História Hopeless (Ziall) - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction, Zayn Malik
Personagens Niall Horan
Tags Medo, Ziall, Ziall Horlik, Ziall Moran
Exibições 110
Palavras 1.664
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oláá.

Vou tentar postar de dois em dois dias, caso eu consiga. Se eu atrasar, é porque não deu para portar ou completar o cap. Não vou demorar para postar essa OS, porque ainda tenho que reescrever US e ainda tem SDA, que nem comecei a escrever ainda. E estou pensando em caps extras para BO. Veremos.

Bem, espero que gostem.

Ignorem os erros.

As imagens que eu postar nos caps, estou pegando do google. ;) se os créditos não estiverem nas imagens -tumblr ec, créditos ao google, rapa wefcerfergv elas meio que representam o Niall, mas se alguma representar o Zayn, eu aviso.

Eu gostaria de saber o que estão achando da fanfic, então, por favor, se pronunciem, porque, né...


*editado* GENTE, TIVE PROBLEMAS COM O CAP, POR ISSO REPOSTEI. Não mudei muito.*

Boa leitura.

Capítulo 2 - Soffocato


Fanfic / Fanfiction Hopeless (Ziall) - Capítulo 2 - Soffocato

“(...) Eu mais uma vez me pergunto

como é mesmo que se faz a coisa mais profunda do mundo

com total superficialidade.

Como é que se ama sem amor?

Como é que se entrega de dentro de uma prisão?

Nunca soube.”

( — Tati Bernardi.

 

 

 

Outubro, dia 30 de 2011.

06:20 AM

 

— Vou precisar falar novamente, Niall? —  desferiu mais uma vez sua mão sobre a face do garoto que cambaleou pela força do tapa. O menino se apoiou no encosto do sofá para que não caísse no chão e engoliu o nó em sua garganta. Não podia se mostrar fraco, não podia, não podia. Não, não, não, não, n… —  Me responde, garoto! —  o puxão em seu cabelo o fez gemer baixo pela surpresa do ato,  mesmo que ja fosse comum aquele tipo de ato vindo da mulher. A face do garoto foi levantada com o puxão nos fios, para que olhasse a mulher alta a sua frente, que o olhava com raiva e nojo, como sempre.

 

— Não, mãe. —  sussurrou com a voz rouca e firme, vendo a mulher revirar os olhos e soltar seus cabelos com força, fazendo com que sua cabeça fosse jogada para trás.

 

— Ai de você se ousar me responder de novo. —  ameaçou a mulher entre os dentes — Eu te sustento, sua aberração. Te dou o que comer e um lugar para dormir, e você não faz droga nenhuma, e ainda reclama. — jogou na cara do loiro, que tinha a face virada para um lado qualquer e os olhos fechados fortementes.

 

— Desculpa, mãe. —  sussurrou novamente, engolindo em seco.

 

— “Desculpa, mãe” ? —  gargalhou friamente a mulher de cabelos curtos acima dos ombros castanhos e olhos azuis sem brilho algum, assim como os olhos do filho. Ambos  tinham olhos azuis apagados. Sem sentimentos — Pedir desculpa não resolve nada o que causou na minha vida, seu desgraçado. Sou obrigada a conviver com um lixo como você dentro da minha casa. Uma aberração! Um monstro, igual ao seu pai. —  lhe apontou o dedo, vendo que, mesmo que o garoto se fizesse de forte, estava sendo atingido por suas palavras e se sentia feliz com isso, pois esse era seu objetivo… quebrar Niall era seu objetivo. E, bem, ela estava realmente conseguindo. Era sempre assim. Ela sempre jogava as mesmas coisas em cima do menor. Sempre fazia questão de deixar claro seu repúdio e ódio pelo garoto. Sempre. E não pararia. Não enquanto pudesse — Você é a pior coisa que aconteceu na minha vida. — completou balançando a cabeça em forma de desgosto, ergueu a cabeça e pegou sua bolsa em cima da mesa, enquanto arrumava seu shortinho preto que nem tampava suas nádegas que eram cheias direito, assim como o top que usava destacava muito seus seios grandes e salientes. A mulher seguiu em direção a porta andando de forma sensual se equilibrando sobre seu par de saltos alto sob seus pés — Quando eu chegar, quero essa casa brilhando, e claro, não quero você aqui, vou trazer alguns amigos meus aqui. Então se vira, não dorme aqui essa noite! —  decreta, logo abrindo a porta e saindo do local, enquanto Niall morde fortemente o lábio inferior, a ponto do mesmo começar a sangrar.

