História Hotel Lost - Capítulo 35


Escrita por: ~

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Categorias The GazettE
Tags Hotel, Hotel Lost, Milharal, Originais, Suspense, Terror, The Gazette
Exibições 16
Palavras 2.213
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


=*^•^*=

Capítulo 35 - Silly God Disco


Fanfic / Fanfiction Hotel Lost - Capítulo 35 - Silly God Disco

A sineta tocou. O Pirralho ergueu o rosto. Era um jovem loiro a sua frente, com uma roupa grossa e um cachecol preto e felpudo. Realmente, estava começando a fazer muito frio na região. A única pessoa que não usava agasalho era, ninguém mais, ninguém menos, do que Julia.
-Seja bem vindo ao Hotel Lost! Anote seu nome e pegue uma chave!
-Bom dia!
Sorriu. Anotou "Sil". Apontou a chave 9.
-Aqui está! Tenha uma boa estadia!
Sorriu novamente e subiu pelas escadas.
Julia veio, como sempre, curiosa.
-Quem era?
-Sil. Bem... Parecia até que feliz!
-Feliz, eh?
-Nem todo mundo é depressivo, Julia...

\\


Sil's pov

Me deitei na cama. Abri a garrafa de água e comecei a beber. Bem... Lost. Aqui estamos nós. Bem longe de qualquer um que atrapalhe. Acendi um cigarro. Peguei o celular e coloquei a melhor música que tinha. Aquele ritmo... Soltei uma baforada. Olhei em volta. As paredes rachadas e tudo mais.
Era bem... diferente!
Me levantei. Fui até a pia. Abri os armários, analisando o que havia disponível. Nada tão interessante, na verdade. Apenas talheres e dois copos.
Horas depois, eu já estava pronto para dormir. Antes de me deitar, olhei pela janela. Aquele milharal imenso... Tão... Fechei os olhos.
Eu senti uma brisa forte demais. Vento. O quê?
Abri os olhos, e o chão estava tão próximo.
Berrei, andando para trás até esbarrar na cama, caindo sentado. A respiração, acelerada demais. Pus a mão no peito. As pancadas do coração... Chegava a machucar.
Mas estava tudo bem.
Estava bem.
Demorei quase cinco minutos para conseguir me levantar novamente. Quando pude, subi para a cama e ali fiquei, até cair... No sono!

PII

Pirralho's pov

Julia varria a poeira do chão. Todos os empregados olhavam.
-O que estão olhando? Voltem ao trabalho!
Saltaram de onde estavam e correram. Apenas eu fiquei, na recepção. Como sempre. Apoiei os cotovelos bem unidos sobre a mesa e o queixo sobre as mãos.
-Bom... Dia!
-Bom dia, garoto...
-Por que está varrendo?
Ela bufou. Antes que pudesse gritar e metralhar minha auto-estima, o novo hóspede desceu cantarolando pelas escadas. Passou por nós, sorrindo. Saiu.
Julia o seguiu.

\\

Ela chegou perto. Ele fumava, observando o céu branco.
-Bom dia... Sil?
-Isso mesmo. E você?
-Julia!
-Belo nome, Julia!
Ele tinha um sorriso adorável. Os fones de ouvido estavam muito altos. A empregada podia ouvir perfeitamente a gritaria.
-Hard rock!
-É...
O diálogo não se desenrolou. A garota não teve para onde seguir, se não para dentro. Foi o que fez. Não disse nada ao recepcionista e passou para a copa.
Sil continuou lá fora, ainda fumando e ouvindo música.


