História Hotel Conect - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekyeol, Chanbaek, Huhan, Kaisoo
Exibições 742
Palavras 5.079
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá leitores lindos!!
Voltei com mais um cap. e espero que gostem....
Eu amo Kaisoo, na vdd todas minhas fics são de couples que eu amo então... De qualquer maneira espero que vocês gostem desse cap. tanto quanto eu....

Se gostarem comentem, se não gostarem comentem também ... preciso saber se estou no rumo certo *_*
Sem mais delongas. aqui está...

Capítulo 31 - Preconceitos


Fanfic / Fanfiction Hotel Conect - Capítulo 31 - Preconceitos


- Eu voltei - Jongin assim que chegou retirou o casaco e correu para o quarto onde KyungSoo repousava lhe dando um beijo de cumprimento
- Como foi o trabalho? - KyungSoo agiu como se nada tivesse acontecido
- Tenho muitas coisas para colocar em dia - Jongin suspirou 
- Você não precisa se preocupar em voltar para casa sempre no horário - Soo sorriu
- Eu espero ansiosamente por esse momento todos os dias - Jongin deu uma piscada para KyungSoo, mas logo mudou o tom ao perceber a máscara de oxigênio ao lado do travesseiro - O que é isso? Você teve outra crise?
- Não foi nada demais - KyungSoo respondeu prontamente 
- Por que você não me ligou Sana? - Jongin a encarou
- Ei Jongin - o menor se intrometeu antes que ela revelasse mais do que deveria - Eu já disse que não foi nada demais.
- A crise não foi grave - como o prometido ela mentiu - Ele só sentiu um pouco de falta de ar e achei melhor deixá-lo no oxigênio por alguns minutos. 
- Isso mesmo - Soo respirou aliviado
- Eu não acho isso bom - Jongin não parecia convencido
- O médico logo estará aqui - ela o tranquilizou 
    Jongin não insistiu apesar de seu semblante ter mudado e uma expressão séria ter tomado o seu rosto. 
    Os dois conversaram mais um pouco até que a campainha soou, Sana foi atender e voltou acompanhada pelo médico.
- Como está nosso paciente? - ele disse gentilmente
    KyungSoo contou para ele como estava sendo sua recuperação. Na verdade o menor ainda sentia algumas dores quando fazia muitos movimentos ou ficava muito tempo sentado que o médico explicou ser fruto dos pontos internos que foram dados para parar a hemorragia, provavelmente o menor ainda se sentiria dolorido por mais um tempo. O que o preocupou de verdade foi as crises de falta de ar.
- Eu tenho uma teoria sobre sua falta de ar, mas preciso confirmar com exames. - O médico disse delicadamente - Seria bom fazermos um exame completo no hospital.
- Isso está fora de cogitação - Jongin o defendeu
- Está tudo bem - apesar de só a palavra hospital o fazer tremer KyungSoo havia tomado uma decisão depois da conversa com a mãe de Jongin. Ele iria fazer de tudo para se recuperar logo e sair da casa de Jongin, terminaria a faculdade e procuraria um emprego em outra empresa em sua área - Eu acho que consigo.
- Consegue? - Jongin olhou o outro preocupado  - E suas crises de pânico? 
- Nós podemos lhe dar alguns remédios redutores de ansiedade - o médico explicou - Pode não impedir a crise, mas pode amenizá-la.
- Eu acho arriscado - Jongin não queria isso
- Eu entendo sua preocupação - o médico interviu - Nós ficaremos o tempo todo monitorando-o, caso a crise se torne muito forte.
- Eu estou bem Jongin - KyungSoo completou - Eu consigo fazer isso. 
- Tudo bem - Jongin concordou não muito convencido
- Então amanhã faremos os exames - o médico completou - Sana aplique esses remédios no paciente, ajudaram ele a relaxar. E amanhã de manhã aplique esses.
- Tudo bem - ela concordou prontamente
    O médico e Jongin foram até a sala onde ele respondeu mais algumas dúvidas dele. Enquanto isso Sana ficou no quarto com Soo.
- Você não vai contar para ele? - Sana perguntou
- Eu já disse que não - Soo respondeu - Por favor, não fale sobre isso. 
- Você pretende deixá-lo? - ela questionou em tom baixo - Depois que você estiver melhor?
- Não - eu neguei rapidamente - Eu não quero deixar Jongin é só que... Eu só quero ser alguém digno de estar ao seu lado.
- Eu admiro sua determinação - Sana disse docemente - Mas o que é ser digno?
- Eu não quero que pensem que eu sou um aproveitador - ele confessou - Eu não estou com Jongin por causa do dinheiro. Enquanto eu estiver trabalhando na empresa é isso que vão pensar e eu nunca conquistarei o respeito de ninguém.
- Eu não quero lhe desanimar - Sana brincou - Mas sempre terá alguém questionando o amor de vocês. 
- Eu preciso saber... - ele confessou
- O que você precisa saber Soo? - Jongin entrou no quarto logo em seguida.
- Não é nada - KyungSoo olhou para Sana
- Eu vou ver se o jantar está pronto - Ela disse se levantando e saindo do quarto
- Ei KyungSoo - Jongin se sentou ao seu lado - Está tudo bem mesmo?
- Sim - o menor sorriu - Vai ficar tudo bem.
- Amanhã eu vou com você - ele pegou o celular
- Você disse que não tem um monte de coisas para colocar em dia? - Soo perguntou
- Isso pode esperar - Jongin disse decidido - Você é mais importante.
    KyungSoo não argumentou, ele sabia que Jongin não desistiria da idéia e também o fato do maior lhe acompanhar tornava as coisas um pouco menos assustadoras. 


