História Horizon: Zero Dawn - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Hyoyeon, Jessica, Seohyun, Sooyoung, Sunny, Taeyeon, Tiffany, Yoona, Yuri
Tags Taeny, Yoonsic, Yulsic
Visualizações 61
Palavras 4.043
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção Científica, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HELLOOOOOOOOOOO LIROU FRIENDIXXX! Tudo bem com vocês? Espero que sim!!
Gostaria de agradecer a todos pelo apoio estou recebendo com essa fanfic! Espero que gostem de ler tanto quanto eu gosto de escrevê-la! <3
Eu corrigi, mas pode ser que ainda tenham alguns erros. ):
Nesse capítulo já pulamos direto para a fase adulta da Jessica, então não estranhem!

No final do capítulo tem um outro recadinho, se possível não passem direto! XD
Caso queiram, eu recomendo ouvir a soundtrack do jogo. Qualquer coisa joguem assim no youtube: “Horizon Zero Dawn - Complete Soundtrack (OST)” e vão para o vídeo que tem quatro horas! A minha música favorita é a que começa por volta de 41:22! <3

Uma boa leitura!

Capítulo 2 - Os últimos preparos antes da Provação.


Equilibrava-se com maestria no tronco alto enquanto corria concentrada. Havia conseguido desenvolver a habilidade de pulos longos e de atirar a longas distâncias. Foram doze longos anos de um treinamento pesado por parte do pai e uma aprendizagem difícil por meio do Focus. Jessica tinha vantagem sobre todas as outras pessoas pelo fato de conseguir ler a língua dos antigos com exatidão e pelo simples fato de poder prever o caminho automático das máquinas. O Focus também podia analisar e explicar para a jovem exilada a função de cada uma das máquinas, desde que se aproximasse para a varredura completa.

As máquinas eram variadas e geralmente tinha o formato de animais silvestres.

Jessica jamais contou a verdade sobre como conseguia perfeitamente destruir as máquinas e como conseguia evita-las em seus treinos diários. O pai até suspeitava do objeto triangular sempre usado pela jovem, mas não perguntou mais do que três vezes.

Em sua crença pessoal, a garota acreditava fielmente na necessidade do Focus para facilitar a sobrevivência da espécie humana.

Corria e tentava fazer as curvas sem perder velocidade alguma. O pulo que teria de fazer era enorme e para chegar até o outro lado sem cair, a sua concentração tinha que estar cem porcento. Jessica nunca olhava para baixo e tão pouco para trás. Jogou o corpo sem medo e pela milésima vez sem perder o equilíbrio. Virou-se rapidamente para o pai, sorrindo orgulhosamente de si mesma.

– Parece ter sido mais rápida desta vez. – O homem afirmou em alto bom tom. A menina somente olhava para os números na tela artificial proporcionada pelo Focus e prontamente respondera.

– Da última vez eu fiz todo o trajeto em quatro minutos... Desta vez fiz em três minutos e vinte e três segundos.

– Como você sabe disso?

– Digamos que... Um passarinho me contou.

– Você sabe que isso pode até te ajudar com as máquinas, mas não vai te fazer correr mais rápido, pular mais alto ou atirar com mais precisão, certo? – O homem indagara calmamente enquanto a observava fazer o trajeto contrário.

– Isso o quê? – Jessica piscou confusa e quase se desequilibrou, notando que homem lhe esperava descer em solo firme. A jovem dera o último pulo, tendo a testa franzida.

– Essa coisa na sua orelha. – Rira pela respiração e lançou o bastão na direção da jovem, notando-a pegar com precisão, sem nem mesmo mexer um único músculo do rosto. – Foram muitos anos observando a minha filha mexer as mãos e os braços aleatoriamente como se estivesse movimentando algo. Conversando com um nada e mostrando grande concentração... Para que este triangulo na sua orelha não seja nada.

– Se você sabe, então por que nunca comentou? – Os dois andavam em círculos, como se tentassem adivinhar por onde o outro iria começar atacando.

– Porque você é diferente. – Levantou o próprio bastão.

– Diferente como? – Jessica entrou em posição de ataque.

– O mundo não parece grande o suficiente para saciar a sua curiosidade. – Explicou calmamente e então partira ele mesmo para o ataque, tentando lhe acertar o bastão e notando-a se defender instantaneamente. A castanha dera um pulo para trás e então correra em direção dos troncos caídos, pegando impulso nos mesmos para pular entre os galhos das árvores e pular no centro do local de treino, bem onde seu pai se encontrava.

