História Hopeless - Um caso perdido - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Little Mix
Personagens Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock, Perrie Edwards
Tags Hopeless, Jerrie, Little Mix
Exibições 36
Palavras 3.143
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais um, só pra entrarmos na história de fato.

Capítulo 2 - Sábado, 25 de agosto de 2015 as 23h50


Gostaria de pensar que a maioria das decisões que tomei nesses meus 17 anos foi inteligente. Espero que a inteligência seja medida proporcionalmente e que minhas poucas decisões idiotas pesem menos que as inteligentes. Se for mesmo assim, amanhã vou precisar tomar várias decisões boas, pois deixar Grayson entrar escondido pela janela do meu quarto três vezes nesse mês pende bastante a balança para o lado das idiotices. No entanto, só é possível medir a estupidez de uma decisão com o tempo… então pelo jeito terei de esperar para ver se serei descoberta antes de julgar qualquer coisa.

Apesar do que está parecendo, não sou uma vagabunda. A não ser, é claro, que o conceito de vagabunda se baseie no fato de que fico com várias pessoas, mesmo que não me sinta atraída por nenhuma. Considerando isso, é até possível argumentar.

— Vá logo — articula ele com os lábios, por trás da janela fechada, nitidamente irritado com minha lerdeza.

Destravo a janela e a deslizo para cima da forma mais silenciosa possível. Karen pode até ser uma mãe não muito convencional, mas, em relação a garotos entrarem escondidos pela janela do quarto à meia-noite, é a típica mãe repressora.

— Silêncio — sussurro.

Grayson ergue o corpo, joga uma perna por cima do beiral e entra no quarto. O fato de as janelas deste lado da casa estarem a 1 metro do chão ajuda bastante; é quase como se eu tivesse minha própria porta. E, na verdade, Jesy e eu provavelmente usamos mais as janelas que as portas para ir de uma casa à outra. Karen já está tão acostumada com isso que nem sequer comenta mais o fato de minha janela ficar aberta a maior parte do tempo.

Antes de fechar a cortina, olho para a janela do quarto de Jesy. Ela acena para mim com uma das mãos enquanto puxa o braço de Jason, que também está entrando no quarto dela, com a outra. Assim que ele entra, põe a cabeça para fora da janela.

— Me encontre em sua caminhonete daqui a uma hora — sussurra ele bem alto para Grayson, e depois fecha a janela e puxa as cortinas de Jesy.

Jesy e eu somos grudadas desde que ela se mudou para a casa ao lado quatro anos atrás. As janelas de nossos quartos são adjacentes, o que é extremamente conveniente. No início, as coisas eram bem inocentes. Quando tínhamos 14 anos, eu entrava escondida no quarto dela à noite, roubávamos sorvete do freezer e assistíamos a filmes.

Com 15 anos, começamos a convidar garotos para entrarem escondidos em nossos quartos, tomar sorvete e ver filme s com a gente. Aos 16 anos, os garotos passaram a importar mais que filmes e sorvete. Agora, aos 17, só nos damos o trabalho de sair de nossos respectivos quartos depois que os garotos vão embora. É então que o sorvete e os filmes voltam a ser mais importantes.

Jesy troca de namorado com a mesma frequência com que troco os sabores do sorvete.
O sabor do mês para ela é Jason. O meu é Rocky Road. Grayson e Jason são melhores amigos e foi por isso que eu e Grayson começamos a ficar. Quando o sabor do mês de Jesy tem um melhor amigo, ela tenta empurrá-lo sutilmente para mim. E Grayson é o maior gato. Tem um corpo incrível, cabelo perfeitamente desleixado, olhos escuros penetrantes… tudo nesse nível.

A maioria das garotas que conheço se sentiria privilegiada só de estar no mesmo cômodo que ele. Pena que eu não ache isso.