__________________________________


- O que Jongin queria? - BaekHyun estava no apartamento de Chanyeol e perguntou assim que o maior desligou o celular
- Amanhã ele não vai para a empresa de manhã - o outro suspirou - E duvido que ele vá de tarde também. Mais trabalho para mim.
- Soo está bem? - Baek terminou de ajeitar os pratos na mesa e foi até Chanyeol que se sentou no sofá
- Parece que ele precisa ir ao hospitais fazer alguns exames - Chanyeol massageou sua têmpora - Apenas rotina.
- Que bom. Ei honey - Baek sentou em seu colo - Eu sei que não é o melhor momento para dizer isso, mas é que minha mãe está em Seul e ela queria te conhecer.
- Sua mãe está aqui? - Chanyeol disse surpreso - E ela sabe sobre nós? Ela sabe que você...
- É claro que sabe - Baek sorriu - Não tenho segredos com minha família. Eles sabem de tudo, desde quando me apaixonei por você e por isso que ela veio. Meu pai também viria, mas ele ficou preso em nossa cidade por conta do trabalho.
- Isso é - Chanyeol tinha medo - Eu não sei como agir.
- Apenas aja como um namorado - Baek deu um beijo estalado nele - Minha mãe é um amor de pessoa. Tudo bem jantarmos amanhã?
- Tudo bem - o maior não parecia tão convencido


