História Hope || Harry Styles - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles
Tags 1direction, Dark, Drama, Espíritos, Fanfic, Harry, Harry Styles, Morte, Sobrenatural, Suícidio, Suspense, Terror, Tortura, Violencia
Exibições 43
Palavras 2.096
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


DESCULPEM MESMO A DEMORA, MAS EU ESTAVA SEM INSPIRAÇÃO 😭

Capítulo 12 - † X †


Fanfic / Fanfiction Hope || Harry Styles - Capítulo 12 - † X †

"Por favor, eu não queria tê-la pressionado daquela maneira, mas... pensei que me entenderia.  Sério, não se afaste ou eu vou enlouquecer... Estou apaixonado mesmo, Melissa... Não me deixe. 

Xx"


Lá estava a mensagem de Henry no meu celular. Já era a quinta daquela manhã. Eu não havia ido trabalhar, não tinha encontrado forças depois do que me aconteceu noite passada, depois que vi minha mãe daquela maneira e, principalmente, por não poder ter feito absolutamente nada para mudar, por ter sido covarde, por estar sendo covarde. 


Eu gostava de Henry, gostava mesmo. Eu sabia que ele gostava de mim também... mas eu não poderia arriscar e colocar sua vida em perigo, com Harry me ameaçando dessa maneira.


Eu estava confusa em relação a tudo. Harry me fazia mal de todas as maneiras que podia, não queria que eu me aproximasse de seu irmão, me torturava fisicamente e psicologicamente. Sobretudo, ele havia me levado até a minha mãe e eu percebi a sua preocupação, vi que ele queria mesmo ajudá-la. 


Eu realmente não o entendo. 


     — Por que jogou o corpo da minha mãe naquele rio? Você poderia ter deixado-o aqui — falei, atordoada. Harry estava parado perto da janela me observando, secamente. Ele estava bem mais nítido, como se estivesse vivo mesmo, e eu não entendia o porquê. Não me apetecia perguntar, pois eu sabia que ele não me responderia. 

     — Eu não fiz isso — respondeu ele, lentamente e sem desviar os olhos de mim. 

     — O quê? — Como assim ele não havia feito aquilo? Eu passei todo o tempo achando que era ele... ou ele estava mentindo agora? — Você está mentindo — acusei, irritada e colocando o celular sobre a cama. 

     — Não estou mentindo, Melissa — afirmou ele e senti a sua aproximação. 


Não senti medo e fiquei surpresa com isso. 

     — Se não foi você, então quem foi? — perguntei, irritada. — Ninguém sabia que ela havia se matado. Apenas eu, você e... — parei de falar assim que meu pai apareceu na minha cabeça. Fiquei fitando Harry e pensando em todas as possibilidades... 


Foi ele? Foi o meu pai...? 


     — No que está pensando? — Harry quis saber e parecia bastante curioso. 

     — Meu pai... ele... — Pus as mãos na cabeça e evitei ficar frustrada. 


Não consegui evitar em ir até o quarto do meu pai. Não tinha ouvido ele sair hoje de manhã, provavelmente ele ainda estava dormindo e eu não me importava em interrompê-lo. Quero que ele diga na minha cara, que ele seja corajoso o suficiente. 

     — Melissa, espere! O que pensa que vai fazer? — pergunta Harry, me segurando pelo braço bruscamente. 

     — Me solta — mandei com os dentes cerrados. 

     — Não vai adiantar qualquer coisa que for fazer. Ela já está morta, aceite isso e não perca o seu tempo — revidou ele, com mais atitude que eu. 

     — Você não entende mesmo, não é? — perguntei e com isso ele me soltou. 


Eu preciso ouvir meu pai dizendo o que fez, quero ter consciência do que as pessoas à minha volta são capazes de fazer. 


Saio de perto do Harry e entro no quarto do meu pai, encontrando-o sentado murmurando alguma coisa, parecia triste e logo quando me viu se levantou rapidamente. 

     — Foi você, não foi? Foi você que a jogou naquele rio? — perguntei, já sabendo a resposta. 


Ele arqueou a sobrancelha e olhou para o chão, como se estivesse visualizando todas as coisas que não podiam ser vistas por mim naquele instante.

     — Eu espero mesmo que ela tenha ido para o inferno — falou com os dentes cerrados. A imagem da minha mãe naquele estado me vem na cabeça e é tudo para que as lágrimas voltassem a aparecer. Tive vontade de pular no pescoço do meu pai, mas... mas não tive coragem o suficiente.