 

O loiro engoliu em seco e balançou a cabeça, respirando fundo. Foi até sua bolsa que estava jogada no chão e pegou-a com seu braço bom, já que o outro estava fortemente machucado pelo chute que receberá na semana passada de um dos amantes de sua mãe.

 

O loiro caminhou em direção  a porta de sua casa, deixando o local em passos apressados e mancos, já que baterá seu quadril sobre o encosto do sofá no desespero que se segurar neste para não cair. Colocará seus fones de ouvido, que ganhará de Zayn e que mantinha escondido de sua mãe, e continuou sua caminhada em direção a escola.

 

Enquanto o loiro caminhava pelos corredores do colégio, percebia alguns olhares de deboche sobre si, mas ignorou-os olhando para seu celular simples, assim que ouvira através do fone um toque que sinalizava a chegada de uma nova mensagem. O loiro,  assim que abriu a mensagem, vira que era de Zayn, e continha as seguintes palavras.

 

“Zayn: Oii, Nih. Bom dia! Queria te avisar que não vou para escola hoje,

mals não avisar antes, minha vó me avisou apenas hoje que tinha uma consulta.

Mas amanhã eu vou sem falta. Se cuida, viu? Qualquer coisa me manda uma mensagem ou me liga. Não exite.

 

Bem, é isso, tchau, beijos. Amo você. “

 

— Olha só o que temos aqui. — ouviu uma voz sussurrar em seu ouvido, porém não sentiu medo ou se assustou, tão pouco se arrepiou, apenas permaneceu sem expressão. Logo seu celular foi tomado de suas mãos, fazendo com que se virasse e visse Jason, um dos clichês valentões dos colégios e que tinha sua trupe de idiotas que se achavam os donos de tudo —  Olha só, pessoal, o namoradinho do esquisito não vai vir hoje. —  riu alto, atraindo a atenção de algumas pessoas que estavam ao redor, enquanto outros ignoravam, acostumados pelas idiotices daquele grupinho de marmanjos.

 

— Isso é ótimo, Jason, podemos no divertir sem a intromissão do idiota. —  disse um dos seguidores, fazendo o citado sorrir malicioso e maldoso.

 

— Por que  não, Niall? —  tornou a olhar para o loiro, que apenas olhava para ele, fixo, sem qualquer sentimento de medo, repulsa ou ódio. Apenas como se não tivesse alma.

 

— Faça o que tiver que fazer, Jason,  mas me deixe em paz. — rosnou o menino.

 

— Ih, o viadinho tem garras.  — zombou,  arrancando risadas dos capachos — Vamos ver se continua com essa marra toda,  quando estiver todo arrebentado.  — sorriu de lado,  e logo se aproximou pegando com sua mão grande os cabelos do menor e os puxando com uma força indescritível arrastando o menor pelo corredor do colégio,  sendo seguido por seus companheiros e alguns curiosos.

 

Niall nada fazia,  nem gemia de dor pela força que seus cabelos eram segurados.

 

Niall não chorou quando fora jogado sobre o chão do banheiro e quando bateu a cabeça sobre o piso do chão. Não gemeu em dor quando o primeiro chute fora desferido em sua barriga,  deixando-o sem ar e fazendo-o apertar os olhos,  logo sendo seguido por outros. Não reclamou quando seu rosto foi socado diversas vezes por diversas mãos,  arrancando sangue de sua boca e nariz,  e fazendo alguns cortes sobre seu rosto. Não tentou reagir quando teve seus cabelos segurando dolorosamente e sua cabeça,  de forma clichê  enfiada em um dos vasos sanitários, onde haviam fezes e um cheio forte de urina.

