História Hospício - Capítulo 26


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Kiba Inuzuka, Kurenai Yuuhi, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Amor, Drama, Drogas, Gaahina, Hinata, Hospicio, Itasaku, Karinaru, Karinsasu, Louco, Loucura, Luta, Mansão, Morte, Naruhina, Naruino, Narukarin, Narusaku, Naruto, Orochisasu, Platônico, Primeira Vez, Sakura, Sasuhina, Sasuino, Sasukarin, Sasuke, Sasumaru, Sasusaku, Sexo, Solidão, Tragedia, Traição, Uchiha, virgem
Exibições 294
Palavras 2.500
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Harem, Hentai, Josei, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Não me matem, ou eu parava ali ou o capítulo ficaria muito extenso.
Boa leitura!

Capítulo 26 - Capítulo 26


Fanfic / Fanfiction Hospício - Capítulo 26 - Capítulo 26

HINATA~

Diferente da outra vez, Sasuke e eu caminhamos em uma distancia considerável entre um e outro. Meu corpo, por algum motivo, ansiava pelo toque da sua mão, mesmo que fosse um aperto ou um cumprimento. Estar perto dele trazia a viva memória de meu primeiro beijo, um tipo de imagem que provavelmente não seria facilmente esquecida. Depois de muitas desgraças, desde o nosso primeiro encontro, na sala de aula com aqueles fumantes arruaceiros, até a reunião não tão particular na diretoria com o diretor Jiraiya, eu não sentia em Sasuke o mesmo sentimento que a presença de Naruto causava em meu corpo.

O coração acelerado e as pernas bambas tinham intensidades diferentes; com Sasuke, estas reações involuntárias não eram tão dolorosas, conseguiam ser suportáveis e até mesmo prazerosas; com Naruto, além de me causarem dor e aflição, conseguia sentir uma perturbação indescritível em meu estômago, como se um grupo de mariposas raivosas tentassem escapar de dentro da minha barriga.

Olhei de soslaio para o Sasuke, assistindo os longos fios negros serem empurrados pela brisa leve daquela manhã. Quando notei as pupilas foscas como bolinhas de gude se direcionarem para mim, obriguei-me a encarar o chão. Andamos por um longo tempo, ambos mantendo o silêncio a pairar sobre nós dois; ele conseguia ser hostil, mas também era convidativo e muito vantajoso. Com ele, não teríamos que falar sobre nada, nem sobre o incidente a tirar minhas virtudes em minha casa, nem sobre o beijo, nem sobre Gaara.

Pude avistar ao longe a nostálgica casa dos Uchihas. A simplicidade em sua estrutura parecia ser tão aconchegante quanto um abraço de alguém especial. Não tinhas cores exuberantes, mas tinhas detalhes dignos de atenção. O tapetinho no batente da porta com hospitalidade, indicando um “seja bem-vindo!” em letras garrafais e coloridas; as janelas de madeira com algumas plantas trepadeiras a lhe contornarem; um telhado bege, aparentemente recém-pintado por algum amador, já que continha algumas falhas visíveis.

Tudo isso, todos esses detalhes que para alguns eram totalmente triviais, conseguia me comover, aquecer o meu peito e me fazer suspirar em comoção e sentimentalismo. Sasuke tinha sorte, e eu o invejava muito por isso. Quando alcançamos a porta de entrada, ouvi-o suspirar alto. Ele hesitou brevemente e então a escancarou, abrindo passagem para que eu fosse a primeira a entrar.

Como da última vez, o cheiro de amor podia ser facilmente captado. Não sabia se o amor realmente tinha um odor específico, mas, se houvesse, seria algo parecido com o cheiro daquela casa. Aguardei que ele trancasse a porta, notando o olhar dele crescer ao olhar subitamente para os lados.

-Acho que não tem ninguém em casa... –Comentou baixo, ainda procurando por algum ente familiar. –Bom, então vamos subir.

Sua fala foi simples, mas pude sentir que nela havia uma pretensão oculta, porém não optei por discutir a respeito. Sasuke subiu a escadaria e eu hesitei em copiá-lo, com algo a incomodar-me, algo gelado que eu não conseguia identificar que sentimento ele carregava. Ao olhar para Sasuke, vi seu cenho engelhado, como se ele desaprovasse a minha demora. Portanto, a fim de evitar qualquer complicação, tratei de subir, entrando em seu quarto.

