História Hot N' Cold - Capítulo 4


Escrita por: ~

Visualizações 10
Palavras 1.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Não revisei, terminei colei e fui.

Capítulo 4 - Jealous


Fanfic / Fanfiction Hot N' Cold - Capítulo 4 - Jealous

Capítulo 4 - Jealous

— Bom, eu já vou indo tia. Até mais. — disse Chloe pegando sua mochila e saiu fechando a porta.

 — Aconteceu alguma coisa aqui? — Andressa perguntou sentindo uma tensão no ar.

— Nada aconteceu, por quê?

— Ela não age assim. — falou olhando para a porta depois voltando para seu filho. — Tem certeza de que ela está bem?

— Sei lá, deve ser a TPM. — falou indo pro quarto deixando sua mãe sem uma resposta convincente.

Chloe saiu da casa de Diego ainda pensando no ocorrido, como se tivesse sido algo realmente avassalador. Seu coração já havia sido quebrado uma vez, e tudo começou com um selinho, por causa de um único beijo rápido seu coração veio a sofrer por um alguém idiota e sem merecimento de alegria.

No dia seguinte, num dia nublado, algo pouco comum aconteceu. Diego atrasou-se para sua aula. O garoto não é um grande fã da escola, por mais que seja um ótimo aluno, Diego detestava ter que sair de casa para ouvir barulho, como se referia aos alunos que, em sua opinião, são perca de tempo e esforço.

Levantou-se lentamente coçando os olhos e bocejando e olhou para o relógio em cima da mesa de cabeceira e suspirou, porque chegaria atrasado, mas sim porque teria de ir para a escola. Ouvir pessoas não é algo que goste muito de fazer. Diego reclamava mentalmente enquanto colocava a roupa para ir, chamava todo tipo de palavra que podia vir em sua mente tamanha era sua raiva e por fim desceu.

Andressa ainda estava em casa, sentada à mesa tomando um café enquanto via o noticiário da manhã. Diego sentou-se ao seu lado colocando a mochila no chão, recebendo um olhar de canto de sua mãe.

— O senhor vai se atrasar bonito hoje. — disse tomando um gole do café.

— Não me importa, nunca tem nada de importante na primeira aula. Geralmente é uma extensão da chegada, o professor mal consegue falar. — disse mordendo uma maçã.

— Filho, você já parou pra perceber que você fala como se fosse superior aos outros? — perguntou Andressa o encarando, que discordou com a cabeça. — Deveria parar de agir assim, isso afasta as pessoas.

— Que afaste assim aquelas idiotas param de me encher o saco.

— O que?

— Umas garotas ficam me cercando como se eu fosse um pedaço de carne. — falou e Andressa deu uma risada baixa com um olhar nostálgico.

— Você puxou muito ao seu pai. Tanto na aparência quanto na personalidade, pelo menos um pouco dela. — abaixou o olhar para a xícara. — Queria que a história tivesse sido diferente.

— Fazer o que? O já foi feito não tem reversão. — disse se levantando da cadeira com a mochila nas costas. — Tchau mãe.

— Tchau filho. — disse e esperou Diego atravessar a porta da casa para começar a chorar.

Sentia muita culpa pelo o que tinha feito, e quase destruindo a vida do filho. Um único deslize que aconteceu causou um grande baque na antiga família Garcia. Por outro lado, Diego não ligava, ignorava toda e qualquer lembrança daquele dia.

Nosso querido protagonista que não tinha sentimentos estava no caminho para a escola, ainda enfurecido por ter que ir até lá, passou em frente a uma praça onde teve um lapso de memória. A felicidade que tinha quando era um garotinho de 5 anos quando vinha para o parque com seus pais, aquele garotinho que tinha um sorriso lindo e meigo que, infelizmente, não iria voltar mais.

Após uma pequena caminhada, Diego chegou à escola, que estava um silêncio absurdo por todas as turmas terem entrado para suas salas. Falou com o diretor, que o pediu para esperar o fim da primeira aula para entrar, e assim fez. Sentou-se no chão ao lado de uma pilastra do lado de fora do prédio sentindo o vento bater em seu rosto, e só ali ele sentiu algo que pensava que nunca sentiria naquele lugar: paz. O som do silêncio era tão glorioso que parecia irreal.

Enquanto Diego desfrutava de sua paz temporária, Sophia estava inquieta, não tinha visto seu amado naquela manhã e Chloe estava estranha, sua cabeça dava voltas e mais voltas pensando na possibilidade de eles estarem mesmo juntos.

— Sophia. — o professor de filosofia a chamou.

— Sim professor?

— Pode distribuir essas atividades pra mim? — pediu a estendendo um monte de folhas. Sophia se levantou e as pegou.

William, o professor de filosofia. Ele é um rapaz que divide opiniões, muitos gostam dele e outros o adoram. O homem costuma ser amigo dos alunos, muitas vezes chega a ser um dos melhores. Apesar de todas as qualidades e amizades, ninguém o conhecia realmente, ninguém nunca soube para onde seus olhares intensos iam, seria um grande caso de polícia caso descobrissem na verdade.

Sophia estava chegando à última fila quando uma garota pós o pé no seu caminho e, mesmo imersa em seus pensamentos, a morena deu uma pequena topada no pé da outra e saiu andando como se nada tivesse acontecido, deixando à pequena aprendiz de Satanás, mais conhecida como Letícia.

A garota tem um instinto maldoso, mesmo com seu irmão Luke, que sofre na mão da irmã mais nova com seu complexo de superioridade.

Letícia se mordeu de raiva ao ver que ela simplesmente passou. Queria impressionar seu grupinho de conversa naquele momento, mas falhou miseravelmente.

— “Infalível”, hein Letícia. — provocou um garoto do grupo.

— Relaxe meu bem, apenas observe. — disse com um sorriso maldoso encarando Sophia. — Ei, cabelo quadrado! — Sophia não ouviu, deixando Letícia com uma expressão de raiva. — Rafa, sabe o Diego?

— O japonês gato?

— Ele mesmo. — cruzou as pernas. — Nós nos beijamos ontem.

Assim como já era de se esperar, a escola toda sabia que Sophia era apaixonada por Diego, mas não apenas a atração que outras sentiam, e sim um sentimento real, que nunca foi correspondido. E como se tivesse um sensor aranha, a garota ouviu a frase e encarou Letícia mortalmente.

— O que foi tigelinha?  Ouviu algo que te deixou irritada? — perguntou com seu sorriso demoníaco.

— Vá pro inferno. — entregou as últimas folhas e saiu da sala sem nem olhar para o professor, que se levantou para ir atrás da aluna.

— Eu já volto, enquanto isso comecem a fazer a atividade. — disse saindo da sala andando rapidamente.

Sophia conseguiu controlar seu surto de ciúme na sala, mas isso não durou muito tempo. Assim que pisou no corredor deixou lágrimas de ódio escorrerem. Nunca soube lidar com a rejeição de Diego para com ela, e ouvir algo daquele tipo foram como facadas no coração, e só para piorar a situação, tropeçou com Chloe enquanto corria.

— Sophia? O que aconteceu? — a segurou pelos ombros.

— Me deixa em paz! — gritou a empurrando.

— Volta aqui garota! — a puxou pelo braço a levando para o banheiro. — Me conta, o que aconteceu?

Sophia, cabeça dura como sempre, apenas saiu correndo e foi parar no pátio, onde viu Diego desfrutando de sua paz, e saiu correndo mais uma vez.

O ciúme de alguém que nunca foi seu, é um dos sentimentos mais confusos e desgastantes para alguém, principalmente para uma mente jovem e emocionalmente fraca como a dela.



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