História Hostage Of Fear - JiKook - Capítulo 33


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jeon Jungkook, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Park Jimin, Yaoi
Visualizações 164
Palavras 2.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Leitura!!! <3

Capítulo 33 - 32- Beginning of the end


Fanfic / Fanfiction Hostage Of Fear - JiKook - Capítulo 33 - 32- Beginning of the end

“Vence o medo e vencerás a morte.”

Jungkook P.O.V’s

     Ter medo não é o fim, e também não é tão ruim assim. Ter medo pode ser o começo de tudo. O medo é importante, e muitas vezes é o que nos faz continuar respirando. A partir do medo que me gera o respeito, o medo é inerente, mas pode ser divisível e transferível. O medo nos faz ter idéia da dimensão do perigo que estamos correndo. Pois é o medo de errar que me faz acertar.

     Estaria mentindo se dissesse que não tenho mais medo, mas meu maior medo não é mais a dor física, essa eu sei que com alguns remédios, e um pouco de carinho, se torna apenas uma pequena cicatriz, mais uma, assim como ás demais que existem, marcada minha pele. Meu maior medo se tornou a perda, perder as pessoas que conheci, principalmente Jiminnie, que se tornou meu tudo. Somente em seus braços eu encontrava segurança o suficiente para me acalmar, sabia que talvez teria um futuro. Quando soube do envolvimento de senhora Park, como os assassinos dos meus pais, fiquei realmente triste, mas saber que Jimin se culpava por aquilo, mexeu com todo o meu psicológico.

     Depois que tudo se acertou entre nós, não poderia ficar mais feliz. Mas Jimin continuava estranho, se reunindo no escritório com minha prima e Taehyung, não me dizia absolutamente nada, e por mais que estivesse curioso, não lhe perguntava, a fim de evitar briga. O mais velho se encontrava muito nervoso, principalmente nestes últimos dias que antecediam o casamento de senhora Park. Apesar de todo o ocorrido, ele ainda iria à cerimônia, e fazia questão de minha presença ao seu lado. Não conhecia o noivo, pelo menos não de nome, mas sabia quem era seu filho, tal qual sabia que ele também estava envolvido.

     Passei a semana inteira uma pilha de nervos, tentando controlar meu medo e minha ansiedade. Apesar de todos os esforços, algo em meu interior dizia para não irmos, como se pressentisse algo grave. Jimin foi quem comprou meu smoking, um conjunto de alta costura, em um tecido preto. A roupa estava separada sobre minha cama, deixei no mesmo local, já que estava passando mais tempo no quarto do mais velho, do que no meu. O grande dia chegou, o casamento seria durante a tarde, nos jardins da mansão Park, Hyung acordou um pouco mais agitado que o normal, parecia esconder algo.

     Fui em direção ao meu quarto, tomei um banho demorado, deixando a água morna lavar um pouco de minha angustia. A primeira coisa que vesti, foi a boxer branca, depois vestia a calça do smoking. Jimin apareceu em meu quarto, quando finalmente eu iria vestir a blusa social branca. Seus olhos se chocaram contra meu abdômen, e o mais velho mordeu os lábios, para esconder a satisfação de ter me deixado tão marcado na noite anterior. Várias marcas em tons arroxeados espalhados por todo meu abdômen. Ele me chamou com uma das mãos, já que a outra continha um colete, o mesmo que usei uma vez quando tivemos que sair.

     -Por que terei de usar isso, Hyung? –Minha voz denunciou a confusão que estava em minha mente.

     -Questão de segurança, amor. –Ele disse se aproximando de meu corpo. –Agora venha aqui.

     Suas mãos vieram para minha cintura, enquanto seus lábios se chocaram contra os meus. Um beijo desesperado, carregado de desejo, talvez se não estivéssemos atrasados, ele me jogaria sobre a cama, e não hesitaria em me marcar ainda mais. Mas daquela marcas eu não tinha do que reclamar, até gostava quando ostentava elas em meu corpo, significavam seu amor por mim, somado ao seu desejo absurdo sobre cada centímetro de pele minha.

     -Vista isso. –Ele nos separou, passando o colete sobre minha cabeça. –Termine de se arrumar, ou este casamento é o último local onde iremos hoje.

     -Hyung, estou com medo. –Confessei, esperando uma risada, mas senti seus lábios em minha testa.

     -Confia em mim? –Acenei com a cabeça. –Taehyung e Nana estarão conosco também, não se preocupe.

     -Tudo bem. –Lhe lancei um sorriso casto, tendo meus lábios selados brevemente.

