História Hope || Harry Styles - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles
Tags 1direction, Dark, Drama, Espíritos, Fanfic, Harry, Harry Styles, Morte, Sobrenatural, Suícidio, Suspense, Terror, Tortura, Violencia
Exibições 71
Palavras 2.344
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Finalmente saiuuuuuu 😂😂😂 desculpem mesmo por isto, eu tive que apagar o Spirit e o Wattpad por conta do celular. Estou fazendo tudo o que eu posso!

Espero que gostem ♡
✔ Capítulo editado

Capítulo 9 - † VII †


Fanfic / Fanfiction Hope || Harry Styles - Capítulo 9 - † VII †

Havia escurecido e eu não sabia que tinha demorado tanto tempo conversando com Henry sobre a minha mãe. Claro, eu não contei tudo, não queria que ele ficasse com mais pena de mim.

Estávamos andando por um caminho próximo do cemitério, não havia luzes por ali e a única coisa que podia se ver eram as lápides ficando mais longe ainda, atrás de nós dois.

    — Você vai conseguir lidar com isso, Melissa, eu sei que vai — ouvi Henry me confortar depois que terminei o meu pequeno discurso de dor sobre a morte da minha mãe.

Olhei para ele e o mesmo parecia estar perdido em pensamentos. Ele andava ao meu lado, me conduzindo para mais longe do cemitério.

     — Como era sua mãe? — perguntei  sem querer. Eu não lembrava de tê-la visto alguma vez. Não sei como ela era antes, só sei que Henry a amava muito e geralmente conversávamos sobre ela, quando tínhamos algum tempo fora do trabalho.

O fitei novamente e me arrependi plenamente de ter feito aquela pergunta. Eu havia tocado em sua ferida aberta, de novo...

Henry diminuiu os passos e finalmente parou, assim ficamos ali naquele lugar escuro e sentindo uma saudade imensa de nossas mães.

     — Ela... ela era incrível... alegre e sempre tinha um brilho no olhar... Às vezes eu... bem, me irritava um pouco quando percebia que sua atenção estava mais focada nele, no meu irmão... Mas... mas ela sempre vinha até mim e me dava um beijo na bochecha... — ele confessou, com o olhar parecendo atravessar o chão que pisávamos. Quando ele mencionou o Harry um pequeno calafrio habitual me encheu. Eu não sabia que Henry tinha ciúmes de Harry com sua mãe, pois ele não havia me contado isso antes...

     —  Eu pensava que Harry não tinha uma boa relação com a mãe de vocês... — comentei, tentando imaginar um Harry amoroso com a mulher que lhe colocou no mundo. Apenas estava confusa com o que Henry tinha dito. Não seria o Harry que deveria ter ciúmes de seu irmão e sua mãe?

Do nada ele mudou sua expressão e passou a olhar para atrás de mim, com rugas na testa. Franzi o cenho e tentei decifrar o que se passava.

     — O que foi aquilo? — ele perguntou e passei a ficar alarmada. Me virei para onde ele estava olhando e não vi nada, apenas árvores e árvores. — Eu juro que vi alguém passando por ali — ele continuou, andando para a minha frente e apontando o dedo para o lugar onde eu estava olhando.
     — Acho melhor irmos embora, já está escuro demais por aqui. — Tentei puxar seu braço, mas ele continuou fixo.
     — Vamos ver o que era aquilo, eu não estou louco — ele passou a falar e dessa vez parecia mais desesperado. Logo me puxou e eu não consegui barrá-lo.

Aquela mesma atmosfera volta ruim e tudo passou a ficar bem mais sombrio. Com certeza havia alguma coisa de errada aqui.

O Harry não tinha aparecido para mim e nem tinha falado comigo depois do que aconteceu no carro, e isso era estranho. Eu sei, ele fazia coisas ruins quando estava perto, mas, acreditem, parece que fico bem mais desprotegida quando ele não está nas minhas vistas, pois não sei o que ele anda fazendo...

Isso... Isso é confuso.
     — Espere, Henry! — berrei, parando bruscamente e fazendo ele parar de andar e se virar para mim.
     — O que foi?
     — Acredito que é melhor mesmo não irmos, por favor, vamos embora — supliquei. Tantas coisas ruins já aconteceram comigo (e acontecem) que eu tinha receio de tudo em volta de mim.
     — O quê? Mas o que pode ter errado? Olhe, não pode ser nada. Se quiser eu vou sozinho, e você me espera aqui — ele sugeriu. — Eu quero mesmo saber o que estava lá — continuou curioso.
     — Não! Não... eu... — gaguejei. Bem, ir não me parecia uma boa opção e ficar aqui sozinha, no meio desse lugar desconhecido, era outra opção pior ainda. Ele não ia aceitar vir embora, mesmo que eu não fosse junto ele parece decidido a ir sozinho... — OK, eu vou com você — continuei depois de respirar fundo.

Ele assentiu e seguimos em frente.

[…]

Depois de andar mais por longos minutos de tensão algo nos assustou.