~ NO DIA SEGUINTE ~


- Eu não estou convencido Sana - Jongin havia acordado antes de Soo que graças a medicação ainda estava dormindo - E se ele tiver um ataque?
- Soo está fazendo o seu melhor - Sana o encorajou - Ele vai se sair bem hoje.
- Eu só queria poder colocar KyungSoo em uma bolha - Jongin confessou - Eu não suporto vê-lo sofrendo.
- Tenho certeza que ele se sente do mesmo jeito - Sana sorriu - Ele te ama muito. 
- Eu também o amo muito - o outro sorriu 
    Os dois conversaram por mais um tempo até que chegou a hora de acordar KyungSoo, Sana lhe deu os remédios e o menor tomou café com Jongin.
- Está tudo bem? - Jongin percebeu que mesmo dopado Soo estava nervoso
- Sim - o menor respirava fundo e sua respiração ficava cada vez mais difícil conforme se aproximavam do hospital
- Eu estou aqui - Jongin segurou a mão de Soo - Não se preocupe.
    O menor apertou a mão de Jongin e fechou os olhos tentando se concentrar em sua própria respiração. Assim que chegaram alguns funcionários esperavam Soo com uma cadeira de rodas. O menor sentou nela, mas não soltou a mão de Jongin. Sua respiração ficava cada vez mais difícil conforme ele adentrava os corredores do hospital.
- Jongin - ele estava ofegante- Eu não acho que...
- Aqui - Sana colocou a máscara no menor e aplicou uma medicação em sua veia - Ele precisa relaxar ou o exame será inútil. 
    Quando Soo foi colocado na esteira para ressonância ele estava dopado demais para reagir. Quando deixaram a sala o médico já esperava com os resultados.
- Como eu suspeitava - o médico começou a explicar - Os demais órgãos estão praticamente cicatrizados, você é um homem de sorte.
- Isso é ótimo! - Jongin disse animado enquanto Soo não teve muita reação devido aos remédios
- No entanto - o médico continuou - A cicatriz em seu pulmão fez com que uma anomalia se instaurasse e ele funcione de uma maneira um pouco diferente dos demais. A cicatriz causou uma obstrução das vias aéreas e a respiração que para os outros é um ato mecânico para você pode ser um pouco mais difícil dependendo da situação. Essas crises que você vêem tendo podem ser desencadeadas por vários motivos ambientes, mas também por exercícios físicos e principalmente estresse. Durante a crise, o revestimento das vias aéreas se espessa e os músculos brônquicos se contraem, dificultando a passagem do ar. 
- Como curamos isso? - Jongin perguntou preocupado
- Não curamos - o médico suspirou - Infelizmente essa condição vai te acompanhar por toda a vida. Você não poderá praticar exercícios físicos intensos e terá que tomar cuidado redobrado nos ambientes que vai. É bom manter sempre isso junto a você. - O médico lhe entregou uma bombinha - Quanto tiver as crises você precisará inalar isso. 
- Não é tão ruim assim - Soo respondeu meio aéreo
- Isso pode ser fatal? - Jongin questionou 
- Se durante as crises KyungSoo não receber tratamento adequado sim - o médico disse sinceramente - Também tem relatos de que a longo prazo, se os inaladores forem utilizados muito frequentemente  eles podem desencadear problemas no coração. Então é bom que KyungSoo cuide para que as crises não sejam frequentes.
- Entendi - Jongin prestou atenção das orientações do médico
- Por enquanto - ele continuou - a recuperação de KyungSoo pode ser considerada um milagre devido os danos causados pelo acidente e sua recuperação quase perfeita. Nós o acompanharemos por mais um tempo, mas é bom que você faça exames periódicos.
- E eu já posso voltar ao trabalho? - KyungSoo perguntou
- Trabalho?- o médico se surpreendeu - Como eu disse os pontos já se fecharam e o problema pulmonar é permanente. Você pode voltar, mas sugiro que você pegue leve por conta das dores.
- Ok - KyungSoo se sentia aliviado
