História Hopeless - Um caso perdido - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Little Mix
Personagens Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock, Perrie Edwards
Tags Hopeless, Jerrie, Little Mix
Exibições 16
Palavras 1.764
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Voltei rapidão. Espero que gostem <3

Capítulo 5 - Segunda-feira, 27 de agosto de 2015 16h47


Após guardar as compras, encho a mão com os chocolates que comprei,
enfio-os no bolso e saio pela janela. Levanto a vidraça de Jesy e entro em seu quarto. São quase 17 horas, e ela está dormindo, então vou nas pontas dos pés até sua cama e me ajoelho. Jesy está de viseira, e o cabelo grudou na bochecha, pois ela baba muito enquanto dorme. Eu me aproximo o máximo possível do rosto dela e grito:
— JESY! ACORDE!
Ela se levanta bruscamente e com tanta força que não tenho tempo de sair da sua frente. Seu cotovelo agitado acerta meu olho, e acabo caindo para trás. Na mesma hora, tapo com a mão a vista que está latejando e me espalho no chão do quarto de Jesy. Viro o olho ileso para ela e vejo que está sentada na cama segurando a própria cabeça, fazendo uma cara feia para mim.
— Você é uma vaca — diz ela gemendo. Jesy joga as cobertas para longe, sai da cama e vai direto para o banheiro.
— Acho que vou ficar com o olho roxo por sua causa —resmungo.
Ela deixa a porta do banheiro aberta e senta-se no vaso.
— Ótimo. Você merece. — Ela pega o papel higiênico e chuta a porta para fechá-la.
— Acho bom que tenha me acordado por um motivo válido. Passei a noite inteira sem dormir arrumando as malas.
Jesy jamais gostou de acordar cedo e, pelo jeito, também não fica muito alegre de tarde. Para ser bem sincera, também não fica muito contente durante a noite. Se tivesse de adivinhar em qual horário Jesy fica mais agradável, eu diria que é quando está dormindo. Vai ver é por isso que ela odeia tanto acordar.
O senso de humor e a personalidade sincera de Jesy são fatores importantíssimos para nos darmos tão bem. Garotas empolgadas e falsas me irritam para caramba. Acho que empolgação nem faz parte do vocabulário de Jesy. Só faltam as roupas pretas para ela ser a típica adolescente melancólica. E falsa? Impossível ser mais direta que ela, independentemente se a pessoa está a fim de ouvir aquilo ou não. Jesy não tem nada de falso.
— Acho que vai ficar feliz por eu ter acordado você. — Saio do chão e vou para sua cama. — Hoje aconteceu algo monumental.
Jesy abre a porta do banheiro e volta para a cama. Ela se deita ao meu lado e puxa as cobertas por cima da cabeça. Depois, rola para longe de mim, afofando o travesseiro até ficar confortável.
— Deixe eu adivinhar… Karen assinou uma TV a cabo?
Giro para ficar de lado e me aproximo de Jesy, colocando o braço ao seu redor. Apoio a cabeça no seu travesseiro, e ficamos de conchinha.
— Tente de novo.
— Você conheceu alguém no colégio hoje, engravidou e vai se casar, mas não vou poder ser madrinha do seu casamento porque vou estar lá do outro lado dessa porcaria de mundo?
— Chegou perto, mas não. — Batuco com os dedos no seu ombro.
— Então o que foi que aconteceu? — pergunta ela, irritada.
Eu me deito de costas e suspiro fundo. — Vi uma garota no mercado depois do colégio e, puta merda, Jesy. Ela era linda. Assustadora, mas linda.
Jesy rola imediatamente para ficar de frente para mim, conseguindo bater com o cotovelo justo no mesmo olho que golpeou alguns minutos atrás.
— O quê?! — grita ela bem alto, ignorando que eu esteja com a mão no olho, gemendo mais uma vez. Ela se senta na cama e afasta minha mão do rosto.
— O quê?! — grita ela outra vez. — Sério? Uma garota?
Continuo deitada de costas e tento mandar a dor do meu olho latejante para o fundo da mente.
— Pois é. Assim que olhei para ela, foi como se meu corpo inteiro tivesse derretido no chão. Ela era… uau.
— Você falou com ela? Pegou o telefone dela? Ela a convidou para sair? Sempre soube que era lesbica.
Nunca vi Jesy tão entusiasmada. Está ficando animada demais para meu gosto, não sei se aprovo isso.
— Caramba, Jesy. Calma aí. Ela baixa o olhar e franze a testa. — Jade, faz quatro anos que me preocupo com você, achando que isso jamais aconteceria. Por mim não teria problema algum se você for lésbica. Nem se só gostasse de caras magros, baixinhos e nerds. Até se só se sentisse atraída por homens bem mais velhos e enrugados, com pênis ainda mais enrugados, eu não veria problema algum. Só me preocupava que você nunca experimentasse a luxúria. — Ela volta a se deitar, sorrindo.
— Luxúria é o melhor dos pecados capitais.
Eu rio e balanço a cabeça.
— Discordo. Luxúria é um saco. Acho que você tem exagerado sua importância durante todos esses anos. Ainda considero a gula o melhor de todos. — Após dizer isso, tiro um pedaço de chocolate do bolso e o coloco na boca.
— Preciso saber os detalhes.
Chego mais para trás até encostar na cabeceira.
— Não sei como descrever. Depois que olhei para ela, não queria mais parar. Podia ter passado o dia inteiro a encarando. Mas aí, quando ela olhou para mim, fiquei apavorada.
Ela me olhou como se estivesse furiosa só por eu ter percebido sua presença. Em seguida, me seguiu até o carro e fez questão de saber meu nome. Parecia até que estava com raiva de mim. Como se eu o estivesse incomodando. Perdi a vontade de tocar seus lábios e passei a querer sair em disparada para longe dela.
— Ela seguiu você? Até o carro? — pergunta ela ceticamente.
Confirmo com a cabeça e conto todos os últimos detalhes da minha ida ao mercado, inclusive o fato de ele ter esmurrado um carro.
— Caramba, que bizarro — comenta ela, quando termino de falar. Ela se senta e fica na mesma posição que eu, encostada na cabeceira.
— Tem certeza de que ela não estava dando em cima de você? Tentando conseguir seu telefone? Garotas podem ter uma maneira diferente de chegar nas outras. Sei que você sabe interpretar o que os garotos querem, mas acho que por ser uma garota e você ter ficado atraída por ela, talvez isso tenha atrapalhado sua intuição. Não acha?