     — Ouviu isso? — perguntou ele, e parecia mais fascinado do que assustado.

O que estava acontecendo aqui? Será se era Harry?  Será se estava zombando das nossas caras?

Eu estava a muito tempo com Henry e ele parecia ser a pessoa que Harry mais odiava no mundo. O espírito que me assombrava não devia estar muito contente – aliás, ele nunca estava.
     — Venha... — Henry sussurrou e nos aproximamos de arbustos e alguns troncos soltos pelo chão. Não havia som de nada aqui e qualquer movimento pode ser ouvido de longe. — Mas o que é aquilo...? — murmurou ele para si mesmo e se aproximou mais ainda, tirando algumas plantas do caminho.

Procurei o que quer que fosse com os olhos e logo vi o que eu não imaginava que poderia ser...
     — Oh, meu Deus...

Era um corpo.

Henry afastou alguns troncos e a visão ficou bem mais nítida.
     — Minha nossa! — ele exclamou e tentei não vomitar com o que vi. Não consegui enxergar o rosto da pessoa, mas parecia ser uma garota da minha idade. Ela estava com sangue por todas as parte e suas roupas estavam rasgadas. Havia uma fissura na sua barriga e consegui ver alguns de seus órgãos para fora.

Henry não parou de murmurar coisas e só agora parecia estar assustado.
     — Vou ligar para a polícia! — ele falou e se afastou, indo para atrás de mim. Eu estava com as mãos na boca e perplexa com o que via.

Algo me fez aproximar-se mais ainda do corpo, a fim de tentar identificar a garota morta, e me arrependi tanto por isso...

Era Nicole...

Oh, meu Deus!

     — Henry! — chamei por ele e passei a chorar de desespero. — É Nicole! — apontei o dedo e não consegui tirar os olhos dela.

Eu sabia quem tinha feito isso.

Ele nos trouxe até aqui, ele sabia que Henry seria curioso o suficiente a ponto de virmos até o corpo que eu tinha matado.

Claro, ele tinha usado meu corpo, mas se eu fosse forte o suficiente eu conseguiria ter controle sobre o mesmo, e ninguém sairia morto. Nicole não estaria morta e nem os moradores que sumiram de nossa cidade.

     — Eles já estão vindo — ouvi Henry falar de longe, e logo senti seus braços à minha volta. — Fique calma... — pediu ele e finalmente consegui desgrudar os olhos do corpo da nossa colega de trabalho.

[…]

Depois de alguns minutos de agonia ouvimos passos ao longe e algumas luzes vindo em nossa direção. Eram os policiais, com lanternas e murmurando alguma coisa.

     — Está tudo bem com vocês?  Srta. Lee? — um homem falou com a gente, e logo percebi que era o investigador que tinha vindo em minha casa hoje. Ao nosso lado alguns policiais investigavam tudo ao redor e uma mulher com luvas olhava o corpo de Nicole.
     — Achei que tinha visto alguma coisa, então viemos até aqui e a encontramos, Sr. Hart... Vamos precisar ir na delegacia para contar o que vimos? — Henry perguntou, um pouco atordoado.
     — Não, Sr. Styles, foi bom que a encontraram, para que possamos investigar melhor tudo isso. Não é bom saber que corpos sumiram sem ao menos deixarem pistas. São vários fatores que fazem disto algo assustador — ele respondeu, e consegui perceber a decepção nítida em seu rosto. — Aliás, eu sugiro que vocês não andem por aí desprotegidos... Há alguém muito perigoso solto e acreditamos que essa pessoa não está sozinha... — continuou, olhando pros lados, como se procurasse alguma coisa. — Ela parece ser esperta, mas não vou deixar ir tão longe — terminou e eu tentei não ficar mais temerosa.

Isso estava começando a ficar perigoso demais e eu estava com medo. Harry queria fazer alguma coisa e estava precisando da minha ajuda, porém eu não sabia o que ele estava planejando. Pessoas iam continuar morrendo e eu tinha medo de que o Sr. Paul conseguisse saber quem estava fazendo tudo isso. Eu serei presa em prisão perpétua ou ele também será morto, assim como qualquer um que tentasse descobrir o que estava acontecendo.

     — Bem, estamos cansados e Melissa está exausta. Podemos ir? — Henry perguntou e saí do meu devaneio.

Eu estava precisando mesmo descansar – se eu conseguisse,  é claro.

     — Claro. Boa noite, e tomem cuidado — ele despediu-se de nós com um aperto de mão.

Henry me puxou e seguimos novamente para a parte do cemitério que todos conheciam.

