História Hopeless Love - Capítulo 8


Escrita por: ~ e ~c4loteira

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekhyun, Baekkie, Chanhun, Chankai, Channie, Chanyeol, Chen, Fanfan, Hunnie, Kai, Kris Wu, Lay, Luhan, Nini, Sebaek, Sehun, Suho, Taoris, Taozi, Xiumin, Yifan, Zi Tao
Exibições 48
Palavras 3.142
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Hong Kong, Sehun e Ciúmes - Part. 2


Fanfic / Fanfiction Hopeless Love - Capítulo 8 - Hong Kong, Sehun e Ciúmes - Part. 2

Capítulo sete – ANTES

 

Os dias se arrastavam um atrás do outro. Meu isolamento fora intensificado depois que Sehun me ajudara. Sentia-me a “Rapunzel”, uma vez que a única solução cabível nas cabeças daquelas pessoas eram, trancar-me dentro do quarto que, semanas atrás, compartilhava com Kris. Eram vinte e quatro horas completamente absorto em pensamentos ou em livros de autoajuda – e que não ajudavam em nada. Os momentos que me permitiam sair, era para banho, comida ou alguma programação que estava na agenda do EXO.

Aquela separação me causara uma consequência tosca, eu não conseguia ingerir qualquer alimento. Não sentia fome. Sentia apenas sono. Eu dormia na maior parte do tempo, meu corpo não reclamava, apenas aceitava a nova condição pelo que passava.

Eu percebia os olhares de raiva que exalavam de alguns membros. Sehun me olhava, implorava para que colocasse um pouco de comida na boca; porém eu apenas fechava os olhos, suspirava cansado e me retirava da sala acompanhado por alguém.

Uma conjuntura, que provavelmente possa ser comparada ao cárcere privado, e realmente era. No entanto, não me importava mais, meramente almejava que os poucos dias que me restavam, passassem logo. Eu sorria para os membros que ainda demonstravam afeto, todavia não entendia os olhares carregados de tristeza e lágrimas.

Eu só compreendi quando, depois de duas semanas sem pôr alimento na boca, vislumbrei meu rosto mais ossudo e com olheiras muito escuras. Novamente, não me importei. Eu sorri. Sorri, permitindo uma lágrima escorregar pela bochecha magra. Em duas semanas, eu perdi quase vinte quilos... parecia exagero, contudo não era.

Até que chegou em um ponto que nosso amado e idolatrado maknae, estourara no jantar que era servido. Eu como sempre permanecia calado, encolhido enquanto encarava o prato vazio. Às vezes escutava risadas de deboche, que vinham de Junmyeon, Zitao e... JongIn.   

- Chega! – Gritou Sehun ao bater os punhos na mesa. Ele encarava incrédulo o líder do grupo. – Você deveria se comportar como um líder e não conforme um moleque! – Levantou-se abruptamente da cadeira, derrubando-a. Os três, que antes riam sem parar, olharam-no tão incrédulos quanto Sehun. – Que tipo de imbecil você é? – Questionou, vindo em minha direção. – Olha pra ele, porra! Chanyeol hyung está mais magro que o normal e você, melhorando, vocês riem dele? – Puxou-me para seus braços. – Eu honestamente tenho vergonha de vocês. Antes possuía orgulho de ser um membro do EXO, porque cada um se respeitava, mas agora... – Ele chorava. Chorava como um bebê que perdera o doce. – Tenho tanto nojo. Principalmente de você, JongIn.

Kim levantara com raiva das palavras do mais novo, fazendo o mesmo movimento de Oh quando estava sentado em seu lugar.

- Como é? – Perguntou pausadamente. Aquele tom, aquele olhar me fizeram estremecer de ansiedade. Aquele não era Kim JongIn, aquele era outra pessoa... não meu menino de ouro. – Repita se for homem, Oh Sehun. – Ouvi uma risada irônica abandonar os lábios finos e rosados, mas molhados pelas gotas salgadas que saíam de seus olhos achocolatados.

- Oh, não tenho problema com isso, Kim JongIn. – Passou o braço por minha cintura. – Eu tenho nojo de você. – Entortou a cabeça, olhando-o com o sorriso sinuoso. – Pessoas assim. – Apontou para o dançarino irado. – São dignas de pena. Acima do nojo ou de qualquer coisa, eu tenho pena de você. Tão manipulável. Tão fútil. Tão venenoso e... solitário. – Ao escutar a entonação de sua voz, eu tremi de medo – receio que algo acontecesse ao meu lobo solitário – e satisfação por essas palavras saírem de Sehun. – Ainda bem que eu não tenho sangue de barata para aguentar você e seus “bravos” guerreiros. Assim como qualquer um nesta sala.

