História Hopeless - Um caso perdido - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Little Mix
Personagens Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock, Perrie Edwards
Tags Hopeless, Jerrie, Little Mix
Exibições 40
Palavras 2.104
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


I'm back :D
Espero que gostem.

Capítulo 3 - Segunda-feira, 27 de agosto de 2015 07h15


 Fiquei em dúvida se devia correr esta manhã ou não, mas acabei decidindo dormir mais um pouco. Corro todos os dias, exceto aos domingos, mas parecia errado acordar mais cedo que o normal hoje. O primeiro dia de aula já é tortura suficiente, então decido adiar o treino para depois do colégio.

Felizmente, tenho meu próprio carro há cerca de um ano, então não preciso depender de ninguém para chegar ao colégio na hora. Não só chego pontualmente, mas 45 minutos adiantada. Meu carro é o terceiro a entrar no estacionamento, então, pelo menos, consigo uma boa vaga. Uso o tempo extra para dar uma conferida na quadra de esportes ao lado. Se estou pensando em tentar entrar para o time de atletismo, preciso pelo menos saber onde ficam as coisas. Além disso, não posso simplesmente ficar sentada no carro por meia hora, contando os minutos.

Ao chegar na pista de atletismo, vejo uma garota do outro lado, dando voltas, então vou para a arquibancada. Eu me sento no local mais alto e fico assimilando os novos arredores. Lá de cima, consigo ver o colégio inteiro. Não parece tão grande nem tão intimidador quanto eu imaginava. Jesy desenhou um mapa para mim e até escreveu algumas dicas, então tiro o papel da mochila para dar uma olhada nele pela primeira vez. Acho que ela se sente mal por ter me abandonado e está tentando compensar. Olho para a área do colégio e depois para o mapa. Parece fácil. Aulas são no prédio à direita. Almoço à esquerda. Atletismo atrás do ginásio. A lista de dicas é bem longa, então começo a ler.
— Nunca use o banheiro ao lado do laboratório de ciências. Nunca. Nunca mesmo.
— Pendure a alça da mochila só em um ombro. Nunca use nos dois ombros, isso é coisa de nerd.
— Sempre confira a data de validade do leite.
— Fique amiga de Stewart, o cara da manutenção. Vai ser bom para você.
— O refeitório. Evite-o a todo custo, mas se o clima estiver ruim é só fingir que não sabe o que está fazendo quando entrar ali. Eles conseguem sentir o cheiro do medo na pessoa.
— Se o Sr. Declare for seu professor de matemática, sente-se no fundo da sala e não faça nenhum contato visual. Ele adora colegiais, se entende o que quero dizer. Ou, melhor ainda, sente-se na frente. Vai conseguir um A superfácil.

A lista continua, mas não consigo ler mais. Não paro de pensar no “eles conseguem sentir o cheiro do medo na pessoa”. Em momentos como esse, eu queria ter um celular. Ligaria para Jesy agora mesmo e exigiria uma explicação. Dobro o papel e o guardo na bolsa, em seguida volto a prestar atenção na corredora solitária. Ela está sentada na pista, de costas para mim, alongando-se. Não sei se é uma aluna ou uma treinadora, mas, se Grayson visse essa menina usando shorts e top de corrida tão apertados, ficaria louco. A garota se levanta e segue em direção à arquibancada, sem erguer o olhar, portanto não me vê. Sai pelo portão e anda até um dos carros no estacionamento. Depois abre a porta, pega uma blusa no banco da frente e a veste. Entra no carro e vai embora, no exato momento em que o estacionamento começa a ficar cheio. E está ficando cheio bem rápido. Ai, meu Deus.

Pego a mochila e coloco as duas alças nos ombros de propósito. Em seguida, desço a escada que leva até o Inferno.

Eu disse Inferno? Porque isso foi eufemismo. O colégio público é tão ruim como eu imaginava que poderia ser e ainda pior. As aulas não são tão ruins, mas eu precisei (por pura necessidade e desconhecimento da área) usar o banheiro ao lado laboratório de ciências. E apesar de ter sobrevivido, vou ficar com sequelas para o resto da vida. Uma simples anotação de Jesy me dizendo que o banheiro está mais para bordel teria sido suficiente.