     — Como consegue dizer algo tão horrível assim? — perguntei, perplexa. 


Harry estava atrás de mim, conseguia sentir seu ar gélido e tinha quase certeza que meu pai também.

     — Ela mereceu! — O vi gritar e parecia fora do controle, pela primeira vez na minha frente. Me assustei com aquilo e olhei para Harry, esquecendo-me totalmente que estava na frente do meu pai e que ele observava cada gesto meu. — Tem alguém aqui, não tem? — perguntou, olhando para atrás de mim.

     — Você está louco! — gritei, sabendo que aquela frase também poderia ser destinada a mim.

     — Você não pode interferir em nada, Melissa, seja o que for. Você não vai conseguir ser feliz, eu tenho certeza disso — me disse ele, lentamente. Inevitavelmente acreditei em tudo o que ele falou. Eu não queria, mas... mas parecia ser realmente verdade. — Tudo vai acontecer como no predito.


Aquilo com certeza não era uma das coisas que eu imaginei vir dele. Ele parecia me amaldiçoar a cada palavra que pronunciava.


     — Ninguém vai lhe ajudar, seja qualquer pessoa que estiver com você,  agora — continuou, me fitando e com um ódio enorme nos olhos. 


     — Eu disse para não vir aqui. Ele odeia você e está conseguindo deixá-la mais fraca. Consigo perceber isso, Melissa. Saia daqui — ouvi Harry mandar, perto do meu ouvido. 


Limpei os olhos e corri em direção ao meu quarto, trancando a porta em seguida. Do outro lado do cômodo ouvi algo ser jogado na parede e logo passos pela escada. Ele havia saído.


Chorei muito, como se a minha alma estive prestes a sair. Cada centímetro do meu corpo me enviava mensagens de como me matar, de que havia jeito de tudo isso acabar. Mas também enviava respostas de insegurança e mostrava que eu não iria conseguir, pois com Harry por perto seria impossível. 


     — Não chore, Melissa, está gastando mais ainda suas energias. — Harry segurou forte no meu rosto, me forçando a olhá-lo. Eu estava irritada e triste por conta de todos. Por que Deus não me ajudava? Eu estava precisando de ajuda, mas por que Ele não me ajudava?

     — Por que meu pai odeia tanto a mim e a minha mãe? — sussurrei, fitando seus olhos, que estavam escuros demais, quase impossibilitando a perspectiva de que na verdade eles eram verdes.

     — Eu... realmente não tenho respostas para isso — respondeu e incrivelmente senti verdades nas suas palavras.


     — Ele está me fazendo sofrer ainda mais — confessei, fechando os olhos e sem conseguir respirar muito pela aproximação de Harry.

     — Você vai conseguir acabar com toda essa raiva... na verdade, vai precisar muito dela e tudo se resolverá. Eu prometo. — E assim ele acariciou o meu rosto, me fazendo sentir mais confusões ainda.


Por que ele age tão diferente às vezes? Por que ele conseguia ser tão mau e carinhoso em pequenos intervalos de tempo? Por que ele não era como o irmão dele? Por que ele me odiava...? E por que eu sentia como se estivesse vivendo em um mar de mentiras? 


     — Não sei o que dizer para Henry — comento, tirando as suas mãos do meu rosto e me afastando dele. 

     — Não precisa continuar indo trabalhar, se quiser — ele avisou e eu voltei a lhe olhar novamente. 

     — Eu não posso, Harry. Eu sou a única que cuida de tudo aqui. Preciso pagar a água, a energia, comida... — falei. 

     — Fique calma, logo mais não vai ser preciso. — Ele voltou a seu lugar de costume: perto da janela. 

     — Como assim...? — Fiquei com medo. Eu não poderia ir embora daqui tão cedo, eu estava com problemas na economia e além disso o meu pai não me ajudava. 

     — Quando fizer o que eu tenho em mente as coisas irão mudar e... e acredito que não poderá mais viver nessa casa — ele falou lentamente, olhando através da janela.

     — O que você vai fazer? — perguntei, com esperanças de saber o que se passava a cabeça dele.

     

Harry me fitou e me analisou, parecia pensar bastante no que ia dizer e aquilo me deixava desconfortável. Ele lembrava de alguma coisa, e eu sabia disso. Estava escrito na sua expressão.


     — Eu... eu a amava muito, Melissa... mas eles foram injustos comigo e não me ouviram — sussurrou, porém eu pude ouvir atentamente.


