História Hope || Harry Styles - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles
Tags Dark, Espíritos, Fanfic, Harry, Harrystyles, Loucura, Morte, Sobrenatural, Suspense, Terror, Tortura, Violencia
Exibições 37
Palavras 2.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Finalmente saiuuuuuu 😂😂😂 desculpem mesmo por isto, eu tive que apagar o Spirit e o Wattpad por conta do celular. Estou fazendo tudo o que eu posso!

Espero que gostem ♡

Capítulo 9 - † VII †


Fanfic / Fanfiction Hope || Harry Styles - Capítulo 9 - † VII †

Havia escurecido e eu não sabia que tinha demorado tanto tempo conversando com Henry sobre a minha mãe. Claro, eu não contei tudo, não quero que ele fique com mais pena de mim.

Estávamos andando por um caminho próximo do cemitério, não havia luzes por ali e a única coisa que podia se ver eram as lápides ficando mais longe ainda, atrás de nós dois.

    — Você vai conseguir lidar com isso, Melissa, eu sei que vai — ouço Henry me confortar depois que terminei o meu pequeno discurso de dor sobre a morte da minha mãe.

Olho para ele e o mesmo parece estar perdido em pensamentos. Ele anda ao meu lado, me conduzindo para mais longe do cemitério.

     — Como era sua mãe? — pergunto sem querer. Eu não lembro de a ter visto alguma vez. Não sei como ela era antes, só sei que Henry a amava muito e geralmente conversávamos sobre ela, quando tínhamos algum tempo fora do trabalho.

O fito novamente e me arrependo plenamente de ter feito aquela pergunta, toquei na sua ferida aberta...

Henry diminui os passos e finalmente para, ficamos ali naquele lugar escuro e sentindo uma saudade imensa de nossas mães.

     — Ela... ela era incrível... alegre e sempre tinha um brilho no olhar... Às vezes eu... bem, me irritava um pouco quando percebia que sua atenção estava mais focada nele, no meu irmão... Mas... mas ela sempre vinha até mim e me dava um beijo na bochecha... — ele confessa, com o olhar parecendo atravessar o chão que pisávamos. Quando ele menciona o Harry um pequeno calafrio me preenche. Eu não sabia que Henry tinha ciúmes de Harry com sua mãe, ele não havia me contado isso antes...

     —  Eu pensava que Harry não tinha uma boa relação com a mãe de vocês... — comento, tentando imaginar um Harry amoroso com a mulher que lhe colocou no mundo. Apenas estava confusa com o que Henry disse, não seria o Harry que deveria ter ciúmes de seu irmão e sua mãe?

Do nada ele mudou sua expressão e passou a olhar para atrás de mim, com rugas na testa. Franzo o cenho e tento decifrar o que se passa.

     — O que foi aquilo? — ele pergunta e passo a ficar assustada. Me viro para onde ele estava olhando e não vejo nada, apenas árvores e árvores. — Eu juro que vi alguém passando por ali — ele continua, andando para a minha frente e apontando o dedo para o lugar onde eu estava olhando.
     — Acho melhor irmos embora, já está escuro demais por aqui. — Tento puxar seu braço, mas ele continua fixo.
     — Vamos ver o que era aquilo, eu não estou louco — ele passa a falar e dessa vez parece mais desesperado. Logo me puxa e eu não consigo barrá-lo.

Aquela mesma atmosfera volta e tudo passa a ficar bem mais sombrio, com certeza há alguma coisa errada aqui.

O Harry não tinha aparecido para mim e nem tinha falado comigo depois do que aconteceu no carro, e isso era estranho. Eu sei, ele faz coisas ruins quando está perto, mas, acreditem, parece que fico bem mais desprotegida quando ele não está por perto, pois não sei o que ele anda fazendo...

Isso... Isso é confuso.
     — Espere, Henry! — berro, parando bruscamente e fazendo ele parar de andar e se virar para mim.
     — O que foi?
     — Acredito que é melhor mesmo não irmos, por favor, vamos embora — suplico. Tantas coisas ruins já aconteceram comigo (e acontecem) que tenho receio de tudo em volta de mim.
     — O quê? Mas o que pode ter errado? Olhe, não pode ser nada. Se quiser eu vou sozinho, e você me espera aqui — ele sugere. — Eu quero mesmo saber o que estava lá — continua, curioso.
     — Não! Não... eu... — gaguejo. Bem, ir não me parece uma boa opção e ficar aqui sozinha, no meio desse lugar desconhecido, deve ser outra opção pior ainda. Ele não vai aceitar vir embora, mesmo que eu não vá junto ele parece decidido a ir sozinho... — OK, eu vou com você — continuo depois de respirar fundo.

Ele assente e seguimos em frente.


Logo depois de uns longos minutos algo nos assusta.

     — Ouviu isso? — pergunta ele, e parece mais fascinado do que assustado.

