História Hospício - Capítulo 25


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Kiba Inuzuka, Kurenai Yuuhi, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Amor, Drama, Drogas, Gaahina, Hinata, Hospicio, Itasaku, Karinaru, Karinsasu, Louco, Loucura, Luta, Mansão, Morte, Naruhina, Naruino, Narukarin, Narusaku, Naruto, Orochisasu, Platônico, Primeira Vez, Sakura, Sasuhina, Sasuino, Sasukarin, Sasuke, Sasumaru, Sasusaku, Sexo, Solidão, Tragedia, Traição, Uchiha, virgem
Exibições 331
Palavras 2.986
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Harem, Hentai, Josei, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Depois de um tempão, um capítulo mais tranquilo para vocês. Bom, só esse mesmo, o próximo vai fazer vocês tremerem na base ashuahaua
Sério, só imagem a desgraça que vai acontecer no próximo. E já vão se preparando que a coisa vai ser de revirar as entranhas.
Boa leitura.

Capítulo 25 - Capítulo 25


Fanfic / Fanfiction Hospício - Capítulo 25 - Capítulo 25

SASUKE~

O despertador soava estridentemente, dizendo-me que era hora de levantar, mas eu mantive-me coberto, deixando-o gritar o quanto achasse necessário. Devido aquela estranha mulher, minha noite fora péssima. Sempre que fechava os olhos, a imagem peculiar dela me preenchia a mente. Sei que ela era parente de Hinata, principalmente por conta da semelhança dos olhos e cabelo, mas estava simplesmente difícil dizer qual o grau de parentesco das duas.

Até ontem, eu imaginava que Hinata vivia sozinha naquela casa escura e sem vida, mas de uma só vez, recebi a notícia de que não apenas ela vivia com uma mulher excessivamente estranha como também dividia a casa com um garoto que, à afirmação de mais cedo, devia ter a mesma idade que ela. Eu sabia que Hinata não era nenhum tipo de vagabunda, não havia como uma pessoa conseguir mentir tão bem sobre ser tão ingênua, mas era exatamente isso que estava me deixando pilhado.

Por que então ela mentiu para mim?

Com a cabeça escondida debaixo do travesseiro, aguentei sem muito apresso o despertador desistir de me fazer levantar. Ainda sentia sono e estava indisposto. Por uma segunda vez, uma garota mexia comigo. Como Sakura fizera. Rosnei irritadiço comigo mesmo, lembrando-me que não haveria como contar com Naruto desta vez. O meu orgulho era forte demais para eu simplesmente ignorar e ir me aventurar com aquele endiabrado, por mais tentador que fosse.

Tirei a coberta de cima de mim com alguns chutes, assustando-me ao ver Itachi parado ao canto do quarto, fitando-me com os olhos bem abertos.

-Tá fazendo o que aqui? -Berrei com rapidez e espanto. Se ele continuasse daquele jeito, eu começaria a trancar a porta a noite para evitar surpresas desagradáveis como aquela. Meu irmão seguiu me fitando, preso em uma mudez absoluta. Incomodado, eu me sentei na beirada da cama, assistindo a expressão vazia dele não se dissipar. -Itachi?

Ele não me respondeu. Ficamos nos encarando por algum tempo até que ele decidiu abandonar meu quarto no mesmo silêncio enquanto se manteve ali. Por mais estranho que fosse vê-lo agir daquela maneira, eu não estava assustado, tampouco preocupado. Itachi costumava agir de modo aleatório às vezes, geralmente atuava como um verdadeiro bipolar, mas eu sabia que aquele era o seu jeito.

Quando desci para tomar café da manhã, vi meu pai sentado no sofá da sala, preso a um programa de culinária que costumava passar neste horário. Ele parecia sério, porém não aparentava estar interessado no programa; seu olhar estava vazio e distante, coisas estas que não era do seu feitio. Mikoto, por outro lado, preparava algo na cozinha, onde mantinha sua cabeça baixa. Eu me aproximei dela com cautela, temendo assustá-la.

-Mãe? -Perguntei baixo, estreitando meus olhos até sua feição melancólica. Arregalei os olhos surpresos ao perceber que ela havia chorado recentemente; as lágrimas secas estavam presas em suas bochechas ruborizadas. -Mãe, o que aconteceu? -Ela fungou ao notar minha presença e limpou o rosto com a blusa.

