História Hora de amar - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Blake Lively, Ryan Reynolds
Personagens Personagens Originais
Exibições 23
Palavras 1.261
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 19 - Capítulo 19


Luiza ficou sem jeito diante da sugestão e arregalou os olhos.

- Isso é chantagem.

– Sou assim, meu bem...- replicou ele sem se desculpar. – Estou programado para tirar o maior proveito de tudo e, se posso fazer um bem para o seu avô, farei.

Luiza respirou devagar e profundamente, chocada por ele não se envergonhar da própria rudeza e amoralidade diante da vida. 

Então sua generosidade tinha um preço? E será que isso a surpreendia tanto assim? Caio Stavroulakis não dava ponto sem nó.

Entretanto, a maior preocupação dela no momento era o tratamento de Bas, e tinha certeza de que custaria milhares de libras e não haveria como pagar.

“Nunca empreste nem tome emprestado” dizia Berliane, e Luiza sempre seguira essa regra, porque ganhando pouco como ganhava não podia se arriscar a ficar na miséria.

Mas não seria um risco muito grande também concordar em ir para a Grécia? No íntimo, já estava cedendo por causa da curiosidade em conhecer o avô queria conhecê-lo e saber mais sobre o lado grego da sua família.

– Minha última prova será no dia 15 – concedeu com hesitação. - Estarei livre para viajar à Grécia e fazer uma visita a meu avô depois dessa data.

– Como pode ver, sou uma pessoa fácil de lidar – murmurou Caio com suavidade. 

Aliviado por agora ter algo de positivo para comunicar a Socrates e que iria agradar-lhe na sua convalescença. A notícia sobre a gravidez de Luiza não seria tão bem-vinda por um homem da geração tradicional de Socrates, porém nada havia a ser feito, refletiu Caio.

– Não é fácil, não – retrucou ela. – É maquiavélico e frio e está usando meu afeto por Bas como uma arma no meu peito – censurou. – Não espere que eu goste de você por causa disso.

– Salvei a vida do cão quando o trouxe para cá –  defendeu se.- Tenho mais um pedido a fazer...

– Pode falar – encorajou ela. 

Sentando na limusine e desta vez percebendo os assentos de couro caríssimos, seria assim que Caio viajava sempre? E cada vez mais o abismo que os distanciava aumentava, deixando-a constrangida.

– Gostaria de que fizesse o acompanhamento pré-natal com Dmitri Vakros, quero ter certeza de que está com boa saúde e que seguirá uma boa dieta.

– Já fui a um médico e fiz um teste de gravidez – protestou ela.

– Será que precisa discordar de tudo que digo? – rebateu ele com exasperação. 

Espantado com a expressão desconfiada e teimosa no rosto de Luiza podia ser pequenina, mas tinha um coração de leão. 

–Estou pensando no seu bem.

Luiza desviou os olhos para a coxa musculosa que se encostava à dela no assento do carro, corando atéa raiz do cabelo. 

Imagens coloridas dos dois na cama, o corpo delgado dele se enroscado ao seu a encheu de desejo, e mal conseguiu respirar era de mais embaraçoso, mas do que a excitação, repreendeu a si mesma.

– Meu bem-estar não é da sua conta.

– Sim é, se você está carregando o meu filho – contra disse Caio com voz ríspida.

Luiza mordeu o lábio para sufocar uma resposta ácida. Ele não estava interessado no bebê, disso ela tinha certeza, mas agia assim para demonstrar interesse.

 No entanto, seria sensato desencorajá-lo? Não desejava um marido relutante, porém gostaria de que o bebê tivesse um pai presente, por mais que isso a desgostasse.  

Caio fugira dela após uma relação de uma noite, e ela precisava aprender a viver com tal frustração e se concentrar em coisas mais importantes.

– Luíza, concorda em ver Dmitri? – insistiu ele.

– Se for preciso.

– Sem dúvida percebe que sou responsável por você agora?

Os olhos verdes de Luiza faiscaram, e ela ergueu o queixo.

– Há anos não preciso que ninguém tome conta de mim, não sou uma criança, posso cuidar de mim mesma.