Fecho as cortinas e, ao me virar, vejo que Grayson está a centímetros de meu rosto, pronto para começar. Ele toca minhas bochechas e abre seu sorriso arranca-calcinha.

— Oi, linda.

Antes que eu possa responder, seus lábios cumprimentam os meus com um beijo molhado. E continua me beijando enquanto tira os sapatos, que ele descalça sem dificuldade alguma enquanto vamos em direção à minha cama, ainda com as bocas coladas. A facilidade com que ele faz as duas coisas simultaneamente é impressionante e perturbadora. Sem pressa, ele me acomoda na cama.

— Sua porta está trancada?

 — Vá conferir — digo.

Ele me dá um beijo rápido nos lábios antes de saltar da cama para ver se a porta está mesmo trancada. Já estou com Karen há treze anos e jamais fiquei de castigo; não quero dar motivos para ela começar a fazer isso agora. Daqui a algumas semanas vou fazer 18 anos, mas duvido que ela mude a forma de me educar, não enquanto eu continuar morando na casa dela.

Não que a forma como tenta me educar seja algo ruim. É apenas… bem contraditória. Ela sempre foi rígida comigo. Nunca tivemos internet, celulares, nem mesmo televisão, porque ela acredita que a tecnologia é a origem de todos os males do mundo. No entanto, é extremamente leniente com outras coisas. Me deixa sair com Jesy sempre que quero e, contanto que eu avise onde estou, a hora em que chego em casa não importa. Mas jamais abusei muito dessa regra, então talvez tenha hora para chegar em casa e só não saiba disso ainda. Ela não liga se solto um palavrão, apesar de eu raramente fazer isso. Às vezes, até me deixa beber vinho no jantar. Conversa comigo como se eu fosse mais uma amiga que uma filha (apesar de ter me adotado 13 anos atrás) e, de alguma maneira, consegue fazer com que eu seja (quase) totalmente sincera sobre tudo o que acontece na minha vida.

Não existe meio-termo com ela. Ou é extremamente leniente ou extremamente rígida. É uma liberal conservadora. Ou uma conservadora liberal. Seja lá o que for, é difícil entendê-la, e foi por isso que desisti há anos. O único assunto que já nos fez discutir foi o ensino público. Estudei em casa a vida inteira (o ensino público é outra origem de todos os males do mundo) e venho implorando para frequentar um colégio desde que Jesy pôs essa ideia em minha cabeça.

Tenho me candidatado para algumas universidades e acho que minhas chances aumentariam se pudesse acrescentar algumas atividades extracurriculares nas inscrições. Depois de meses de súplicas, minhas e de Jesy, Karen finalmente cedeu e deixou que eu me matriculasse para o último ano. Eu poderia conseguir os créditos de que preciso para completar meu programa de ensino domiciliar em apenas alguns meses, mas uma pequena parte de mim sempre quis a vida de uma adolescente normal. Claro que se eu soubesse que Jesy começaria um intercâmbio na mesma semana em que compartilharíamos nosso primeiro dia de aula juntas, eu nunca levaria a sério a ideia de estudar num colégio. No entanto, sou imperdoavelmente teimosa e prefiro enfiar um garfo na parte carnuda da mão do que dizer a Karen que mudei de ideia.

Tentei evitar o pensamento de que não vou ter Jesy comigo este ano. Sei o quanto ela queria o intercâmbio, mas meu lado egoísta estava torcendo para que não desse certo. Fico apavorada só de pensar em passar por aquelas portas sem ela. Contudo, sei que nossa separação é inevitável e que, mais cedo ou mais tarde, vou ser obrigada a fazer parte do mundo real onde existem outras pessoas além de Jesy e Karen.