O que estava acontecendo aqui? Será se era Harry?  Será se estava zombando das nossas caras?

Estou a muito tempo com Henry e ele parece ser a pessoa que Harry mais odeia no mundo. O espírito que me assombra não deve estar muito contente, aliás, ele nunca está.
     — Venha... — Henry sussurra e nos aproximamos de arbustos e alguns troncos soltos pelo chão. Não há som de nada aqui e qualquer movimento pode ser ouvido de longe. — Mas o que é aquilo...? — murmura ele para si mesmo e se aproxima mais ainda, tirando algumas plantas do caminho.

Procuro o que quer que seja com os olhos e logo vejo o que eu não imaginava que poderia ser...
     — Oh, meu Deus...

É um corpo.

Henry afasta alguns troncos e a visão fica bem mais nítida.
     — Minha nossa! — ele exclama e tento não vomitar com o que vejo. Não consigo enxergar o rosto da pessoa, mas parece ser uma garota da minha idade. Ela está com sangue por todas as parte e suas roupas estão rasgadas, há um buraco na sua barriga e consigo ver alguns de seus órgãos para fora.

Henry não para de murmurar coisas e agora parece estar mesmo assustado.
     — Vou ligar para a polícia! — ele fala e se afasta, indo para atrás de mim. Estou com as mãos na boca e perplexa com o que vejo.

Algo me faz aproximar-se mais ainda do corpo, a fim de tentar identificar a garota morta, e me arrependo tanto por isso...

É Nicole...

Oh, meu Deus!

     — Henry! — chamo por ele e passo a chorar de desespero. — É Nicole! — aponto o dedo e não consigo tirar os olhos dela.

Eu sei quem fez isso.

Ele nos trouxe até aqui, ele sabia que Henry seria curioso o suficiente a ponto de virmos até o corpo que eu matei.

Eu sei, foi ele que usou meu corpo, mas se eu fosse forte o suficiente eu conseguiria ter controle sobre o mesmo, e ninguém sairia morto. Nicole não estaria morta e nem os moradores que sumiram de nossa cidade.

     — Eles já estão vindo — ouço Henry falar de longe, e logo sinto seus braços à minha volta. — Fique calma... — pede ele e finalmente consigo desgrudar os olhos do corpo da nossa colega de trabalho.


Depois de alguns minutos de agonia ouvimos passos ao longe, e algumas luzes vindo em nossa direção. Eram os policiais, com lanternas e murmurando alguma coisa.

     — Está tudo bem com vocês?  Srta. Lee? — um homem fala com a gente, e logo percebo que era o investigador que tinha vindo em minha casa hoje. Ao nosso lado alguns policiais investigavam tudo ao redor e uma mulher com luvas olhava o corpo de Nicole.
     — Achei que tinha visto alguma coisa, então viemos até aqui e a encontramos, Sr. Hurt... Vamos precisar ir na delegacia para contar o que vimos? — Henry pergunta, um pouco atordoado.
     — Não, Sr. Styles, foi bom que a encontraram, para que possamos investigar melhor tudo isso. Não é bom saber que corpos sumiram sem ao menos deixarem pistas. São vários fatores que fazem disto algo assustador — ele responde, e consigo perceber a decepção nítida em seu rosto. — Aliás, eu sugiro que vocês não andem por aí desprotegidos... Há alguém muito perigoso solto e acreditamos que essa pessoa não está sozinha... — continua, olhando pros lados, como se procurasse alguma coisa. — Ela parece ser esperta, mas não vou deixar ir tão longe — termina e eu tento não ficar mais temerosa.

Isso estava começando a ficar perigoso demais e eu estava com medo. Harry quer fazer alguma coisa e está precisando da minha ajuda, eu não sei o que ele está planejando, mas pessoas vão continuar morrendo e tenho medo de que o Sr. Paul consiga saber quem está fazendo tudo isso, ou eu serei presa em prisão perpétua ou ele também será morto, assim como qualquer um que tentar descobrir o que está acontecendo.

     — Bem, estamos cansados e Melissa está exausta. Podemos ir? — Henry pergunta e saio do meu devaneio.

Estou precisando mesmo descansar, se eu conseguir,  é claro.

     — Claro, claro. Boa noite, e tomem cuidado — ele despede-se de nós com um aperto de mão.

Henry me puxa e seguimos novamente para a parte do cemitério que todos conhecem.