 

Ele não  fez simplesmente nada.  Pois para ele,  ele merecia.

 

Niall era só mais um corpo,  ele só existia.  Já não tinha vida.  Ele não vivia mais.

 

Niall estava morto por dentro.  Estava acabado. Estava sem esperança.

 

Mas,  ele aguentou.  Não soltou uma só lágrima,  apenas alguns poucos gemidos,  assim que fora abandonado jogado no chão,  com fraturas e sangue escorrendo.

 

Com sua alma escorrendo.


 

O loiro entrara em seu quarto correndo.  Não  aguentava mais.  Não podia com aquilo.  Chega! Chega! Chega!  Isso tem que acabar!  Seu subconsciente gritava desesperado.

 

Assim que não sentia mais tontura,  deixou às pressas o banheiro da escola e a própria,  correndo como louco  direção  a sua casa.  Por isso nesse momento corria em direção ao banheiro,  jogando a bolsa de qualquer jeito,  sem se incomodar com o sangue que escorria  do nariz e parava na boca,  fazendo-o sentir o gosto do sangue.

 

Abriu a torneira rapidamente e deixou que a banheira se enchesse enquanto a água estava ligada no mais forte,  para que enchesse sem demora.

 

Sua mente apenas estava focada nas palavras que ouvira de sua mãe,  nos acontecimentos na escola.  No quanto era desprezível. No quanto devia morrer.  No quanto não suportava mais viver.

 

Seu corpo e sua alma gritavam por paz. Se é que ela realmente existisse.  

 

Assim que a água da banheira estava em uma altura razoável,  o loiro entrou de roupa e tudo nela,  e sem demora,  se deitou dentro dela enfiando a cabeça dentro da água,  involuntariamente prendendo a respiração. Suas mãos seguravam firme as bordas da banheira.

 

— Uma aberração!

 

— Um monstro,  igual ao seu pai.

 

— Viadinho.

 

— Lixo.

 

— Esquisito.

 

— Você merece morrer.

 

— A pior coisa que aconteceu na minha vida.


 

Tudo em Niall gritava. Tudo berrava.  Ele se sacudia dentro da água,  precisando de ar,  mas continuava lá  dentro.  Tinha que acabar com aquilo.  Queria paz.  Queria sossego.  Queria morrer.

 

Niall abriu a boca,  sentindo a água adentrar sua boca e sua garganta,  sem relutância sua.  Sentia-se sufocando.  Mas não se ergueu. Tinha seus olhos abertos,  podia ver pela clareza da água o teto forrado, desfocado.  Mas sua visão fora se escurecendo.  Seu corpo relaxando. Finalmente!

 

A ultima coisa que vira fora o vislumbre de um ser de topete  aparecendo em seu campo de visão, uma voz desesperada gritando por si.

 

Foi enquanto que se deixou levar e sentiu tudo escurecer,  sentindo também seu corpo ser agarrado por força.  Se entregando finalmente para o inconsciente.

 


Droga,  Zayn!

 

 

 


 

 

“[...]

E não há remédio para a memória

Seu rosto é como uma melodia

Não vai sair da minha cabeça

Sua alma está me assombrando

E me dizendo que está tudo bem

Mas eu queria estar morta

 

Toda vez que eu fecho meus olhos

É como um paraíso escuro

Ninguém se compara a você

Temo que você

Não esteja esperando do outro lado

Toda vez que eu fecho meus olhos

É como um paraíso escuro

Ninguém se compara a você

Temo que você

Não esteja esperando do outro lado

[...]

Oh oh oh oh, ha ha ha ha

Eu não quero acordar disso esta noite

Oh oh oh oh, ha ha ha ha

Eu não quero acordar disso esta noite

 

Não há alívio, vejo que no meu sono

E todo mundo está me apressando

Mas eu posso sentir você me tocar

Não há nenhum lançamento

Eu sinto você em meus sonhos

Dizendo que eu estou bem

[...]  “ ( —  Dark Paradise - Lana Del Rey

 

 

 

 


Notas Finais




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