 Minha falta de acesso ao mundo real foi totalmente substituída por livros, e não deve ser muito saudável viver na terra dos finais felizes. Ler também me ensinou sobre os horrores (possivelmente exagerados) do ensino médio, dos primeiros dias de aula, das panelinhas, das garotas malvadas. E, segundo Jesy, já tenho uma certa reputação só por ser amiga dela, o que não ajuda em nada. Jesy não tem um passado muito comportado, e, pelo visto, alguns dos garotos com quem fiquei não costumam manter segredo. Juntando as duas coisas, imagino que meu primeiro dia de aula vai ser bem interessante.

Não que eu me importe com isso. Não me matriculei para fazer amizades nem para impressionar ninguém, então, contanto que minha reputação injustificada não interfira no meu objetivo principal, tudo vai ficar bem.

Assim espero Grayson volta para a cama após verificar que a porta está trancada e abre um sorriso sedutor para mim.

— Que tal um pequeno strip-tease ? Ele balança os quadris e levanta um pouco a camisa, deixando à mostra o abdômen sarado. Estou começando a perceber que ele mostra o abdômen sempre que pode. Grayson é basicamente o típico bad boy egocêntrico.

Rio quando ele gira a camisa acima da cabeça e a joga em mim. Ele desliza o corpo em cima do meu mais uma vez e põe a mão na minha nuca, ajustando minha boca de novo.

Faz pouco mais de um mês que Grayson entrou escondido no meu quarto pela primeira vez, e na mesma hora ele deixou claro que não queria nenhum relacionamento sério. E eu deixei claro que não queria nenhum relacionamento sério com ele, então nos demos bem desde o início. Claro que ele é uma das únicas pessoas que conheço no colégio, então me preocupo que isso talvez estrague essa coisa boa que está rolando entre nós — que é absolutamente nada.

Ele está aqui há menos de três minutos e já colocou a mão por dentro da minha camisa. Acho que ficou bem claro que ele não está aqui pelo meu papo interessante. Seus lábios desgrudam dos meus e chegam até meu pescoço, então aproveito o intervalo para inalar profundamente e tentar sentir alguma coisa mais uma vez. Qualquer coisa.

Fixo o olhar no teto, nas estrelas de plástico que brilham no escuro, percebendo vagamente os lábios que se aproximam dos meus seios. São setenta e seis. As estrelas, quero dizer. Sei disso porque nas últimas semanas tive tempo de sobra para contá-las durante esses momentos desagradáveis. Eu, deitada, imperceptivelmente indiferente enquanto Grayson explora meu rosto, pescoço e, às vezes, meus seios, com lábios curiosos e excitados demais. Se não estou curtindo, por que deixo ele fazer isso? Jamais senti alguma ligação emocional com os garotos com quem fico. Ou melhor dizendo, com os garotos que ficam comigo . Infelizmente é algo bem unilateral. Apenas um garoto chegou perto de provocar alguma reação física ou emocional em mim, mas no fim das contas acabou sendo apenas uma ilusão autoinduzida. O nome dele era Sam, e saímos juntos por menos de um mês, até suas idiossincrasias começarem a me irritar. Por exemplo, ele só tomava água de garrafa com um canudo. E suas narinas se expandiam quando ele se aproximava para me beijar. E o fato de ele ter dito que me amava somente três semanas após decidirmos namorar. Pois é. A última descoberta foi uma maravilha. Tchauzinho, Sam.

 

Jesy e eu já analisamos minha falta de reações físicas com garotos muitas vezes. Por um tempo, ela desconfiou que eu devia ser lésbica. Quando tínhamos 16 anos, após um beijo muito breve e constrangedor para “testar” essa teoria, não foi ruim, digo o beijo,chegamos à conclusão de que talvez eu fosse bissexual. Segundo Jesy, isso amplia meu “cardápio”. Não levei essa historia a serio, continuo ficando com garotos, mesmo não gostando de nenhum. Nunca fiquei caidinha por ninguém. Ninguém jamais me fez sentir frio na barriga. Na verdade, desconheço totalmente essa sensação de ficar encantada por alguém. A verdadeira razão pela qual gosto de ficar com garotos é a seguinte: me sinto completa e confortavelmente entorpecida. São em situações como esta em que estou agora com Grayson que gosto de desligar a mente.Ela se desliga por completo, e gosto disso.

