História Hora de amar - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Blake Lively, Ryan Reynolds
Personagens Personagens Originais
Exibições 20
Palavras 1.177
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Capítulo 12


- Alguém virá para ajudá-la – anunciou com visível desconforto.

Será que chamara um segurança para expulsá-la do prédio?Luiza ficou vermelha como um camarão.

Seria Carlos casado? Mentira, dando um nome falso? Um senhor de terno surgiu na recepção.

– Srta. Braga?

Luiza se ergueu, meio trôpega.

– Sim? Posso lhe mostrar a sala onde Carlos trabalhava...

– Não é necessário, srta. Braga Hummm... ele a aguarda – informou o senhor. – Venha por aqui...

Franzindo a testa, Luiza percebeu o olhar espantado da recepcionista e imaginou o que estaria acontecendo seria um complô para expulsá-la dali?

Afastou do rosto vermelho uma mecha do cabelo claríssimo e segurou a bolsa para seguir o senhor por um curto corredor onde já passara o aspirador de pó.

 Sabia que a porta no final conduzia ao escritório do presidente da empresa, que ficava sempre trancado e onde ela nunca entrara para fazer limpeza.

– Aonde vamos? – ousou perguntar.

Sem lhe responder, o homem abriu a porta principal, anunciando:

– A srta.Braga, senhor.

Luiza entrou em uma sala muito iluminada e piscou diversas vezes, nervosa, a ponta da língua molhando o lábio inferior enquanto sua atenção se voltava para o homem alto atrás da escrivaninha com tampo de vidro. A porta se fechou às suas costas, e tudo ficou em silêncio.

– Carlos? – murmurou, sem conseguir acreditar.

Ele rodeou a escrivaninha.

– Meu nome completo é Caio Ruso Stavroulakis – disse pausadamente. – Querendo ser discreto, dei a você apenas uma parte de meu nome. Por sorte o chefe da minha segurança, Titos, reconheceu o nome que você deu à recepcionista.

Stavroulakis? Até Luiza sabia que o S em STA era de Stavroulakis, ele não era um funcionário, mas o dono, além de um homem muito rico e poderoso.

 Mesmo assim, a enganara de propósito sobre sua identidade o choque a atingiu como um raio, e ela ficou tonta.

– Stav-vroulakis? – gaguejou. 

Enquanto oscilava e lutava para conter a tontura que a impedia de focar o olhar nele. 

– Por que um homem como você se interessaria por uma moça como eu?

À luz do dia, ela estava mais pálida do que nunca, os olhos arregalados, e trêmula da cabeça aos pés.

Caio a viu oscilar e se adiantou, mas não depressa o suficiente para segurá-la, Luiza caiu no chão com um leve gemido.

Com um pressentimento que não costumava ter, Caio se inclinou e ergueu o corpo frágil nos braços. 

Só podia pensar em uma razão para Luiza ter se dado ao trabalho de procurá-lo, e esperava estar enganado. 

Caio analizou Luiza deitada no sofá de seu apartamento de cobertura. 

Estava voltando a si, pois seu corpo delicado se agitava e ela dava um suspiro.

 Parecia uma boneca vestida como uma adolescente, de calça jeans, suéter listrado e jaqueta, um gorro de lã com um pompom na ponta surgia de um dos bolsos da jaqueta. 

As alpargatas que calçava estavam muito gastas, e o brim, puído. Santo Deus! O que ele estivera pensando quando a levara para a cama? A resposta era que na verdade não pensara.

 Por fim sua atenção se dirigiu para o perfil delicado em que as pálpebras estremeciam e um leve rubor coloria suas faces, apagando a palidez de antes, Caio se lembrou do olhar que ela lhe dera depois do ato sexual.

Nenhuma mulher jamais o olhara assim. Na verdade, havia três longas semanas recordava esse mesmo olhar de Luiza, tentando dormir enquanto seu corpo estava excitado.

Ele se envolvera, e isso era algo que nunca desejara que lhe acontecesse com uma mulher. 