O que ele queria dizer com aquilo? Observei suas feições sérias. Elas, geralmente, denunciavam o que pensava, porém não era o caso da vez. Sua mão apertou minha cintura de leve, como se falasse “quando saímos dessa sala, irei me explicar”.

JongIn dera um passo para o lado, no intuito de vir até nós, só que ele não contava – e nem eu – que os outros oito membros levantariam para proteger o maknae.

- Nem mais um passo, Kim JongIn. – Sussurrou assustadoramente, Kyungsoo. Pelo canto do olho, eu notara o sorriso – com direito a dentes e tudo – que Oh abrira. Ele sabia que nada aconteceria consigo. Eram oito contra três. Maioria versus minoria. – Estou cansado de aturar essa palhaçada que vocês criaram. – Caminhou até nós, contudo seu olhar estava cravado em mim. Sentia-me indefeso diante de si. Do Kyungsoo parecia um gigante ao passo que me transformava num mero anão. Por quê? Por que apenas agora? Por que só depois de Wu Yi Fan sair? O que eles queriam comigo? – Chega disso. Como chegamos a esse ponto? Vocês se amam, Nini. – Questionou, passando o polegar pelos meus lábios ressecados.

- Estão de brincadeira com a minha cara? – Sua voz estava alta, estava grave. Ele nunca falara assim com ninguém. O que aconteceu com você, Nini? – Só devemos descartar o lixo quando necessário, não é? – Como era? Se Sehun não estivesse me segurando, com certeza cairia de joelhos no chão. Uma risada cínica reverberou pela sala. Ninguém tinha coragem de cortar o discurso dele. – Oh, vocês achavam que eu amava esse cara? Um merda de humano como ele só deveria ser massacrado como um miserável que é, ele me enoja. – Não consegui. Meus soluços preencheram o cômodo, minhas lágrimas não atrapalhavam em o olhar. Seu sorriso ampliara quando notara meu choro.

Todos, sem exceção, ficaram chocados com suas palavras. O que havia feito para ser tratado assim?

- Porra, qual é o seu problema, hein? – Ralhou Sehun. Minhas mãos agarravam com tanta força o tecido de sua blusa, que jurava rasgar à medida que meus soluços aumentavam. Meu coração fora completamente arrancado do peito e dado aos leões para que devorassem sem piedade.

Suas palavras foram cruéis. Mataram-me num tiro sem piedade. Toda aquela pouca esperança tola que possuía, fora embora sem olhar para trás. Kai pisara no meu amor por si. Rejeitara-me da pior maneira que se podia fazer. No entanto, não captava meu grande erro para que me odiasse assim.

JongIn sabia que todo meu amor era seu. Meu coração. Tudo ainda estava consigo, tudo; mas ele resolvera o “problema” em segundos com suas palavras. Agora tinha consciência do animal que estava ao meu lado. Eu precisava tanto, tanto de Yi Fan.

- M-me tir-tira da-daqui. – Murmurei com voz completamente fraca. Todas as minhas forças foram embora, sequer conseguia caminhar com as minhas pernas. Sentia-me fraco demais. Tolo demais. Repulsivo demais. – S-sehunnie... me t-tira da-daqui. – Minha fala saía cortada devido aos soluços que se faziam presente.

A única coisa que me lembrava muito bem era de Oh, pegando-me em seus braços para saímos dos olhares curiosos. Recordava também de esconder meu rosto molhado e vermelho na curva de seu pescoço ao mesmo tempo que minhas mãos agarravam, novamente, o tecido da blusa que trajava.

Patético. Uma palavra que rondava meus pensamentos, deixando-me mais sentimental por saber que era verdade. Eu era patético.

Não conseguia lidar com os meus problemas de frente, eles pareciam assustadores demais, horripilantes demais. Tudo parecia mais fácil e bonito, livrando-me deles. Indo para longe. Sem causar compaixão. Sem causar amor unilateral. Sem causar dor.