 

Meus olhos estão focados nas 17 estrelas no quadrante direito superior da constelação no teto. De repente, volto bruscamente à realidade. As mãos de Grayson se aventuraram além do que deixei no passado; rapidamente percebo  que ele desabotoou minha calça jeans e que seus dedos estão na borda de algodão da minha calcinha.

— Não, Grayson — sussurro, empurrando sua mão.

Ele retira a mão, geme e depois pressiona a testa no meu travesseiro.

— Qual é, Jade. — Ele está respirando forte em meu pescoço e apoia o peso no braço direito, olhando para mim, tentando me conquistar com seu sorriso.

Já mencionei que sou imune ao sorriso arranca-calcinha dele?

— Por quanto tempo vai ficar fazendo isso? — Ele desliza a mão pela minha barriga e aproxima as pontas dos dedos da minha calça mais uma vez.

Fico horrorizada.

— Isso o quê? — Tento sair de baixo dele. Ele ergue o corpo, se apoiando nas mãos, e olha para mim como se eu fosse totalmente sem noção. — Essa história de pagar de “santinha”. Já não aguento mais, Jade. Vamos fazer isso de uma vez por todas. O que me faz voltar a pensar que, ao contrário do que dizem por aí, não sou uma vagabunda. Nunca transei com nenhum dos garotos com quem fiquei, nem mesmo com Grayson, que está fazendo bico na minha frente neste exato momento. Sei que não reagir sexualmente poderia facilitar e me fazer transar com pessoas aleatórias. No entanto, também sei que é exatamente por isso que não devo transar. Sei que, no instante em que fizer isso, os boatos vão deixar de ser apenas boatos. Tudo vai passar a ser verdade. E a última coisa que quero é que as fofocas sobre mim se concretizem. Acho que posso creditar meus quase 18 anos de virgindade puramente à teimosia. Pela primeira vez nesses dez minutos em que ele está aqui, percebo o cheiro de álcool.

— Você está bêbado.

Empurro seu peito.

— Eu disse para você não aparecer mais aqui bêbado.

Ele sai de cima de mim, e eu me levanto para abotoar a calça e ajeitar a camisa. Fico aliviada por ele estar bêbado. Estou mais do que querendo que vá embora. Ele se senta na beirada da minha cama, agarra minha cintura e me puxa para perto. Em seguida, põe o braço ao meu redor e encosta a cabeça na minha barriga.

— Desculpe-me — diz ele. — É que eu quero tanto você que acho que não vou aguentar mais vir aqui se não puder tê-la toda para mim. — Ele abaixa as mãos e encosta na minha bunda, depois pressiona os lábios na pele entre minha calça e minha camisa.

— Então não venha mais aqui. — Reviro os olhos e me afasto dele. Em seguida, vou até a janela. Quando abro a cortina, vejo Jason saindo do quarto de Jesy. De alguma maneira, nós duas conseguimos condensar as visitas de uma hora para dez minutos.

Olho para Jesy, e ela me lança um olhar de “hora de escolher um sabor novo”. Ela sai pela janela logo depois de Jason e se aproxima de mim.

— Grayson também está bêbado? Confirmo com a cabeça.

— Terceiro strike. — Eu me viro e olho para Grayson, que está deitado na cama, sem perceber que já passou da hora de ir embora. Vou até a cama e pego sua camisa, arremessando-a no rosto dele.

 — Se manda — digo. Ele olha para mim e ergue a sobrancelha. Quando vê que estou falando sério, sai da cama de má vontade e calça os sapatos fazendo bico, como se fosse um menininho de 4 anos. Eu me afasto para que ele possa sair.