O resultado fora o bastão de ambos se quebrando ao meio pelo ataque exemplar e a defesa ainda mais bem encaixada. A garota largou os dois pedaços de madeira quando reparou a movimentação. Rapidamente uniu os punhos como se fizesse um “X” e os erguera em cima da cabeça. A pancada fora forte, mas não o suficiente para atingi-la em cheio. Levantou-se com exatidão, dando encaixando um chute na altura da barriga alheia e o empurrando para trás.

– Você é boa no que faz... Só não deixe levar por meras distrações. – O homem dera um leve sorriso e então limpou as roupas. – Junte as peças necessárias para conseguir algumas flechas de fogo e me encontre no portão norte da Enlace quando o sol se pôr.

– Mas... Nós nunca vamos ao portão norte do Enlace. – Jessica piscou confusa.

– Tenho que te mostrar algo importante sobre as máquinas.

 

--/--

[Sooyeon]

 

Caminhava com tranquilidade até o elevador. Segurava com firmeza a pasta com o notebook enquanto reparava que como sempre... Ela era a última a deixar o local de trabalho. Às vezes se cobrava muito para obter o rendimento que esperava de si mesma, o que podia ser um tanto quanto prejudicial. O andar do seu laboratório ficava logo abaixo do andar onde trabalhavam os “manda chuvas” da corporação, então muitos eram os momentos que recebia visitas nada agradáveis. Quando a porta do elevador se abrira, Sooyeon piscou confusa ao ver quem ali estava. Adentrou o cubículo e dera um leve sorriso para a mulher. Ficou em uma distância considerável e notou pelo espelho que a outra lhe fitava. Se tratava de Seo Joohyun, a líder por trás de toda a corporação e quem assinava os cheques que financiavam as suas pesquisas. Se Sooyeon conversou com a mesma, foram coisa de duas ou três vezes até o exato momento. Algumas edições bases do Focus já haviam sido produzidas e estavam sendo testadas.

– Você não fica estressada por trabalhar tanto? – Indagara-lhe a mulher alta com um leve sorriso de canto.

– Minha mãe dizia que o mundo não parece grande o suficiente para suprir toda a minha curiosidade. – Explicou calmamente e dera de ombros. – Quando se trabalha com o que ama e com isso se descobre meios de facilitar e ajudar a vida humana, então acredito que não existam meios que me deixem estressada. – Ponderou um pouco e fizera uma careta. – Pressionada talvez... Estressada não.

– Gosto da sua curiosidade. – Comentou a empresária com um tom pensativo. – É fascinante ver a sua dedicação com o Focus. Não irei lhe perguntar se já temos uma previsão para lança-lo, pois não acho justo pressionar uma bela dama como a senhorita que dá tudo de si em nome da ciência. – A mais velha colocou o a mão sobre o ombro da cientista. – Quero ver o Focus em circulação, mas também quero preservar a beleza que me cativa a trabalhar sorrindo.

A porta do elevador se abrira poucos segundos depois, não dando a chance para Sooyeon poder processar o que acabara de ouvir. Seo Joohyun fora caminhando na direção do estacionamento, enquanto a jovem cientista estupefata ainda se encontrava parada dentro do elevador.

– Eu acabei de ser cantada pela minha chefe? – A castanha se indagou confusa e piscando em confusão. Balançou a cabeça rapidamente em negação e tratou de andar para fora do elevador antes que as portas se fechassem.

 

--/--

[Jessica]

 

A jovem não tardou a chegar em seu destino com a flechas incendiáveis em suas mãos. Não fora nada fácil conseguir uma arma como aquela, pois os negociantes em sua grande maioria se negavam a vender coisas para os exilados. A Provação começava em dois dias, então Jessica se mostrava mais focada do que nunca. Nem mesmo sentia dor ou desconfortos em seu corpo pelo treino mais intenso dos últimos dias. Parou um pouco longe do portão norte, mas com a testa franzida. Ainda não havia entendido muito bem do porquê seu pai queria lhe mostrar algo de última hora. Observou-o mais abaixo nos campos onde as máquinas passavam. Piscou confusa ao vê-lo lhe chamar com a mão e fazer sinal de silêncio. Jessica se esgueirou em direção ao mesmo, focando-se em não dar um passo em falso. Abaixou-se ao seu lado e então vira o homem apontar com o queixo para as máquinas. A castanha arregalou os olhos de imediato, horrorizada com o tamanho daquela máquina em questão. Refletia se alguém poderia quebrar aquilo sem ajuda.