     -Hoje começa sua real felicidade, Baby. –Não entendi o que ele quis dizer, mas meu coração se aqueceu ao ouvir a simples frase.

     Terminei de me arrumar, por sorte o colete não marcou minha roupa, então fiquei o mais apresentável possível. Esperei que Jimin terminasse de se arrumar, Senhora Im me acompanhava na sala, estava tão bem vestida quanto qualquer dama, possivelmente Nana deve ter ido com ela no dia da compra. Meu Hyung logo apareceu, mais lindo que nunca, estendeu o braço a nós dois, nos encaminhando até a seu carro mais confortável.

     A mansão estava repleta de carros, assim como haviam repórteres para todos os lados na portaria. Vários deles encheram Jimin de perguntas, e muitas delas eram a respeito de minha identidade, o mais velho disse que seria revelada no momento certo, pra preservar minha imagem das demais pessoas da sociedade. Jiminnie cumprimentou um monte de pessoa, todos pareciam tão refinados que em certo momento fiquei completamente envergonhado.

     No momento da cerimônia, nos ajeitamos em uma das mesas, um pouco mais afastadas para minha segurança. Em cima do altar, estava o homem que segundo Jiminnie, é o responsável por matar meus pais, ao seu lado, Namjoon, seu filho e cúmplice. Seokjin que também é seu filho estava um degrau abaixo, ao lado de SoHye que até então não sabia o motivo de estar ali. Minha prima e Taehyung ainda não haviam chegado, o que me deixou um pouco tenso.

     Começou a tocar uma música qualquer, para ser sincero era o primeiro casamento que acompanhava em minha vida. Meu corpo gelou, no momento em que meus olhos se chocaram contra os de Namjoon, e o mais velho me lançou um sorriso torto. Jimin percebeu o desconforto, o encarando profundamente, e apertando minhas mãos embaixo da mesa. Senhora Park entrou de braços dados com sua filha mais nova, era para Jiminnie estar a acompanhando, mas dispensou a oferta por estarem brigados.

     Ela estava deslumbrante como sempre, mas só de imaginar que a abracei, escutei todas as suas histórias sobre minha mãe, aquilo me embrulhava o estômago. A mulher enganou a todos nós, até mesmo o próprio marido, e sua maior manipulação, foi fingir para Jiminnie que não sabia deu minha existência, quando fomos em sua casa pela primeira vez. O padre começou a dizer algumas palavras, quando duas viaturas da policia local, e um carro usado por alguns agentes estrangeiros, pararam no meio do jardim. Os policiais desceram, apontando suas armas para o altar.

Jimin P.O.V’s

     Alguns convidados permaneceram no mesmo local, curiosos pelo completo escarcéu que virou tal cerimônia. Com toda a certeza, seria capa dos principais veículos de mídia, seriam apenas questão de horas. Me levantei, seguindo para o centro do tapete vermelho ali estendido, antes de sair, pedi para que Senhora Im tentasse manter Jungkook calmo, mas ela estava tão nervosa quanto ele. O garoto quem ela criou desde pequeno, estava se arriscando, ficando no meio da linha de tiro.

     -Graças a Deus, meu querido. –Minha mãe disse me encarando. –Jimin-ah, explique á esses policiais que estão no lugar errado.

     A ignorei completamente, segui até os policiais, peguei algumas folhas nas mãos de Nana. Taehyung estava um pouco diferente, fora de seu terno habitual, vestindo uma farda inteiramente preta. Voltei a me aproximar do altar, e com um pequeno suspiro comecei a ler o que estava em suas mãos.

      -Senhor Kim Jisung, está preso pelo homicídio da família Jeon, formação de quadrilha e corrupção ativa. Tem o direito de permanecer calado, e tudo que disser poderá e será usado contra você no tribunal. –Um policial o algemou, ele estava com um pequeno sorriso nos lábios, assim como Namjoon.

     -O que pensa que está fazendo? –A mais velha disse irritada, e novamente foi ignorada.

     -Senhor Kim Namjoon, está preso pelo homicídio da família Jeon, formação de quadrilha, cárcere privado, seqüestro e tentativa de homicídio de Jung Hoseok, e formação de quadrilha. Tem o direito de permanecer calado, e tudo que disser poderá e será usado contra você no tribunal. –O mais velho desceu parando a minha frente.

      -Quero ver provar o que está dizendo. –O ignorei, vendo o mesmo ser levado pela polícia.

      -Kim SoHye, está presa por formação de quadrilha, e cumplicidade. Tem o direito de permanecer calada, e tudo que disser poderá e será usado contra você no tribunal. –Ela estava um pouco relutante, mas Nana não teve problemas em algemá-la.

