História Hospício - Capítulo 27


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Kiba Inuzuka, Kurenai Yuuhi, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Amor, Drama, Drogas, Gaahina, Hinata, Hospicio, Itasaku, Karinaru, Karinsasu, Louco, Loucura, Luta, Mansão, Morte, Naruhina, Naruino, Narukarin, Narusaku, Naruto, Orochisasu, Platônico, Primeira Vez, Sakura, Sasuhina, Sasuino, Sasukarin, Sasuke, Sasumaru, Sasusaku, Sexo, Solidão, Tragedia, Traição, Uchiha, virgem
Exibições 314
Palavras 1.898
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Harem, Hentai, Josei, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiiieee! Eu quero agredecer TODOS os comentários que venho recebendo, e também os favoritos, claro <3
Nao sabem como isso me estimula <3
Tenham uma boa leitura.

P.S. é um capítulo curto porque o próximo ato vai ser um pouco longo, já que é muito, muito, muito, muito importante.

Capítulo 27 - Capítulo 27


Fanfic / Fanfiction Hospício - Capítulo 27 - Capítulo 27

HINATA~

Senti a temperatura do sangue em meu rosto cair drasticamente, deixando-o gélido, com um leve formigamento na região dos olhos. A tonteira viera em seguida, contudo consegui manter-me firme de pé. Vendo aquele homem sentado ali, pude associar as características do seu rosto ao o de quem me violentou. Estava escuro, mas sua silhueta perversa ficara registrada em minha memória, tão nítida e viva a ponto de fazer-me sentir as mesmas sensações daquela noite infeliz, preenchida por dor e lágrimas.

Enquanto todos olhavam-me confusos, minha garganta prendera as palavras, fazendo uma bola de sentimentos me entalar e me obrigar a ficar muda. Meus joelhos fraquejaram, quase me forçando a sentar, porém eu não queria e nem podia continuar ali. Quanto maior fosse o tempo em que eu ficasse à presença daquele monstro, maior seria a dor e maiores seriam as lembranças. Tentei fugir da cozinha, por pouco não tropeçando em meus próprios pés descalços, mas tive o antebraço tomado por Sasuke que, de todos, parecia o mais confuso.

-Por favor, me solte! –Supliquei, dando-me conta só então que as lágrimas indomáveis já transbordavam de meus olhos. –Eu preciso ir, Sasuke, solte-me! –Enquanto seu semblante confuso mesclava-se à sua incompreensão, pude notar um ligeiro sorriso de canto brotar no canto da boca de seu irmão. Sasuke segurou minha cabeça e a direcionou para ele, não permitindo que eu a movesse contra a força de suas mãos firmes e decididas.

-Hinata, o que foi? Por que está assim? Quem fez o quê? –As perguntas refletiam bem o sentimento que se alojava em sua mente. Porém o meu medo não abria brecha para que eu organizasse algo pensado para explicar meus motivos.

-Dói, não é? –Dissera Itachi. Sua voz baixa estava temerosa, onde guardava um remorso e angústia tão expressivos e misteriosos que eu não consegui entender. A atenção do olhar de todos recaíram sobre o rapaz, inclusive a minha, quando as mãos de Sasuke finalmente perderam força ao se afrouxarem. –Eu avisei você, disse que não deixaria barato, irmão, mas você não me escutou. Você nunca escuta ninguém. –O silêncio viera em seguida, aumentando a confusão em aqueles que estavam a par da situação.

-Do que você está falando? –Indagou Sasuke com um remorso notável, e a perguntou fez brotar um sorriso largo e descarado no rosto do seu irmão mais velho. Pelo modo em que o canto de seus olhos tremulavam, algo fazia-me entender que ele segurava algum tipo de emoção, uma emoção forte e devastadora, grande o suficiente para ferir todos dali.

-Irmão, será que você ainda não entendeu? –Perguntou irônico, quase retórico.

-Itachi, -berrou o senhor Uchiha, levantando-se de sua cadeira e acertando a mesa com um punho bruto. Os pratos e os talheres cintilaram pela intensidade da pancada, quicando fracamente – eu exijo uma explicação agora mesmo! O que está havendo? –Desta vez, quem empurrara a cadeira para se levantar, foi Itachi. Ele imitara seu pai ao acertar o punho fechado na superfície da mesa, mas finalizou o golpe arrastando tudo que havia em cima dela direto ao chão.

