História Hopeless - Um caso perdido - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Little Mix
Personagens Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock, Perrie Edwards
Tags Hopeless, Jerrie, Little Mix
Exibições 32
Palavras 1.267
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello babys, voltei com mais um <3
Espero que gostem.

Capítulo 7 - Segunda-feira, 27 de agosto de 2015 17h55


Sim… literalmente. Desmaiei. E, pela dor no meu ombro e o cascalho e terra grudados na minha bochecha, não foi uma queda bonita e graciosa. Apaguei e bati no chão antes mesmo que ela tivesse qualquer chance de me segurar. Tão diferente dos heróis nos livros.

Estou deitada no sofá, presumivelmente onde ela me deixou após ter me carregado para dentro de casa. Karen está parada ao meu lado com um copo d’água, e Perrie, atrás dela, observando o desenrolar do momento mais vergonhoso de minha vida.

— Jade, tome um pouco d’água — diz Karen, erguendo minha nuca e me pressionando em direção ao copo. Bebo um gole, encosto no travesseiro e fecho os olhos, querendo mais que tudo desmaiar outra vez.  — Vou pegar um pano úmido.

Abro os olhos, esperando que Perrie tenha decidido ir embora despercebida depois que Karen saiu do cômodo, mas ela continua aqui. E agora está mais perto de mim. Ela se ajoelha no chão ao meu lado e estende a mão para meu cabelo, tirando o que imagino ser cascalho ou alguma sujeira.

— Tem certeza de que está bem? Você caiu bem feio. — Seus olhos estão cheios de preocupação, e ela limpa algo da minha bochecha com o polegar, depois apóia a mão ao meu lado no sofá.

— Ah, meu Deus — digo, cobrindo os olhos com o braço. — Mil desculpas. Estou morrendo de vergonha.

Perrie segura meu punho e afasta meu braço do rosto.

— Shh. — A preocupação nos olhos dela diminui, e um sorriso brincalhão toma conta de suas feições. — Meio que estou curtindo isso.

Karen volta para a sala

— Aqui está o pano, querida. Quer algo para a dor? Está enjoada? — Em vez de entregá-lo para mim, ela o deixa com Perrie e volta para a cozinha. — Devo ter um pouco de extrato de calêndula ou de bardana.

Ótimo. Como se eu já não estivesse morrendo de vergonha, ela está prestes a piorar ainda mais a situação me obrigando a tomar uma de suas misturas caseiras bem na frente dela.

— Estou bem, mãe. Não estou com dor alguma.
Delicadamente, Perrie põe o pano na minha bochecha, limpando-a.

— Talvez não esteja sentindo dor agora, mas depois vai sentir, sim — diz ela, baixinho demais para que Karen escutasse. Ela para de examinar minha bochecha e olha nos meus olhos. — Você devia tomar alguma coisa, só para garantir.
Não sei por que a sugestão parece mais simpática quando sai de sua boca e não da de Karen, mas concordo com a cabeça. E engulo em seco. E prendo a respiração. E aperto as coxas uma contra a outra. Também tento me sentar, porque ficar deitada no sofá com ela tão perto de mim está quase me fazendo desmaiar de novo.

Quando ela vê o esforço para me sentar, segura meu cotovelo e me ajuda. Karen volta para a sala e me entrega um pequeno copo de suco de laranja. Suas misturas são amargas demais, por isso tenho de tomar com suco para não acabar cuspindo tudo. Pego o copo da mão dela, bebendo tudo o mais rapidamente que já tomei algo na vida, e imediatamente o devolvo. Só quero que ela volte para a cozinha.

— Desculpe — diz ela, estendendo a mão para Perrie. — Meu nome é Karen Davis.

Perrie se levanta e aperta a mão dela.

— Perrie Edwards. Meus amigos me chamam de Pezz.

Fico com inveja por ela estar tocando na mão dela. Quero pegar uma senha e entrar na fila.

— De onde você e Jade se conhecem? — pergunta ela.

Perrie olha para mim na mesma hora em que ergo o olhar para ela. Seu lábio mal se curva, formando um sorriso, mas eu percebo.

— Na verdade, não nos conhecemos — diz ela, olhando para ela. — Acho que eu estava no lugar certo na hora certa, só isso.