Eu queria os braços protetores de mamãe, os beijos carinhos de Yi Fan, os conselhos maravilhosos de Yoora, no entanto, assim como os almejava por perto... similarmente e, em grande parte, preferiria arranjar um lugar isolado para que meus pensamentos fluíssem melhores.

A solidão parecia mais acolhedora e solidária quanto as relações interpessoais, que me causavam crises de choros ou reflexões sombrias. A solidão sorria. As companhias eram tristes. A solidão me deixava calmo. As companhias geravam nervosismo. Eu queria apenas sumir. Ficar invisível. Ou... morrer, que parecia uma opção extremamente atraente.

XXX

Faltavam dois dias para que o processo fosse instaurado e eu saísse definitivamente da empresa. Enfim poderia me aconchegar nos braços de Kris, sentia falta de sua proteção exagerada; eu sabia e tinha certeza que era a coisa certa a fazer, também tinha consciência que não conseguiria ficar mais tempo dentro dessa casa. Mesmo com Sehun me defendendo e com os outros membros o auxiliando – e surpreendentemente, amparando-me junto.

 De um modo engraçado, eu estava extremamente feliz e triste. Feliz, porque faltava pouco tempo para que esse tormento acabasse e por Baekhyun finalmente se acertar com Sehun. Sentia-me tão contente por saber que estavam bem – mesmo depois da crise de ciúmes que Byun teve quando Oh resolvera me defender de uma maneira nada convencional, mas que gerou resultados e uma noite com muitos gemidos.

Triste, pois houveram muitas desilusões dentro do grupo; por acreditar que, ao menos uma vez, eu era amado e consequentemente respondido; por ver, saber e conviver com meu melhor amigo numa conjuntura horrível e por indagar que sairia como um traidor. As três primeiras causas citadas eram as que faziam meu coração vacilar, quanto a última, eu não dava a mínima. Sabia que era muito além do correto, tratava-se da minha saúde.

Eu não aguentava mais.

No entanto, antes de sair definitivamente, precisava ultimar assuntos que estavam pendentes em minha cabeça. Eu necessitava conversar uma última vez com JongIn.

E era por isso que estava parado diante de sua porta do quarto. Minha mão paralisada no ar, hesitando se devia ou não bater – tinha medo – e a respiração ofegante, parecendo que corri uma maratona. Não desfrutaria do pavor que dominava minha mente, eu precisava colocar um ponto final para tentar entender as atitudes de Kim.

Em um irrevogável suspiro, reuni toda a coragem que possuía e bati na entrada do cômodo, sequer levou segundos para que a mesma abrisse e revelasse Kai. Ele trajava apenas a samba-canção e coçava os olhos – como se tivesse acabado de acordar; seu olhar pacífico, transformou-se num zombador e cheio de rancor.

Como não compreendia a raiva de sentia por mim, meus pés se moveram para trás, numa tentativa de diminuir o impacto que ele me causava com o observar. Abaixei a cabeça, não queria perceber ou receber olhares assim, mas ainda com a falsa coragem que criara, resolvi que estava na hora de o confrontar.

- Precisamos conversar. – Sussurrei. Belo confronto, não? Uma risada completamente sarcástica e odiosa fora solta por seus lábios carnudos. – Por favor. – Meus olhos arderam. Por que estava tão frágil?

- Não converso com escória. – Respondeu bruto. Meus lábios se apertaram, formando uma linha reta e provavelmente branca. Mais um passo para trás. – Agora se me dá licença... – Voltou a fechar a porta, porém eu não conseguiria segurar mais meus sentimentos de desespero e raiva. O que havia feito?

- Não consigo compreender. – Murmurei. – Não dá. O que fiz para me odiar tanto assim? Apesar de tudo que fala ou faz, infelizmente eu amo muito você. – Dei passagem as lágrimas. Tornara-me mesmo um bebê chorão. – Amo cada defeito, cada qualidade. Eu não consigo ser como você, porque é completamente surpreendente sua maneira de agir. – Respirei fundo. – Se eu soubesse que você era assim, jamais, jamais ousaria me aproximar de você. Ou me permitiria entregar o meu coração para um moleque como Kim JongIn. – Ele se virou, encarando-me com a boca aberta, como se não acreditasse no que escutava. – O que me levou a um simples questionamento, você realmente se importou ou me amou? – Abracei meu próprio corpo. – Eu queria ir embora sem peso na minha consciência, contudo isso é impossível. Não existe discussão quando alguém só fica na defensiva, melhorando, na ignorância.