A luz estava apagada, mas a janela aberta trazia luz o suficiente do dia para que tudo ficasse bem iluminado. Parada em frente à porta aberta, tentei sentir-me à vontade ali, e, como uma chuva repentina no verão, as memórias do que vivi naquele quarto vieram à minha mente, obrigando-me a revivê-las como se assistisse um filme sobre minha própria vida. Era um filme excêntrico, repleto de atitudes e movimentos que eu duvidara de serem realmente meus.

-Eu separei algumas roupas, -falou Sasuke, despertando-me de meus devaneios e me puxando de volta para a Terra. Ele apontava para cama, onde se aglomeravam algumas mudas de roupas dele –tome um banho para relaxar. –Eu assenti algumas vezes, pegando as trocas escolhidas por ele e adentrando o banheiro.

Busquei não tentar entender os motivos por trás de suas gentilezas, já que, por alguma razão, era bom ser tratada bem. Passei muitos anos abandonada naquela casa, onde minha única companhia era dos enfermos do asilo, com isso, desacostumei a ser paparicada, como quando meu pai era vivo. Eu era uma menininha mimada, rodeada por empregados e muitos brinquedos, mas o destino, irônico por si só, jogou com frieza a realidade de que bens materiais não carregam a importância que o mundo faz parecer ter.

São coisas voláteis, passageiras e substituíveis.

O banho foi longo. A água quente deslizou por meu corpo, carregando em si as impurezas que pareciam impregnadas em minha pele. Quando rodei a válvula, conseguia me sentir mais leve, onde, se eu soltasse aquela pequena válvula prateada, eu flutuaria sem rumo até o céu.

Vesti as mudas de roupa, sendo estas um blusão largo e uma calça moletom cumprida. A barra da calça ia ao chão, onde eu tive que dobrá-la algumas vezes para que não tropeçasse desastradamente por onde fosse andar. Vestida e me sentindo limpa, abandonei o banheiro, observando que Sasuke estava deitado sobre o colchão, lendo uma espécie de revistas. Por cima das páginas, ele lançou-me seu olhar intrusivo, arrancando-me um suspiro.

-Ficou ótimo. –Comentou rapidamente, voltando a dar atenção ao conteúdo da revista em mãos. Eu encostei a porta e me aproximei dele, sentando na beirada da cama e encarando minhas mãos. Elas ainda estavam quentes por culpa da água, e aquilo me deu uma leve sensação de calor. –Sabe, ontem eu fui à sua casa. –Disse com um tom despreocupado. Tentei lembrar de tê-lo visto, mas nada viera a mente. –Uma mulher me recebeu. Não me lembro de tê-la conhecido. É alguma tia sua?

-É minha mãe. –Sussurrei brevemente e ouvi as páginas da revistinha colorida se balançarem.

-Eu pensei que... –disse, mas não chegou a completar.

-Eu também. –E então o silêncio viera. Desta vez ele conseguia ser constrangedor, mas busquei não sentir-me abatida por ele. O colchão abaixo de mim se remexeu, e eu sabia que era Sasuke a se mover. Continuei parada ali, entrelaçando meus dedos uns nos outros por cima do meu colo.

-E como está se sentindo com tudo isso? –Perguntou-me um pouco mais suave.

Eu não soube o que responder, afinal, não tinha parado para pensar sobre isso. Ela chegara de modo tão repentino, trazendo tantas lembranças amargas e lágrimas sofridas... Talvez eu simplesmente não estivesse preparada para vê-la, não daquele jeito. Imaginava em sonhos remotos que nosso reencontro seria mágico, com muita comoção e alegria.

E eu lhe diria como a minha amizade havia se fortalecido com os moradores do asilo. Dir-lhe-ia que temia um valentão narcisista no colégio que sentia prazer em machucar os sentimentos das pessoas apenas visando uma diversão que apenas ele dizia. Também falaria sobre a estranha relação que nascia entre mim e Sasuke, contaria sobre o meu primeiro beijo e diria o quanto senti a falta dela. Porém, por mais que eu planejasse certas situações, eu não conseguia colocá-las no mundo real de modo em que eu pudesse controlá-las como fazia na minha cabeça.