    Após toda a conversa Soo e Jongin retornaram para o apartamento. Aos poucos o efeito do remédio estavam passando, apesar de no carro KyungSoo dormir. Quando chegaram ao apartamento, em vez de acordar Soo Jongin apenas o pegou no colo. Ele ajeitou KyungSoo na cama e dormiu por mais algumas horas antes de despertar.
- Você não foi para a empresa? - o menor perguntou sonolento ao ver que Jongin estava sentado ao seu lado
- Queria me certificar que você acordaria bem - Jongin disse docemente
- Jongin, amanhã eu volto para a empresa - KyungSoo disse diretamente
- O quê? - Jongin encarou o outro indignado - Nem pense nisso, você ouviu o médico.
- Sim, ouvi - o menor argumentou - E ele disse que essa condição vai me acompanhar toda a minha vida. Eu não posso ficar para sempre na cama.
- Soo - Jongin se aproximou - Só mais alguns dias.
- Jongin - o menor disse sério - Eu não posso permanecer aqui para sempre .
- E por que não? - Jongin insistiu - Pensei que tinhamos resolvido nossos sentimentos. Eu te amo e você me ama...
- Não é porque eu te amo - KyungSoo disse diretamente - Que eu vou ficar aqui para sempre, eu tenho minha vida.
- Ei - Jongin olhou o outro assustado - Eu não estou gostando dessa conversa.
- Eu sinto saudades da empresa - o outro amenizou o tom - Eu quero rever os meus amigos, terminar minha faculdade.
- Tudo bem - o maior se deu por vencido - Mas nós vamos de leva nos primeiros dias. Vou pedir que Sana te acompanhe...
- Sana não é minha babá - Soo protestou
- Não tem acordo - Jongin disse decidido - Ou é isso, ou então...
- Ok - Soo apenas se deu por vencido já que não queria iniciar uma discussão com Jongin - Sana me acompanhará, então você pode se focar no trabalho.
- KyungSoo - Jongin sentiu de que de alguma forma tinha perdido a discussão - Isso...
- Não tem acordo - Soo disse roubando um beijo do maior
    Jongin apenas cedeu ao beijo, mas se afastou quando as coisas ficaram um pouco intensas.
- Por que você está se afastando? - Soo perguntou confuso
- É melhor você descansar - Jongin levantou - Eu vou ver como estão os preparativos do jantar...
- Ei Jongin - KyungSoo segurou o seu braço antes que ele se afastasse - Por que está fugindo de mim?
    Kai apenas desviou o olhar e KyungSoo se deu conta que desde o acidente há mais de 1 mês atrás ele e Jongin não tiveram um contato mais íntimo. 
- Você está com medo? - o menor sorriu
- Eu não quero te machucar - Jongin confessou - Quando você estava inconsciente, lutando pela sua vida eu me dei conta de todas as vezes que eu lhe causei sofrimento. Eu não quero te forçar a nada, nunca mais KyungSoo. 
- Você não está me forçando - Soo acariciou o rosto do maior - Eu posso ter resistido no começo, mas a verdade é que eu sempre desejei você Jongin. Desde a primeira vez que eu lhe vi naquele elevador e eu nem sabia quem você era. 
- Eu acho que eu ganhei de você - Kai sorriu - Porque eu me apaixonei por você muito antes de você me conhecer pessoalmente. Quando você era apenas um candidato nervoso na sala de espera da empresa.
- Você me viu? - Soo olhou surpreso - Eu estava tão patético...
- Você nunca esteve patético - Jongin envolveu a cintura do menor fazendo com que ele se aproximasse - Mesmo naquela época, quando você não passava de um garoto assustado com grandes olhos negros eu já havia caído por você.
- Eu te amo tanto - Soo sentia vontade de chorar - Eu nunca pensei que poderia amar alguém assim.
- Eu também te amo KyungSoo - Jongin aproximou os seus lábios dos dele - Obrigado por me fazer acreditar novamente. 
    KyungSoo apenas fechou os olhos e esperou o contato de seus lábios com os de Jongin. Ainda que eles já tivessem feito isso muitas e muitas vezes seu coração sempre entrava em curto como se fosse o primeiro beijo.  Os dois finalmente dormiram juntos pela primeira vez após o acidente que quase tirou a vida de KyungSoo.