PIII

Não imaginava que ficar num hotel seria tão tranquilo. Não havia ninguém mandando fazer nada, nem brigando por nada.
Mesmo sendo o quinto dia ali e sabendo que estava perfeitamente bem, só havia uma coisa incomodando: a constante sensação de que não sabia nada sobre o Hotel Lost. Não conhecia ninguém. Parecia ser o único hóspede.
Na frente do notebook, selecionava a melhor playlist. De heavy metal até as mais dançantes. Só fumava  bebia e dançava.
Eram quase 7 horas da noite, quando ouviu um som por trás de suas músicas. Parecia uma melodia, mas não conseguia identificar. Pausou o som, tentando rastrear aquilo. Uma voz feminina... Doce.
Saiu do quarto e olhou em volta. No fim do corredor, uma silhueta. Era dalí que a música vinha. Começou a andar. Parecia uma jovem. Ela acenou. Fez um sinal para que ele a seguisse. Obedeceu. A moça estava sempre a frente, virando os corredores. Quando Sil notou, a arquitetura do Hotel havia mudado completamente. Era mais claro, havia luminárias na parede, o chão era de lajotas desenhadas. Estava tudo mais belo. Ela entrou por um corredor que levava até uma mesa farta. Se sentou e esperou que ele também o fizesse. Assim que se acomodou, ela começou a comer. Sil fez o mesmo. Era comida chique. Não parecia e nem era tão saborosa. Mas era luxuosa. A garota o olhava. E ele a olhava também. Tinha cabelos longos e negros, usava um vestido preto, meia fina e saltos. Possuía um arranjo de vel na cabeça. Era até que bonita.
-Qual é o seu nome? - Perguntou o garoto.
Ela não respondeu.
-Oh... Ok.
Quando terminou de comer, ela o fitou. Sil não entendeu bem. Num piscar de olhos, a jovem se levantou e começou a correr. A seguiu, tropeçando. Novamente, passavam pelos corredores. Ela olhava para trás e acelerava cada vez mais. Ele tentou chamá-la, mas não adiantava. Aquela menina corria de salto!
 Mais rápido. Mais rápido! As pernas doíam. Sentia que precisava alcançá-la!
E então uma dor terrível irradiou de sua testa para todo o corpo. Caiu, sentindo a pulsação na cabeça aumentar. Colocou as mãos na frente, sentindo a parede. A visão estava embaçada, mas sabia que o Hotel havia voltado ao normal, pois estava mais escuro. Não conseguia se levantar por causa da tontura e da dor. Levou os dedos à boca, sentindo o sangue que escorria das narinas.  Não queria desmaiar alí, mas não pode evitar.

\\

Quando acordou, a cabeça ainda doía. Teve dificuldades em abrir os olhos e erguer o corpo. Quando a visão se ajustou, olhou em volta. Estava em seu quarto. A janela estava aberta e a luz da manhã iluminava o ambiente. Olhou para o criado mudo. O celular estava lá. Ligou para ver as horas. Eram dez da manhã.
Suspirou e murmurou pela dor. O que havia acontecido mesmo? Claro... A mesa, a garota... A parede. Aquela droga de parede que enfiaram em seu caminho. Com tudo aquilo, concluiu-se que tinha dado uma de sonâmbulo e acabado com a cara no concreto.
E quem o colocara de volta no quarto?
Muito provavelmente, aqueles empregados. Pelo menos estava de volta.
Se levantou e foi até o banheiro. Ao olhar o espelho, espantou-se com a mancha roxa no meio da testa. Mas não poderia esperar por menos. Tomou um banho, para tentar relaxar. Aquela noite havia sido cheia... E dolorosa.