-Nada, filho. -Respondeu-me em um sopro quase inaudível. Olhei de soslaio para meu pai que permanecia na mesma posição, totalmente monótono e distante. -Onde você se meteu ontem à noite? -A pergunta me obrigara a encará-la novamente.

-Fui à casa de uma amiga, da Hinata, lembra dela? -Mikoto suspirou com pesar, limpando o rosto novamente, largando uma frágil fungada tristonha. Pensei em tentar confortá-la com um abraço ou algo semelhante, mas seu comportamento peculiar me mantinha afastado e incrivelmente surpreso.

-Você viu o que seu irmão fez? -Eu engelhei o cenho, imaginando as possíveis atrocidades que aquele inconsequente poderia ter cometido, porém nada concreto me veio à mente. Neguei com a cabeça, ouvindo-a suspirar novamente. -Ele bateu o carro, Sasuke. Ele atropelou um ciclista. -Foi então que notei os olhos dela se encharcarem novamente, onde sua boca se retorceu brevemente antes de ela me abraçar. -E-ele pegou nosso carro escondido, meu filho. Ele comprou um monte de bebida e atropelou um garoto, por Deus, Itachi quase matou um menino! -Sussurrou com falha enquanto soluçava.

Eu retribuí o abraço, certamente aliviado por ele não ter matado ninguém. Então o dia em que ele não fora me buscar, onde fedia a pinga e gargalhava bêbado em minha cama, se deu por ele ter atropelado alguém. Itachi era, sem dúvida, um idiota. Um inconsequente esquisito e muito retardado. Enquanto eu oferecia meu ombro à Mikoto, notei Fugaku nos olhar por cima do ombro.

Sua feição desapontada dizia tudo.

-Não sabemos mais o que fazer com o Itachi. -Sussurrou na dobra do meu ombro.

-Eu vou resolver isso, mãe. -Tentei acalmá-la, mas sabia que aquelas palavras eram vazias.

Eu não tinha poder algum sobre o Itachi e ele sabia disso tão bem quanto eu. Já batemos de frente algumas vezes, e era sempre eu quem levava a pior. Eu sabia que o fato de ele não ter arranjado nada para fazer depois que acabou o colégio importunava meus pais, mas não imaginei que sentissem tamanha decepção. No choro de Mikoto, imaginei a reação de ambos quando fossem descobrir quem eu era de verdade. O metido a esperto que se mete mais em confusão do que um arruaceiro.

Suspirei pesado, tomando os ombros de minha mãe com as mãos. Afastei-a calmamente, encarando com cuidado seus olhos avermelhados pelas lágrimas.

-Quanto ficou o concerto do carro?

-Não, meu filho, você não tem que fazer isso. A culpa não é sua, a culpa é nossa por sermos péssimos pais. -Queixou-se tristonha, voltando a permitir que novas lágrimas lhe descessem o rosto.

-Mikoto, quanto ficou o concerto? -Falei mais firmemente, notando a face dela se endurecer em uma surpresa inédita à minha persuasão. Ela ficou calada por um instante, como se buscasse em meus olhos algum resquício do antigo Sasuke que ela conhecia. Mal sabia ela que, gradativamente, ele vinha morrendo dentro de mim.

-M-mil e Quinhentos.... -Eu suspirei, livrando os ombros dela de minhas mãos.

O valor quase atingira o preço daquela lata-velha no mercado de automóveis usados. Sequer conseguia pensar como havia sido a colisão e como ficara o carro; provavelmente, irreconhecível. Ali, olhando a expressão deceptiva e dolorosa da minha mãe, notei que pouco importava o meu orgulho. Eu precisava de dinheiro e sabia exatamente onde e com quem eu conseguiria.

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No colégio, Shikamaru me convidou para uma partida de basquete. Seria eu e a sua namorada Temari contra ele e Kiba. Isso era totalmente injusto, principalmente pelos dois serem muito bons e nós dois sermos piores que um recém-nascido. Porém eu aceitei a ideia. Hinata ainda não havia chegado e eu precisava de algo para me distrair. Claro que uma cerveja era muito bem-vinda, mas já dizia os sábios: quem não tem cão, caça com gato.

