História Hospital Psiquiátrico de Drealrud - Capítulo 3


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Categorias Jeff The Killer, Lendas Urbanas, Slender (Slender Man)
Personagens Jeff, Personagens Originais
Visualizações 68
Palavras 1.560
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


* Queria avisar vocês que também podem criar personagens VILÕES para aparecerem na fase B da fic. Basta não ser nada clichê.

Capítulo 3 - Jeffrey Woods


Fanfic / Fanfiction Hospital Psiquiátrico de Drealrud - Capítulo 3 - Jeffrey Woods

Capítulo Dois — Jeffrey Woods.

Lílian Lachance teve o azar de ter como dupla a problemática Abel Chistyakova. Não era que ela fosse problemática, mas sim, sua outra personalidade. Seus amigos mais fiéis sabiam sobre sua esquizofrenia e dupla personalidade, mas Lílian em particular mantinha uma pose de durona e insensível boa parte do tempo, então não demonstrava preocupação sobre a doença de sua amiga.

Estavam no salão principal, no primeiro andar. Abel tinha sérios problemas com a escuridão em que se encontrara, isso porque sofreu um trauma terrível na infância que acarretou algumas fobias na garota de apenas 17 anos. A lanterna não saía de sua mão e sua mania de olhar ao redor o tempo todo estava completamente alerta à qualquer movimento suspeito. 

Havia muitas portas em volta do salão e não sabiam qual explorar primeiro.  Lílian entrou sozinha na sala mais próxima à esquerda, gostava de agir independentemente, o que incomodava Abel. 

Manchas de sangue em formados de mãos se foi visto nas paredes, e com um ar de fascínio, Lílian comentou:

— Vem ver isso, Abel.

Abel encarou-a curiosamente e guiou sua lanterna até a direção em que ia, embora sua vontade fosse que alguém a iluminasse por trás de onde passava pois a sensação da escuridão a envolvendo a incomodava profundamente. 

Foram para outra sala, onde encontraram algumas fotos jogadas no chão; também sujas de sangue. Curiosa, Lílian se abaixou para averiguar, mas logo se arrependeria de ter feito isso. Olhou as fotos e viu si mesma. Era as fotos que tiraram dela quando foi drogada á força em uma festa. Uma onda de fúria tomou a garota. Não podia acreditar que alguém ousou fazer uma piada de tão mal gosto.

— Eu vou matar esses filhos da puta, eu juro que vou... — antes que pudesse terminar, alguém começou a cantarolar perto de onde estavam. Encararam-se estranho e prestaram atenção na "música". Era em inglês, mas sua tradução seria algo como "das profundezas do inferno saí e pra lá não irei de voltar. O céu se fechou para mim, e a terra se tornou o templo sagrado de meu adorado Satã. Estou crucificado pelo sangue das virgens que sujam meu lar sagrado esbanjando pureza e estuprando a coragem dos ímpios." — Que caralho é isso? Entramos em um hospício e acabamos em um culto pra Satanás?

Abel olhou cuidadosamente para onde vinha o cantar da melodia. Mas a melodia se tornou um grito de dor agudo que ecoou pelas salas de forma agonizante. Lílian falou algo que Abel não conseguiu entender e seguiu o som até a sala do lado oposto em que estavam. Encontraram o corpo de um garoto loiro caído no chão. O mesmo estava aparentemente morto devido a incontáveis feridas e queimaduras que foram vistas em seu corpo, mas Lílian não acreditava nisso. 

Lílian estava hipnotizada por aquela imagem, mas ao mesmo tempo, foi prestativa e se abaixou para ajudá-lo, se é que algo que ela fizesse poderia mudar o triste destino do garoto. Checou seu pulso e não sentiu batimentos. 

— Não, não, não — virou o corpo dele e se assustou ao ver buracos no lugar de onde deveria estar seus olhos. Seu corpo estava fedendo, principalmente seus olhos que em forma de lágrimas deslizavam sangue, e sua boca que estava entreaberta.

— O que está fazendo, Lílian? Ele está... Morto.

Abel estava impactada, não esperava de fato encontrar algo naquele lugar.

— Você ouviu ele cantando, não ouviu? Só pode ser ele. Não tem mais ninguém aqui. 

— Temos que sair daqui Lílian, não tenho um pressentimento bom sobre isso. 

— Eu não vou deixá-lo sozinho. 

Abel não queria caminhar sozinha por aquela escuridão, mas parece que a teimosa Lílian não iria facilitar as coisas. A verdade é que ter visto aquelas fotos havia acarretado lembranças ruins para a garota, e agora Lílian agia fora dos padrões normais, pois mal sabia ela que seu terror havia começado naquela noite. 

Abel se afastou, deixando Lílian sozinha, pois gostava de pensar que era uma mulher independente e não precisaria lidar com seus medos com a ajuda de ninguém. 

Lílian aceitou a escolha de sua colega, afinal, queria acreditar que sozinha resolvia as coisas melhor. Olhou para o corpo do garoto com alguma esperança dele estar vivo, pois por mais fria que parecesse, tinha um bom coração e uma chama de esperança quando precisava ajudar o próximo. Viu ele mexer a boca, e naquele momento soube que ele estava vivo, o que a fez sorrir.