– Os portões estavam abertos e isso é assustador... Como sabia que iriam abrir logo hoje? – Jessica questionada curiosamente, notando-o sorrir de leve.

– Tenho os meus contatos.

– Mas não era o senhor quem dizia ter contato com os não-exilados era um problema? – Semicerrou os olhos.

– Não é preciso trocar palavras quando se tem uma reputação de guerra. – O homem dera de ombros e então suspirou pesadamente. – Sabe o motivo do porquê lhe trouxe até aqui?

– Definitivamente não.

– Você vai enfrenta-lo.

 – Como é? – Indagara confusa.

– Se você consegue enfrentar um destes sozinha... Então pode vencer a provação com facilidade. Nenhum dos Nora sem experiência tenta destruir um destes sozinho. A fraqueza do Dente-Serrado em especifico é o fogo, por isso lhe indiquei as flechas de fogo. – O homem erguera o queixo.

– Não vais me ajudar em momento algum, correto? – Jessica pendeu a cabeça para o lado.

– Correto.

– Tudo bem.

A jovem exilada se esgueirou na direção da máquina, tendo seu arco e flechas nas costas e a armadilheira em mãos. Disparou em dois locais diferentes quando achou um ponto mais fácil de atingir o Dente-Serrado. O cabo de choque era um tanto quanto perigoso, mas nada além do que ela já sabia lidar. A castanha subira em um galho de árvore em meio ao silêncio e acendera uma das flechas, mirando-a bem em uma das partes da armadura da máquina, acertando em cheio e então pulando do galho quando o Dente-Serrado se virou em sua direção. Jessica o esperou galopar até próximo do cabo de choque, acendendo e disparando mais flechas em sua direção e finalmente o finalizando com um ataque em cheio sobre o pescoço, sendo efetuado com uma lança. Somente erguera os olhos na direção onde estava o pai, tendo este um sorriso de canto satisfeito.

– E o que acha disso? – Questionou com um tom de voz divertido. – Este era o seu desafio?

– Já que não foi bem um desafio para você, menina, então que sirva de preparo para a provação. Agora venha cá, suba. – Esticou a mão para a jovem, que calmamente viera após retirar algumas peças da máquina que poderiam ser vendidas. Caminharam sem pressa para o portão norte.

– Quando eu vencer a provação, irei atrás da tal matriarca perguntar por minha mãe. – Jessica fitava o pai de relance. – E então eu a acharei e farei todas as minhas perguntas.

– É por isso que estamos treinando há tantos anos, menina. – O pai parou de andar, fitando-a serenamente e retirando algo de seu bolso. – Quando você for... Eu sei que não vai voltar.

– Eu vou. Assim que as minhas dúvidas forem resolvidas, eu vou voltar para casa.

– Depois de amanhã... Você será um deles, então não poderemos mais nos comunicar. – Esticou o braço para lhe entregar algo. – Você será uma valente e eu um exilado, sendo assim a comunicação será proibida.

– Mas você é meu pai!

– Isso não importa, pois regras são feitas para serem seguidas.

– Não é justo, então continuarei a conversar com o Senhor mesmo que o Senhor não converse comigo. – Dissera a jovem em um tom sério, pegando o que este estava a lhe oferecer. Observou um colar com um simples pingente de argila, mas que aos seus olhos era como se fosse a mais valiosa joia. – Por que... Por que está me dando isso?

– Porque um dia tive uma família. – Falava baixo e com cuidado para que somente a moça lhe escutasse. – Mas foi tomada dos meus braços sem que eu pudesse fazer algo. – Colocou as mãos nos ombros de Jessica e lhe fitou com os olhos marejados. – E por muitos anos eu experimentei a solidão e o vazio. Não podia ouvir nada além da minha respiração e voz. – Engolira em seco. – E foram os piores anos da minha vida... E então você surgiu. Arteira, curiosa, falante e entre outros fatos. – Fizera uma leve pausa. – Foi o momento que eu percebi que a vida estava me dando uma nova chance e você a partir disso se tornou a minha família. – Acabara por sorrir junto ao ver o sorriso tão resplandecente da garota.

– E é por isso que eu não ligo para o que uma montanha ou Deusa diz. Se eles quiserem me exilar de novo após eu conseguir o que quero... Eu não ligo.