Agora estamos indo para a quarta aula do dia e já ouvi as palavras “vadia” e “puta” sendo sussurradas de maneira nada sutil por quase todas as garotas com quem cruzei nos corredores. E, por falar em sutilezas, a pilha de dinheiro que caiu do meu armário quando o abri, junto a um bilhete, foi uma bela prova de que não sou muito bem-vinda aqui. O bilhete havia sido assinado pelo diretor, mas não acreditei muito nisso por causa dos erros gramaticais

e das últimas palavras: Peço desculpa por seu armário não ter vindo com uma barra de pole dance, sua vagabunda.

Fico encarando o bilhete nas mãos com um sorriso tenso, aceitando vergonhosamente os dois próximos semestres que eu mesma trouxe para minha vida.

Cheguei a acreditar que as pessoas só se comportavam assim nos livros, mas estou testemunhando em primeira mão que gente idiota existe de verdade. Também espero que a maioria dessas brincadeirinhas de mau gosto sigam na linha de me dar dinheiro como se eu fosse uma stripper . Que imbecil dá dinheiro quando quer insultar alguém? Imagino que alguma pessoa rica. Ou pessoas ricas.Tenho certeza de que a panelinha de garotas rindo atrás de mim, com suas roupas caras que beiram à indecência, está esperando que eu largue minhas coisas no chão e saia chorando, correndo para o banheiro mais próximo. Suas expectativas vão se deparar com alguns problemas:

1. Eu não choro. Nunca.

2. Já entrei naquele banheiro e jamais volto lá.

3. Gosto de dinheiro. Quem sairia correndo por causa disso?

Deixo a mochila no chão do corredor e recolho o dinheiro. Há pelo menos vinte notas de 1 dólar espalhadas pelo chão, e mais de dez que ainda estão no meu armário.

Pego todas e as enfio na mochila. Deixo uns livros e pego outros, fecho o armário, em seguida coloco as alças da mochila nos dois ombros e sorrio.

— Digam aos queridos pais de vocês que agradeço. — Passo pelo grupinho de meninas (que não está mais rindo) e ignoro os olhares fulminantes.

É hora do almoço, e, ao ver a quantidade de chuva inundando o pátio, fica claro que esse clima de merda é alguma retaliação cármica. Contra quem, não faço ideia. Posso fazer isso.

Ponho as mãos nas portas do refeitório, abrindo-as, meio que esperando ser recebida com fogo e enxofre.Passo pela entrada, e não é com fogo e enxofre que me recebem. É com uma quantidade de decibéis que meus ouvidos nunca ouviram na vida. Parece mais que cada pessoa dentro do refeitório está tentando falar mais alto que todas as outras pessoas ali presentes. Acabei de me matricular num colégio em que todo mundo só se importa em superar o outro. Faço meu melhor para fingir que estou confiante, sem querer atrair a atenção indesejada de ninguém. De garotos, panelinhas, párias ou de Grayson. Consigo chegar à metade da fila ilesa; e, então, alguém me puxa pelo braço.

— Estava esperando você — diz ela. Nem consigo ver direito o rosto da garota enquanto ela sai me guiando pelo refeitório, serpenteando entre as mesas. Até reclamaria daquele incômodo repentino, mas é a coisa mais empolgante que aconteceu comigo durante todo o dia. Ela afasta o braço do meu e pega minha mão, me puxando atrás dele com mais rapidez. Paro de resistir e me entrego ao fluxo.

Pelas costas dela, percebo que é estilosa, por mais estranho que seu estilo possa ser. Está usando uma camisa de flanela que tem a borda do mesmo tom rosa choque dos sapatos. A calça é preta, justa e cai muito bem no corpo de alguém. O cabelo preto é volumoso e cacheado. Os olhos dela estão… me encarando. Percebo que paramos e que ela não está mais segurando minha mão.

— Veja se não é a puta da Babilônia. — Ela sorri para mim. Apesar das palavras que acabaram de sair de sua boca, a expressão é de ternura. Ela se senta à mesa e balança a mão indicando para eu fazer o mesmo. Há duas bandejas na sua frente, mas ela é só um. Então empurra uma delas para o lugar vazio na minha frente.

 — Sente-se.Temos uma aliança a discutir.

Eu não me sento. Não faço nada por vários segundos, além de contemplar a situação que está diante de mim. Não faço ideia de quem seja essa garota, e, mesmo assim, ela age como se estivesse esperando por mim. Sem mencionar que acabou de me chamar de puta. E, pelo jeito, comprou… meu almoço? Dou uma conferida de canto de olho, tentando entendê-la, e, de repente, a mochila no lugar ao lado dela chama minha atenção.