— Ei, está tudo bem... Você está ferido, mas meus amigos irão te levar pro hospital o quanto antes, não se preocupe — tentou tranqüilizá-lo. 

Ele ergueu seu corpo e se sentou ao chão. A garota colocou o braço dele em volta de seu pescoço pronta para levá-lo dali. Caminharam por cerca de cinco minutos, mas parecia que o local por onde entrou estava trancado agora. Era estranho, mas ignorou. Deve fazer parte do combinado ficar trancado dentro dos locais do manicômio. O garoto, que era bem mais baixo que ela, continuou quieto por todo o percurso. Mas começou a se preocupar quando não encontrou um meio de sair daquele salão, pra onde quer que ia, tinha algum objeto evitando a passagem, como uma estante de documentos jogada em uma das portas por qual tentou passar.

Parou um pouco para descansar, encostando o corpo dele em uma parede. O encarou por alguns segundos.

— Deve estar sentindo uma dor insuportável — lamentou a jovem. Nunca tinha visto alguém naquelas condições. — Você sabe quem fez isso a você? — ele assentiu. Mas para alguém que sentia dor ele era quieto demais.  — E quem foi? 

O corpo do garoto ia caindo pra frente, mas Lílian o segurou manchando-se com seu sangue. O garoto encostou a cabeça em seu pescoço e sussurrou algo que ela não entendeu e pediu para repetir. E foi naquele momento que uma dor surgiu em Lílian. O estranho estava mordendo seu pescoço e mastigando sua pele. Soltou um grito de dor e tentou afastá-lo. Seus dentes eram muito afiados e a proporcionava uma dor incomum de se sentir. Ele colocou sua mão suja por um líquido preto no rosto da garota e colocou o dedo indicador por dentro de sua pálpebra. Segurou o braço dele tentando tirar mas ele continuou. Seu olho começou a arder  intensamente, como se estivesse pegando fogo. Quando finalmente conseguiu empurrá-lo, teve sua pálpebra esquerda arrancada. Seu grito de dor foi mais agudo e agoniado. Estava sangrando muito e para piorar, ainda estava na presença de seja lá o que o garoto na verdade era.

— x —

Abel procurava um meio de sair, mas não havia mais uma escada pela janela em que entrou. Passou um tempo procurando uma saída, e por fim, resolveu tentar a última porta que a restava. Adentrou e deixou a porta atrás dela se fechar sozinha. Encarou o teto, cujo lustre balançava por um vento desconhecido. Abel não estava confortável estando em um quarto fechado, mas a chamou atenção um pedaço de jornal em uma mesinha de canto. O apanhou, lendo as primeiras linhas.

"(...) Os assassinos mais cruéis que sofrem de transtornos psíquicos estão sendo enviados para o Hospital Psiquiátrico de Drealrud, localizado na montanha oeste da cidade de Weston. Pedófilos, estuprados, assassinos em série, maníacos sexuais, e muitos outros, estão reunidos no macabro manicômio. Fontes alegam que o hospital já sofreu denúncias de maus-tratos aos pacientes, mas que se reergueu no fim do ano de 1997 (...)"

Ignorou o que leu, pois não queria causar mais tensão a si mesma. Se virou para abrir a porta e percebeu que estava trancada. Começou a se desesperar por não conseguir sair dali, pois não suportava locais fechados e pequenos como aquele em se encontrava. Ouviu um grito do andar debaixo — visto que tinha voltado para o segundo andar de onde tinha entrado. 

Aproximou-se da janela e não conseguiu a abrir. Precisava de ar, pois estava perdendo o fôlego, mas nada parecia estar dando certo naquele dia. 

Quebrou a janela jogando um vaso que estava jogado no chão, como a maioria dos móveis daquele lugar; completamente jogado pelos cantos e sujo do que parecia ser sangue. 

Aproximou-se da janela para pegar um ar e ficou alguns minutos inspirando e aspirando. Havia um vento gélido que a causava ainda mais desconforto.

Tentou se distrair com alguma coisa e então encontrou a ficha de um dos pacientes, e por curiosidade, se pôs a ler.

 

Paciente número 45: Jeffrey Woods.

Sexo: Masculino.

Cor: Branco.

Data de nascimento: 02/05/1968 

Profissão: Desempregado 

Estado civil: Solteiro.

Religião: Não possui. 

Queixa principal: Assassino e estuprador em série. 

História patalógica pregressa: Possui sociopatia e borderline. Manifestou a sociopatia aos seus 16 anos de idade e a borderline aos 18 anos. 

Histórico familiar: Desconhecido.

Exame físico: Estado normalizado. 

Paciente da ala hospitalar mais agressiva. 

 

Antes que terminasse de ler, sentiu uma mão tampar sua boca com agressividade. Uma sensação que a lembrava seu trauma mais terrível.

— Shh... — ouviu o sussurrar em sua nuca. — Vocês invadiram nosso lar e tiraram nossa paz, isso não terá perdão, sabia? Deus certamente não será piedoso com vocês, muito menos nós. 

Abel virou pra trás e deu de cara com um homem horrendo de pele extremamente branca e olhos marcados por não possuírem pálpebras, além é claro, de possuir um corte profundo na boca que simbolizava um sorriso marcante. Seria aquela sua última visão antes de morrer?



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