\\


Pirralho's pov

 

Julia cantarolava enquanto passava o pano em minha mesa. Tomou um gole da minha caneca de café e jogou o resto num vaso de planta, como a boa amiga que era.
-Café te deixa viciado.
-Huhum...
Murmurei.
O som nas escadas chamou minha atenção. Sil veio. Ele sorria.
-Bom dia!
Foi direto para a mesa do café-da-manhã. Preparou um lanche.
Em nenhum momento, pude deixar de encarar a pancada em sua testa. Eu queria muuuito rir.
-Eh... Bom dia... Cara... Ai!...
Eu não sou bom em ser discreto. Nem um pouco. Não mesmo.
-Pelo menos está doendo menos agora! - Ele sorriu novamente.
Julia observava, como se desprezasse qualquer dor que um ser humano comum pudesse sentir. E continuou a limpar tudo.
Depois de comer, Sil se voltou para o recepcionista.
-Quantas empregadas mulheres vocês têm?
-Her? Eh... Duas! Por quê?
-Julia e...?
-Light, uma loirinha...
-É suficiente. Obrigado!
Sorriu e voltou para o quarto.

\\

Apenas essas duas? Isso não poderia ser verdade... Apenas se realmente estivesse sonhando. Estava sonhando.
Não estava?
Ligou o notebook e soltou a playlist. Isso sempre o acalmava.
Cantarolando, começou a explorar o quarto. Não havia tido tempo para prestar atenção nele ainda.
Na verdade, tinha tido seis dias, mas estava com preguiça, mesmo.
O closet não era tão especial. Apenas fedia a poeira e mofo. O quarto estava em bom estado. A cozinha, já havia olhado antes (talheres e dois copos). E...
Banheiro!
Estava limpo. O espelho era um pouco manchado de verde. A pia tinha algumas rachaduras, mas nada demais.
-Aff.
Nada interessante. Fechou a porta por acaso, para olhar o que havia atrás.
E quase caiu ao ver.
Marcas de arranhões violentos e fundos. Havia até um pouco de sangue seco. Se abaixou para olhar. Ao tocar, o coração acelerou.
"Não!"
"Do jeito que está se mexendo, vai acabar com o próprio sangue bem rápido..."
"Rage!"
Se levantou, saiu do banheiro e bateu a porta. Ficou encostado nela por algum tempo. Ofegava.
Correu para cima da cama e ali ficou. A música rolando. Fechou o notebook.
Esperou a noite cair, observando a janela. Quando o véu negro cobriu o céu, resolveu beber um pouco de água antes de dormir.
Ao pisar fora da cama, a dor na testa voltou com tudo, como uma martelada feroz. Caiu sobre os joelhos e tentou se arrastar para a porta, mas algo chamou sua atenção.
A música estava tocando.
Olhou para o notebook. Estava desligado. O som vinha de fora. Juntou forças para se levantar, e, ao conseguir, se desequilibrou, apoiando-se na parede. Olhou para baixo.
-Mas o quê?!
Nos pés, lindos sapatos de vidro. Salto alto. Não sabia estava conseguindo usar aquilo. Tentou caminhar. Depois de algumas quase quedas, tomou o controle.
-Quem diria! Não é assim tão difícil...
Abriu a porta, indo atrás da música. Estava muito escuro. Tomava cuidado, caminhando sobre os saltos. Suava. Dessa vez, os corredores não se transformaram naquele palácio.
Pareciam decair.
As paredes ficaram ainda mais rachadas. Havia muitas teias de aranhas. Várias lajotas estavam quebradas.
De repente, um cheiro de comida tomou o ar. Misturado a música, gerava um ambiente... Estranho.
Reconheceu as curvas que estava tomando, como da vez que seguiu a garota.
Tentou seguir as memórias, até chegar naquele salão com a mesa farta.
-Aqui estamos nós!
Se aproximou. Estava muito diferente. A moça não estava lá. Ao invés dela, havia alguns esqueletos e corpos em decomposição. O aroma da comida sumiu, substituído por carne podre. Os pratos, antes muito pomposos, borbulhavam vermes. Bifes repletos de fungos. Sobremesas despedaçadas. As velas davam um ar ainda mais fúnebre ao espetáculo nojento. Quem eram todos aqueles?