Segui Shikamaru, sem lhe perguntar o porquê ou para onde íamos,  até uma das antigas salas utilizada pelo diretor Jiraiya. Desde que ele notara que ganhava um salário razoável e que era autoridade máxima naquela escola, ele decidira esvaziar uma das salas de aula para construir a possível sala dos seus sonhos. Com isso, sua antiga diretoria virou um depósito preenchido por dois sofás largos e uma televisão antiga. Não era muito confortável, mas servia para tirar alguns cochilos quando as aulas eram chatas demais para serem assistidas.

Entramos na sala, onde fechei com cuidado a porta. Naruto segurava uma prancheta próxima ao seu rosto sério. Pela concentração incomum, suspeitei que analisava algo importante. Provavelmente ele não esperava adquirir as responsabilidades de um presidente do conselho estudantil. Além de maçante, demanda muito de nosso tempo livro, pois deve haver empenho para permanecer no cargo. Sakura estava ao seu lado, sentada com a perna cruzada lendo o jornal da escola. Ambos pareciam estar ocupados e concentrados.

-Corredor um. -Falou ela convicta, deixando as írises passearem pelas letras nas folhas cinzas.

-Certeza? -Perguntou ele; Sakura assentiu algumas vezes, mordendo a ponta da caneta, analisando o conteúdo do jornal.

-Sim, assim não haverá tumultos desnecessários no restante da escola. -Fiquei surpreso pelo modo que conversavam. Por um instante, suspeitei que eles estavam se dando bem, mas algo em mim me dizia que ela apenas estava agindo da maneira mais correta que lhe era cabível.

Sakura sabia dividir bem os assuntos escolares dos assuntos pessoais. Era uma menina dedicada e muito eficiente, características que eu sempre admirei. Olhei de relance para a feição rígida do meu amigo, notando em seus olhos firmes que ele não estava muito à-vontade.

-O que estão fazendo? -Shikamaru indagou com um exagerado interesse. Sakura ergueu seu olhar, pousando-o sobre mim. Ela o desviou imediatamente, onde pude notar um singelo rubor tomar as maçãs do seu rosto pálido.

-Pensando onde ficaria melhor colocar a tenda para a venda dos ingressos dos jogos intercalasses. -Respondeu-lhe com a mesma seriedade de antes.

-E eu estou lendo uma Playboy. -Falou Naruto, virando a prancheta e revelando a revista de mulheres. Eu acabei rindo involuntariamente, mas me arrependi quase que instantaneamente de tê-lo feito. Se tinha uma coisa que eu odiava, era rir com alguém da qual eu estava irritado, mas era quase inevitável; Naruto era bom em aliviar tensões.

-Como se desse para ler algo assim. -Resmungou a rosada com desdém, deixando-me levemente impressionado.

-É anatomia. Este que deveria ser o livro de biologia das escolas, não aquela merda sem figuras. Garanto que os alunos seriam dedicados. Aliás, eu quero duas putas para vender os ingressos, isso atrairá mais pessoal. E cobre dez reais mais caro. -Sakura abaixou o jornal, largando-o no colo e cruzando os braços. Era possível avistar a indignação em seus olhos claros.

-Perdeu o juízo?

-Acha que eu vou fazer essa porra de graça? Se tenho que trabalhar, quero desembolsar alguma coisa nessa merda. E as putas vão ajudar muito. O tanto de velho tarado que vai comprar ingresso, acho que consigo tirar uns mil reais brincando. -Ao ouvir falar em dinheiro, senti minha audição ficar muito mais aguçada.

-Não vamos fazer isso. -Naruto abaixou a prancheta e passou a encarar firmemente a Sakura.

-Você gosta de apanhar? Porque esse seu jeitinho está me irritando tanto que eu não sei se eu vou me segurar por mais tempo. -Assisti-o lançar um sorriso nojento para ela, quase malicioso.

-Podemos focar no assunto sobre os jogos? Isso precisa ser decidido hoje.