     — Sinceramente, Henry, você não deveria ter se encorajado tanto daquela maneira, algum... algum louco poderia estar lá... — reclamei, me referindo ao Harry, assim que chegamos perto do meu carro. Ele se virou para mim e mesmo depois de ter visto o que vimos parecia bem calmo. Eu queria poder ter esse auto-controle que ele tem, ele era centrado e parecia saber o que queria. Eu deveria ser assim...
     — Eu sei, desculpe, mas eu fiquei bem curioso... eu vi alguma coisa passando, Melissa. Se você estivesse no meu mesmo ângulo de vista, com certeza iria ver também. — Ele parecia preocupado com o que eu estava pensando. Mas para que isso agora? Eu tinha acabado de ver o corpo da nossa ex-colega de trabalho com os órgãos postos a céu aberto!
     — Eu acredito em você, está bem? Só fiquei preocupada com tudo isso... — confessei.
     — Eu sei como deve estar se sentindo... mas precisamos nos dar apoio agora, precisamos ficar juntos — ele falou lentamente e tocou no meu rosto com o dedo médio. Senti um pequeno frio na barriga e lhe dei o melhor que podia de um sorriso. Ele tinha razão... mas era o certo? Ele não ia correr algum perigo se eu passasse a ficar tão próxima assim?

Eu não podia vacilar...

     — Você precisa descansar, Melissa, está exausta... — ele informou, passando seu dedo delicadamente abaixo do meu olho.

Eu estava com medo de ficar sozinha... pois eu sabia o que iria acontecer quando Henry fosse embora... Porém, ele, com certeza, não era a melhor companhia agora, não nessas circunstâncias...
     — Tudo bem, eu vou descansar — eu disse, por fim.
     — Até mais — despediu-se ele com um beijo na minha testa e me dando um sorriso torto. Logo dá meia-volta e vai em direção ao outro lado da rua.

Fitei meu carro ao meu lado e me encorajei a entrar no mesmo.

Quando sentei no banco não consegui sentir nada de mais. Estava tudo muito quieto e... e normal.

Franzi o cenho e me coloquei a conduzir.

Já passava das nove da noite e eu não sabia o que havia de errado comigo. Estava pensando no Harry, no que ele poderia estar fazendo e no porquê de não ter aparecido em nenhum momento para mim enquanto estive dentro do cemitério.

Onde ele estava? O que estava fazendo? Ele tinha me deixado em paz, finalmente?



Entrei na minha casa um pouco receosa e tranquei a porta. Encontrei o meu pai na cozinha, com a geladeira aberta. Ele não teve mesmo a sensibilidade de ter ido ao funeral da minha mãe... mas o que eu poderia esperar? Foi ele quem causou a morte dela e era óbvio mesmo que ele não se importasse com nada.

Comecei a ouvir uma risada fraca, que depois aumentava até se tornar uma gargalhada. Percebi que quem estava rindo era ele próprio, ainda de costas para mim, mas sabendo que eu estava ali na sala, parada.

Por que ele estava rindo?

     — Você os vê também, não é? — ouvi sua voz fraca, ainda acompanhada de risadas. Antes que eu percebesse ele já estava virado para mim, com os olhos vermelhos por conta do álcool. — Você sabe que eles estão aqui, perto de nós — ele sussurrou a última frase, atropelando as palavras e com um pequeno sorriso. Ignorei meu medo e o fitei, sem expressão.
     — Eu não sei do que está falando — menti e ele riu mais ainda.
     — Ele quer você, Melissa, você deixou que ele se acomodasse aqui. Está encrencada... e é melhor ter cuidado... — ele me informou, mas dessa vez estava bem sério.

Ele estava falando de quem? Do Harry...? Do Diabo?

Não pensei que Harry estivesse falando sério quando disse que meu pai o achava uma ameaça. Achei que ele estava apenas me manipulando.

Também não conseguia entender. Meu pai era mau e havia vários espíritos dentro de nossa casa por conta dele, porém Harry parecia não fazer parte disso. E meu pai falava como se já o conhecesse. Harry parecia não ser uma coisa boa para ele e eu não entendia isso, pois Harry era mau também. O máximo que eles deveriam ter era um tipo de ligação.

Senti meus pés me moverem e quando me dei conta já estava dentro do meu quarto, com a porta trancada.

Tranquei as luzes e olhei para os cantos. Eles estavam lá, parados e me olhando. Porém o silêncio era enorme e o frio na barriga também.

Minha respiração acelerou e tentei evitar ao máximo o que estou prestes a fazer. Eles estavam aproximando-se de mim aos poucos e parecia que iam me levar para algum lugar...

Eu tinha que fazer o que tinha em mente.

     — Harry? Onde você foi...? — sussurrei e senti uma vontade imensa de chorar. Ele estava irritado comigo. Eu sinto isso, pois eles estavam aqui porque ele estava permitindo. Ele deveria estar aqui agora, mas não estava... — Harry... — o chamei mais uma vez, mas não consegui ouvir a minha voz.

Eles estavam bem na minha frente e a última coisa que senti foi uma tontura e uma dor enorme na cabeça.
Eu tinha o chamado, mas ele não havia aparecido. 


Notas Finais


Eu sei, o Harry não apareceu nesse capítulo :c sorry, zaynte! Mas enfim, gostaria que tivessem paciência comigo, eu estava com tudo na cabeça, mas as coisas estão meio difíceis em relação à minha criatividade, acabei esquecendo quase todas as ideias, mas vou tentar deixar o melhor possível para vcs! Beijos e boa noite 😍♡


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