– Eles não vão te exilar por conversar com um exilado, mesmo que isso seja errado, Jessica. – O homem a ajudou a colocar o colar. – Tome cuidado com o mundo dos antigos, é extremamente proibido entrar locais onde eu sei que a Senhorita já se aventurou.

– O que os olhos não veem, o coração não sente. – Jessica sussurrou como quem nada quer.

 

--/--

[Sooyeon]

 

Se havia algo no mundo que Jung Sooyeon realmente detestava eram as festas organizada pelos colegas de trabalho. Ter que socializar com os empresários era sempre um trabalho muito árduo para aquela jovem. A única coisa realmente agradável daquelas festinhas era que podia beber de graça com as suas amigas no bar. Sooyoung e Hyoyeon eram mais velhas do que Sooyeon, mais experientes e faziam de tudo para manter a paz no ambiente quando algum colaborador tentava afrontar a última. A Jung era a face de todo o projeto, por justamente ser a mais carismática e também a com a melhor dicção em público. O seu único problema era arrogância...

Mas nem mesmo ligava para este pequeno fator.

E nem tudo eram flores para uma cientista que se achava capaz de tudo e qualquer coisa. Ainda mais quando sua maior rival era patrocinada pelas mesmas pessoas, participava das mesmas reuniões e era convidada para as mesmas festas. Sooyeon e Lee Sunny nunca se deram bem. A briga de egos era quase inconsciente e durava desde o momento em que foram apresentadas. E bem naquele instante uma olhava para a outra. Apenas uma mesinha as separava e poucos imaginavam o quão perigoso era.

– Acho um tanto quanto curioso alguém usar um protótipo na orelha até quando está festejando. – Murmurou a loira do outro lado, fazendo com que Sooyeon sorrisse de canto. – E se essa coisa que você chama de revolucionário... Simplesmente explodisse na sua orelha?

– Não vai acontecer. Quando eu faço algo sempre me garanto para que fique bem feito. – A castanha respondera. – Somente o projeto do Focus é maior do que tudo e qualquer coisa que você faça, Lee.

– Um triangulo pontiagudo? Por favor... Você demora mais em terminar esse projeto do que qualquer coisa. Enquanto insiste nesta porcaria, eu já terminei outros três. – Sunny pendeu a cabeça para o lado.

– Pode até terminado, mas duvido que sejam úteis realmente. Nada do que você faz é retornável para a sociedade.

– E você acha que o seu triangulo idiota é?

– Daqui a trezentos anos ainda estará em circulação.

– É mesmo?

– Senhoritas, vamos acalmar os ânimos, sim? – Uma terceira voz chamou a atenção de ambas. E se calaram, pois era a chefe das duas. O olhar que trocavam dizia tudo. Por enquanto permaneceriam quietas, mas a guerra estava longe de terminar. – Poderíamos conversar, Sooyeon? – E quando esta iria se virar assustada, eis que percebeu que Seo Joohyun segurava duas taças de vinho e lhe fitava fixamente. – Caso queira me dar a honra de sua companhia.

– Claro! – Sooyeon automaticamente virou o rosto para Sunny. – Pois qualquer lugar ou pessoa é mais agradável do que ficar aqui olhando para essa sua cara. Passar bem. – Levantou-se e notou a CEO lhe estender o braço com um sorriso satisfeito. Aceitou andar junto com a mesma, notando que recebiam muitos olhares. – Você quis manter a integridade da festa ou tem algum motivo em especial?

– Você se irrita muito fácil com pessoas que não valem a pena. – Dissera naturalmente e fora a puxando até varanda. Entregou-lhe uma das taças de vinho, fitando-a de cima para baixo e então voltando a sorrir. – Já pensou que todo esse estresse pode lhe causar mal?

– Então você me trouxe até aqui para falar sobre o meu suposto estresse, Senhorita Seo? – Debruçou-se sobre a proteção de metal e analisou a belíssima vista que tinha.

– Não, eu trouxe você até aqui para poder vislumbrar a sua beleza de perto. – Parou ao lado da moça. – Me chame de Seohyun. – Fitou-a com o canto dos olhos. – O lançamento do Focus é no próximo semestre e eu estou preocupada se você está realmente preparada para se tornar o maior nome do século.

– Por que acha que eu vou fazer tanto sucesso assim?

– Porque você é importante e ficará marcada na história.

– Não. – Levantou-se e lhe fitou calmamente. – É o que eu vou fazer que ficará marcado na história, Seohyun.