Tudo levava a crer que pagaria caro por isso,Luiza abriu os olhos para ver uma enorme parede de vidro que não reconheceu, e se sentou de supetão, espantada, diante do cenário dos telhados de Londres que só podiam signifcar que estava em um andar muito alto e em uma parte privilegiada da cidade, sua cabeça girava, e ela fez uma careta.

– Não tente se levantar quando ainda se sente tonta – aconselhou Caio com voz suave.

Não era Carlos, mas Caio, ela recordou, girando a cabeça para tá-lo, lá estava ele, de pé e alto, a expressão arrogante, neste momento demonstrando exatamente o que era: um homem de negócios muito elegante e poderoso, com olhos azuis  aguçados como lâminas.

Era tão belo que chegava a provocar dor no coração dela, e ela tratou de baixar os olhos para não se magoar ainda mais.

 Não era de admirar que a tivesse levado para a cama com tanta facilidade, sendo um homem tão fascinante.

– Onde estou? – perguntou afinal.

– Este apartamento fica acima de meu escritório. Queria privacidade para conversar com você – respondeu ele com voz fria e contida.

 Tanta tranquilidade fez Luiza desejar esbofeteá-lo.

– Mentiu para mim sobre sua verdadeira identidade – acusou.

Caio refletiu que a discussão estava começando e armou-se de paciência.

– Não menti, só omiti certas verdades.

Luiza apoiou os pés no chão de tábuas largas, sua atenção foi desviada para as mesas de tampo de vidro, a mobília luxuosa e os quadros lindos e caros que pendiam das paredes. Ela era um peixe fora d’água neste ambiente opulento.

– Você é um mágico com as palavras! Que jogo idiota jogou comigo?

– Sente-se de novo, Luiza – comandou Caio. – Não foi um jogo, seu avô...

– Não tenho avô.

– O pai de seu pai – continuou ele sem permitir que ela o interrompesse – é Socrates Seferis, e está vivo. 

- mamãe me contou que meu pai não tinha parentes vivos – replicou ela erguendo o queixo com ar de desafio.

Mesmo com um rabo de cavalo que começava a despencar, ela estava linda, refletiu Caio, aborrecido por notar essas coisas.

Pensou no tipo de mulher que em geral o atraía alta, curvilínea, cabelo negro e sempre elegante.

Entretanto, ali estava Luiza, pequenina, com formas discretas, vestindo roupas humildes e mesmo assim misteriosamente irresistível.

– Sua mãe sabia muito bem que seu avô estava vivo, porque recorreu a ele para obter ajuda financeira depois que seu pai a deixou grávida – contou ele sem rodeios. – Seu avô deu dinheiro para ela.

De novo pálida, Luiza sentou devagar.

– Mas nunca vi esse dinheiro – murmurou.

– Sim, pode ser sei que cresceu em lares adotivos, mas de qualquer modo permanece o fato de que seu avô se importava com o que acontecia. Ele fez o possível para garantir que você crescesse com conforto esegurança.

Luiza filtou os pés calçados com as alpargatas, jamais tivera segurança, nem na casa de Berliane, sabendo que poderia ser transferida para outro lar a qualquer momento se alguma coisa desse errado.

Porém se lembrou de raros momentos agradáveis com a mãe, quando Jenny lhe mostrava centenas de fotos de países distantes e lindos hotéis, onde ela própria aparecia usando vestidos coloridos e saltos altos. 

Mais tarde, quando crescera, Luiza concluíra que a mãe deveria ter tido um namorado rico que lhe dera viagens e roupas. 

Porém, e se esse dinheiro que financiara os luxos de Jenny tivesse vindo de seu avô Socrates? Era bem possível que Jenny Gray mentisse. 

Caso tivesse aceitado dinheiro para educar ela, sem dúvida não fizera o que se esperara que fizesse e cometera uma fraude merecedora de castigo, reflet Luiza.





#caluh❤



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