— Bem, agradeço por tê-la ajudado. Não sei por que ela desmaiou. Ela nunca havia desmaiado. — Karen olha para mim. — Você comeu alguma coisa hoje?

— Um pedaço de frango no almoço — respondo, sem mencionar o Snickers que comi antes da corrida. — A comida do refeitório é um lixo.

Ela revira os olhos e ergue as mãos para o ar. — Por que foi correr sem antes comer?

Dou de ombros.

— Esqueci. Não costumo correr à tarde.

 Ela volta para cozinha com o copo e suspira fundo.

— Não quero que corra mais, Jade. O que poderia ter acontecido se estivesse sozinha? Além disso, você corre demais.

Ela só pode estar brincando. Não posso parar de correr de jeito nenhum.

— Olhe — diz Perrie, observando o resto de cor se esvair do meu rosto. Ela olha para Karen na cozinha. — Moro aqui perto, na Ricker, e passo correndo por aqui todas as tardes. — (Ela está mentindo. Eu teria percebido). — Se isso a deixar mais tranquila, seria ótimo correr com ela na próxima semana ou durante as manhãs. Costumo correr nas pistas do colégio, mas não tem problema. Só para garantir que isso não vai acontecer de novo.

Ah. Uma luzinha se acende em minha cabeça. Claro que essas coxas me pareceram familiar.

Karen volta para a sala e olha para mim, depois para ela. Ela sabe o quanto gosto de minhas corridas solitárias, mas dá para ver em seus olhos que ficaria mais tranquila se eu tivesse uma parceira de corrida.

— Por mim tudo bem — assegura ela, olhando para mim. — Se Jade gostar da ideia.

Sim, sim, gosto. Mas só se minha nova parceira de corrida estiver com esses shorts minúsculos.

— Gosto — confirmo. Eu me levanto e, ao fazer isso, fico tonta mais uma vez. Acho que também fico pálida, pois Perrie põe a mão no meu ombro em menos de um segundo, me fazendo voltar para o sofá.

— Calma — pede ela, e olha para Karen. — Você tem algum biscoito? Talvez ajude.

Karen vai até a cozinha, e Perrie olha de novo para mim, os olhos cheios de preocupação.

— Tem certeza de que está bem? — Ela alisa minha bochecha com o dedo. Estremeço.

Um sorriso diabólico surge em seu rosto ao perceber minha tentativa de cobrir os braços arrepiados. Ela olha para Karen na cozinha e depois volta a me encarar.

— Que horas você quer que eu venha persegui-la amanhã? — sussurra ela.

— 6h30? — digo baixinho, olhando para ela, impotente.

— 6h30 está ótimo.

— Perrie, você não precisa fazer isso. Os olhos azuis hipnotizantes ficam observando meu rosto por vários segundos, em silêncio, e não consigo deixar de encarar a boca igualmente hipnotizante enquanto ela fala.

— Sei que não preciso fazer isso, Jade. Faço o que quero fazer. — Ela se aproxima do meu ouvido e baixa a voz, passando a sussurrar. — E eu quero correr com você. — Ela se afasta e fica me observando. Devido a todo o caos em minha cabeça e estômago, não consigo responder.

Karen volta com os biscoitos. — Coma — diz ela, colocando-os na minha mão.

 Perrie levanta-se, despede-se de Karen e depois se volta para mim.

— Se cuida. Vejo você de manhã?

Faço que sim com a cabeça e a observo enquanto ela se vira para ir embora. Não consigo tirar os olhos da porta depois que ela a fecha. Estou perdendo a cabeça. Perdi totalmente qualquer resquício de autocontrole. Então é isso que Jesy ama? Isso é luxúria?

Odeio a luxúria. Sem dúvida alguma. Odeio totalmente essa sensação linda e mágica.

— Ela é tão legal — diz Karen. — E bonita. — Ela se vira para mim. — Você não a conhece?

Dou de ombros.

— Já ouvi falar dela — digo. E é tudo o que revelo.

Se ela soubesse o quanto minha “parceira de corrida” é um caso perdido, acabaria surtando. Quanto menos ela souber sobre Perrie Edwards, melhor para nós duas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Será que essa parceria de corrida vai dá certo?
Até o próximo. <3


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