     -Park Jimin, o que pensa que está fazendo? –Minha mãe novamente perguntou, e novamente foi ignorada.

     -Kim Seokjin, está preso por formação de quadrilha, cárcere privado, e cumplicidade. Tem o direito de permanecer calado, e tudo que disser poderá e será usado contra você no tribunal. –Não foi preciso algemá-lo, o garoto seguiu sozinho até um dos carros.

     Suspirei encarando a última folha a minha frente, tentando controlar a vontade de chorar, e manter a voz firme. Minha mãe estava cada vez mais impaciente, então ergui meu rosto, sustentando o mesmo olhar frio que ela me lançava quando era mais novo.

     -Park Solji, está presa por envolvimento com o assassinato da família Jeon, formação de quadrilha e cumplicidade. Tem o direito de permanecer calada, e tudo que disser poderá e será usado contra você no tribunal. –Suspirei, ouvindo seus passos em minha direção.

     -Inútil, deveria ter te matado assim que nasceu. –Senti um golpe em meu rosto, mas mantive minha expressão séria, mesmo que estivesse quebrado por dentro. –É mesmo idiota, assim como o inútil de seu Abuji.

     -Já terminou? –Ela ficou espantada com minha ousadia. –Podem algemá-la.

     Virei às costas para a mesma, minha irmã foi amparada por um dos policiais, já que entrou em choque após saber que tipo de gente sua tão adorada mãe era, para ser sincero, existe uma remota possibilidade de Jisoo ser filha do crápula. Encarei a mesa onde senhora Im deveria estar com Jungkook, mas apenas a mais velha estava ali. Corri em sua direção, um tanto quanto desesperado, e ela lançou um pequeno sorriso.

     -Se acalme criança, o menino Jeon foi ao banheiro. –Ela tocou levemente minhas mãos. –Me ofereci para acompanhá-lo até a porta, mas ele disse que não era necessário.

     Disse apenas para que ela fosse procurá-lo, e em seguida, o levasse para casa, deveria seguir com os outros até a delegacia. Estava voltando para junto dos policiais, quando um deles gritou, um dos detentos havia fugido. Logo Nana gritou que era Namjoon. Meu sangue gelou, coloquei os policiais em todos os cantos do local, vasculhando cada área da propriedade, até ouvir barulho de pneu desgastando no asfalto por conta do freio. Nem os repórteres foram capazes de segurá-lo.

     -Menino Park, Jungkook sumiu. –Era isso que eu temia, ele só poderia estar em um local, e segurança era a última coisa que o acompanhava naquele instante.

     Liguei para a central de transito da cidade, solicitando um rastreamento do veículo, mas nem sabia por onde deveríamos começar. Estava começando a perder minha razão, quando Nana se aproximou, dizendo que o traríamos com vida, e que se for ela, a colocar as mãos em Namjoon, não teríamos um julgamento, e sim uma cerimônia de cremação.

     Caminhei em direção ao meu carro, ligando para o número de meu pequeno, quando ouço o toque partir de um canto qualquer. Me aproximei de um pequeno arbusto, encontrando o celular jogado ali, a tela estava inteiramente rachada, mas ainda recebia ligações, mas o que mais me assustou, foram os respingos de sangue sobre a grama, Jungkook já havia saído machucado, meu coração se apertou, só de imaginar o que ele estava passando naquele momento.

      Nem me preocupava mais com o julgamento em dois dias, Namjoon parece ter tido informações, pois estava confiante demais em suas afrontas. Peguei minha arma que estava no meu porta-luvas, checando se estava com todas as balas. Assim que girei a chave, meu celular tocou.

“Quer seu brinquedo de volta, inteiro, e de preferência respirando? Me encontre no antigo orfanato, mas venha sozinho, ou desta vez, o machucarei de verdade.”

      Sei que era arriscado, mas precisava agir, não queria deixar Jeon se machucar mais ainda nessa história, fui imprudente ao trazê-lo a festa, agora precisava salvá-lo, mesmo que isso custe a minha vida. Prometi protegê-lo do inicio ao fim, não deixá-lo sofrer nunca mais, e isso que estou disposto a cumprir. Acelerei rumo à velha estrada, e depois de uma hora rodando sobre cascalhos, parem em frente ao portão enferrujado. Onde tudo começou, e onde agora tudo irá terminar.

    

 


Notas Finais


AVISO: Fanfic na reta final, amores... Mais dois capítulos e o epílogo...

-> Leiam "Sweet Poison", outra Jikook que comecei a postar recentemente...

Beijos e até o próximo capítulo! <3


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