    VISÃO DO KYUNGSOO


    Jongin adormeceu logo em seguida e eu me dei conta de quanto ele estava cansado. Durante o dia ele trabalhava na empresa e de noite cuidava de mim, mesmo durante madrugada ele não conseguia dormir pois a qualquer movimento meu ele acordava assustado com medo de que eu estivesse tendo um ataque. Eu afastei alguns fios de cabelo que caiam sobre o seu rosto e dei um beijo terno em sua testa. Depois me levantei com cuidado e fui até a sala, onde Sana estava sentada mexendo em seu notebook. 
- Você tem remédios para dor? - Eu pedi para ela
- Dor? - ela sorriu - Que tipo de dor?
- Não brinque comigo - eu me sentei no sofá com a mão na barriga 
- Você se esforçou demais - Sana levantou e pegou alguns comprimidos me dando em seguida - Vocês dois são tão atrevidos, soube que não era para interromper assim que ouvi os gemidos.
- Sinto muito - KyungSoo corou 
- Eu fico feliz - ela disse animada - Eu já disse que sou a fã número 1 do amor de vocês?
- Obrigado pelo apoio - o menor já estava acostumado com o jeito espontâneo dela - Você pode me acompanhar no trabalho por um tempo?
- Você vai voltar? - Sana perguntou surpresa
- Eu tenho que voltar - eu sorri
- Eu pensei que você tinha mudado de ideia depois da noite de hoje - ela disse confusa
- Na verdade só estou mais convencido- eu suspirei - Espero que Jongin entenda meus sentimentos.
- Eu lhe acompanharei - Sana concordou - Mas não acho que será fácil para ele entender.
- Eu estou fazendo o melhor para nós dois - Eu justifiquei - Para o nosso futuro.
- Se você se sente mais confortável - Sana suspirou 
    Eu sabia que podia soar estranho, mas eu precisava saber que minha vida pode existir além do Jongin, mesmo que eu o amasse eu não era tão ingênuo a ponto de pensar que nossa vida seria um conto de fadas. Eramos dois homens morando na Coréia um dos países mais conservadores/preconceituosos do mundo, como se não bastasse eu era um simples trabalhador enquanto Jongin era um dos chaebols mais influentes do país. Talvez desse certo se eu fosse apenas o amante de Jongin e ele mantivesse uma vida "normal", se casando por conveniência e me encontrando nos bastidores, talvez então ele poderia continuar com a sua vida e sua empresa... Afinal quem eu era para que ele arriscasse tudo assim?
- Ei Soo - Sana colocou uma máscara em meu rosto - Está tudo bem, vai ficar tudo bem.
    Eu não havia me dado conta que enquanto eu pensava sobre isso eu comecei a ter outro ataque. A dor do meu peito e a falta de ar ficaram mais fortes enquanto as lágrimas encharcaram o meu rosto. 
- Está tudo bem Soo - Sana me abraçou depois de colocar a máscara de oxigênio em meu rosto - Vocês vão ficar bem.
    Eu tentei conter o meu choro para que Jongin não acordasse enquanto Sana me consolava. Eu precisava ser forte ou então não poderia me manter ao lado de Jongin, eu precisava me tornar ainda mais forte ou então eu e Jongin...