     — Você não matou a sua mãe...? — Senti pena e a vontade de chorar veio novamente. Algo em meu coração não me mostrava isso, não me mostrava que ela tinha sido morta por Harry. Eu conseguia ver nos seus olhos o quanto a tristeza tinha tomado conta dele, e... e não podia ser arrependimento ou culpa. Não era isso que parecia. Parecia frustração e... desentendimento. 

     — Você pensava mesmo que eu tinha a matado? — Ele levantou os braços em perplexidade. Estava irritado novamente. 

     — Eu... 

     — Você é tola! Eu não posso lhe mostrar nada se não passar a confiar em mim, Melissa. Não posso! — exclamou, aproximando-se de mim e dessa vez o medo chegou no alto nível assim que ele agarrou meu braço, grosseiramente.

     — O que quer que eu faça!? Eu não consigo confiar em você! — gritei, com raiva. 


Como ele poderia me dizer que eu tinha que confiar nele depois de tudo o que fez e o que faz? Isso era impossível. Eu não posso confiar em um espírito que odeia o próprio irmão. Não posso confiar em um espírito que me ameaça. Eu nem poderia estar pensando em pôr confiança nas pessoas que já morreram! 


     — Isso vai se tornar muito difícil se não começar a pensar direito. Você tem livre-arbítrio e eu não posso interferir em nada... a não ser que confie em mim — disse pausadamente, sem se importar em machucar o meu braço.

     — Você me machuca muito, faz eu me sentir mal a ponto de me induzir à morte! Eu odeio você, quero você longe! Não vou confiar em você de maneira alguma! — gritei, soltando-me bruscamente.

     — Me quer longe? — Seus olhos pareciam pegar fogo e não consegui pensar direito quando ele passou ela me puxar para dentro do banheiro.


Meu Deus...


     — Harry! Para! — gritei, tentando evitar que ele me puxasse, mas a sua força era enorme e ele parecia explodir de tanta ira. Iria esmagar o meu braço se continuasse a apertá-lo daquela maneira.

     — Com certeza não quer ele longe, não é mesmo!? — perguntou próximo do meu ouvido, referindo-ao a Henry. Começou a puxar o meu cabelo para trás e me empurrou para perto da banheira cheia com a água que eu havia usado mais cedo.

     — Não faça sso! Está doendo! — implorei de olhos arregalados e com a garganta doendo, sentindo a enorme tortura de ter o cabelo puxado com força. 


Iria me matar dessa vez?


     — Eu já disse que vocês não ficarão juntos! Seu pai tem razão! Você não será feliz. Nunca! — E dito isso ele enfiou minha cabeça dentro da água e me desesperei assim que comecei a sentir falta de ar. 


Eu queria morrer sim,  mas não de uma maneira tão dolorida e torturante. 


     — Quer morrer, não é? — perguntou, depois de puxar a minha cabeça para perto de seu rosto. — Isso não vai acontecer e eu não vou sumir... não vou sumir enquanto não tiver me vingado pelo que ele fez! — continuou e voltou a enfiar a minha cabeça para dentro da água novamente. 


     — Harry — ouvi alguém sussurrar depois dos logos segundos e... e parecia ser a voz da minha mãe.


Minha mãe?


Consegui tirar minha cabeça da água assim que não senti mais Harry me empurrando. Comecei a tossir e a chorar feito uma condenada. Sentei no chão e procurei Harry com os olhos. O vi sentado no chão, encostado na parece e amedrontado. 


Pela primeira vez o vi fraco e com medo. O que havia acontecido com ele? E por que minha mãe tinha chamado a ele e não a mim? 


Agora pouco eu estive prestes a morrer, mas minha mãe chamou a pessoa que estava tentando me matar...


     — Está doendo... — ela voltou a sussurrar e me desesperei, tentando parar de chorar.


     — Desculpe... — Harry falou, e não consegui saber se ele estava se dirigindo a mim ou a minha mãe.

     — Mãe? Você está aqui? — perguntei, olhando para os lados do banheiro. — Onde ela está? Me diz onde ela está!? — gritei com os dentes cerrados. 


Ele respirou fundo e percebi que estava chorando.


Harry estava chorando...

     — Está na minha cabeça — respondeu por fim e o meu coração pareceu ser perfurado por um canivete.





Notas Finais


Espero que tenham gostado, amores. Bjos 🌸😍 obrigada a todos os votos e comentários ♡♡♡


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