-Eu já decidi. A palavra final é minha. Eu sou presidente. Você não tem que opinar em merda nenhuma, só fecha essa boquinha e me obedece, entendeu? -Ele suspirou, como se conversasse com uma criança birrenta e ingênua e tentasse não perder a paciência. -Coloca uma tenda no corredor um e uma fora do colégio, perto da praça. Na de dentro, põe um cara boa pinta e uma garota bem gostosa, pode até mesmo ser a Ino, ela é boa. E do lado de fora, duas prostitutas. Assim a gente vende muito mais ingressos. Todos no valor de 20 reais.

-Ele é bom. -Sussurrou Shikamaru, roubando o olhar de Naruto.

-Sim, sou um visionário esperto. Damos o que eles querem que eles me darão o que eu quero: dinheiro.

-O diretor não vai aceitar isso. -Comentou Sakura, voltando a ler o jornal.

-É só falar que depois das vendas as prostitutas irão para a salinha dele brincar de professor e alunas más. Sakura, ninguém aqui tem que aceitar, entendeu? É só obedecer. E anda, vai resolver a parada das tendas e nem ouse me desobedecer. Quero tudo terminado hoje, deixa que com o velho tarado eu me entendo. Vai ser fácil convencer ele, ele só pensa em buceta e peito. Anda, anda. -Sakura suspirou profundamente antes de se levantar, lançando-me uma rápida olhada contida. Eu sabia que aqueles olhos suplicavam por proteção, mas eu nada faria, independentemente do que ela pudesse sofrer. Quando a rosada se levantou, Naruto deu-lhe uma palmada no traseiro, onde o som ecoou por toda a sala. -Anda logo.

Ela se virou de antemão, surpresa e extremamente vermelha. Eu bufei, enojado com aquele imbecil. Realmente, Naruto gostava de provocar. Antes que alguém pudesse dizer qualquer coisa, Sakura abandonou a sala com os olhos semicerrados, prontos para chorarem. Naruto recostou as costas no encosto do sofá, colocou a prancheta ao seu lado e cruzou os braços. Seu rosto tinha um ar mais animado que antes, talvez até mesmo empolgado.

-E então meninas, o que vocês querem?

-A bola de basquete. -Apressou-se Shikamaru.

-E por que acham que eu teria uma aqui?

-O diretor falou para pegar contigo. Disse que você tem acesso a sala de bolas.

-Eu arrombei aquela merda há séculos, é só empurrar a maçaneta para cima que ela abre. -Shikamaru agradeceu, saindo antes de mim. -Espera aí, Sasuke, posso bater um papo contigo? -Shikamaru me olhou, como se dissesse que me esperaria, e então saiu. Eu bufei pesado, observando aquele garoto endiabrado me lançar um sorriso feroz e pretencioso. Era difícil desvendar o que se passava na cabeça daquele idiota, por isso eu optava por não o fazer -Eu ia te contar sobre o conselho. -Eu ri com ironia ao entender do que se tratava.

-Não, você não ia. Você gosta se usar todo mundo para se dar bem.

-E quem não usa? Vamos, não aja como uma bichinha. Foi divertido te ver achando que tinha controle na situação. Pensando que ia me emputecer ao desistir da sua coroação e entregar seu posto para a Sakura. Eu me segurei muito para não rir da sua cara.

-Se tivesse me dito que queria ser presidente do conselho, eu teria te ajudado.

-Eu sei, mas não ia ter tanta graça. Enfim, eu pedi que ficasse só para que eu dissesse isso mesmo. É divertido te ver com raiva. Pode se retirar, pois, como vê, eu tenho um assunto muito importante com a Pamela Anderson. -Naruto ergueu a revista, exibindo com desejo o corpo sensual da loira mais peituda que eu já vira.

-Eu preciso de mil e quinhentos. -Falei por impulso, notando suas írises cintilarem em minha direção. Eu sabia que era uma enrascada tremenda dever dinheiro para ele, mas eu tinha que fazer alguma coisa para ajudar os meus pais, independentemente do que fosse.

-Agora? -Disse com certo ar de surpresa. -Tá querendo impressionar alguma vadia rica? -Eu fiquei tentado em lhe dizer o motivo, mas sabia que ele apenas usaria isso contra mim em um futuro próximo.