-Eu to aqui. –Sussurrou Sasuke, arrancando-me um fraco e infeliz sorriso que não condizia nada com meu olhar distante. A ardência viera aos meus olhos, e tive que ser forte para não chorar na frente dele. Não queria sua piedade, nem que ele se sentisse responsável por ter de me confortar. Vivi bem sem o reconforto de ninguém. –Hinata. –Chamou-me ele com calma.

Senti o toque de sua mão despertar uma eletrizante corrente que percorrera meu corpo, arfando-me instantaneamente. Era curioso as reações que meu corpo tinha quando o assunto era aquele menino, mas não sentia que era hora de entende-las, por isso busquei apenas desfrutá-las. Sasuke apoiou ambas as mãos em meus ombros e então as movimentou com firmeza.

Meus músculos se enrijeceram e, depois, cederam a ele. Era... bom.

-Já recebeu uma massagem antes? –Sussurrou sua boca próxima à minha orelha. Eu neguei lentamente com a cabeça, sentindo o corpo amolecer aos movimentos. O silêncio voltou a se estagnar, mas não era como antes. Eu apreciei a tal massagem, deliciada com a suavidade desta.

Seja lá quem tenha inventado a massagem, esta pessoa merecia o paraíso. A tensão em meus músculos logo se desfez, deixando-me relaxada e à vontade. As mãos de Sasuke vacilavam dos meus ombros a alguns pontos específicos em minhas costas, criando um ritmo, um circuito que, sempre quando completado, voltava a se repetir. Foi então que uma das suas mãos errou o caminho e se alojou em minha cintura.

Eu não questionei o propósito daquilo, e apenas aceitei. Logo senti o nariz dele mergulha-se entre os fios do meu cabelo, roçando de leve a pele do meu pescoço. Sua respiração estava quente, o que arrepiou os pelos de todo o meu corpo. A mão em minha cintura se firmava sempre que ele inspirava, como se tentasse controlar alguma espécie de desejo ou intenção.

-Está com medo? –Sasuke sussurrou a pergunta, onde eu prendi a respiração que tomava um ritmo indomável. Eu neguei, sentindo sua boca ser tomada por um sorriso que não se despregara de meu pescoço. –Eu... não quero repetir alguns erros bobos que fiz no passado com uma outra pessoa... –prosseguiu sussurrando, e então ele se afastou de mim, voltando a se deitar na mesma posição de antes  –então acho que seria legal se conversássemos. Eu não conheço você muito bem, e sei que você também não conhece muito sobre mim. O que acha?

Embora repentina, a ideia me chamara a atenção. Com cautela, eu me virei para ele, sendo arrebatada pelo sorriso que tomava seus lábios. Parecia ousado e um tanto hipnótico.

-Por que está fazendo isso? –Perguntei sem pensar, mas o arrependimento não viera. Sasuke cruzou os braços por trás da cabeça e acomodou-se na cama, passando a encarar o teto.

-Você realmente é ingênua, Hinata. –Murmurou baixo, quase que para si. –Vou deixar que descubra por si só. –Eu suspirei confusa, mas assenti para a sua sugestão.

SASUKE~

Eu e Hinata conversamos por um longo tempo. Na maioria das vezes, ela esquivava-se das minhas perguntas, onde passava a encarar as mãos em uma mudez desconcertante, mas busquei ignorar as incontáveis vezes que isso se repetiu. Contei sobre mim, sobre como eu era uma negação no basquete e sobre a pizzaria dos meus pais. Evitei tocar em assuntos que Naruto estivesse presente, pois eu tinha noção que isto seria um tabu entre nós dois.

Por mais que fossemos amigos, aliás, ele era o único que eu realmente podia chamar de amigo, eu não queria vê-la cabisbaixa. Hinata era uma menina legal, cheia de mistérios e com um coração aparentemente bom e puro. Ela não falava de sacanagens, não tentava chupar meu pau por eu ter um rosto bonitinho e nem forçava sensualidade quando falava comigo. Eu via isso como qualidades inestimáveis.

Depois de muita conversa e poucas risadas, ela pegou no sono. Encarei seu rosto apoiado no colchão. Parecia tranquila e relaxada e aquilo me trouxe uma sensação de trabalho cumprido. O problema é que eu não estava nem um pouco relaxa e muito menos tranquilo, afinal, lá estava eu bancando o bom moço para uma menina que eu nunca mereceria.