Jesy espera Grayson sair pela janela e depois sobe por ela enquanto um dos garotos murmura a palavra “vagabas”. Já dentro do quarto, Jesy revira os olhos, vira-se e põe a cabeça do lado de fora.

— Engraçado, nós somos vagabas porque vocês não comeram ninguém. Canalhas.

Ela fecha a janela e vai até a cama, deixando-se cair no colchão e cruzando as mãos atrás da cabeça.

— E mais um já era.

Acho graça, mas minha risada é interrompida por uma forte batida na porta do quarto. Destranco-a na mesma hora e dou um passo para o lado para que Karen entre. Seus instintos maternais não me desapontam. Ela olha freneticamente ao redor do quarto até avistar Jesy na cama.

— Droga — diz ela, virando-se para ficar de frente para mim. Ela põe a mão nos quadris e franze a testa. — Jurava que tinha escutado algum garoto aqui dentro. Vou até a cama e tento disfarçar o pânico total que se espalha pelo meu corpo.

— E está desapontada porque … — Às vezes não entendo mesmo as reações dela. Como já disse… é contraditório.

— Você vai fazer 18 anos daqui a um mês. O tempo que tenho para deixá-la de castigo pela primeira vez está se esgotando. Precisa começar a aprontar um pouco mais, menina. Suspiro aliviada ao perceber que ela só está brincando. Quase me sinto culpada por ela não suspeitar de que a filha estava sendo apalpada cinco minutos antes neste mesmo quarto. Meu coração bate tão forte no peito que fico com medo de que possa escutar.

— Karen? — diz Jesy atrás da gente. — Se serve de consolo, dois caras bonitinhos estavam se agarrando com a gente ainda agora, mas nós os expulsamos logo antes de você chegar porque eles estavam bêbados.

Fico boquiaberta e me viro para lançar a Jesy um olhar que eu espero ser capaz de lhe dizer que o sarcasmo não tem muita graça quando o que se diz é verdade. Mas Karen ri.

— Bem, talvez amanhã à noite vocês arranjem uns gatinhos sóbrios.

Não preciso mais me preocupar com a possibilidade de Karen escutar meu coração, pois ele parou de vez.

— Gatinhos sóbrios, é? Acho que posso providenciar isso — diz Jesy, piscando para mim.

— Você vai dormir aqui? — pergunta Karen a Jesy ao voltar para a porta.

Jesy dá de ombros.

— Acho que hoje vamos ficar lá em casa. É a última semana que tenho para curtir minha própria cama pelos próximos seis meses. Além disso, tem Channing Tatum na minha televisão.

Olho para Karen e vejo que vai começar.

 — Não, mãe. — Começo a me aproximar dela, mas vejo seus olhos ficando lacrimosos

. — Não, não, não. — Quando a alcanço, já é tarde demais. Ela está aos prantos. Se tem uma coisa que não suporto é gente chorando. Não porque fico emotiva, mas porque me irrita. E é constrangedor.

— Só mais um — diz ela, correndo para Jesy. Ela já a abraçou umas dez vezes hoje.

Quase acho que ela está mais triste que eu por Jesy ir embora daqui a alguns dias. Jesy atende ao pedido de um décimo primeiro abraço e pisca para mim por cima do ombro de Karen. Praticamente tenho de separar as duas à força, para que Karen saia do meu quarto. Ela anda até a porta e se vira mais uma vez.

 — Espero que você conheça um Nova Iorquino bem gato — diz ela para Jesy.

— Espero que eu conheça mais que um — comenta Jesy impassível.

Quando a porta se fecha após Karen sair, me viro, pulo na cama e dou um murro no braço de Jesy.

— Você é uma vaca — digo. — Não foi engraçado. Achei que ela havia acreditado.

Ela ri, segura minha mão e se levanta. — Vamos. Tem Rocky Road lá em casa. Ela não precisa pedir duas vezes.


Notas Finais


vou atualizar sempre, mas seria bacana se dissessem o que tão achando. <3


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