– Então vai precisar se acostumar comigo cuidando de você de agora em diante – contra disse Caio com toda a calma.

Ela cerrou os dentes antes de responder:

– Acho que não, sou muito independente e adulta, se quisesse me apoiar em você, teria concordado com o nosso casamento – enfatizou.

Caio também rangeu os dentes, lembrando-se da rejeição, e murmurou:

– Ainda pode mudar de ideia...

– Acho que não, você não é o tipo de homem que desejo para marido – disse Luiza sem piedade.

Cheio de fúria, Caio respirou fundo, imaginando por que não se alegrava por poder permanecer em liberdade, já que ela não queria casar. 

Ele não pensava em casamento, nunca pensara na vida, nada mudara, então porque a mulher ao seu lado o perturbava tanto? Agora ela fazia parte de sua vida.

Ainda a desejava na sua cama, não havia outra explicação para a falta de lógica quando se tratava de Luiza.

– Que tipo de homem deseja para marido? – acabou por perguntar secamente.

Luiza ficou vermelha, mas respondeu:

– Um homem bom, honesto e sincero.

Ciente de que para ela não demonstrava nenhuma dessas qualidades, Caio sentiu uma pontada no orgulho e tratou de dar desculpas para si mesmo.

Fora obrigado a assumir essa posição e não pudera ser honesto nem sincero quando a conhecera.

Demonstrara ser bom quando se tratara do cão, mas quando percebera que poderia usar as despesas como tratamento para influenciar Luiza, seu lado demoníaco falara mais alto. 

Muito bem não era perfeito, sensível ou carinhoso mais nenhuma das outras o criticara, e Luiza já zera isso inúmeras vezes. 

E ele a pedira em casamento! Devia estar louco, pensando em longas noites quentes na cama com ela e esquecendo os muitos anos de brigas e queixas que teria à frente.

Luiza observava suas reações com as pálpebras semicerradas, imaginando, pela expressão tensa em seu rosto, o que estaria pensando. 

Sem dúvida ele não estava de bom humor. Mas devia se sentir grato por ela ter recusado sua proposta de casamento um dia encontraria uma mulher que desejasse se casar com ele de verdade. 

Enrijeceu diante de tal pensamento, descobrindo de repente e de maneira espantosa que não queria dividir com outra o pai de seu filho. 

Estava sendo irracional, disse a si mesma com severidade na noite anterior pesquisara na internet e vira várias imagens de Caio Ruso Stavroulakis que o mostravam como um mulherengo. 

Ele tivera diversos casos com modelos famosas, socialites e estrelas de cinema desde a adolescência e trocava de parceira com a velocidade do vento. 

Parecia que nunca tivera um relacionamento longo ou estável com ninguém nem morara com nenhuma mulher, o que agradou a Luiza. 

Caio era extremamente rico e muito bem-sucedido nos negócios, e poucas pessoas podiam dizer que o conheciam bem. Jamais seria feliz com um sujeito assim não combinavam em nada com ela.

 Ele recebera uma educação primorosa, tinha status e uma vida social sofisticada Luiza não podia se imaginar nesse papel.

– Entrarei em contato com você – murmurou Caio quando ela desceu da limusine. – Boa sorte nas provas!

Luiza voltou a cabeça, surpresa, e sorriu iluminando o rosto pequeno.

– Obrigada – respondeu.

Martha aguardava para saber as notícias sobre Bas, e Luiza contou tudo, dizendo que ligaria para a clínica logo cedo a fim de saber como o cão passara a noite.

– Disseram que telefonariam antes se algo acontecesse - completou com relutância.

Preparou seu jantar sem parar de bocejar o médico avisara que a gravidez a deixaria muito sonolenta.

Resolvendo levantar cedo para estudar pela manhã, caiu na cama e se lembrou da noite com Caio.

Então permaneceu de olhos abertos, sentindo calor pelo corpo todo, ele a ensinara a gostar de sexo, percebeu com raiva.

Com o tempo se livraria disso e de Caio no momento estava obcecada por ele, mas isso iria passar, disse a si mesma sem grande convicção. 





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