História Hora de amar - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Blake Lively, Ryan Reynolds
Personagens Personagens Originais
Exibições 20
Palavras 1.099
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Capítulo 11


Caio acenou, retomaria sua vida e dentro de alguns dias esse episódio com Luiza estaria esquecido, refletiu com impaciência. 

Cometera um erro, mas todo mundo errava, e não fazia sentido se martirizar por causa de uma noite de amor.

Luiza acordou tarde na manhã seguinte e correu para chegar à aula de matemática, apenas no meio da tarde teve tempo para refletir que Caio partira no meio da noite sem mesmo pedir seu telefone ou deixar um bilhete. 

Suas conversas com as amigas mais experientes demonstravam que isso não era um fato incomum.

Entretanto, ao pensar que dormira justamente com ele pela primeira vez na vida ficou arrasada.

Talvez Carlos pensasse que a veria de novo na segunda-feira à noite no escritório, refletiu, louca para revê-lo.

Seu humor melhorou muito quando entrou em casa e se deparou com um maravilhoso buquê de flores com um cartão em que se lia apenas a letra “A”. 

Ele não gastaria tanto dinheiro se não esperasse revê-la, certo? Luiza pediu emprestado um vaso de outra moradora da casa e o colocou no vestíbulo, onde todas pudessem admirar as flores.

Mas quando chegou à empresa STA na segunda-feira à noite para trabalhar, a sala onde Carlos ficava estava vazia.

Ela pensou que talvez ele tivesse viajado a negócios e se recusou a ficar preocupada, mas à medida que a semana foi passando sem notícias dele, a alegria sentida com o buquê de flores foi desaparecendo.

 Será que Carlos tentava evitá-la? A suspeita a deixou deprimida. Ele era um profissional de uma grande empresa e dormira com uma moça da faxina, talvez estivesse envergonhado do que fizera.

Na sexta-feira, a chefe de Luiza, Iwanessa, telefonou para avisar que na semana seguinte ela iria fazer a limpeza de outro lugar. 

O trabalho nas Indústrias STA terminara, e Luiza não voltaria para lá. Mas, apesar de esse contrato temporário estar no fim, a STA oferecera a Iwanessa um serviço muito mais lucrativo com um novo contrato de 12 meses em outro de seus empreendimentos.

Então acabara, pensou Luiza, nunca mais veria Carlos Ruso, sem dúvida lhe enviara as flores, mais movido pelo remorso. 

Para dar a entender que nunca mais entraria em contato com ela Luiza espantava-se com o fato de se sentir tão magoada.

 Mas assumira um risco, entregara-se a um homem que mal conhecia e sofria as consequências, aprenda a lição, disse a si mesma, exasperada com falta de consideração de Carlos.

Só desejara levá-la para a cama e, quando conseguira seu intento, não tivera vontade de repetir a experiência. Agora que Luiza tinha certeza de que se afastara dela de nitivamente, permitiu-se lembrar de como Carlos com a cara perplexo ao constatar que ela era virgem, sem dúvida, uma ingênua sob os lençóis não o interessava.

Ao final da segunda semana Luiza se preocupou quando sua menstruação não veio, pois costumava ser muito regulada. 

Lembrou que tomava a pílula e que era improvável ter engravidado, porém continuou a se preocupar, uma semana depois marcou uma consulta com o médico, que a mandou fazer imediatamente um teste de gravidez.

– Mas estou tomando a pílula, pensei estar protegida! – exclamou Luiza, quando o médico lhe transmitiu a notícia de que estava de fato grávida. 



O médico foi bondoso e compreensivo, fazendo uma série de perguntas, uma das quais foi se Luiza tivera problemas de estômago. Então ela se lembrou de que logo antes de ter relações sexuais com Caio ficara enjoada.

– Provavelmente vomitou a pílula, e isso comprometeu sua proteção deveria ter tomado outra providência para o resto do mês – terminou ele com expressão de compaixão.

Luiza deixou o consultório um pouco tonta e sem poder acreditar no que acontecera, não parecia possível que a relação tão breve com Carlos Ruso pudesse ter resultado em uma criança, porém ao ler os panfletos sobre gravidez que pegara no consultório, compreendeu que era possível, sim.

Um bebê, pensou com amargura como poderia criar um bebê quando mal conseguia sustentar a si mesma?

Ocorreu-lhe que Carlos também era responsável. Por que não usara camisinha? Por que confiara nas palavras dela sem pensar, por exemplo, em Aids? 

E por que deveria seguir seu caminho livre e feliz enquanto a vida dela mergulhava no caos? A amargura a dominou. Por que precisara ser punida na primeira vez que cometera um deslize? Que chances de ser feliz teria o pequeno ser que se formava emseu ventre? 

Luiza planejava ir para a faculdade no outono, recebeu duas ofertas de bolsa de estudo de boas universidades por causa de suas excelentes notas. 

Queria estudar administração de empresas, mas como fazer isso agora, com um bebê a caminho?

Carlos precisava tomar conhecimento, decidiu tristemente na noite em que limpava as salas em outr empresa do grupo STA. Ele tinha o direito e a obrigação de saber, pois seria seu filho também.

 É claro que ficaria aborrecido e até furioso,  porém Luiza não tinha pena dele. Uma criança causaria menos problemas para ele do que para ela.

Na manhã seguinte, antes de perder a coragem, Luiza pegou o metrô e se dirigiu para a matriz das Indústrias STA. Subiu no elevador e se dirigiu ao último andar onde funcionava o setor de Recursos Humanos a recepcionista elegante a olhou com polida curiosidade quando disse que desejava falar com Carlos Ruso. 

– Não há ninguém trabalhando aqui com esse nome – disse a jovem secamente.

– Oh! Há, sim eu o vi algumas vezes... há três semanas, ele trabalha até tarde da noite com frequência – explicou ela, sentindo as faces coradas de vergonha diante da expressão fria da outra. – Vou me sentar e esperar até você encontrá-lo.

– Não posso encontrar alguém que não existe aqui – teimou a recepcionista com certa animosidade na voz. – Conheço todos os funcionários, e não há ninguém com o nome de Carlos. – De repente a moça franziu a testa e murmurou: – A não ser que...

Luiza se deixou cair na poltrona mais próxima da luxuosa recepção, estava tensa e constrangida, consciente de que parecia fora de lugar com sua calça jeans e jaqueta quando todos ali, homens e mulheres, usavam roupas elegantes. 

Será que Carlos mentira para ela? Dera-lhe um nome falso? Meu Deus, será que a foto sobre a escrivaninha era de fato de sua família? Seria possível que o homem com quem dormira e a quem entregara sua virgindade fosse casado? 

Branca como cera e sentindo enjoo diante dessa suspeita, Luiza observou a recepcionista dar um telefonema, evitando olhar em sua direção efalando muito baixo.

Seria ela o assunto do telefonema ou começava a ficar paranoica? De súbito, a outra lhe lançou um olhar espantado e franziu a testa. 




#caluh❤



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