O que estava próximo de sua mão tornou-se sua vítima, dele e da gravidade, onde voaram para o assoalho, manchando com molho, carne e cacos de vidro dos cacos. Aquilo assustou a todos que foram pegos desprevenidos ao movimento repentino e raivoso, onde nossos corpos tremularam ao estrondo.

Mikoto, como eu, passou a chorar. Vi em seus olhos a decepção amarga e a impotência mortal que prendia seus músculos no lugar, deixando-a imóvel. Como se fosse um oceano raivoso e turbulento, onde a superfície mantinha-se indiferente, ocultando a real fúria do mar.

-Tá vendo esse fedelho aí? –Indagou em um rosnado feroz que arrepiara os pelos de todo do meu corpo. Sasuke largou-me por fim, passando a encarar Itachi de frente. –Ele me traiu. Eu confiei nele e ele me traiu, de novo. A única coisa que eu te pedi foi que ficasse longe da Sakura, eu só pedi isso, Sasuke, eu só pedi isso. Era uma coisa tão simples. No dia que ela veio aqui, depois de termos conversado, depois de você dizer que não queria nada com ela, eu levei ela para casa e conheci o tal senhor Haruno. Ele é gente boa, até gostou de mim, convenci ele de um tempo para cá que eu era bom o suficiente para a filha dele, que eu cuidaria dela tanto quanto ele cuidava, mas você, seu desgraçado, você tinha que atrapalhar!

As palavras carregavam ódio, um ódio tão bem construído e solidificado que hora alguma ele gaguejou ou permitiu a voz falhar.

-Você não está falando coisa com coisa! –Gritou Fugaku, acertando a mesa por uma segunda vez.

-Ele comeu a minha namorada! –Berrou Itachi em um tom parecido, arregalando os olhos de seu pai. –Ele fodeu ela!

-Quantas vezes eu vou ter que te dizer que ela não era nada sua quando ficamos?! –Sasuke então se alterara, do mesmo modo que o restante de homens a aglomerar aquela casa.

-Parem... –Pediu em comoção Mikoto, onde a súplica se abafara em sua mão que tampara o rosto dominado por seu sofrimento.

-Eu dei o troco, irmãozinho. Eu disse que haveria troco. Eu, muito diferente de você, cumpro o que digo. –Itachi rangeu os dentes, acertando novamente a superfície tablada da mesa. Seus olhos negros alternavam agora sua direção, pendendo hora para mim, hora para Sasuke. –Fala, Hinata. Conta para ele como foi gostoso. –Neste instante, Sasuke retrocedeu alguns passos, deixando os olhos arregalados tomarem proporções que eu desconhecia serem possíveis. As córneas quase saltavam de suas órbitas, de modo assustador.

-O qu-que você quer dizer com isso? –Perguntou com fraquejo, gaguejando no meio da frase. Sua postura parecia perdedora para Itachi que o recebeu com uma gargalhada alta e arrastada, que quase o fizera perder o fôlego ao final. Ele parecia estar gostando daquilo, parecia que a situação já estava perfeitamente planejada por ele.

-Não, eu não acredito que ela não te contou! –Ele retomou as gargalhadas, demorando a cessá-las desta vez. –Vai, Hinata, conta para ele. –Minha cabeça negou-se sozinha, acuada em um movimento quase imperceptível. –Vamos, Hinata, conta para o meu irmão, conta como foi ficar molhadinha. –E, antes que ele pudesse continuar, Fugaku debruçou-se sobre a mesa e estapeou o rosto do seu filho. O tapa ecoou com fervor por toda a casa.

O garoto apertou o rosto atingido, como se tentasse afastar a ardência traga pela mão pesada de seu pai. A fúria em seus olhos não diminuíra, pelo contrário, flamejava revigorante e intensa.

-Fala para o Sasuke como foi perder a sua virgindade para mim! –Berrou ele, e eu prendi a respiração que pesava cada vez mais. –Fala, sua vadia! –Depois de seu grito, tudo ficou em silêncio, com exceção das respirações falhas e o choro baixo de Mikoto. O garoto retomou sua postura, endireitando-se com certa classe; ele sentou-se de volta em sua cadeira, como se toda a cena não o tivesse atingido. Talvez, como se ele sequer chegara a ocorrer. –Eu avisei, irmãozinho. –Falou calmamente. –Você me subestimou. Pedi incontáveis vezes que ficasse longe dela, mas, mesmo assim, você insistiu. Você tem que aprender uma lição, Sasuke. Você não pode ter tudo.

Itachi prosseguiu atiçando Sasuke, mas ele nada dizia, completamente espantado e em choque.