Virei-me ligeiramente, tinha que saí de perto dele – de fato, fora um erro o procurar para “conversar”.  Não suportaria escutar mais palavras pesadas e sem sentido. Na realidade, nada mais fazia sentido de baixo daquele teto, parecia que alguém ou alguma coisa estava brincando com a minha autoestima ou meus sentimentos, antes tudo que nutria era bom, todavia, agora meus pensamentos se tornaram negativos, pessimistas e cheiros de tristeza.

Ele sequer mediu esforços para me impedir de sair, deixando meu coração mais destroçado que antes. A realidade era certa, JongIn era um carrasco filho da puta.

Balancei a cabeça. Adiantaria chorar por ele? Kim não ligava, nunca ligou. Eu só precisava o esquecer. E eu tentaria mesmo que falhasse dezenas de vezes, tentaria até conseguir.

XXX

- Mas, hyung... – Sehun tentava me impedir de prosseguir com aquela ideia maluca, nem tão maluca assim. Não queria que eu fosse embora, queria-me perto de si. Escutara suplicas e promessas que nada me aconteceria, ele faria de tudo para que minha vida voltasse o normal.

Entretanto, Oh não entendia que meu coração e minha razão também pediam por férias. Meu cansaço não era apenas físico, mas emocional. Todos os dias, todos os momentos, possuía vontade de chorar ou dormir o dia inteiro – até minha vontade de compor estava desaparecendo e isso era um péssimo sinal.

Eu sabia que havia um espaço em seu coração destinado a mim, porém somente o seu amor de amigo não preencheria meu espaço vazio e quebrado. Minha realidade era fodida e eu tinha consciência disso. Talvez, Yi Fan conseguisse restaurar o pouco que sobrara em meu corpo.

- Chega, Sehun. – Joguei algumas blusas com força dentro da mala. – Não há nada que você possa fazer, eu quero sair daqui. – Olhei em seus olhos. – Eu preciso. – Sussurrei, mordendo o lábio inferior. – Sabe o quão complicado é, ver JongIn agindo como se eu fosse um nada? – Questionei, arrumando mais alguns pertences que estavam encostados nas outras bolsas vazias.

- Chanyeol, olha pra mim. – Pediu com pesar. Ele transmitia dor e angustia, Hunnie não queria mesmo que eu fosse embora. – Depois do Baek, você é a pessoa mais linda que tem dentro dessa casa. – Aproximou, passando os braços por minha cintura enquanto repousava a cabeça em meu ombro. – Eu amo você, hyung. – Sua voz ficara rouca. – Por favor, não vá embora. Eu ainda preciso de você.

Soltei um riso amargurado. Não adiantaria discutir com Oh, ele não aceitaria que fosse mesmo apresentando fatos lógicos.

Afastei-me de seu corpo com um pouco de dificuldade, ele parecia uma trepadeira agarrada ao meu tronco. Segurei seu rosto com as duas mãos ao mesmo tempo que encostava nossas testas.

- Hunnie, eu preciso. – Falei pausadamente. Seus dedos seguraram a barra da minha camiseta e seus olhos ficaram cheios de lágrimas. – Não consigo mais olhar na cara de Kim. – Esfreguei nossos narizes, fechando os olhos. – Estou acabado, Sehun. Acabadíssimo. – Meu polegar massageava seus lábios finos.

- Hyung. – Escondeu o rosto na curva do meu pescoço. – Então, eu não quero ficar numa empresa sem você. – Ri sem graça. E eu achava que era o mais influenciável do grupo, provavelmente seria mais um achado raro. – Me leva junto.

- E o Baekhyun? – Indaguei curioso. – Você o deixaria sozinho? Depois de tudo que passaram? – Puxei, com cuidado, seus cabelos para trás, arqueando as sobrancelhas. – Você o ama, Sehun. Ele precisa de você, sabe disso, não sabe? – Voltei ao nosso abraço estranho.

Um fungar baixinho fora escutado, ele começara um choro desesperado. Pareceria uma criancinha que fazia birra para conseguir o boneco mais bonito da loja.

Meus braços passeavam por suas costas numa tentativa de o acalmar. Esse seria o final do EXO? Um membro atrás do outro sairia sem se importar nas consequências?