VISÃO DE CHANYEOL


    Desde que Chanyeol me contou sobre a visita de sua mãe e nosso jantar eu não podia me acalmar. Apesar nós estarmos juntos e agirmos como um casal na frente de nossos amigos, nossa família era diferente.  Se assumir para a família era... 
- Eu estou bem? - eu disse ajeitando a gravata quando chegamos ao restaurante
- Você está ótimo - ele me beijou - Relaxe, minha mãe não é um bicho de sete cabeças. 
    Eu o segui até dentro do restaurante escolhido. Assim que chegamos eu avistei uma mulher bem cuidada que se assemelhava a BaekHyun. Sua mãe era jovem e elegante.
- Mommy - BaekHyun a abraçou - Que saudade.
- Você parece bem - ela retribuiu o abraço
- Essa é minha mãe - Baek me apresentou animado - E esse é meu NAMORADO!
- É um prazer finalmente lhe conhecer - A mãe de Baek estendeu sua mão em minha direção- Me desculpe, meu marido não foi capaz de vir, mas queria muito lhe conhecer.
- Tudo bem - era estranho vê-los tão confortáveis com a nossa relação
    Nós sentamos e fizemos um pedido, a mãe de Baek era muito simpática e contava animada como foi voltar depois de tanto tempo para a Coréia. Nós mantivemos uma conversa agradável até mesmo depois de comer. Já havia passado um tempo que estávamos no restaurante, agora apenas bebíamos vinho e conversávamos casualmente.
- Quando Baek vai conhecer os seus pais? - a mãe de Baek perguntou diretamente
- Mom- Baek olhou para mim - Nós não conversamos sobre isso.
- Por que não? - a mãe dele me encarou - Quando se está em um relacionamento é normal que se busque a aprovação da família. Vocês estão sérios, não estão?
- Na verdade - eu disse constrangido - Meus pais ainda não sabem.
- Eu lhe disse mãe - Baek interviu - Para Chanyeol isso é muito novo e...
- Ele ainda não se "assumiu" - ela completou
- Eu estou esperando o momento certo Omoni- eu tentei me justificar
- O momento certo - ela respondeu - Deixe eu lhe dizer uma coisa, não existe momento certo. Você apenas tem que dizer para os seus pais. 
- Você não conhece os meus pais - eu me defendi - Eles não entenderiam.
- Os pais amam seus filhos - ela justificou - No final eles só querem fazê-los felizes, mas nem sempre sabemos como fazer. 
- Eu sei - mesmo que ela dissesse isso, não tinha tanta convicção
- Meu BaekHyun é precioso - a mãe dele disse sentida - Eu não quero vê-lo em uma relação clandestina. Você entende?
- Entendo - eu olhei para Baek que apenas fez sinal com a cabeça para que eu ignorasse tudo
- Son - a mãe de Baek se dirigiu a ele apontando o cardápio- Eu gostaria de encomendar alguns desses doces para levar para o seu pai, você poderia providenciar isso para mim?
- Sim - ele se levantou - Vou fazer o pedido.
    BaekHyun pegou o cardápio e se dirigiu até o balcão deixando-nos sozinhos.
- Me desculpe - ela disse quando Baek se afastou - Eu não quero ser aquelas mães carrascas dos dramas. É só que... o meu Hyun já sofreu muito. Eu não sei o quanto você sabe sobre isso...
- Um pouco - eu me dei conta que não sabia nada
- Eu lhe agradeço - ela segurou minha mão - Mesmo depois que aqueles meninos fizeram aquilo ele continuou apegado em você e acho que isso que ajudou para que ele não enlouquecesse...
- O que fizeram? - eu perguntei confuso
- Isso não é uma coisa que eu deva falar - a mulher suspirou - Se você soubesse então poderia entender minha preocupação. Esse assunto - ela hesitou - Baek vêm evitando há muito tempo, é como se ele tivesse apagado, mas eu sei que ele ainda sofre por conta disso.
- O que realmente... - eu estava confuso
- Eu não quero que meu Hyun sofra - ela completou - Ele merece ser feliz, ele não é uma anomalia nem nada disso. Eu quero que ele fique com alguém que perceba o quão especial ele é e se orgulhe disso. Eu não quero que ele sofra nunca mais...
- Eu entendo - eu me sentia comovido
- Aqui - Baek colocou a sacola na mesa - Eles disseram que os doces suportam a viagem.
- Obrigada filho - ela disse limpando uma lágrima
- Vocês estavam... - Baek me olhou preocupado
- Eu só estava dizendo a Chanyeol como você é adorável e nós te amamos - ela completou 
    Baek me encarou e eu apenas confirmei com a cabeça. Eu paguei a conta e nós saímos do restaurante.
- Quer dormir em casa? - Baek perguntou
- Eu estou bem no hotel - a mãe respondeu - Preciso voltar amanhã cedo, gostaria que os dois nos visitassem na América.
- Iremos em breve - Baek sorriu - Podemos te levar no aeroporto amanhã?
- Eu ireI cedo - ela protestou 
- Não tem problema - eu respondi
- Ok - ela sorriu - Esperarei vocês então. Foi um prazer lhe conhecer Chanyeol, as narrações do meu filho não foram tão fantasiosas assim.
- Eu disse que ele era perfeito - BaekHyun disse orgulhoso
- Foram anos e anos ouvindo sobre você - ela completou 
    Eu apenas olhei para BaekHyun comovido, eu o invejei por ter uma família tão amorosa e dedicada. Mas afinal o que tinha acontecido com ele no passado? Nós deixamos sua mãe no hotel e voltamos para o meu apartamento.
- Sua mãe é uma grande mulher - eu disse retirando o casaco
- Sim - ele concordou - Ele é a mulher que eu mais amo nessa vida.
- BaekHyun - eu hesitei -  Depois que nós voltamos acho que nunca conversamos apropriadamente sobre isso. Mas eu gostaria de saber o que aconteceu quando ainda estávamos na escola. - O que aconteceu quando você estava no secundário?
- O que aconteceu? - o seu semblante mudou - Por que você quer saber sobre isso? Não foi nada demais, meu pai se transferiu e eu tive que ir para a América.
- Foi só isso? - Eu me aproximei - Sua mãe, V e você falam com tanta dor daquela época que...