-Itachi, por favor – pediu Fugaku solenemente, bem mais calmo que antes – me diz que você não fez nada para essa garota. Ela é só uma menina.

-Desculpe, pai, mas eu fiz. E fiz gostoso.

E como um estalo em uma fogueira, Sasuke avançou para cima do seu irmão. O desespero em sua ação o fizera derrubar Itachi em um soco preciso. Quando Sasuke se levantou, pude ver seu punho se manchar em sangue.

-Eu vou matar você. –As palavras proclamadas por ele eram tão sombrias quanto às de Naruto. A semelhança entre esses dois amigos viera a minha mente e, enquanto ele estava de costas, pude ver a silhueta de Naruto se mesclar a dele. Itachi se levantou massageando o maxilar, encarando com seriedade e cinismo o seu irmão.

-Meninos-

-Pai, tira a mamãe daqui.

-Não, meu filho! –Gritou Mikoto, tão horrorizada que a única coisa que ela conseguia fazer era negar com a cabeça.

-Que se foda vocês! –Berrou Itachi. Olhei com cuidado para o seu rosto, observando o sangue abandonar seu nariz como uma cachoeira terrível. –Vão para o inferno! Espero que essa vadia esteja grávida para você carregar a culpa de ter encostado na- um soco de Fugaku o apagara.

O baque foi fechado, talvez até um pouco oco, onde, além dele, o único som a ecoar por ali fora o do grito de Mikoto ao ver seu filho ser nocauteado. Tentei mover meu corpo; tentei me afastar; tentei fugir. Mas eu não conseguia fazer nada além de assistir uma família linda e amorosa ser destruída por minha culpa.

Eu não deveria ter ido ali. Eu não deveria ter dito nada!

Ao me dar conta disso, meus músculos tomaram vontade própria, e eu saí correndo daquela casa. Sem rumo e sem saber no que pensar, eu deixei que meus pés descalços decidissem para onde eu deveria ir, e não demorou para que eu me tocasse que era para o asilo que eu fugia. Mas algo me segurou. Algo pegou meu braço e me impedira de ir muito longe.

-Espera, Hinata. –A voz de Sasuke ainda continha temor. Me virei com cuidado, vendo minha pele ser manchada pelo sangue de seu irmão. –E-eu.... E-eu.... Eu não sei nem o que dizer. –Alegou com confusão. –Por que não me contou? Por que não me disse nada? Droga, Hinata, por que não falou nada a respeito? –As perguntas vieram como uma enxurrada gelada que, ao invés de lavar-me, carregava-me para longe com sua força e determinação.

Eu mudei o foco dos meus olhos e encarei o asfalto, pensando que tudo aquilo poderia ter sido evitado. Destruir uma família era um grande fardo que eu provavelmente não esqueceria tão cedo.

-Eu.... –Sussurrei, mas não me atrevi a completar a frase. Então, Sasuke agarrou meus ombros, e pude ver só então que suas mãos tremulavam tanto quanto meus pulmões.

-O quê?

-Eu pensei....

-O que você pensou, Hinata? –Berrou afoito e agitando, chacoalhando os meus ombros como se aquilo fosse capaz de libertar as palavras presas em minha garganta. –Anda! Fala!

-Pensei que tivesse sido você. –Suas mãos cessaram os movimentos, e então perderam força. Como um tronco de árvore podre, seus braços se imobilizaram e despencaram. –Me Desculpe..., Sasuke....

-Que droga. –Praguejou irritado. Sasuke me envolveu em seus braços rapidamente, apertando-me contra o seu corpo que parecia ansiar por aquilo. –É tudo culpa minha. –Sussurrou. –É culpa minha. O Naruto, o meu irmão, droga, nada disso teria acontecido com você se eu não tivesse te colocado no meio de tudo isso. Você não merece isso. –Naquele instante, eu pensei em retribuir seu abraço, mas estava tão em choque e confusa quanto ele. –Eu não quero sair do seu lado.

Algumas pessoas que caminhavam pelo bairro nos encaravam com certo nojo e repúdio, porém seus olhares hostis e suas bocas retorcidas em desaprovação não pereciam incomodar Sasuke que não me largara nem por um único momento. Por alguma razão que eu não compreendia, ele parecia estar muito mais balado que eu. Como se o alvo da bala tivesse atingido ele, e não eu.


Notas Finais


Ai, cada capítulo a mais, é mais um capítulo a menos. Confuso, profundo e verídico ahsaahuhsu


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