— Você gosta de ler? — pergunto, apontando para o livro que aparece no topo da sua mochila. Não é um livro didático. É um livro-livro. Algo que eu pensava que essa geração de monstros da internet desconhecia. Estendo o braço, tiro o livro da mochila e me sento na frente dela.
 — É de que gênero? E, por favor, não diga ficção científica.

Ela recosta-se e sorri como se tivesse acabado de vencer alguma coisa. Droga, talvez ela tenha vencido mesmo. Acabei me sentando, não foi?
— Que importância tem o gênero, se o livro é bom? — pergunta ela.

Folheio as páginas, sem conseguir distinguir se é um romance ou não. Sou muito fã de romances e, pela expressão no rosto dessa garota à minha frente, ela também deve ser.
— E o livro é? — pergunto, folheando-o.
 — Bom?
— É sim. Pode ficar com ele. Acabei de ler agorinha, durante a aula de informática.

Olho para ela, que ainda está contente com sua vitória. Guardo o livro na mochila, inclino-me para a frente e investigo o que tem na minha bandeja. A primeira coisa que faço é conferir a validade do leite. Está OK.
— E se eu fosse vegetariana? — pergunto, olhando para o peito de frango no meio da salada.
— É só comer a salada ao redor — responde. Pego o garfo e corto um pedaço de frango, levando-o em seguida à boca.
 — Bem, está com sorte, pois não sou. Ela sorri, pega o próprio garfo e começa a comer.
— E vamos formar uma aliança contra quem? — Estou curiosa para saber por que ela me escolheu.

Ela dá uma olhada ao redor e ergue a mão no ar, girando-a em todas as direções.

— Idiotas. Atletas. Preconceituosos. Vacas. Ela abaixa a mão, e noto as unhas pintadas de preto. Ela percebe que estou observando suas unhas, então olha para baixo e faz um bico.
— Escolhi preto porque é o que melhor representa meu humor de hoje. Talvez depois que você concordar em se juntar a mim nessa jornada, eu troque por uma cor um pouco mais alegre. Quem sabe amarelo. Balanço a cabeça.

— Odeio amarelo. Fique com o preto, combina com seu coração.

Ela ri. Uma risada genuína e pura que me faz sorrir. Gostei de… desta garota cujo nome nem sei.

— Qual é o seu nome? — pergunto. — Leigh-Anne. E você é Jade. Pelo menos espero que sim. Acho que devia ter confirmado sua identidade antes de sair revelando os detalhes do meu plano malévolo e sádico de me apossar do colégio com essa nossa aliança de duas pessoas.

— Sou Jade. E não precisa se preocupar, pois você ainda nem me contou os detalhes do seu plano malévolo. Mas estou curiosa para saber como você descobriu quem sou. Conheço uns quatro ou cinco garotos desse colégio e fiquei com todos eles. Mas nenhuma garota, então como descobriu?

Por uma fração de segundo, vejo nos olhos dela uma centelha do que parece ser pena. Mas ela tem sorte de ter sido apenas uma centelha. Leigh-Anne dá de ombros.

— Sou nova aqui. E, se não deu para deduzir pelo meu estilo impecável, acho que posso afirmar que sou…
 — Ela se inclina para a frente e coloca as mãos em concha ao redor da boca, para revelar seu segredo. — Mórmon sussurra ela. Acho graça.
— E qual o problema?
 — As pessoas aqui não compreendem meu estilo fashion — diz ela, mexendo o punho.

Ela dobra as mãos debaixo do queixo e se inclina alguns centímetros para a frente.

— Mas falando sério, Jade. Vi você hoje na aula, e é óbvio que também é nova por aqui. E, depois de ver o dinheiro de stripper cair do seu armário antes da quarta aula e sua ausência de reação, percebi que fomos feitos uma para a outra. Além disso, também imaginei que, se nos juntarmos, vamos evitar pelo menos dois suicídios desnecessários de adolescentes. E então, o que acha? Quer ser minha melhor amiga de todas do universo inteiro?

Eu rio. Como não rir com isso?

 — Claro. Mas se o livro for ruim vamos reavaliar essa amizade.

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


É isso babys, mais tarde tem mais :D


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