-Cara, eu realmente estou precisando desse dinheiro. Não me deixa na mão.

Naruto me avaliou com olhadas rápidas e curiosas. Sua face tomara uma postura séria e inflexível, e eu sabia que isso se dava ao fato de ele achar que eu estava irritado com ele, mas, ainda assim, eu estava lá, pedindo sua ajuda. De fato, eu estava puto com ele, principalmente por ele sempre fazer comigo o que bem pretendia, porém eu não queria perder aquela amizade.

Realmente era uma amizade falha, com mais baixos que altos, mas eu dava muito valor a ela. Naruto cuidou de mim por tempo demais para eu simplesmente fingir que não passamos por nada. Querendo ou não, ele era meu amigo, onde todas as vezes que eu precisei dele, ele sequer hesitou em estender a mão e me ajudar.

Naruto enfiou a mão no bolso, retirando um maço de notas de cinquenta. Não evitei que minha boca se entreabrisse, exprimindo minha surpresa por ele andar com tanto dinheiro nos bolsos do jeans. Sem dizer palavra alguma, ele ergueu as cédulas em minha direção.

-Pode pegar. -Falou, sacolejando o maço. -Tem dois mil aí.

-Eu vou pagar assim que der. -Disse ao pegar o dinheiro.

-Como se eu fosse te cobrar. -Largamos uma risada nasal conjuntamente, ambos se encarando. Ele era um idiota, mas por baixo de toda aquela casca do diabo, havia um garoto legal que se importava comigo.

Abandonei a sala contando as cédulas. Minha mãe obviamente faria mil e uma perguntas sobre o dinheiro, então eu tinha um pouco mais de uma hora para inventar uma boa desculpe para tranquiliza-la. Caminhando distraído no corredor, vi Hinata passar por mim.

Ela ainda usava minha blusa, agora um pouco mais suja que antes. Notei que ela caminhava apressada, como se fugisse de algo. Sem hesitar, apressei o passo até alcança-la, tocando-lhe o ombro de supetão. Ao se virar, espantei-me com o seu olhar entristecedor. Não conseguia identificar num plano físico o que estava diferente nele, mas podia sentia que algo acontecera com ela, e não era uma coisa boa.

-Está tudo bem? -Sussurrei com cautela, observando sua boca tremular e seus olhos se espremerem. As reações não condiziam com a imagem que ela tentava passar, e isso prendera totalmente a minha atenção. Ela então sacodiu negativamente a cabeça de modo quase imperceptível, mas então afirmou, mudando completamente sua resposta, deixando-me confuso.

Olhei fielmente em seus olhos, aproximando consideravelmente meu corpo do dela, notando, mais uma vez, sua boca tremer. Eu não conseguia decifrar do que ela continuava tendo medo; eu me esforçava para ela se sentir bem com a minha presença, mas ainda assim, Hinata continuava a tomar cautela comigo. Como se, para ela, eu não fosse confiável.

-Você ainda está com a minha blusa. -Hinata deixou as sobrancelhas saltarem em surpresa. Ela olhou para as próprias vestes e encolheu os pés descalços, cruzando os braços e não voltando mais a me olhar.

-Eu vou devolver. -Explicou baixo, com uma suavidade tão doce quanto o seu beijo. Eu sacodi a cabeça, tomando sua mão.

-Não, você me interpretou errado. Droga, você não sabe cuidar de si mesma. -Murmurei em contragosto, voltando a ter o olhar dela para mim. -Comeu alguma coisa hoje? -Hinata negou lentamente, arrancando-me um suspiro. -Comeu alguma coisa ontem? -Ela voltou a negar, deixando-me afoito. Bufei irritadiço. -Então vamos, eu vou te levar para lanchar alguma coisa. -Puxei sua mão para que Hinata me acompanhasse, mas a força das pernas dela a se firmarem no chão me obrigara a parar.

-Não, Sasuke, não devia gastar seu dinheiro comigo.

-E com quem mais eu gastaria?


Notas Finais


Ei, se você não me odeia, comenta alguma coisa T-T pode ser um "curti" pode ser um "dorei, miga" pode ser textão (que eu amo), só não me deixem alone aqui e.e vamos, quero saber o que estão achando


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