse perguntas demais as vezes.

- Que ver um filme? - Se vira para mim.

- Você não consegue mesmo ficar quieto por alguns minutos, não é? - Ri. - Que filme?

- Hm... Eu não sei, de comédia de preferência. 

- Claro, pode ser.

Ele se levanta e me estende a mão,  seguro a mesma, dando impulso para que eu levantasse. Entramos no apartamento e ele se senta no sofá,  colocando uma das almofadas no colo.

- Vou fazer alguma coisa pra gente comer, escolhe o filme. - Jogo o controle para ele.

- Sim senhora.

Vou em direção a cozinha e procuro algumas besteiras para que a gente comesse, separo alguns biscoitos e pego dois copos, tento equilibrar tudo e assim que apareço na sala ele vem me ajudar. Volto para cozinha e pego algo para bebermos.


***


- Gosto de pássaros.  - Digo me virando para ele.

- Pássaros?  - Ri fraco.

O filme ainda rodava na televisão,  mas por algum motivo,  Hoseok conseguiu pegar toda minha atenção. 

- Por que pássaros? 

- Porque eles podem voar para longe, quando as coisas ficam sérias. 

Ele fica em silêncio me olhando. Começo a me arrepender de ter dito tal coisa, mas então ele sorri e dá de ombros e é como se essa sensação sumisse em um estalar de dedos.

- Legal, faz sentido. 

Ficamos em silêncio,  apenas ouvindo as vozes do filme, abaixo o olhar, antes de pressionar os lábios. 

- Do que você tem medo?

- Hm... Tenho medo de ferir o coração de alguém. 

Olho para ele, confusa.

- Por quê?

- Porque eu sei como dói. 

Ele novamente me olha, desta vez seu rosto tem uma expressão séria, e noto o quão seu sorriso faz falta. 

- Acredite, eu tive dias bem difíceis, mas... Aprendi que você não vai se curar voltando para o que te deixou em pedaços. - Ele suspirou,  deitando a cabeça no encosto. - Você precisa manter a calma, respirar fundo e seguir em frente. Você precisa recomeçar.



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