História Hospital Beds - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~ashking

Postado
Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Karin, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shizune, Tsunade Senju
Tags Drama, Hentai, Hospital, Hospital Beds, Sakura, Sasuke
Exibições 18
Palavras 1.174
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Devaneios


I. Devaneios

A luz do sol nascente, filtrada pelo tecido branco da cortina do quarto hospitalar em que Sakura estava, anunciava um novo dia. Um resplendor ignorado.

Acordou atordoada, o sono esvaindo-se aos poucos. Para ela, era só um dia como qualquer outro. Eram somente mais vinte e quatro horas adicionais de espera interminável e aflição. Na maior parte do tempo, seus pensamentos positivos e esperançosos colidiam contra os insistentes pensamentos desesperados e deprimentes. Mas ela conhecia uma maneira de encontrar um refúgio.

 Suas lembranças mais verdadeiramente significativas davam estruturas para um porto-seguro pessoal e resistente — resistente o suficiente. Era o bastante para entreter sua mente, a fim de não sobrecarregá-la com pensamentos divergentes que em nada a ajudavam.

Ela então pensou em Sasuke.

Estava sozinha ali. Não tinha dado a hora de visitas e nenhum enfermeiro tinha aparecido ainda. Era inevitável.

Fechou os olhos, a mente esboçando pensamentos profundos. Iniciava verdadeiros devaneios...

-x-

“Sakura descia de um táxi com Ino, as duas trajando roupas novas — um exaustivo dia de compras. Estavam num dia feliz, comemorando quinze anos de amizade, conheciam-se desde que se entendiam por gente.

Em frente a uma boate, as duas tinham bons planos para a noite.

— Ino, que lugar é esse? — Sakura não era muito de sair, então seu hábito mais “caseiro” estava dando lugar a algo mais, digamos, “divertidamente social”.

— Vai já saber, amore — Ino sorria. — Hoje eu tenho certeza que você vai pegar mais gatos que eu, aposto.

Sakura ficou um pouco irritada, mas também desconcertada.

— Para com isso.

Ino ria, conhecia sua amiga.

Pegou Sakura pela mão e entraram na boate.

Ao entrar, Sakura no começo estranhou, seu rosto traçava expressões de desconforto. As coloridas luzes distorcidas, a música dançante alta e o amontoado de gente não faziam seu costume de diversão. Por outro lado, Ino começava a dançar e até mesmo atrair olhares de muitos homens ali. Decerto isso fez Sakura ficar um pouco mais tímida. Ino logo percebeu.

— Vou pegar uma bebida pra você se soltar, Saky! — falou enquanto seu corpo cessava aos poucos os movimentos de dança com um garoto que elas nunca viram. — Você precisa se soltar.

— Tudo bem... — Sakura sorriu um tanto nervosa. Não era muito de beber, mas faria pela amiga. E na real, ela precisava mesmo se soltar. Precisava mesmo se divertir.

— Não sai daqui, eu já volto.

E sumiu na multidão.

Sakura movia seu corpo, tentando dançar um pouco. Gostava da música que estava tocando.  Sentiu-se envergonhada, pensava em como todos ali a observavam dançar tão ridiculamente. Não custou muito para se tocar que, na verdade, todos estavam curtindo. Que todos estavam se divertindo e não notavam em ninguém.

Tocou uma das músicas favoritas da Sakura e ela se empolgou um pouco que sem querer acabou esbarrando em alguém. Parou imediatamente, virou para ver quem era e se desculpar.

— Perdão... — falou sorrindo, enquanto tentava decifrar o rosto riscado por luzes coloridas. Pelo o que conseguia ver, tinha cabelos morenos e os olhos incrivelmente negros, parecia que as luzes não eram capazes de iluminá-los.

— Hm — respondeu com um som da garganta tranquilo e grave.

Ino chegava nesse exato momento.

— Aqui, Saku... — estava com duas bebidas nas mãos, então reparou na cena — mas já? Sakura você não perde tempo, hein. ‘Tá melhor que eu. É assim que eu gosto — e começou a rir baixo.

Sakura ficou vermelha. O garoto sorriu de canto, meio que entrando na brincadeira.