- Ainda poderá falar comigo. – Murmurinhei próximo a seu ouvido. – Existe Skype, mensagem de texto. – Beijei sua bochecha exposta. – Sempre que quiser, poderá me chamar. – Sentei-o na cama, mas fui puxado para o seu colo. Seu rosto estava vermelhinho, Oh pareceria realmente uma criança. Não queria me soltar. – Sehun.

- Só mais um pouquinho, hyung. – Fungou, voltando a esconder o rosto em meu pescoço. – Os meninos ficarão desapontados, eles apostaram que você cederia ao “charme” do caçula. – Sem vergonhas. Espera um pouco, quem exatamente pedira isso? Cruzei os braços à medida que transformava meu olhar de compreensivo para severo. Ele tremera. – Não me olha assim. – Formara um bico, apertando-me mais.

Bufei enraivecido. O que estava acontecendo? Pouco se lixavam para os acontecimentos até três semanas atrás, mas agora resolviam me proteger? E quanto a Yi Fan? Por que apenas agora?

- Eu preciso arrumar minhas coisas, Sehun. – Levantei-me do seu colo. Sua expressão continuava de um bebê chorão. – Ou você ajuda ou nem precisa ficar, eu vou embora. – Sua cabeça tombou para o lado, um super bico armara em seus lábios e os olhinhos ficaram maiores. Ah, ele queria partir pro golpe baixo.

Revirei os olhos. Tudo bem, iria continuar sozinho. Eu precisava mais de Kris quanto qualquer outro membro que estava ali. Fora Yi Fan que mais me ajudara. Amara-me do jeito dele. Ele agira melhor que qualquer melhor amigo, agiria.

E eu sabia que, ele precisava de mim. Era minha vez de retribuir o amor que recebi de si.

 

...

 

“Eu estraguei tudo, não foi? Você achava que tudo que eu fazia, era por causa de Zitao ou Junmyeon, em partes sim. Os deixava controlar minha cabeça, hyung.

Não me importava com as consequências, ambos diziam “JongIn, tudo que fizemos, era por uma boa causa” e eu acreditava. Acreditava que realmente era por uma boa causa, mas quando você foi ao meu quarto. Quando você disse que não compreendia minhas escolhas ou que precisava de ao menos de uma resposta para que pudesse ir embora, eu fiquei louco.

Enraivecido, na verdade. Observar você me dando as costas todo cabisbaixo e tristinho, fora a primeira rachadura em minha armadura. Lembrava-me das lágrimas que corriam livremente pelo meu rosto.

Naquele dia, minha vontade de o abraçar fora grande demais. Meu peito doía e eu sabia que, você, era o maior dos meus problemas.

O meu pior erro, Channie, foi ter vendido minha alma para o diabo, literalmente. No início, eu fingia que não sabia o que estava acontecendo, fingia que estava tudo bem.

Poderia muito bem culpar a empresa por todas as minhas escolhas, entretanto, seria uma grande mentira. Uma mentira grotesca e idiota. Sempre me lembrava duma frase que você falara “nunca culpe as pessoas pelos seus problemas, encare-os.”.

Eu estava atolado até o pescoço com contratempos que sequer poderia os dizer. Doía fazer o que fazia, meu coração destroçado e minha razão enfraquecida imploravam para que eu parasse, imploravam para que pedisse perdão, imploravam para que o abraçasse e beijasse cada milímetro do seu rosto.

Sentia-me covarde. Covarde por atacar aquele que mais amava. Também me considerava insano por concordar e continuar agindo como um animal. Quem em sã consciência deixaria a fama subir à cabeça? Quem arriscaria a pessoa que amava pelas “fãs”? Quem assumiria um namoro falso para agradar os “patrões”? Eu. Eu fui burro o suficiente por assumir isso e mais um pouco.

Então poderia concluir que era um grande filho da puta. Um grande merda. Um grande hipócrita por ter feito isso com você, baby. Que me desculpasse, hyung, mas não iria desistir de nós. Não agora. Eu amo você.”. 


Notas Finais


Não me matem, matem o JongIn! Haha, espero que tenham gostado. Esse foi o último capítulo do "ANTES", os próximos capítulos serão do "DEPOIS" com o JongIn e Zitao. Right?
Ah, mais uma coisinha, essa carta do capítulo não é do Kris (em caso de dúvida), mas do Kai.
Enfim, espero vocês nos comentários.
Beijos da anã.


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