 

--/--

[Jessica]

 

A jovem caminhava lentamente após entrar na região propriamente dita dos Nora. Analisava tudo silenciosamente e com curiosidade. Foram poucas às vezes que caminhou por aquela parte da região. Achava as construções deveras interessantes, mas não eram o seu foco. Tinha que achar o local onde todos os participantes da provação iriam dormir e então se preparar para o grande dia. Curiosamente e pela primeira vez em toda a sua vida, as pessoas lhe cumprimentavam. Eram muitos jovens passeando e todos muito bem-educados. Seus olhos, entretanto, focaram-se em o que parecia ser um religioso tentando falar em um palco. Era ignorado por muitos enquanto tentava ler o que parecia ser um pergaminho da paz. Jessica franziu o cenho e se aproximou. Acabou por esbarrar em um homem baixo e apressado. Instantaneamente a mulher se focou em um objeto triangular e platinado, deixando o queixo cair.

Focus.

Passou a caminhar atrás do mesmo, apressando-se para alcança-lo e lhe tocar o ombro.

– Boa tarde, senhor! – O chamou animadamente e reparou o homem prender o olhar no mesmo objeto usado por Jessica. – Desculpe o incomodo, mas reparei que também usas o Focus.

– Como você sabe o que é isso? – Franziu o cenho.

– Você sabe usá-lo também? – Indagara com um largo sorriso e sentindo-se contemplada. Quiçá alguém pudesse lhe trazer mais informações sobre o mundo metálico.

– Posso te dar uma dica? – Fitou-a seriamente. – Livre-se dessa coisa enquanto ainda há tempo para você. – Engolira em seco e saiu andando ainda mais apressado do que antes.

– O quê? – Piscou confusa e balançou a cabeça em negação. – Mal educado. – Rolou os olhos ao se virar e agora perceber que no palco estavam jogando tomates e cebolas podres no pobre homem. Uma mulher de alta estatura subiu no palco com uma feição nada amigável. Jessica tornou a se aproximar com curiosidade.

– NÓS QUEREMOS A PAZ! – Gritou com autoridade, notando os moradores do vilarejo pararem de jogar coisas estragadas para cima de ambos. – O que este bom Senhor quer apenas dizer é que a Rainha do Sol propôs a paz para todos os Nora. Aquele que fizera a guerra acontecer, aquele que causou dor e destruição está morto. O Rei caiu e a sua filha, aquela que o matou, assumiu o trono. Os anos de discórdia chegaram ao fim com o início de um novo reinado. Então, POR FAVOR, escutem o que este velho homem tem a dizer. É um recado direto da Rainha do Sol, Kwon Yuri. – Arrumou os próprios trajes e descera do palco. Pouco percebeu que os olhos da exilada brilhavam com o seu discurso. Jessica aproximou-se da mesma, porém um tanto quanto receosa devido a última vez que tentou conversar com alguém. O homem com o Focus não fora nada educado... A mulher lhe reparou próxima e então sorriu gentilmente. – Você não vai jogar tomates em mim, certo?

– Não mesmo. – Jessica sorriu em resposta. – Eles não são um povo muito gentil, tente entende-los um pouco. – Dissera divertidamente e a notando franzir o cenho.

– Você não é um deles?

– Sou somente uma exilada. E pelas leis desta tribo em questão, você deveria estar me ignorando ao descobrir isso. – Pendeu a cabeça para o lado.

– Jamais ignoraria a única pessoa gentil por aqui. – Estendeu a mão para a jovem a sua frente. – E qual seria o nome desta bela dama e quem tenho a honra de conversar?

– Jessica. – Apertou a mão da outra, rindo baixinho. – E o seu?

– Im Yoona... dos Carja!  – Colocou as mãos na cintura. – É Jessica do quê?

– Jessica... Só Jessica.

– Você vai participar dessa tal de provação, Jessica Só Jessica? – Indagara com os olhos semicerrados, notando-a gargalhar alto.

– Vou, Im Yoona dos Carja. – Respondera como quem nada quer, notando-a sorrir largo.

– Bem, não pretendo ficar até amanhã, mas já tem a minha torcida. – Esticou a mão para a mesma, notando-a lhe esticar de volta. Puxou a mão da mais baixa, beijando o local cuidadosamente e voltando a sorrir. – Do lugar onde eu venho... Cada ato gentil é visto como um ato importante, então caso precise de ajuda ou tiver qualquer dúvida sobre o meu povo, procure por mim em Meridiana.