— N-não é isso... não é nada... eu só... — tentou se explicar, mas parecia nervosa.

— Ah Sakura, não vai colar — e deu uma das bebidas a ela. — Já que você já se encontrou com gostoso desse, você não parece precisar mais de mim, né? Conheci um moreno gato lá no bar e vou voltar. Deixarei os pombinhos a sós, qualquer coisa só aparecer lá — abriu um sorriso orgulhoso e sumiu na multidão antes que Sakura pudesse reagir.

Equivocada ou não, Ino sentia-se com razão. Suas intenções eram boas, pensava estar ajudando a amiga. Queria que ela conhecesse alguém, mesmo que aquela noite fosse supostamente delas — a diversão das duas contava mais. Por outro lado, Sakura sentia-se numa situação embaraçosa.

— Sua amiga é divertida — disse o garoto.

— Ah, me desculpe, ela ficou doida e...

— Pare de se desculpar — interrompeu. — ‘Tá tudo bem.

Tomou a bebida num só gole. Tequila. Ino sabia que ela adorava, mas Sakura não fazia ideia que tinha essas coisas ali.

E continuaram a dançar. O álcool estava no ponto para fazê-la se soltar um pouco mais.

— Ei, vem cá — o garoto se aproximou mais. — Me diz teu nome.

— Hã... Sakura. O seu?

— Sasuke.

Sasuke. Ela não esperava que esse nome fosse ficar martelando em sua cabeça a cada vez que via seu rosto atingido pelas luzes de festa.

Uma música depois de saberem o nome um do outro, aproximaram-se um pouco mais num flerte implícito. Ele chegou mais perto, demonstrando vontade de dizer algo que ela precisava escutar.

— Deixa eu te beijar — disse em seu ouvido.

Sakura não saberia descrever o que sentia tampouco o que passava pela sua cabeça. Não disse nada.

Ele a pegou pelo queixo e seus lábios se encontraram. Sem delongas, começaram um beijo suave, suas bocas tinham gosto alcoolizado. Era bom. Os braços de Sakura envolveram o pescoço alheio, numa correspondência nítida, bem como os braços de Sasuke agarraram seu quadril firmemente. O beijo foi ficando claramente mais intenso e molhado. As línguas, uma contra outra, compartilhavam o calor do momento. E o fôlego se foi...”

-x-

Seus olhos se abriram. Sakura levou sua mão à cabeça, seus cabelos não estavam ali. A quimioterapia arrancou cada fio. O que ela mais queria lhe fosse tirado da cabeça eram suas memórias acerca de Sasuke. A melhor noite da sua vida fora quando esbarrou naquele cara na balada.

Lembrou-se rapidamente de outros momentos. Outros momentos que a fizeram se apaixonar por ele. Então, como se fosse uma nuvem de fumaça, livrou-se dos devaneios balançando a cabeça de um lado para o outro. Não queria chorar de novo. Não queria sentir-se deplorável. Não por causa ele.

Mas falhou. Pegou-se choramingando. Precisava ser ajudada.

Então, como por um milagre, Shizune bateu na porta do quarto e em seguida entrou.

— Bom dia, Sakura. Dormiu bem? Como você está se sentindo hoje? — tentou soar solidária.

— Eu... tô tentando, né... — sem confiança, tentava parar de chorar.

Shizune não disse mais nada. Checou os equipamentos e todos os outros dados de rotina. Sakura estava estável, mas precisava continuar lá.

— Vou pedir para trazerem logo o seu café da manhã. Você deve estar faminta! Se a Tsunade fica sabendo que estão atrasando a comida... — parecia espontânea. — A propósito, você tem visita e...

Quando Shizune mencionou a palavra “visita”, o coração de Sakura inundou-se de esperanças. Ela acreditava muito em coisas do destino. Achou que por ter pensado sobre o dia em que conheceu Sasuke algo de diferente aconteceria. Será que dessa vez, por ter pensado nele, ele apareceria? Não seria tarde demais...

— Sakura! — uma voz aparentemente calorosa (ou desesperada?) interrompeu a médica, batendo na porta incessantemente.



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