     — Sinceramente, Henry, você não deveria ter se encorajado tanto daquela maneira, algum... algum louco poderia estar lá... — digo, me referindo ao Harry, assim que chegamos perto do meu carro. Ele se vira para mim e mesmo depois de ter visto o que vimos parece bem calmo. Eu queria poder ter esse auto-controle que ele tem, ele é centrado e parece saber o que quer. Eu deveria ser assim...
     — Eu sei, desculpa, mas eu fiquei bem curioso... eu vi alguma coisa passando, Melissa. Se você estivesse no meu mesmo ângulo de vista, com certeza iria ver também. — Ele parece preocupado com o que eu estou pensando. Mas para que isso agora? Eu acabei de ver o corpo da nossa ex-colega de trabalho com os órgãos postos a céu aberto!
     — Eu acredito em você, está bem? Só fiquei preocupada com tudo isso... — confesso.
     — Eu sei como deve estar se sentindo... mas precisamos nos dar apoio agora, precisamos ficar juntos — ele fala lentamente e toca no meu rosto com o dedo médio. Sinto um pequeno frio na barriga e lhe dou o melhor que posso de um sorriso. Ele tem razão... mas é o certo? Ele não vai correr algum perigo se eu passar a ficar tão próxima assim?

Eu não posso vacilar...

     — Você precisa descansar, Melissa, está exausta... — ele informa, passando seu dedo delicadamente abaixo do meu olho.

Estou com medo de ficar sozinha... eu sei o que vai acontecer quando Henry for embora... mas ele com certeza não é a melhor companhia agora, não nessas circunstâncias...
     — Tudo bem, eu vou descansar — digo, por fim.
     — Até mais — ele despede-se com um beijo na minha testa e me dá um sorriso torto, logo dá meia-volta e vai em direção ao outro lado da rua.

Fito meu carro ao meu lado e me encorajo a entrar no mesmo.

Quando sento no banco não consigo sentir nada de mais. Está tudo muito quieto e... e normal.

Franzo o cenho e me coloco a conduzir.

Já passa das 07:00 da noite e não sei o que há de errado comigo. Estou pensando no Harry, no que ele pode estar fazendo e no porquê de não ter aparecido em nenhum momento para mim enquanto estive dentro do cemitério.

Onde ele estava? O que estava fazendo? Ele me deixou em paz, finalmente?



Entro na minha casa um pouco receosa e tranco a porta. Encontro o meu pai na cozinha, com a geladeira aberta. Ele não teve mesmo a sensibilidade de ter ido ao funeral da minha mãe... Mas o que eu poderia esperar? Foi ele quem causou a morte dela, era óbvio mesmo que ele não se importasse com nada.

Comecei a ouvir uma risada fraca, que depois aumentava até se tornar uma gargalhada. Percebi que quem estava rindo era o meu pai, ainda de costas para mim, mas sabendo que eu estava ali na sala, parada.

Por que ele está rindo?

     — Você os vê também, não é? — ouço sua voz fraca, ainda acompanhada de risadas. Antes que eu perceba ele já está virado para mim, com os olhos vermelhos por conta do álcool. — Você sabe que eles estão aqui, perto de nós — ele sussurra a última frase, atropelando as palavras e com um pequeno sorriso. Ignoro meu medo e o fito, sem expressão.
     — Eu não sei do que está falando — minto e ele ri mais ainda.
     — Ele quer você, Melissa, você deixou que ele se acomodasse aqui. Está encrencada... e é melhor ter cuidado... — ele me informa, mas dessa vez está bem sério.

Ele está falando de quem? Do Harry...?

Não pensava que Harry estava falando sério quando disse que meu pai o achava uma ameaça. Achei que ele estava apenas me manipulando.

Também não consigo entender. Ele é mau e há vários espíritos dentro de nossa casa por conta dele, porém Harry parece não fazer parte disso. Meu pai fala como se já o conhecesse. Harry parece não ser uma coisa boa para ele e eu não entendo, pois Harry é mau também, o máximo que eles deveriam ter era um tipo de ligação.

Sinto meus pés me moverem e quando me dou conta já estou dentro do meu quarto, com a porta trancada.

Tranco as luzes e olho para os cantos. Eles estão lá, parados e me olhando. Porém o silêncio é enorme e o frio na barriga também.

Minha respiração acelera e tento evitar ao máximo o que estou prestes a fazer. Eles estão aproximando-se de mim aos poucos e parece que vão me levar para algum lugar...

Eu tenho que fazer isso...

     — Harry? Onde você foi...? — sussurro e sinto uma vontade imensa de chorar. Ele está irritado comigo, eu sinto isso, eles estão aqui porque ele está permitindo. Ele deveria estar aqui agora, mas não está... — Harry... — o chamo mais uma vez, mas não consigo ouvir a minha voz.

Eles estão bem na minha frente e a última coisa que sinto é uma tontura e uma dor enorme na cabeça.

Eu o chamei, mas ele não apareceu.



Notas Finais


Eu sei, o Harry não apareceu nesse capítulo :c sorry, zaynte! Mas enfim, gostaria que tivesse paciência comigo, eu estava com tudo na cabeça, mas as coisas estão meio difíceis em relação à minha criatividade, acabei esquecendo quase todas as ideias, mas vou tentar deixar o melhor possível para vcs! Beijos e boa noite 😍♡


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