– Posso lhe procurar nem que seja para conversar? – Indagara curiosamente.

– Pode me procurar por toda e qualquer coisa que você quiser. – Beijou novamente a mão da moça e se levantou, dando um leve aceno com a cabeça e sendo puxada pelo velho religioso.

A jovem continuou o seu caminho, pedindo informações para alguns negociantes que haviam pelo local, mas quando estes percebiam que esta era uma exilada, imediatamente paravam de falar. Não foi fácil achar o tal dormitório dos participantes, mas quando o achou o sol já estava sumindo. Entrou calada e assim fora até o caminho de sua cama. Jessica sabia que a sua cama era a do final do dormitório, pois era a única que era afastada. Fizera um leve biquinho entristecido, mas já esperava por aquilo. Sentou-se no local e observou uma jovem baixa lhe fitar com asco e se aproximar.

– Até hoje não entendo porque permitem que exilados fiquem no mesmo ambiente do que os Nora antes da provação. – Dissera a jovem com um tom enojado e sorrindo forçadamente para a mesma.

– Eu também não, seria muito mais agradável dormir sozinha em um quarto só meu do que dividir o espaço com pessoas desagradáveis. – Respondera a exilada naturalmente. E quando a outra vinha para cima de si, eis que fora puxada pela gola da blusa e quase caiu para trás. Uma jovem Nora a fitava a baixinha seriamente. Tinha a altura de Jessica e um rosto muito belo.

– Taeyeon! Deixe-a em paz! – Exclamara ríspida. – Vá para a sua cama e fique por lá! Ninguém quer ouvir você querendo se vangloriar.

– Mas eu vou vencer essa provação, é simples e todos sabem. – A tal Taeyeon respondera prontamente e então apontou para Jessica. – Eu duvido que a exilada passe da metade da prova!

– Tanto passarei, quanto vencerei você e qualquer pessoa que se estiver em meu caminho. – Jessica se colocou em frente da mais baixa, a fitando com frieza. – Você deveria estar se preocupando com o tamanho dos pulos que vai ter que dar, já que não tem perna o suficiente para alcançar. – Dissera entredentes e rira pela respiração.

– Não mais do que você que não tem competência o suficiente para não nascer exilada. – O sorriso maldoso lhe dera ênfase nos lábios delicados, tendo Jessica a amornar a feição. Porém, novamente a outra garota se metera em meio a discussão, colocando-se entre as duas e as separando de uma possível briga física.

– Por que ao invés de se agredirem verbalmente, não se preparam para a prova? – O olhar que Taeyeon recebeu fora tão sério que a fizera rolar os olhos e ir para a sua cama. A jovem se virou para Jessica e então fitou-a como se a analisasse. – Não ligue para o que ela fala e todas as suas provocações. Todos aqui sabem que você treina há anos com um ex-guerreiro e que é uma das três candidatas a vencer a prova em primeiro lugar.

– Como você sabe disso?

– Só porque não falamos, não quer dizer que não sabemos quem são vocês dois. – Sorriu de leve. – E acredito que me recordo de você, mesmo que você talvez não se recorde de mim, exilada das amoras. – E o sorriso que Jessica recebera fora o suficiente para reconhece-la.

– Você...

– Meu nome é Tiffany Hwang. – Estendeu a mão para a moça. – Ou a garotinha sorridente das amoras que recebeu uma bronca durante duas horas por se comunicar com você.

– Eu nem mesmo imaginava que você se recordava de mim. – Prontamente a castanha apertou a mão da mesma. – Obrigada... Por isso e por aquela vez também. Meu nome é Jessica.

– É uma dádiva que finalmente possamos conversar sem que alguém se intrometa. Boa sorte, amanhã, Jessica. Que a Deusa da montanha esteja por você enquanto estiver me vendo ultrapassar a linha de chegada em primeiro lugar.

– Isso é o que vamos ver. – A exilada sorriu confiante. 


Notas Finais


Passando aqui para divulgar a fanfic do meu amigo Dudu! Ela é ótima e tem Yulsic e Krytoria!! *--------------* Está muito bem escrita, eu recomendo! https://spiritfanfics.com/historia/in-your-eyes-10328586

E também para divulgar a minha nova parceria! Essa fanfic é inspirada no jogo Firewatch e o couple é Yulsic! https://spiritfanfics.com/historia/firewatch-10314253

ATÉ A PRÓXIMA, AMIGUINHOS!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...