Se sentia observado.
Olhou para cada um deles. Os olhos... Os que ainda tinham estavam fitando-o.
Deu alguns passos para trás.
A música se tornou mais tensa.
-Torne mais doce
Diziam os esqueletos.
Os corpos podres riram. Larvas caíram de suas bocas.
-Ouçam seus corpos!
O cadáver da ponta da mesa gritou, numa cascata de vômito.
-Você não quer dançar?!
Se virou e tomou um corredor qualquer. Não fazia a menor ideia de para onde estava indo, contanto que fosse para longe daquilo.
Mas correr não era tão agradável sobre saltos.
E eles começaram a machucar. Foi ao chão num passo minimamente errado. Tentou arrancar os sapatos, mas não conseguia. Arranhava os próprios calcanhares. Um pouco de sangue escorria. Tentou se levantar, e o vidro começou a rachar. As pontas afundavam em sua pele. Ardia. Enquanto se esforçava para andar, os cacos o torturavam. Quando finalmente os saltos se desfizeram, a carne estava exposta e fervendo.
E a música continuava.
Sil caminhava, deixando um rastro de sangue. Agora, suava tanto que a roupa começava a molhar. Tirou o cachecol e soltou no chão sujo. O corredor parecia sussurrar ao ritmo da música. Abriu a blusa e a deixou cair também.
Mais leve. Estava chegando ao fim de um corredor, com uma grande porta de estilo gótico. Sabia que era só passar por alí. Os dedos quase alcançavam a maçaneta...
Quando algo o puxou pelo pé.
Estava sendo arrastado pelo corredor. Tentava inutilmente segurar-se, mas quebrava as unhas. Olhou para trás. Uma corrente esfolava o tornozelo. Apertou os olhos ao ver os cacos de vidro no chão, resquícios dos sapatos.
Passaram rasgando por baixo de seu corpo. Gritou. Alguns ainda estavam em sua carne. Aquela música estava cada vez mais rápida.
De repente, a corrente parou. Olhou em volta. Estava no meio do corredor. A melodia era mais calma.
Se levantou. As roupas completamente rasgadas. Mas ainda estava atado pelo pé. O sangue escorria. Chorava. Sentia-se perdido. Não sabia o por quê de tudo aquilo.
O ritmo agora era menos intenso. Era irritante.
Sentiu uma dor nas costas. Gemeu. E nas pernas... Nos braços... Mais forte. Na cabeça, a pancada parecia pulsar mais e mais, e o nariz doía como se estivesse quebrando. Logo, não conseguia se manter em pé. Ficou de quatro, urrando pela dor no corpo todo. Sentiu os ossos se contraírem e a pele repuxar. Teve a necessidade de desvencilhar-se das roupas. Os pés estalaram. Tudo estava mudando de forma. A corrente evitava que tentasse correr ou se arrastar. Os gritos foram se tornando berros, então uivos, e por fim ganidos.
Agora os tornozelos eram mais finos do que a corrente poderia segurar. Correu, mancando. Ficou um pouco surpreso ao ver a porta de antes aberta, e um feixe de luz o chamando. A música ficava para trás.
Atravessou. Agora, corria pelos corredores do Hotel como eram antes. Desceu as escadas que encontrou. Lá embaixo, uma gata preta atravessava de um lado a outro o caminho. Ao vê-lo, ela chiou. Arrepiou as costas. Sil deu alguns passos para trás e então seguiu seu caminho, correndo.
Mais um lance de escadas, e estava na recepção. O garoto da mesa se assustou quando o viu.
-Oh! Julia! Vem aqui, rápido!
Ela veio da copa. Paralisou quando o olhou.
-Caramba! De onde veio?
-Dos quartos!
-Você não deve ter visto entrar...
-Mas eu sempre...
-Não. Viu. Ele. Entrar.
-Ok...
-Vem cá... Vem cá, garoto...
Se aproximou. Ela o acariciou na cabeça.
Claro, meninas adoram...
Eh...
-Você é um cachorro muito fofo!


Notas Finais


Hehehe oi hehehe


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