Assim como Sakura, não havia futuro para mim e Hinata, e eu sabia muito bem disso. Não sei se era um defeito meu, mas eu sabia que eu sempre fui um cara de apaixonar rápido, embora Hinta fosse a segunda. Eu suspirei, fazendo alguns fios caídos no rosto dela se balançarem com leveza.

-Sasuke. –Chamou alguém à porta. Desci em um pulo da cama, indo até a porta e abrindo apenas uma pequena fresta nela. Papai estava parado lá, encarando-me com seus olhos grandes e cansados da vida puxada.

-O que foi? –Sussurrei, temendo acordar Hinata.

-Por que está sussurrando?

-Será que dá para falar baixo? –Mantive o mesmo tom de voz, o que fez nascer no rosto do meu pai um sorriso idiota, tão idiota quanto o do dia em que ele levara Hinata à pizzaria.

 Fugaku me empurrou, adentrando o quarto sem que eu permitisse. A sua boa se abriu em surpresa e, como um adolescente, ele apontou para o corpo adormecido de Hinata e deu algumas leves batidas no meu ombro. Eu franzi o cenho e cruzei os braços, achando-o um pateta.

-Se deu bem ein, garotão. –Sussurrou com um ar travesso e orgulhoso, o que me fez revirar os olhos em repulsa. –Usaram preservativo, né? –E a tão aguardada gota d’água finalmente viera. Eu bufei, incrédulo à esquisitice dele.

-Não, pai, meu Deus, a gente não transou. –Mas a minha alegação não retirara o sorrisinho cretino do rosto dele.

-Não precisa ter vergonha do seu velho pai aqui, seu garanhão.

-Pai, dá o fora daqui. –Pedi, tentado a jogá-lo quarto afora. –Senão eu vou me ver obrigado a te bater. –Papai ergueu as mãos de modo exagerado, dizendo com o gesto que não havia por que me alterar. Ele então saiu e eu o segui, fechando com cuidado a porta atrás de mim.

-Dá um abraço aqui, filhão! –E antes que eu pudesse reagir, Fugaku me envolveu em seus braços, apertando-me tão forte quanto uma jiboia. Todas as vezes que nos aproximávamos, eu sentia arrependimento; as imagens das loucuras que eu costumava fazer vinha sempre à mente, obrigando-me a lembrar que eu fingia e escondia coisas demais para aqueles que só queriam meu bem. –Por que não disse pro papai que estava namorando? Eu dou o maior apoio.

-Pai, será que dá para me escutar? Eu e ela não estamos namorando, tá? Somos só uma espécie de amigos.

-Sei, -e, novamente, o sorrisinho idiota cresceu em seus lábios, -eu já tive essa... “amizade” quando era mais novo. Enfim, eu vim te chamar porque o almoço está na mesa. Chama a sua “amiga” para comer com a gente. –Eu assenti com relutância, observando meu pai se afastar, comemorando com saltinhos contentes o que ele vira.

Aquilo me arrancou um sorriso mudo.

De volta ao quarto, encarei com cuidado o corpo de Hinata. Parecia indefesa, como se clamasse por proteção ou algo do tipo. Enfim, eu a acordei e avisei-a do almoço, aquilo pareceu despertá-la. Quando descemos, encontrei a família reunida à mesa, onde papai e mamãe sorriam para Hinata de um modo tão aberto que parecia que ela era uma grande nota de cem reais.

Por Deus, será que eles não podiam tentar disfarçar?

Quando eu caminhei até a mesa, percebi que Hinata não imitara minha ação. Ao olhá-la no rosto, vi que ela encarava firmemente Itachi. Meu irmão sequer parecia tê-la visto, onde apenas se entretinha com o prato cheio de carne e arroz. Os olhos de Hinata estavam arreganhados e seu rosto se empalideceu em uma rapidez assustadora.

-Foi ele. –Sussurrou amedrontada, e eu pensei não ter entendido o que ela havia dito.

-Hinata, o que foi? –Neste instante, Itachi levantou a cabeça baixa. –Hinata? –Perguntei novamente, observando a postura dela mudar drasticamente.

-Foi ele! –Gritou.

 


Notas Finais


Que tal?


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