Dou de ombros. Pode ser que Jesy tenha razão. Talvez eu tenha interpretado as ações dela da maneira errada, e minha própria reação negativa tenha feito com que desistisse de me convidar para sair.
— Pode ser. Mas independentemente do que era, se deteriorou com a mesma rapidez. Ela desistiu do colégio, é temperamental, esquentada e… simplesmente… é um caso perdido . Não sei qual é meu tipo de garota, mas sei que não quero que Perrie faça meu tipo.
Jesy aperta minhas bochechas, espremendo-as, e vira meu rosto para ela.
— Você acabou de dizer Perrie? — pergunta ela, com a sobrancelha extremamente bem-feita arqueada de curiosidade.

Meus lábios estão esmagados, pois ela continua apertando minhas bochechas, então faço que sim com a cabeça em vez de responder com palavras.
— Perrie Edwards? Cabelo Loiro? Ardentes olhos azuis? Tão esquentada que parece aqueles moleques brigões?
Dou de ombros.
— Parexe xer ela xim — digo, com as palavras praticamente inaudíveis graças ao aperto em meu rosto. Ela me solta, e repito o que tinha dito:
— Parece ser ela sim. —Levo a mão à face e massageio as bochechas. — Você a conhece?
Ela se levanta e joga as mãos no ar.
— Por quê , Jade? De todos as garotas que poderia achar atraentes, por que diabos Perrie Edwards?
Ela parece desapontada. Por que está tão desapontada? Nunca a ouvi falar de Perrie. Por que diabos parece que isso deixou de ser algo empolgante para se tornar algo… muito, muito ruim?
— Preciso saber os detalhes — digo. Ela vira a cabeça e põe as pernas para fora da cama. Vai até o armário e pega uma calça jeans de uma caixa, em seguida a veste por cima da calcinha.
— É uma idiota, Jade. Estudava no colégio, mas foi presa assim que as aulas começaram no ano passado. Não a conheço muito bem, mas conheço o suficiente para saber que ela não é para namorar.
Sua descrição de Perrie não me surpreende. Gostaria de dizer que não fiquei desapontada, mas é mentira.
— E desde quando alguém é para namorar ou não? — Acho que Jesy nunca teve um namoro que durou mais de uma noite.
Ela olha para mim e dá de ombros.
— Touché. — Jesy veste uma camisa e vai até a pia do banheiro. Ela pega uma escova de dente, espreme pasta por cima e volta para o quarto escovando os dentes.
— Por que ela foi presa? — pergunto sem ter certeza se realmente quero saber a resposta.
Jesy tira a escova da boca.
— Eles a prenderam por causa de um crime de ódio… bateu numa garota negra do colégio. Tenho certeza de que tinha antecedentes, e isso foi a gota d’água. — Ela coloca a
escova de volta na boca e vai até a pia para cuspir.
Um crime de ódio? Sério? Sinto o maior frio do estômago, mas dessa vez não de um jeito bom.
Jesy volta para o quarto após prender o cabelo num rabo de cavalo.
— Que merda — diz ela, mexendo em suas joias. — E se essa for a única vez em que você sentiu tesão por alguém e jamais experimentar isso de novo?

Faço uma careta devido à escolha de palavras dela.
— Não senti tesão por ela, Jesy.
Ela balança a mão no ar.
— Tesão. Atração. É tudo igual — diz ela de um jeito desaforado, voltando para a cama. Ela deixa um brinco no colo e põe o outro na orelha.
— Acho que devíamos estar aliviadas por descobrirmos que ainda há esperança para seu caso. — Jesy estreita os olhos e se inclina na minha direção. Ela segura meu queixo, virando meu rosto para a esquerda.
— O que diabos aconteceu com seu olho?
Rio e desço da cama, fugindo do perigo.
— Você aconteceu. — Vou para a janela. — Preciso espairecer um pouco. Vou correr. Quer vir comigo?
Jesy enruga o nariz.
— Hum… não. Divirta-se.
Estou com uma perna por cima do peitoril da janela quando ela me chama.
— Depois vou querer saber todos os detalhes do seu primeiro dia de aula. E tenho um presente para você. Mais tarde passo na sua casa.

Notas Finais


wow, será que Pezz é tão babaca assim?
Até o próximo, babys <3


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