- Não foi nada - Baek se exaltou - É passado Chanyeol, de uma época da vida que você nem sabia da minha existência então - ele respirou fundo - Vamos dormir Chanyeol, ou então fazer coisas mais interessantes.
- Eu sinto muito - eu insisti- Eu li os seus bilhetes, você tinha planejado se declarar para mim lentamente. Mas então você partiu, por que BaekHyun?
- Não é importante - ele desviou o olhar 
- É claro que é importante - Eu me aproximei dele obrigando que me encarasse - Que porra aconteceu BaekHyun?
- Não grite comigo - ele se afastou
- Me desculpe - eu me arrependi do meu tom de voz
- Chanyeol - BaekHyun se sentou no sofá e levou as mãos a cabeça - Se eu lhe dissesse você me odiaria.
- Eu nunca faria isso - eu me aproximei novamente
- Minha mãe - ele disse com a cabeça baixa - Você tem ideia de quantas vezes ela chorou? Mesmo eu dizendo que estava tudo bem, ela chorava todos os dias...
- BaekHyun - eu não sabia o que dizer
- Eu nunca fui o tipo popular - Ele me encarou e seus olhos estavam vermelhos - Na verdade eu era invisível durante a escola. E eu sempre me odiei por isso porque isso me afastava de você. Eu era o estranho da biblioteca enquanto você era um dos mais populares, os três intocáveis (ele se referia a mim, Jongin e Danbi). - ele suspirou -  Me desculpe Chanyeol, eu não gosto de falar sobre isso.
- Continue - eu precisava que ele continuasse, eu queria conhecer o BaekHyun que sua mãe e V esfregavam na minha cara por não conhecer.
- Eu sempre me odiei por ser invisível - eu percebi que ele chorava - Eu sempre amei você Chanyeol, eu sempre imaginei como seria minha vida quando você finalmente me notasse. Nós poderíamos começar com pequenos encontros, na biblioteca mesmo, você ficaria ouvindo música e folheando livros aleatórios enquanto eu fingiria ler um livro legal quando na verdade eu estaria te observando. - ele sorriu  - Após algumas semanas no terraço da escola, nós daríamos o nosso primeiro beijo. Gradualmente nós ficaríamos mais confiantes e então enquanto todos estivessem no baile da escola nós dois nos iríamos em algum motel e finalmente teríamos nossa primeira vez. 
- Se isso realmente tivesse acontecido - eu suspirei - Não teria sido ruim.
- Me pergunto o que teria acontecido - Ele levantou a cabeça - Depois que nos graduássemos. optaríamos por universidades diferentes? Talvez brigássemos algumas vezes? Estaríamos juntos até hoje?
- BaekHyun - eu me sentei ao seu lado
- Mas ao invés disso - ele continuou - Você não me notou e eu não pude ficar o bastante para que você o fizesse.  Um grupo de "bad boys" do colégio me descobriu primeiro. Eles me humilharam todos os dias até que decidiram que aquilo não era o suficiente, a "diversão" não era o bastante então eles decidiram...
    Eu congelei, o semblante de BaekHyun tomou uma nuance que eu nunca havia presenciado.  BaekHyun que sempre fora tão otimista, mesmo quando descobriu o meu passado em relação a ele tinha um expressão de dor. 
- Eu amava você Chanyeol - ele continuou - E por inúmeras vezes imaginei como séria mágica o dia eu que eu lhe  entregasse minha primeira vez e então finalmente eu estaria completo. Mas não foi isso que aconteceu, ao invés disso enquanto você estava perdido em seu próprio mundo aqueles rapazes me acharam... e assim como você eles também me achavam desprezível. 
- BaekHyun - eu senti meus olhos encherem de lágrimas
- Naquele momento eu desejei ser invisível - Ele me encarou com dor - Quando eles me humilharam  e se forçarem para dentro de mim várias e várias vezes... Eu realmente desejei ser invisível Chanyeol. Como eles podiam simplesmente fazer aquilo? 
- BaekHyun - eu o abracei em prantos - Me desculpe.
- Se eu fecho os olhos - ele continuou - Eu ainda posso ouvir suas vozes, eu ainda posso sentir a dor Chanyeol... Eu não quero sentir isso nunca mais.
- Me perdoe BaekHyun - eu implorei o seu perdão 
    BaekHyun chorou como uma criança em meus braços e eu não fiz muito diferente. Eu nunca havia me dado conta de como foi doloroso o seu passado e me odiei por isso. Se naquela época eu tivesse percebido os seus sentimentos;;; Mas a quem eu queria enganar, se naquela época eu soubesse sobre isso provavelmente teria apenas ignorado novamente. Ah meu pobre BaekHyun, nossa história teria acabado ali mesmo. Eu te ignoraria e você de coração partido conheceria outra pessoa, talvez até mesmo percebesse o amor do seu amigo V por você. Eu seria apenas uma memória dolorosa e seguiríamos nossas vidas. Não porque eu eu não pudesse me interessar por você, mas sim porque o meu eu daquela época repleto de pré conceitos que nem eu mesmo conhecia, vítima de idéias pré-concebidas  e discursos que eu nem mesmo era capaz de pensar sobre e apenas repetia como um gravador quebrado te consideraria um imoral.  O meu eu daquela época provavelmente não faria nada, ainda que me sentisse mal pelo abuso que você sofria. Enquanto repetia isso em meus pensamentos implorava que ele me perdoasse. Eu ama BaekHyun e queria apagar tudo o que ele sofrera, mas eu não tinha esse poder. Eu era apenas um homem fraco que descobrirá o amor tarde demais o quanto nossas ações poderiam ferir alguém!


VISÃO DE LUHAN

- Você voltou - Xiumin me esperava no aeroporto e correu para os meus braços - Eu senti tanto a sua falta  Luhan!
 


Notas Finais


É isso, espero que tenham gostado....
Eu não acho que demorei para atualizar dessa vez e pretendo não demorar para a próxima. Mas mesmo assim comentem <3

Beijos e até a próxima!!!


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